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março 28, 2021

A Troca por Beth O'Leary

| Arquivado em: RESENHAS

Quem me conhece, sabe que busco evitar a leitura de livros que se tornam os “queridinhos” do momento entre muitos leitores. Já tive experiências não tão boas com livros assim e acabei ficando com a sensação de que a chata da história era eu, afinal todo mundo tinha amado o livro. Só que para minha surpresa, isso não aconteceu em A Troca da autora Beth O’Leary.

Acredito que começar a leitura sem grandes expectativas foi um dos grandes motivos para ao final me ver tão cativada pela narrativa e seus personagens. Beth O’Leary construiu uma história singela e que mesmo apelando para alguns clichês consegue mesclar drama, romance e situações divertidas de um modo encantador.

Resenha

ISBN: 9786555600438
Editora: Intrínseca
Ano de Lançamento: 2020
Número de páginas: 352
Classificação:
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Sinopse: Leena Cotton tem 29 anos e sente que já não é mais a mesma. Eileen Cotton tem 79 e está em busca de um novo amor. Tudo de que neta e avó precisam no momento é pôr em prática uma mudança radical. Então, para colocar suas respectivas vidas de volta nos trilhos, as duas têm uma ideia inusitada: trocar de lugar uma com a outra. Leena sabe que precisa descansar, mas imagina que a parte mais difícil será se adaptar à calmaria da cidadezinha onde a avó mora. Cadastrada em um site de relacionamentos, Eileen por sua vez embarca na aventura com a qual sonha desde a juventude. Dividindo o apartamento com dois amigos da neta, ela logo percebe que na cidade grande suas ideias mirabolantes não são tão complicadas assim. Ao trocar não só de casas, mas de celulares e computadores, de amigos e rotinas, Leena e Eileen vão descobrir muito mais sobre si mesmas do que imaginam. E se tudo der certo, talvez destrocar não seja a melhor solução.

Quem vê a vida agitada de Leena em Londres, pode deduzir que ela está no auge de sua vida profissional e amorosa. Não que em partes isso não seja verdade, aos 29 anos Leena tem um emprego que adora, um namorado apaixonado e os melhores amigos que alguém gostaria de ter. Porém nos recantos mais escondidos do seu coração, ela sabe que algo não vai tão bem assim.

Quando Eileen tem um novo projeto, nada fica entre ela e seu objetivo. Após ser abandonada pelo marido, a senhora de 79 anos decide que está na hora de sair em busca de um novo amor, porém há um pequeno obstáculo. Todos os senhores solteiros da tranquila e simpática cidade onde Eileen mora, são seus velhos conhecidos e ela não se sente muito atraída por nenhum deles.

Após uma crise de pânico durante uma reunião importante, Leena é afastada por 2 meses do trabalho e durante uma visita a avó, ela descobre seu novo projeto e decide ajudá-la, criando um perfil para Eileen em um site de relacionamento.

Enquanto conversam sobre os rumos que a vida de ambas tomou, avó e neta percebem que precisam de medidas um tanto drásticas para colocar as coisas em ordem e alcançar suas metas. Afinal, Leena sabe que precisa se afastar de Londres para conseguir descansar, do mesmo modo que Eileen tem ciência que para encontrar um novo amor ela vai precisar explorar uma nova vizinhança.

Eis então que uma ideia absurda surge; e se elas trocassem de lugar pelos próximos meses? Eileen vai para Londres ficar no apartamento de Leena e viver uma aventura na cidade grande, e a neta fica em Hamleigh-in-Harksdale na pacata zona rural de Yorkshire cuidando de todos os outros projetos de sua avó. Mas será que elas vão conseguir se adaptar ao universo da outra? Conforme os dias se passam Leena e Eileen vão descobrindo que a felicidade constrói sua morada onde o amor existe.

Uma das reflexões que fiz durante a leitura de A Troca, me remeteu a uma das primeiras conversas que tive com o meu terapeuta, sobre como em alguns momentos de nossa vida para conseguir seguir em frente é necessário dar dois passos para trás. A trajetória que a Leena tem na narrativa em diversas ocasiões me relembrou essa conversa. A personagem se joga no trabalho na tentativa de evitar as lembranças que lhe causavam dor, mas isso apenas prolonga o seu sofrimento pela perda da irmã Carla, além de fragilizar a relação com Marian, sua mãe.

