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junho 14, 2018

O Reino dos Sonhos por Judith McNaught

 | Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.



ISBN: 9788528622324
Editora: Bertrand Brasil
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 348
Classificação: Bom
Sinopse: Dinastia Westmoreland - Livro 01. 

Royce Westmoreland, o “Lobo Negro”, é enviado pelo rei da Inglaterra para invadir a Escócia. Quando seu irmão, Stefan, sequestra Jennifer e Brenna Merrick, filhas de um lorde escocês, do convento onde vivem, as vidas de Royce e Jennifer se entrelaçam. Ele, um poderoso guerreiro que já ganhou muitas batalhas, não vê a hora de encontrar uma mulher que o amará pelo homem que é, não pelo medo inspirado por sua lenda. Ela, uma jovem rebelde em busca do amor e da aceitação de seu clã, mesmo na condição de prisioneira, não se deixa abalar pela fama de seu arrogante captor. Conforme os conflitos entre os dois se tornam mais frequentes, a urgência de se entregarem um ao outro só aumenta. Certa noite, quando ele a toma apaixonadamente nos braços, desperta nela um desejo irresistível. Mas, se Jennifer seguir seu coração, perderá tudo aquilo pelo que vem lutando e jurou honrar.

Venho comentando há algum tempo que romances de época não andam chamando tanto a minha atenção como no passado, pois não é de hoje que tenho a sensação que as histórias estão o mais do mesmo. Por esse motivo, quando li a sinopse de O Reino dos Sonhos da autora Judith McNaught, apesar do leve “incômodo” que ela me causou por soar levemente “familiar”, ainda sim achei a trama promissora e resolvi dar uma chance a obra. Afinal, sempre estou disposta a ler um romance gracinha. Porém, mesmo possuindo todos os requisitos de uma boa narrativa açucarada, alguns pequenos detalhes fizeram com que essa blogueira que vos escreve, não conseguisse se sentir completamente envolvida pela obra.

As filhas do lorde Merrick, Jennifer e Brenna vivem uma vida tranquila a Abadia Belkirk na Escócia. Mas, isso muda completamente em um final de tarde quando elas são sequestradas por Stefan, irmão do temível Royce Westmoreland, um guerreiro enviado pelo próprio rei da Inglaterra para invadir as Terras Altas. Conhecido como o Lobo Negro, Royce a princípio acha a presença das duas reféns no acampamento mais um incômodo do que uma vantagem estratégica contra seus inimigos, só que isso começa a mudar à medida que ele vai conhecendo melhor a Jennifer Merrick.

Jennifer está longe de ser uma donzela doce e frágil como sua irmã Brenna. Jenny não tem medo de enfrentar Royce, principalmente se isso significar recuperar o respeito e o amor de seu clã. Ela está disposta a fazer o que for preciso para proteger a irmã e encontrar uma forma delas voltarem para casa sã e salvas a tempo de avisar ao seu pai que o Lobo Negro está vindo. Só que quando todas as suas tentativas de fuga são frustradas e os conflitos entre ela e Royce aumentam, mais inquieta e atraída pelo guerreiro ela começa a sentir.

Royce sabe que é loucura se deixar levar pelos sentimentos que Jenny desperta nele. Embora ambos tentem sem muito sucesso manter a atração que sentem um pelo outro sob controle, ela acaba falando mais alto. Chega então o   momento em que Lady Jenny terá que escolher entre o coração e seu povo, afinal o clã jamais verá com bons olhos seu relacionamento com o Lobo Negro. Quando finalmente aceita o seu destino, ela tem certeza que jamais encontrará a felicidade novamente. Será?

Foram inúmeros pequenos detalhes que me incomodaram na narrativa de O Reino dos Sonhos, entre o principal deles foi em muitos momentos o enredo me remeteu ao livro O Lobo e a Pomba da saudosa autora Kathleen E. Woodiwiss (1939 – 2007).  Não digo só porque os protagonistas tem o codinome Lobo, até mesmo por que esse tipo de “coincidência” é algo que dá para deixar “passar”. O problema é que a estrutura da história é bem, mais bem familiar mesmo. A diferença é que em O Lobo e a Pomba a narrativa tem um tom mais áspero o que de certa forma dá mais intensidade a obra, enquanto O Reino dos Sonhos é tudo muito “bonitinho” dando a narrativa um tom mais delicado.

Outro ponto que me fez revirar os olhos vária vezes foi a protagonista. Sei que vocês estão pensando que não é novidade eu implicar com as mocinhas, e garanto que tentei com todas as forças gostar da Jenny, só que não deu.  Para começar ela faz burrada do começo ao fim do livro, além disso a falta de coerência nas atitudes dela chega a ser insuportável. É o velho e já conhecido caso da autora tentar passar a imagem que a protagonista é forte, decidida e independente quando na realidade ela passa a história toda tendo atitudes completamente opostas disso. Ok! Algumas dessas atitudes são até “compreensíveis”, mas mesmo que você tenha um coração muito bondoso dificilmente vai conseguir relevar o tempo todo o comportamento muitas vezes “infantil” da Jenny.

O Royce é aquele mocinho pelo qual desenvolvemos uma relação de amor e ódio na mesma proporção. E não nego que terminei a leitura achando que ele merecida alguém melhor. Tipo, apesar de ser irritantemente mandão e da fama terrível que acompanha o seu nome, Royce sabe ser uma pessoa justa e legal àqueles que ama. E assim, por baixo de toda a pose de “eu sou mal” no fundo ele só está procurando alguém que o ame de verdade. Clichê, eu sei, mas levando em conta a proposta do livro é algo já esperado.

Judith McNaught escreveu um romance previsível do começo ao fim. E o fato dela ter focado muito a obra nos protagonistas faz com que a pouca participação dos personagens secundários se destaque em especial da tia Elinor, funcionado como um bom “respiro” na narrativa. Até por que como mencionei acima a Jenny consegue ser bem irritante quando quer, e com isso levando o Royce a ter atitudes irritantes também. Além disso, a narrativa é fluida e o contexto histórico em que ela se encontra, o século XV é um dos meu favoritos.

No geral gostei do que encontrei em O Reino dos Sonhos, já que a obra entrega exatamente aquilo que se propõem. Só que não nego que infelizmente esperava ter me envolvido mais com a história do que na verdade me envolvi.O que é realmente uma pena.

“– Por que sinto que eu é que fui conquistado quando é você quem cede?
Jenny se encolheu e virou as costa para ele, enrijecendo os ombros frágeis.
– Não foi mais do que a um pequeno combate que cedi, Vossa Alteza; a guerra ainda está travada.”

Para quem está em busca de um romance leve e bem açucarado, O Reino dos Sonhos é uma boa opção. Pode não ser o melhor livro que você vai ler na sua vida, mas ainda assim é aquele tipo de obra que ao final vai deixar o seu coração mais quentinho.

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