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abril 28, 2013

Um Hotel na Esquina do Tempo por Jamie Ford

Um Hotel na Esquina do Tempo por Jamie Ford.

ISBN: 9788522008414
Editora: Agir
Ano: 2012
Número de páginas: 368
Classificação:
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, Submarino - Compare os Preços

Sinopse: O primeiro romance de Jamie Ford aborda os conflitos de longa data entre pai e filho, a beleza e a tristeza do que aconteceu com os nipo-americanos em Seattle durante a Segunda Guerra Mundial e a intensidade do amor profundo e sincero. Uma estreia notável, ao mesmo tempo amarga e doce.  Ambientado nos Estados Unidos, em uma época que o mundo sofria as consequências da Segunda Guerra Mundial, 'Um hotel na esquina do tempo' é um romance sobre compromisso e esperança. O poder da generosidade e do perdão mostra que o amor pode vencer qualquer obstáculo.


Sinceramente eu não sei se sou capaz de escrever uma resenha digna desse livro. Aliás, acho que a editora deveria colocar na capa dele a seguinte frase; “Leia imediatamente, não espere! Leia agora!”, meu único arrependimento foi não ter lido Um Hotel na Esquina do Tempo meses atrás. Eu poderia resumir o livro em diversas palavras únicas como, encantador, tocante, belo, inesquecível, mas mesmo uma lista gigante de adjetivos não seria o suficiente para descrever o meu amor por esse livro.

Ok, eu já sei o que vocês estão se perguntando: “O que tem de tão fantástico nesse livro, Ane?” Bem, tudo e nada simples assim. Confesso que adoro livros que se passam na Segunda Guerra, o motivo para esse meu interesse eu não sei ao certo. Pode ser um pouco do meu lado psicóloga que vive tentando entender como o ser humano consegue ser tão medíocre impondo o sofrimento ao seu próximo, ou pode ser também o fato de eu ser rata de livros de história mesmo. Porém sempre que vejo um livro ou filme que tem a Segunda Guerra como plano de fundo eu me vejo obrigada a ler ou assistir, mesmo sabendo que a probabilidade que ao final eu acabe desidratada de tanto chorar sejam enormes. Com Um Hotel na Esquina do Tempo não foi diferente.

Henri nasceu nos Estados Unidos em uma família tipicamente chinesa, mas o seus pais como medo que ele fosse confundido com o inimigo (os japoneses) o proibiram de falar o seu idioma natal em sua própria casa. Ele foi para uma escolha americana, e mesmo usando um bottom onde se lia, “sou chinês” Henri era vitima constante do preconceito dos seus colegas de classe que não faziam distinção se ele era chinês, japonês ou coreano. Era asiático? Então era inimigo.  Seu único amigo por um bom tempo era Sheldon, um saxofonista que tocava nas ruas para conseguir seu sustento. Proibido de conversar com seus próprios pais, e tendo que enfrentar todos os dias o ódio de uma sociedade amedrontada pelo ataca a Pealr Harbor a vida de Henri era a mais triste e solitária possível, até ele conhecer Keiko.

Keiko também nasceu nos Estados Unidos no mesmo hospital que Henri, mas ao contrário dele ela vinha de uma família tipicamente japonesa. Assim como os pais de Henri, os pais de Keiko queriam que ela tivesse uma educação o mais americana possível, por isso ela foi estudar no mesmo colégio dele. Duas crianças que a vida colocou em lados opostos no meio de um caos mundial. Uma amizade superou todos os obstáculos e que com o tempo se transformou em amor. Um amor capaz de enfrentar tudo e que sobreviveu não apenas a guerra, mas a quarenta anos de separação.

Com uma narrativa totalmente despretensiosa o autor, Jamie Ford me envolveu em uma história tão doce, que nem mesmo os relatos da guerra contidos no livro conseguiram torná-la amarga. Eu sei que alguns de vocês podem achar tudo isso açucarado e clichês demais e talvez até seja mesmo, mas o que tornou esse livro tão especial foi à forma com que o autor construiu toda a história.

Normalmente todas as histórias da Segunda Guerra se passam na Alemanha e sempre dão aquela sensação que os americanos e seus aliados foram os grandes “mocinhos” da época, só que aqui eles também obrigaram as famílias japonesas a saírem de suas casas, aqui essas famílias também foram para campos de concentração, - claro que esses campos não tinham o mesmo nível de crueldade dos campos nazistas, mas de certa forma o autor soube explorar outro lado da moeda que pouca gente conhece.

Eu fiquei apaixonada pelo Henri, na verdade acho que é quase impossível ler o livro e não se apaixonar por ele. Henri é uma dessas pessoas raras e especiais que por mais que sofra e tenha que muitas vezes tomar decisões que são contrárias ao seu coração, nunca perde a esperança. Ao longo da narrativa, a forma com que a sua história é contada fez com que eu me sentisse realmente próxima a ele, como se ele fosse um amigo de longa data, ou alguém de minha família. Eu torci por ele, e sofri junto com Henri todos os momentos difíceis e perdas que ele teve na vida.

Ao terminar a leitura as duas e pouco da manhã eu estava aos prantos. Não de tristeza, mas de felicidade por que meu Querido Henri finalmente encontrou a paz e a felicidade em sua vida. Ninguém, mais que ele merecia isso.

Leiam, leiam, leiam Um Hotel na Esquina do Tempo! Simples, lindo, emocionante e encantador. Leiam!

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