11/09/2019

Enigma.

| Arquivado em: DIVAGANDO.


imagem: Shutterstock

Você diz não entender como se apaixonou por alguém que vive tão fora da realidade. Com a mente que está sempre nas nuvens, ou em algum lugar acima delas.

E enquanto o vejo andando de um lado para o outro, enumerando todas as razões porque não combinamos me pergunto: Como você não percebe...

Que a minha alma é poesia.
Que meus passos seguem seu ritmo próprio, minha melodia.
Que não preciso de dados, ou fatos para explicar meus sentimentos. Eu apenas sinto.
Eu apenas sinto ...

Você tenta encontrar uma explicação racional para tudo. Eu apenas vejo a beleza da vida em cada pequeno detalhe que você ignora, pois seus passos são sempre apressados.

Em sua corrida contra o tempo, você não percebe...

Como fica lindo ao sorrir.
Que seus olhos brilham quando não está tentando entender, os seus e os meus sentimentos.
Quando abaixa todas as suas defesas e apenas sente.

Apenas sinta meu coração bater no mesmo ritmo do seu coração.
Sem razões, explicações, porquês ou enigmas para serem decifrados.
Apenas sinta.

E deixe que a minha poesia o abrace.
Sinta em cada toque o meu ritmo e minha melodia.
E perceba que, amor é um belo enigma que a sua lógica perfeita nunca vai conseguir decifrar. 

texto escrito por: Ariane Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

04/09/2019

Vergonha por Brittainy C. Cherry.

| Arquivado em: RESENHAS.

A expressão: “Nunca julgue um livro pela capa”, é bem aplicada quando o assunto é o último romance da Brittainy C. Cherry publicado no Brasil, pela editora Record. Vergonha possui uma estrutura narrativa já bastante conhecida para os leitores da autora, porém confesso que assim como a aconteceu em No Ritmo do Amor, fiquei novamente com a sensação que a Brittainy acabou “pecando” um pouco pelo excesso. 

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.

ISBN: 9788501302854
Editora: Record
Ano de Lançamento: 2019
Número de páginas: 420
Classificação: Muito bom
Sinopse: Um amor inesperado que surge de forma inusitada e arrebata a vida de Grace Harris. Grace Harris está perdida e sozinha em sua casa em Atlanta depois que o homem que ela pensou que ficaria a seu lado pelo resto da vida traiu sua confiança, partiu seu coração e saiu de casa, deixando seu casamento em suspenso. Grace resolve, então, passar o verão com a família em Chester, sua cidade natal, para respirar, dar um tempo de tudo. Sua vida está uma bagunça e o que ela precisa no momento é de um pouco de gentileza e compaixão. Por incrível que pareça, Grace encontra isso na pessoa mais improvável de todas: Jackson Emery, a ovelha negra da cidade. Conhecido como a erva daninha de Chester, ele é sinônimo de encrenca, e não faz nada para mudar essa imagem. Tendo perdido na infância o que havia de mais valioso na vida, Jackson se tornou um homem amargurado e não dá a mínima para o que pensam dele. Os caminhos de Grace e Jackson acabam se cruzando de um jeito inusitado e a tristeza profunda que carregam atrai os dois como ímã. Ambos sabem que não foram feitos um para o outro, mas, como tudo vai acabar mesmo com o fim do verão, resolvem deixar rolar e se entregar a uma diversão passageira. Porém, o que Grace não imaginava é que seu coração, já destroçado, seria obrigado a aprender que certos relacionamentos são capazes de causar dores muito profundas, e que é sempre preciso fazer uma escolha.

Pela sinopse fica claro que aqui vamos encontrar aquela velha história clichê, em que a boa moça se envolve com o bad boy da cidade e os dois acabam se apaixonando perdidamente. E por mais batida que essa fórmula possa parecer, ela continua funcionando bem, uma vez que é impossível durante a leitura de Vergonha não torcer por um: “E foram felizes para sempre” de Grace e Jackson.

Grace é o retrato da aparente perfeição. Ela é a boa filha, a boa esposa, tudo em sua vida é previsível e "perfeito", até que ela descobre que o seu marido é infiel. Sozinha e de coração partido, ela resolve voltar para sua cidade natal e passar o verão com a família e assim ter tempo para se curar e decidir qual será o rumo de sua história, agora que ela não tem mais o “homem da sua vida” ao seu lado.

Jackson é o total oposto de Grace. O jovem e seu pai são vistos como párias da pequena cidade. Aquelas pessoas que todo mundo quer que fique a quilômetros de distância de suas vidas de comercial de margarina. Só que por detrás de todo o comportamento hostil de Jackson existe um passado doloroso, que vamos descobrindo no decorrer da narrativa. Assim como, o que levou o seu pai a atual situação em que vive.

Quando Grace e Jackson se encontram ambos sabem que não tem nada em comum. Mas de alguma forma, a tristeza e a desilusão que os dois carregam em seus corações os tornam perfeitos um para o outro. Porém, é claro que essa união não será bem vista por muitas pessoas, especialmente por Loretta, a mãe de Grace. E quando os segredos sombrios são revelados, Grace e Jackson precisam decidir entre o passado que os maltratou ou o futuro que pode os curar.

