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outubro 25, 2012

Café Literário – A Origem do Halloween



A Origem do Halloween.

Doces ou Travessuras? ;D
Tudo bem que o Halloween é uma festa que há algum tempo importamos para nossas terras brazucas, e não é para menos afinal nada mais divertido do que pelo menos uma vez por ano poder colocar aquela fantasia do seu personagem favorito, até por que nem todo mundo gosta de carnaval. (Tipo eu assim)

Filmes, séries e livros contribuíram muito para que o Halloween aos poucos fosse se popularizando aqui no Brasil e mesmo não sendo uma festa típica de nosso país hoje é bem fácil encontrar fantasias e objetos decorativos para comemorar a data. Até nós do Clube do Livro de Sorocaba, resolvemos entrar na brincadeira e no encontro desse sábado (27) vamos a caráter, isso mesmo essa que vos escreve vai de bruxinha.

Mas vocês sabem qual é a verdadeira origem do Halloween? Quem não sabia vai descobrir agora.

Introdução.

Halloween significa All Hallow´s Eve (Vigília de Todos os Santos) e é uma festa de origem celta. A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era o festival do festival de Samhain celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro no calendário celta da Irlanda e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão"). A celebração do Halloween tem duas origens que no decorrer da História foram se misturando.

Origem Pagã.

A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain citado acima, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou se extinguindo com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco se sabe sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela. Tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Acredita-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito entre os dias 5 e 7 de novembro, entre o equinócio de verão e o solstício de inverno. 

Essas festividades eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e acabavam marcando o começo do ano novo celta. A "festa dos mortos" era uma das datas mais importantes para os celtas, pois celebrava o que para nós seriam "o céu e a terra". Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

Origem Católica.

Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a "Todos os Santos. A festa em honra de Todos os Santos foi inicialmente celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III († 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma.

No ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como uma festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina, ou seja, na forma de vigília, que era prepara a no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".

Bem, independente da sua origem a celebração do Halloween hoje tem muito pouco haver com a forma com que inicialmente ele era celebrado.  O Halloween se tornou uma mescla de tradições que se interagem e acabam se integrando a cultura do país no qual é inserido, como o Brasil.

Espero que vocês tenham gostado do post! E deixo aqui o meu convite para quem for de Sorocaba e região; “Venham para o Clube do Livro neste sábado!”, mas informações na fanpage do Vamos Ler um Livro!

bjus;***

outubro 22, 2012

Adormecida por Anna Sheehan

Adormecida por Anna Sheehan.

ISBN: 9788563066480
Editora: Lua de Papel
Ano: 2012
• Número de páginas: 272
Classificação: 3/5 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria da Travessa, Submarino.


Sinopse:
Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas. Imersa num sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência. Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A Terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente para ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios. Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa única pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.


Gosto de livros que me surpreendam e acredito que isso é algo que quem acompanha o blog há mais tempo já percebeu. Claro que é um risco que sempre corro, esperar que uma história me surpreenda, mas felizmente no caso de Adormecida este risco até “valeu apena”, pois a história revelou-se ser completamente diferente do que eu esperava.

O que a princípio parece ser uma simples releitura do clássico A Bela Adormecida, é mais um conto de fadas às avessas com toques de distopia que leva o leitor durante narrativa, a sentir em diversos momentos sentimentos contraditórios.  Em um parágrafo você está com morrendo pena da pobre e ingênua Rose, no seguinte você é levado a sentir muita raiva dessa mesma ingenuidade. Esse conflito de sentimentos que em parte tornou o ritmo da leitura muito agradável, mas por outro lado dificultou a minha relação com a protagonista.

Rose Samantha Fitzroy tem uma história bem incomum, afinal ela levou trinta e oito anos para chegar aos dezesseis, e aparentemente foi esquecida por sessenta anos em seu sono de estase (uma espécie de droga), até um dia ser finalmente acorda por Bren Sabbah em um mundo totalmente diferente daquele que ela conhecia quando adormeceu o que cá entre nós, é meio óbvio.  É até compreensivo o fato de Rose se sentir desorientada, já que tudo que ela conhecia inclusive seus pais não existiam mais, para ajudar ela é a única herdeira da maior companhia intergaláctica na história da humanidade e dos extraterrestres também, e qualquer um pode ser seu inimigo. Porém em vez de Rose tentar se adaptar a sua nova vida, ela vive desejando o que perdeu e o pior ela nem se esforça muito para tornar tudo mais fácil para ela.

