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março 24, 2013

Pegasus e o Fogo do Olimpo por Kate O’Hearn

Pegasus e o Fogo do Olimpo por Kate O’Hearn

ISBN: 9788580440751
Editora: LeYa
Ano: 2011
Número de páginas: 295
Classificação: 3 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, Submarino - Compare os Preços





Sinopse: Olímpo em Guerra - Livro 1.

Quando Pegasus, o majestoso e mitológico cavalo alado, é atingido por um raio e cai em seu terraço durante uma violenta tempestade que deixa Nova York no escuro, a vida da jovem Emily transforma-se em uma lenda. Buscando ajuda para tratar os graves ferimentos de Pegasus, Emily recorre ao garoto estranho da escola, Joel. Trabalhando juntos, eles rapidamente descobrem que o cavalo alado tem mais do que ferimentos da tempestade.


Adoro histórias que tenham como base alguma mitologia antiga e por esse motivo os livros com essa temática mesmo que não tenham um enredo muito “impactante” acabam de certa forma sempre me conquistando, e com Pegasus e  o Fogo do Olímpo não foi diferente. Ele pode até não possuir uma “grande” história, mas justamente por ter um enredo totalmente despretensioso embora com algumas falhas, no final eu até acabei gostando bastante.

O que para os habitantes de Nova York era apenas uma tempestade um pouco forte demais, na verdade se tratava da pior guerra que o Olímpo já enfrentou. Com o fogo que tornar os deuses invencíveis enfraquecido o ataque dos terríveis Nirads foi devastador. No ultimo minuto Júpiter manda Pegasus para uma missão na Terra. Ele precisa encontrar a filha de Vesta e levá-la de volta a morada dos deuses, para que através de seu sacrifício o fogo sagrado renasça salvando assim os dois mundos, porém a missão de Pegasus não vai ser nada fácil. Pegasus precisará lutar para salvar não apenas o seu mundo, mas a vida de seus novos amigos e principalmente manter- se vivo.

Pegasus e  o Fogo do Olímpo possui uma narrativa bem simplista com o predomínio de diálogos em que as descrições tanto dos personagens como dos cenários presentes na história, ficam um pouco a cargo da imaginação de quem lê. Por ser um livro infanto-juvenil ele possui uma escrita muito leve, o que faz com que a história tenha um ritmo bem rápido. 

Emily é uma menina muito meiga que ainda está se recuperando da perda de sua mãe. Mesmo com uma personalidade muito “fofinha”, ela não chega a ser aquele tipo de personagem que de tão “boazinha” começa irritar muito pelo ao contrário, apesar da pouca idade ela é forte, determinada e um pouco teimosa demais também. Já o Joel a principio passa uma imagem de menino encrenqueiro e chato, porém conforme fui conhecendo melhor a sua história, não apenas comecei a entender ele melhor como também, acabei torcendo para ele superar todas as dificuldades pelas quais passava. Claro que alguns fatos que acontecem no decorrer da história chegam há ser um tanto surreais demais, levando em conta que os dois têm treze anos apenas, mas acho eu já me acostumei com esses “prodígios literários”.

Kate O’ Hearn tentou fugir do clichê e baseou sua história na mitologia romana, mas (olha o meu “mas” aqui) além de ter deixando inúmeros furos durante a narrativa, ela não conseguiu transmitir através da sua história toda a aura mística de poder que sempre envolve os Olimpianos. Tudo bem que tem a famosa “licença poética” e que alguns autores recorrem a ela para dar “sentindo a história”, só que o problema aqui foi que esse sentindo não me convenceu.

Bem, se o livro fala dos deuses romanos o irmão de Diana seria Febo e não Apolo, já que Apolo é o nome grego do deus do Sol. Ok! Eu sei que é o mesmo deus e até entendo que Febo não é lá um nome muito bonitinho, mas se você está escrevendo um livro baseado na mitologia romana use os nomes existentes nela. Em minha opinião essa troca dos nomes deixou a história em si um tanto confusa. Outro ponto que me faz pensar que a autora não se deu ao trabalho de pesquisar a fundo sobre o tema que se propôs a escrever, foi explicação no mínimo ridícula que ela deu para a origem de Pegasus. Eu simplesmente não conseguia acreditar no que estava lendo. Eu ainda estou me perguntando de onde ela tirou isso, mas respira fundo Ane afinal tem a bendita da “licença poética” (...).

Por ultimo, mas não menos importante e acredito que esse seja o maior furo de toda a história é o fato dos deuses não saberem quem são os Nirads e de onde eles surgiram. Tipo, eles são deuses como eles não sabem?  Outro fato um pouco confuso é que o deus romano conhecido por suas habilidades de “mão leve” é Mercúrio, e aqui é outro Olimpiano cujo nome eu não encontrei em nenhum livro ou site especializado em mitologia antiga, ou seja, eu realmente não entendi o porquê incluir um personagem novo a história quando ela poderia ter usado um já existente. Digo isso por que no meu ponto de vista tudo que esse personagem agregou na narrativa, Mercúrio também agregaria só que com mais “presença”, se é que vocês me entendem.

Em suma Pegasus e  o Fogo do Olímpo é um bom livro. Apesar desses “pequenos” furos ele possui uma história que flui bem e que me manteve envolvida na narrativa, mesmo eu achando algumas coisas um tanto absurdas e óbvias.  Acredito que para alguns leitores ele acabe sendo um livro muito infantil e até simplório, mas para que gosta do gênero infanto-juvenil ou está procurando um livro mais leve para fugir da rotina, Pegasus é uma ótima opção.

Pode não possuir uma história extraordinária, mas não decepciona quem está em busca de uma boa aventura.


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