Indo direto ao ponto o que mais me incomodou em Vergonha é o fato dos personagens serem terrivelmente estereotipados. A Grace é “boazinha” demais, enquanto o Jackson é "cruel" demais. E por mais que a autora busque justificar o jeito: “Não estou nem aí para o que pensam de mim” do protagonista, em muitos momentos a agressividade dele não é justificada. E antes que vocês me achem uma insensível, admito que meu coração em vários momentos ficou em pedaços pela criança que o Jackson foi e pelo adulto que ele acabou se tornando. Só que de verdade, eu não consigo entender o fato de um pessoa tratar mal, alguém que está apenas tentando ajudá-lo.

Esse exagero na caracterização dos personagens não ficou só no protagonistas, já que Loretta por exemplo, lembra aquelas vilãs amarguradas de novela mexicana. E tal como o Jackson, ela também tem seus motivos para ser assim. A Brittainy foi bem o oito ou oitenta. Se um personagem é “bom”, ele é altruísta demais e se ele é “mal”, ele será mesquinho demais. O único parênteses sobre isso que eu abro aqui é em relação ao Mike, pai do Jackson. Acho que a apesar de não ter se aprofundado tanto na questão do alcoolismo, a autora consegue passar um panorama geral do estrago que essa doença causa da vida da pessoa e de todos que estão a sua volta.

Só que mesmo com as minhas ressalvas, Vergonha foi uma leitura que prendeu a minha atenção do começo ao fim. A autora soube como fazer críticas pertinentes a uma sociedade que se esconde atrás da máscara do politicamente correto. O que muitos podem considerar como “hipocrisia religiosa”, ao meu ver soou mais como um lembrete que a realidade, especialmente dentro do meio familiar é muitas vezes bem diferente daquela que nós enxergamos do lado de fora.  E por isso não devemos atirar pedras no telhado do vizinho, afinal o nosso telhado também é de vidro.

Confesso que o final não me surpreendeu tanto assim, pois conforme a narrativa avança e os fatos do passado vão sendo revelados, meio que já dá para ter uma noção da direção que a autora vai seguir. Ou seja, foi previsível não de um jeito ruim, apenas não causou o efeito surpresa que talvez a Brittainy esperava causar quando teceu o enredo.

“O amor de verdade significava uma compreensão mútua. Um respeito pelos sonhos, pela esperança, pelos desejos e pelos medos.”

Mesmo que a narrativa de Vergonha, tenha se mostrado envolvente, confesso que infelizmente não consegui me sentir arrebatada pela história. Li diversas resenhas em que as pessoas enaltecem a obra e além de achar essa diversidade de opiniões algo positivo, é muito legal ver como cada leitor vivencia e tem suas próprias impressões sobre o livro. A escrita da Brittainy C. Cherry é fluida e possui uma beleza muito singela, porém o fato de eu não ter criado uma forte conexão com os protagonistas pelos motivos que citei acima, fez com que no geral a história não me cativasse tanto.

Claro, que ao final me vi com sorriso bobo no rosto por Grace e Jackson terem curado seus corações através do amor. O ponto é que eu esperava um toque a mais de leveza e romance aqui e não uma carga dramática tão forte. Talvez, essa que vos escreve tenha lido Vergonha, na época “errada” de sua vida.  E antes que eu me esqueça, o Tuck é o melhor personagem.

28/08/2019

Obras de arte em formato de fotografia.

| Arquivado em: ARTE 

Sempre apresentei aqui na coluna Arte, trabalhos de ilustradores maravilhosos. Porém, hoje vou compartilhar com vocês o fantástico trabalho da fotógrafa russa Kristina Makeeva.

Não me recordo como conheci o trabalho da Kristina, porém assim que vi as fotografias dela pensei: “Preciso fazer um post com essas fotos maravilhosas no blog.” O post demorou um pouquinho para sair, mas aqui está ele.

imagem: Kristina Makeeva
Em minha opinião, as fotografias da Kristina dispensam qualquer comentário. Sério! É uma foto mais linda que a outra. Simplesmente, amo a forma como ela trabalha a luz e o contraste dando um toque ainda mais especial em seus registros.

Além disso,  perceptível que fotógrafa sabe como utilizar os recursos dos programas de edição de imagem a seu favor, só que isso de forma alguma deixam seus trabalhos com aquele aspecto carregado ou artificial. Pelo contrário, faz com que cada um seja uma explosão de cor e de beleza única.

| Outros trabalhos:
imagem: Kristina Makeeva
imagem: Kristina Makeeva
imagem: Kristina Makeeva
imagem: Kristina Makeeva
imagem: Kristina Makeeva
Essa é só uma pequenina parte do portfólio maravilhoso da Kristina Makeeva. No final do post estou deixando os links para vocês conhecerem outros trabalhos dessa talentosa fotógrafa.