Confesso que demorei um pouco para me conectar com a personagem e ao final uma atitude dela me deixou bem desgostosa, mas em partes entendo as ações da Leena, pois fica muito claro que elas são fruto de suas próprias inseguranças e da necessidade que ela tem de tentar manter tudo sob controle. Foi gratificante ver a evolução da personagem e o modo como ela foi de redescobrindo e curando-se.

Já Eileen é uma personagem maravilhosa! Como alguém que cresceu em meio a pessoas da terceira idade e que por anos foi voluntária em asilos, logo nas primeiras páginas me vi completamente encantada por ela. Eileen é carismática, sábia e tão jovial que é praticamente impossível não desejar ter uma avó como ela.

Acompanhar suas aventuras por Londres, seu romance com Tod e o modo como ela consegue em tão pouco tempo causar mudanças positivas na vida de todos a sua volta, incluindo os amigos da neta Fitz, Martha e Bee sem dúvidas deixou meu coração mais quentinho. Além disso, a Patrulha do Bairro da qual Eileen é presidente em Hamleigh-in-Harksdale é mais um dos pontos altos da narrativa. Ver a sua preocupação com o bem-estar de todos ao mesmo tempo em que tem medo de ser invasiva, a torna ainda mais cativante.

Apesar da história como um todo ter um clima leve, a autora soube como inserir temas mais “pesados” como o luto, relacionamento abusivo, codependência amorosa, os perigos a que todos nós estamos expostos no mundo virtual e o sentimento de solidão e inadequação ao novo muito comum em alguns idosos.

Gostei muito da construção da amizade da Leena com o Arnold e o modo como a autora conduz a relação dela com Jackson. Mesmo que no contexto geral tudo possa parecer bem clichê, Beth O’Leary soube como dar um toque de emoção ao previsível e nos deixar na torcida por um final feliz.

“—Às vezes, é mais fácil ficar com raiva do que ficar triste...”.

Ao começar de forma despretensiosa a leitura de A Troca, esperava apenas encontrar uma leitura leve no melhor estilo Sessão da Tarde e em parte, foi exatamente isso que encontrei. Mas à medida que fui me envolvendo com a história, a cada capítulo me sentia mais conectada com os personagens e seus sentimentos e inseguranças.

Admito com muita alegria que acabei “mordendo a língua”, pois de verdade eu estava com bastante receio de não gostar tanto assim da história e no final simplesmente amei. Tanto que já vou colocar Teto para Dois, da mesma autora na minha lista de futuras leituras.  Não me decepcione viu, dona Beth O’Leary.


julho 23, 2018

Em Outra Vida, Talvez? por Taylor Jenkins Reid.

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.



ISBN: 9788501109705
Editora: Record
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 322
Classificação: Ótimo
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Sinopse: Hannah está perdida. Aos 29 anos, ainda não decidiu que rumo dar à sua vida. Depois de uma decepção amorosa, ela volta para Los Angeles, sua cidade natal, pois acha que, com o apoio de Gabby, sua melhor amiga, finalmente vai conseguir colocar a vida nos trilhos. Para comemorar a mudança, nada melhor do que reunir velhos amigos num bar. E lá Hannah reencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência. No fim da noite, tanto ele quanto Gabby lhe oferecem carona. Será que é melhor ir embora com a amiga? Ou ficar até mais tarde com Ethan e aproveitar o restante da noite? Em realidades alternativas, Hannah vive as duas decisões. E, no desenrolar desses universos paralelos, sua vida segue rumos completamente diferentes. Será que tudo o que vivemos está predestinado a acontecer? O quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante: será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.

Assim que li a sinopse de Em Outra Vida, Talvez? da autora Taylor Jenkins Reid fiquei curiosa com a premissa da história. Afinal quem nunca se perguntou como sua vida estaria se tivesse feito outras escolhas? Confesso que eu estava esperando uma comédia clichê totalmente previsível do começo ao fim, porém para minha felicidade fui surpreendida não apenas como uma narrativa deliciosa mas com uma história que podia acontecer com qualquer um de nós de tão dolorosa, divertida e real.