Acho que já deu para perceber que não foi à protagonista que me fez gostar do livro. Confesso que cai de amores, por um personagem que é meio extraterrestre meio experiência cientifica, o Otto.  Otto tem uma personalidade enigmática e tão cativante que é fácil se imaginar sendo amiga dele. Talvez por conta da sua condição “especial” ele possui uma sensibilidade e um dom de observação maior do que a maioria das pessoas, o que fez com que ele conhece-se Rose, melhor do que ela mesma.

Infelizmente como todo livro do gênero, Adormecida tem o seu triângulo amoroso. Sim nem na releitura da Bela Adormecida escapamos dele, porém o criado aqui é tão absurdo que chega a ser trágico. Rose passa quase toda a história divida entre o seu namorado de sessenta anos atrás Xavier e Bren o menino que a despertou.  Vou preferir nem entrar em detalhes sobre este ponto do livro, por que é notável que qualquer tentativa de romance que a protagonista venha a ter com qualquer pessoa será fortemente prejudicada por sua falta de personalidade e mente facilmente manipulável.Triste mas é verdade.

A autora Anna Sheehan foi feliz em partes ao tentar recriar um clássico. Digo "em partes" por que achei interessante o contexto futurista no melhor estilo ficção cientifica em que ela inseriu a história, porém faltou ação, romance e pelo menos para mim o grande “vilão” da história estava óbvio demais. Para quem se apega aos pequenos detalhes logo no começo do livro, a “grande revelação” do final não chega a ser tão grandiosa assim.

- Mas depois de dizer tudo isso sobre o livro Ane, por que você comentou no começo da resenha que o risco valeu apena?

Por que o grande diferencial da narrativa de Anna Sheehan é a franqueza dos personagens. Em Adormecida mesmo com toda carga emocional que a autora buscou dar a história os principais personagens não são melindrosos, ao contrário eles são muito objetivos. Aqui não tem aquele papo de que; “não vou falar para não te magoar”, “ou vou esconder o que sinto para não sofrer”, isso é algo que dificilmente eu vejo em livros do gênero e foi um dos fatores que me fez gostar bastante de Adormecida.

Porém o que me conquistou mesmo foi o final, principalmente o momento que Rose descobre toda a verdade. Por mais óbvio que algumas coisas estivessem, para mim foi impossível não me emocional com a personagem. A surpresa, misturada com a dor e decepção dela foram tão grandes, que algumas lágrimas se formaram em meus olhos. E justamente por me despertar esse tipo de sentimento é que o risco valeu apena.

Como eu disse no começo da resenha esse livro leva você a ter sentimentos contraditórios, por isso não me julguem por ser compreensiva e me revoltar com a Rose ao mesmo tempo. Meu único medo é que a autora invente de transformar o livro em uma trilogia. Sério eu amei como tudo terminou, a autora não precisa inventar uma continuação desnecessária para um final tão perfeito. Acredito que aqui um final no estilo: "E foram felizes para sempre" não combina. (pronto falei)

Mesmo com um enredo um pouco fraco e que deixa a desejar em muitos sentidos, Adormecida consegue surpreender e comover o leitor de uma forma despretensiosa, mas bem típica dos clássicos contos de fadas. 

Fica a dica!



outubro 19, 2012

[Encerrada] Promoção – Emoção em Dobro

Bom dia! Tudo bem com vocês?

Sexta-feira, final de semana chegando e nada melhor do que uma super promoção valendo dois super kits da editora Novo Conceito, não é mesmo?

E vocês não leram errado não, um só sortudo, ou sortuda vai levar para casa os kits de P.S Eu te Amo e O Começo do Adeus.

Gostaram da ideia? Veja com é fácil e participem!
                                     Resenha                                  Resenha                                    

Para participar é só seguir as informações:

• Promoção: Emoção em Dobro.