E não se esqueçam de compartilhar comigo nos comentários, qual ou quais foram as fotos que vocês mais gostaram. Acho que não preciso dizer que embora seja  apaixonada por todas as fotografias, a do gatinho tem um lugar especial em meu coração.


+ Kristina Makeeva.
Site | Instagram

23/08/2019

Fechando ciclos e a beleza de recomeçar.

| Arquivado em: DIVAGANDO.

Em nove anos de blog nunca fiquei um período tão longo ausente daqui. Talvez muitos dos que me acompanham possam ter pensando que eu tinha abandonado a vida de blogueira. Confesso que nos últimos meses cheguei realmente a pensar em fechar o blog, afinal nossas vidas são feitas de ciclos e até certo ponto, o meu ciclo aqui no My Dear Library também se encerrou.

imagem: Freepik
Enquanto estive ausente, muita coisa em minha vida mudou. Coisas maravilhosas aconteceram e outras, apesar de não terem sido tão boas assim, trouxeram um aprendizado imenso. Encerrei uma etapa em minha vida, e finais sempre trazem consigo um toque de incerteza e o receio do que virá.

Então nesse período “quase” sabático que tirei do mundo online, sem atualizar o blog e com a minha conta no Instagram desativada, tive bastante tempo para ficar comigo mesma e reavaliar qual era e é, o meu propósito com My Dear Library.

Sei que muitos conheceram o blog por meio das resenhas literárias. Só que infelizmente, hoje não tenho mais o mesmo tempo que tinha no passado para ler e publicar uma resenha toda semana.  E por isso, todas às vezes, que eu acessava o Instagram e via pessoas que já tinham lido cinquenta livros antes da metade do ano, eu me sentia frustrada. Comecei a me questionar do porquê manter um “blog literário”, se ler um ou dois livros por mês era o máximo que eu estava conseguindo.

Além disso, passaram a fazer parte de minhas leituras, livros que não são de romance ou fantasia, mas que ao menos para essa fase de minha vida estão fazendo muito sentido. Tanto sentido, que eu gostaria de compartilhar eles com vocês.

E é aqui que entra a questão do meu propósito com o blog. Desde o primeiro post em 21 de maio de 2010, venho compartilhando uma parte do meu mundo com vocês. Minhas leituras, músicas favoritas, artistas com trabalhos fantásticos e de vez enquanto minhas divagações. Porém, de 2017 para cá venho percebendo que o que me traz felicidade e realização de fato, é quando publico meus textos pessoais. Quando coloco meu coração no post e compartilho meus sonhos e sentimentos com vocês.

Durante os últimos meses enquanto passava por um verdadeiro detox emocional, acabei percebendo que para continuar com o My Dear Library era preciso encerrar um ciclo e recomeçar.

A partir de hoje, o My Dear Library não é só mais um, blog literário. E sim, vou continuar a compartilhar com vocês minhas leituras, mas elas vão deixar de ser o principal conteúdo publicado. E bem, talvez aparecerá um livro ou outro que antigamente jamais teria espaço aqui.

No mais o blog vai continuar sendo um espaço para se descobrir músicas novas, conhecer trabalhos maravilhosos e principalmente, encontrar palavras que conversem com os corações de vocês.   Sei que parece clichê, só que a nova fase do My Dear Library vai ser assim, de coração para coração.

Posso contar com vocês para recomeçar comigo? Mal posso esperar para descobrir as surpresas que esse novo ciclo nos reserva.

06/05/2019

365 dias.

| Arquivado em: DIVAGANDO.

imagem: Freepik
Esse ano não fiz lista de presentes e nem planos para comemoração. O que para muitos pareceu apatia e até mesmo tristeza foi na verdade introspecção e uma análise profunda do que está em ordem e o que ainda preciso organizar em minha vida. Nos último mês fiz um mergulho profundo em minha alma e meu coração e encarei de frente as coisas que preciso melhorar e principalmente deixar ir.

A Ariane de hoje é uma pessoa completamente diferente da Ariane de 2018. Meus sonhos e minhas metas se transformaram nesses últimos 365 dias. E mesmo que essa mudança não esteja tão aparente, ela é diária, constante. Nesse último ano aprendi a importância de dizer não e de falar como me sinto. Redescobri a mim mesma e me tornei minha melhor amiga.  Percebi o quanto tenho à agradecer a Deus e ao Universo, por tudo o que sou e tudo o que tenho.

Porém, sei que o caminho de minha evolução e transformação é longo. Ainda há muita coisa que precisa ser deixada para trás. Medos, crenças limitantes, cobranças, culpas e arrependimentos.  Mas, hoje a única certeza que tenho é que não preciso ter pressa afinal, por mais clichê que seja tudo tem seu tempo e a hora certa de acontecer.

Por isso,  os únicos compromissos que assumo agora, comigo para os próximos 365 dias são: o de ouvir mais a voz do meu coração, deixar a vida fluir e principalmente, o de ser uma versão melhor de mim mesma todos os dias.

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