Hannah Martin vive pulando de cidade em cidade tentando se encaixar e encontrar o seu lugar no mundo. Mas, após sofrer a maior decepção amoroso de sua vida, ela resolve voltar para sua cidade natal, Los Angeles. Hannah acredita que com a sua melhor amiga Gabby ao seu lado, ela finalmente vai conseguir encontrar um sentido para vida e colocá-la nos trilhos. E nada melhor do que uma festa de boas-vindas para fazer com que a gente se sinta em casa, não é mesmo?

Então Gabby tem a ideia de reunir os velhos amigos dos tempos de colégio em um bar, incluindo Ethan o ex-namorado de Hannah. Só que no meio da festa Gabby e seu marido Mark precisam voltar para casa mais cedo e Hannah precisa escolher se volta com eles, ou se fica um pouco mais com Ethan. E como tudo na vida tem dois lados, a escolha que Hannah fizer vai mudar a sua vida para sempre.

Não vou dar mais detalhes sobre o enredo por que não quero correr o risco de dar spoilers e estragar a surpresa que vocês terão durante a leitura. Taylor Jenkins Reid construiu uma história leve, mas que ao mesmo tempo aborda um tema que muitas vezes nos assusta por, - escolhas. Adorei o modo como a autora construiu a história mostrando através duas realidades alternativas como cada escolha por menor que seja acaba gerando situações e trazendo pessoas as nossas vidas com o poder de mudá-la para sempre.

A narrativa de Taylor Jenkins Reid é leve e fluida e seus personagens são tão cativantes que é praticamente impossível não se conectar com eles. Confesso que em muitos momentos me identifiquei com a história, especialmente por que às vezes eu fico divagando sobre onde e como estaria se tivesse ido para esquerda ao invés da direita em um determinado momento de minha vida.

Hannah é uma personagem divertida que depois de tantos anos trabalhando em algo que não gosta e pulando de cidade em cidade sem nunca ter encontrado o seu lugar no mundo. Por isso, quando Hannah volta para Los Angeles, é como se ela tivesse uma tela em branco, uma nova chance para recomeçar. E é surpreendente como a autora conduz não somente a história de Hannah, mas de todos os personagens levando em conta as decisões que eles tomam e a forma como elas influenciam o nosso futuro.

Outro ponto que me conquistou na narrativa é a amizade de Hannah e Gabby. É uma tão linda, tão forte que de verdade é impossível ler sem querer se tornar a melhor amiga delas. As duas a sua forma estão passando por momentos complicados na vida, momentos em que tudo parece estar desmoronando e mesmo assim elas permanecem unidades se apoiando em todas as situações. Eu simplesmente adorei a Gabby! Sério ela é uma melhor amiga incrível!

Gostei muito também do Ethan e do Henry (), pois embora ambos possuam personalidades diferentes é visível o quanto eles se importam com a Hannah e desejam que ela seja feliz. Eu sei que a primeira vista parece que é mais um triângulo amoroso, mas posso garantir para vocês que a autora nos surpreende novamente no modo como ela conduz os relacionamentos de Hannah.

Acredito que isso foi justamente o grande diferencial e Em Outra Vida, Talvez?, durante a leitura para essa autora que vos escreve. Pois mesmo que Taylor Jenkins Reid tenha usado alguns elemento presentes na comédias românticas e livros do estilo chick-lit, a autora nos presenteia com uma história que além de divertida nos faz refletir sobre nossa vida e nossas próprias decisões. Sobre as coisas que almejamos e o que de fato fazemos para conquistá-las. Sobre o amor e as várias formas de encontrarmos a pessoa “certa”. Ao final mesmo com os clichês, me vi com um sorriso bobo no rosto e feliz por que cada personagem a sua maneira encontrou o seu, o caminho para a felicidade.

“A diferença entre a vida e a morte pode ser tão simples e desconfortavelmente pequena quanto um passo dado em qualquer uma das duas direções.”

Em Outra Vida, Talvez?, foi uma leitura que me surpreendeu em vários sentidos e me arrisco a dizer que de uma maneira muito simples, foi uma das minhas melhores leituras do ano até o momento. Leve, divertido e cativante! Espero ter oportunidade ler outras obras de Taylor Jenkins Reid.

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