• prêmio:

- 1 Kit P.S Eu te Amo
- 1 Kit O Começo do Adeus

• Informações.

- Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter.
- Somente para quem tem endereço de entrega no Brasil.
- A promoção vai de 19 de outubro a 19 de novembro.
- Será apenas um ganhador.
- Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo.
- A primeira inscrição é livre, para entradas extras leia a instrução de cada uma.
- O sorteado será anunciado neste post após o dia 19 de novembro de 2012.
- O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado.  
-  Na opção twittar sobre a promoção, basta clicar no ícone do twitter que uma janela aparecerá com a mensagem que você deve twittar e é só confirmar e depois copiar o link e colar no local indicado.
- Usar o tweet about the giveaway apenas 1 vez por dia, com a seguinte frase: "No @mydearlibrary um só ganhador vai levar os kits de P.S Eu te Amo e O Começo do Adeus da @Novo_Conceito"




Boa sorte a todos!

bjus;***

outubro 17, 2012

O Livro que Marcou a minha Vida! #1



O Livro que Marcou a minha Vida! #1

Bom dia leitores! Tudo bem com vocês?

Hoje inaugurando a nova coluna do blog, O Livro que Marcou a minha Vida!, temos um texto super fofo da Janna do blog Livros Pura Diversão.

Vamos conferir então?

Nome: Jannaina Granado
Cidade: Sorocaba - São Paulo
Blog:  Livros Pura Diversão
Facebook: Janna Granado
Twitter Pessoal: @jannagranado

" Escolhi para a postagem o livro Love Story - Uma História de Amor de Erich Segal, li esse livro emprestado da minha tia que assim como eu também adora ler, mas na época eu devia ter entre 12 e 14 anos. Não me lembro bem, foi um livro que li e reli muitas vezes, meu gênero preferido é o romance, e esse livro é um romance lindo maravilhoso, lembro que quando li me emocionei muito. Sim chorei demais, e todas as vezes que o relia eu chorava, é impossível não chorar, não sei se conhecem, pois é um livro antigo, foi escrito em 1970, todos deveriam ler é um livro maravilhoso.

Erich Segal escreveu primeiro o roteiro do filme, e só depois o adaptou para livro, que foi publicado após o lançamento do filme e se tornou um bestseller. Eu nunca assisti como sou mais ligada nos livros, nem procurei achar o filme para ver, por ser bem antigo acho difícil encontrá-lo, mas li algumas matérias sobre o filme e na época ele ganhou vários prêmios como Oscar, Globo de Ouro.

Eu gostei tanto do livro e como ele era da minha tia, eu procurei ele para comprar mas nunca encontrei, até que uma vez em 2009 estava no site Estante Virtual e o encontrei em um Sebo, e não pensei duas vezes, pois esse livro para mim é daqueles que eu tinha que ter na estante de qualquer maneira e sendo assim comprei, e ele é bem antigo, mas pelo menos assim posso reler sempre que quiser, e tem também o livro A História de Oliver, que é a continuação desse, mas esse não me emocionou tanto quanto o primeiro, mas eu recomendo a leitura dos dois, afinal quem ler Love Story - Uma História de Amor, com certeza irá querer ler o segundo livro."

Sinopse:

Um jovem de família muito rica e estudante de Direito conhece e se apaixona por uma estudante de música e acabam se casando algum tempo depois. Porém, o pai do rapaz não aceita a nora, por ela ser uma moça de família humilde, e acaba deserdando o filho. Algum tempo depois, a moça tenta engravidar e não consegue; vai então fazer exames e descobre que está gravemente doente.

Skoob:



Então gostaram da sugestão da Janna? O livro parece ser muito fofo *-*, principalmente para quem gosta de um bom e belo romance.

Se você gostou do post de hoje, e também quer participar veja aqui como é fácil! =D

Espero que tenham gostado e claro participem!

bjus;***

outubro 14, 2012

O Começo do Adeus por Anne Tyler


O Começo do Adeus por Anne Tyler.

ISBN: 9788581630397
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Número de páginas: 208
Classificação: 3 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, Submarino - Compare os Preços.

Sinopse:

Aprendendo a se despedir...


Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado. Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz. Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.

