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janeiro 06, 2013

A Batalha do Apocalipse por Eduardo Spohr

A Batalha do Apocalipse por Eduardo Spohr.

ISBN: 978857686071
Editora: Verus
Ano: 2010
Número de páginas: 586
Classificação: 3 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, Submarino - Compare os Preços.

Sinopse: Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo.Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.


Desde que comecei a resenhar os livros que leio no blog nunca fiquei em dúvida sobre postar ou não a minha opinião a respeito de uma obra aqui. Mas, eis que surgiu A Batalha do Apocalipse que mesmo hoje, após um mês do termino da leitura e de um bom tempo de reflexão sobre a história, ainda me causa sentimentos contraditórios. 

Há um mês se alguém me perguntasse o que achei de A Batalha do Apocalipse eu diria com toda certeza que: “Foi uma das leituras mais decepcionantes de 2012 para mim”; fato esse que infelizmente não mudou, mas depois desse tempo refletindo sobre o conjunto da obra em si, sou obrigada a admitir que mesmo sendo decepcionante, ele é um bom livro.

Acho que a primeira coisa que devo resaltar é que, se você já não tem aquela pré-disposição para ler livros longos é melhor evitar esse. A Batalha do Apocalipse não foi um livro escrito para quem gosta de narrativas mais diretas e desfechos rápidos, além disso, ele possuiu um vocabulário muito rebuscado e repetitivo o que, com o tempo torna a leitura excessivamente maçante. Em minha opinião a história teria sido muito melhor desenvolvida se o autor tivesse se atentado mais aos “fatos reias” e economizado no uso de flashbacks, esses que devido ao exagero com que apareciam na história me deixavam com vontade de abandonar o livro.

Tudo bem, que de certa forma eles tiveram um papel importante na narrativa, pois é através deles que se conhece um pouco melhor os personagens centrais e secundários da história. O problema é que quando você se depara com um capítulo de cento e trinta cinco páginas só de flashback aquele pensamento que: “Senta que lá vêm à história” surgi em sua mente meio que automaticamente, se é que vocês me entendem. Ai você lê, lê, lê, lê e parece que a narrativa não sai do lugar, e quando finalmente ela anda uns cinco passos eis que surge novamente: “Senta que lá vêm à história”, mais uma vez.

Ok! Vá lá que o autor quis contar toda a história do Anjo Renegado, Ablon o mocinho da vez e da Feiticeira de En-Dor, Shamira desde os primórdios da Babilônia, passando pelo Império Romano e a Idade Média até os dias atuais. Sim, ele também precisava de alguma forma explicar toda a mitologia que ele criou referente aos anjos e suas castas, como também a diferença de cada plano espiritual citado no livro, mas tipo não dava para fazer um “resumo da opera” não? Nada contra as narrativas extremamente longas, lentas e descritivas, ao contrário eu até gosto delas desde que, os fatos narrados agreguem alguma coisa à história, porém aqui esse “direto do túnel do tempo”, só serviu para dar volume de página ao livro.

Em minha opinião o livro se salva justamente por causa de toda a mitologia e simbolismo que o autor criou, pois infelizmente os personagens em sua grande maioria não se destacam. O casal de protagonistas, Ablon e Shamira juntos não convencem. De verdade eles formam um casal totalmente sem graça, sem química, do tipo que não tem absolutamente nada a ver juntos. Já Miguel, o Arcanjo é do tipo de personagem que promete muito e acaba tendo uma participação um tanto “inglória” para a importância que foi dada a ele em toda a história. O mesmo acontece com Lúcifer que não chega a ser tão perverso como se era esperado e, na verdade em alguns momentos ele chega até há ser meio engraçado. Sim leitores, imaginem o Arcanjo Sombrio, o mais temido de todos sendo o personagem mais “engraçadinho” do livro todo. Foi bem decepcionante. Porém, nem tudo está perdido, afinal personagens como Arcanjo Gabriel, os anjos Aziel e Natanael e os demônios Amael e Orion, que são aqui personagens secundários conseguem ser mais carismáticos e terem papéis mais marcantes na história do que os protagonistas.

Outro detalhe negativo do livro é que todos os inimigos “super poderosos” do Anjo Renegado eram mortos por ele com tanta facilidade que até as batalhas que deveriam ser o clímax da história se tornavam ridiculamente sem graça. Falando no clímax, o final surpreendente que é tão esperado, desejado durante todo o livro é o mais decepcionante de tudo. Tipo eu realmente esperava uma “grande batalha”, algo realmente épico e quando o livro terminou eu pensei: “Fala sério? Tudo isso para a história acabar assim!”, me desculpem a sinceridade, mas foi o final mais medíocre que já li. Claro que teve algumas revelações bombásticas, porém eu esperava mais, muito mais.

Bem, mesmo terminando o livro com um sentimento de decepção muito grande, eu tenho que reconhecer a ousadia e a criatividade do autor. Apesar da leitura em alguns momentos ter sido um verdadeiro exercício de paciência, Eduardo Spohr conseguiu de alguma maneira despertar em mim aquele sentimento de curiosidade o que me fez aguentar firme e forte o livro até o final. Eu gostei muito da mitologia que o autor criou como também os períodos históricos em que o livro foi narrado. Em si o livro é uma grande obra e não digo isso pela quantidade de páginas, mas pela história que Spohr criou, só acho que o autor acabou pecando pelo exagero em alguns momentos, porém não posso negar que ele é um autor talentoso.

A Batalha do Apocalipse não é um livro que eu recomendo para quem tem uma filosofia religiosa muito forte e não curte muito literatura fantástica. Para os que gostam de gênero é uma leitura que, embora seja um pouco cansativa é válida principalmente para quem quer conhecer o trabalho do autor. A minha dica é não esperar muito de livro e ter a consciência que, você vai precisar de uma boa dose de paciência para levar a leitura até o final.



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