Chega a ser até um pouco difícil resenhar um livro que narra uma história tão humanamente triste e verdadeira, com um enredo dramático e de uma simplicidade muito grande. Quem olha para capa e lê a sinopse de O Começo do Adeus, espera algo totalmente diferente do que a história é em si, na verdade ambas nos levam a crer que a história será surpreendentemente bonita e romântica, quando na realidade ela é simples demais.

Acredito que o fato de que tanto os personagens como a história, não terem me cativado logo no começo, dificultou um pouco meu ritmo de leitura. Embora seja um livro teoricamente curto, em certos momentos a narrativa se arrastava e tudo parecia muito confuso o que tornava ela ainda mais cansativa.

O próprio personagem principal, Aaron Woolcoot é um pouco confuso, por que aparentemente ele nunca estava satisfeito com nada. Ele tinha uma necessidade tão grande de provar que a sua deficiência física não o impedia de nada, que essa grande demonstração de “força interior” muitas vezes soava mais como arrogância. Pensem em uma pessoa que ganha uma bala de alguém, e já ficava procurando razões e motivos “obscuros” do porque a pessoa fez isso. Esse é o Aaron.  Eu até entendo que ele não queria que as pessoas o paparicassem e o tratassem como um inválido, ou algo assim. Porém por mais incrível que possa parecer nos dias de hoje, ainda existem pessoas gentis e verdadeiras. Ele não precisava evitar todo mundo que lhe oferecia ajuda.

Dorothy a sua falecida esposa, volta a aparecer em sua vida justamente para fazer como que Aaron repense não só a vida que os dois tiveram em comum, mas a sua vida e escolhas também. Pelo menos eu tive a sensação enquanto lia o livro, que ambos não foram lá muito felizes durante casamento. Em vários momentos durante suas lembranças o próprio Aaron dá a entender que o relacionamento deles era um pouco distante e que mesmo com todo o amor que existia entre os dois, as diferenças sempre falavam mais alto.

Talvez grande parte da dor que Aaron sentia após a morte de Dorothy se deu muito pelas coisas que não foram ditas, e por situações que não foram vividas. Dorothy era uma pessoa extremamente fechada, mas que no fundo tinha um amor imenso por Aaron, amor este que ela não conseguiu demonstrar em vida, por que seu marido passava tempo demais fingindo ser durão para admitir que, gostava de ser cuidado e amado também. Sabe aquela sensação de perder algo que você nunca teve? Acredito que essa era a sensação que Aaron tinha e por isso que Dorothy precisou voltar. Para que ambos pudessem se perdoar e perceber que apesar de tudo que aconteceu, das inúmeras brigas e momentos juntos não foram compartilhados, o que existiu entre eles foi verdadeiro.

Gostei bastante da Peggy a secretária de Aaron. Ela é uma daquelas pessoas doces  que  está sempre preocupada com quem ama e faz de tudo para demonstrar isso de uma forma sutil e delicada. O mesmo não se pode falar de Nandina, a irmã mandona de nosso protagonista, que na verdade não é tão mandona assim, só um pouco protetora e sincera demais. Afinal é ela que sempre esteve ao lado de Aaron quando ele mais precisou mesmo ele não reconhecendo muito isso.

Anne Tyler criou um enredo bem simples, e o que mais gostei em todo o livro é que os personagens não são perfeitos e esteticamente maravilhosos como estamos tão acostumados a encontrar em outras histórias. Os personagens de Anne Tyler são muito reais, com suas qualidades e defeitos, mesmo eu achando que a autora exagerou um pouquinho e ressaltou mais os defeitos do que as qualidades de alguns personagens. Mas isso é apenas uma pequena observação minha.

O final também me agradou bastante. Não foi em si uma surpresa muito grande, porém a autora conseguiu dar um final digno e bonito para todos os personagens.  No geral O Começo do Adeus, nos traz algumas lições de vida e nos mostra a importância de cada minuto que passamos ao lado de quem amamos.

Apesar de não ter me agradado logo no inicio, é um livro tocante com uma história delicada e muito bonita. Recomendo!








ps: O resultado da promoção Dia das Crianças Premiado já saiu, confira no próprio rafflecopter (bastar logar nele). Obrigada a todos que participaram =D!

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