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julho 17, 2016

Silêncio por Richelle Mead

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501107381
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 280
Classificação: Bom
Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.  O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas. Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Não é segredo para ninguém que acompanha o blog há mais tempo, que essa que vos escreve adora cultura oriental. Por esse motivo, confesso que assim que vi a capa de Silêncio da Richelle Mead pensei comigo mesma, “preciso ler esse livro”. Sim julguei o livro pela capa, então podem me julgar também. E embora a narrativa tenha apresentado elementos interessantes, não nego que no final da leitura acabei com aquela sensação “chatinha” de que ficou faltando alguma coisa.

No alto na montanha existe um vilarejo pobre, onde o silêncio reina absoluto e as castas são respeitadas. A jovem Fei nasceu aqui e graças ao seu talento, tanto ela com a irmã escaparam do trabalho braçal nas minas,  tornando-se aprendizes na escola. Fei e Zhang Jing são artistas, pessoas responsáveis por retratar através da arte o dia a dia do povoado onde todos são surdos. Esse é o trabalho de maior prestigio na pequena comunidade, e por essa razão quando Fei perceber que assim como outras pessoas do vilarejo sua irmã também está perdendo a visão, ela começa a ficar aflita. Fei sabe que se os tutores descobrirem que Zhang Jing está perdendo a visão, o destino de sua irmã será as ruas.

Desesperada para proteger a irmã, Fei está disposta a quebrar todas as regras, ainda mais agora que ela ganhou uma vantagem, - o som.  Ninguém no pequeno vilarejo sabe o porquê as pessoas estão perdendo a visão e aparentemente Fei é a única em que o sentido da audição voltou. Após uma tragédia o seu amigo de infância Li Wei, um jovem e destemido mineiro decide descer a montanha em busca de respostas, Fei resolve ir com ele. Juntos eles partem para uma jornada perigosa em que não somente suas vidas, mas o futuro do seu pequeno povoado estão em risco.

O Silêncio foi o segundo livro que li da autora Richelle Mead e mesmo ele tendo sido uma leitura “rápida”, alguns pequenos detalhes em seu desenvolvimento me incomodaram um pouco. Para começar senti que até a metade do livro a autora estava com dúvida se escrevia uma fantasia ou uma distopia, pois a narrativa passeia bem pelos dois estilos.  Outro ponto é que em determinados momentos você fica com aquela impressão de que a história “não sai do lugar”. São capítulos em que não acontece nada, absolutamente nada que cause um grande impacto na trama, ou surpreenda o leitor de alguma forma.

Richelle Mead se “perde” em detalhes que no meu ponto de vista foram desnecessários, o que torna na narrativa em algumas situações repetitivas. Tipo, a premissa promete uma história cheia de mistério e aventura, e em partes a autora entrega isso. Só que aqui acontece aquele velho problema do autor “levar uma vida” para desenvolver todo o mistério da história e revelar tudo de "supetão" nas últimas páginas.  Além disso, estamos tão acostumamos com enredos que trazem a mitologia grega ou romana como pano de fundo, que eu realmente estava empolgada em ler algo que abordasse a mitologia e o folclore chinês. E bem, não vou negar que fiquei um pouco desapontada nesse quesito também.

Mas, apesar de nem tudo ter sido flores durante a leitura de Silêncio o livro conta com alguns pontos que me agradaram bastante. O primeiro e o principal deles são os protagonistas. Fei a principio pode passar aquela imagem de menina insegura e “bobinha”, mas nos momentos importantes ela encontra dentro de si mesma uma coragem tão grande, que fazem dela uma personagem forte e cativante. Já o Li Wei é o típico protagonista clichê dos livros do gênero, que por mais que você tente não se encantar, ele consegue conquistar aquele lugarzinho especial no seu coração. O romance entre os dois é muito sutil e delicado, o que faz com que o relacionamento deles seja ainda mais bonito.

Silêncio pode ter-me “decepcionado” em algumas partes, mas no final de mostrou uma leitura agradável que conseguiu manter a minha curiosidade e torcida pelo final feliz de seus personagens até o último capítulo. Tudo bem que fiquei com a sensação de que ficou faltando alguma coisa, mas nem tudo é perfeito, não é mesmo?

“Somente viver um dia depois do outro já não basta. Tem que haver algo mais nesta vida, algo mais que de possa esperar.”

Em suma Silêncio tem uma boa premissa e que consegue mesmo com algumas falhas em seu desenvolvimento, prender a o leitor em suas páginas. Não vou negar que esperava um pouco mais, porém ainda sim a sua história se mostrou uma leitura envolvente com os toques de certos de fantasia, aventura e romance.

março 10, 2014

Tabuleiro dos Deus por Richelle Mead

• ISBN: 9788565530514
• Editora: Paralela
• Ano de Lançamento: 2014
• Número de páginas: 424
• Classificação: Ótimo

Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.







Sinopse: Era do X - Livro 01.
Justin March, um investigador de religiões charmoso e traiçoeiro, volta para a República Unida da América do Norte (RUAN), após um misterioso exílio. Sua missão é encontrar os responsáveis por uma série de assassinatos relacionados com seitas clandestinas. Sua guarda-costas, Mae Koskinen, é linda, mas fatal. Membro da tropa de elite do exército, ela irá acompanhar e proteger Justin nessa caçada. Aos poucos, os dois descobrem que humanos são meras peças no tabuleiro de poderes inimagináveis.


Antes de começar essa resenha, vou me reservar ao direito de abrir um parêntese com capslock e tudo (EU LI UM LIVRO DA RICHELLE MEAD!!! FINALMENTE LI UM LIVRO DA AUTORA!!!), voltando a resenha normal agora.

Tabuleiro dos Deuses
me chamou a atenção logo de cara, pois pela sinopse já pude perceber que ele tinha todos os ingredientes que adoro em uma boa história. Em um cenário distópico, com um toque sobrenatural, Tabuleiros dos Deuses possui uma trama cheia de suspense, mistérios, conspirações e romance, que tornam praticamente impossível largar o livro antes do capitulo final.

Depois que o vírus Mefistófeles dizimou boa parte da população da terra, o nosso planeta entrou na chamada Era do Declínio, em que a principal preocupação das autoridades era encontrar a cura deste vírus brutal.  Com a epidemia controlada, o mundo começa a renascer das cinzas, e a Era de Renovação, marca o começo da formação de uma nova ordem mundial, mais segura, moderna e estável. 

Nesse período é que nasce o RUAN (República Unida da América do Norte), formando pelo o que restou do antigo Canadá e dos Estados Unidos, um lugar em que a tecnologia predomina em um estado quase ditatorial, em que a população é dividida por castas. Religiões não são mais permitidas, e as únicas que conseguem resistir à força desse novo governo, são aquelas que pregam a razão acima de tudo. Não há mais imagens nos templos, e nem cultos em homenagem a alguma divindade. Os sobreviventes e seus filhos se tornaram pessoas céticas, que acreditam apenas no poder do governo. Governo esse que garante que após as eleições uma nova era está para começar no mundo, - a Era X.

Mae Koskien é uma pretoriana, a elite dos soldados da RUAN. Vinda de uma das castas mais altas desta nova terra renunciou a sua vida de conforto e luxo, para seguir o seu destino e servir ao seu país. Os pretorianos são conhecidos por serem as máquinas de matar do governo. Eles são temidos por toda a população, e Mae se orgulha da farda e da vida que escolheu para si. Mas, após a morte de seu “ex-namorado”, em um momento de dor e fúria ela perde a razão e acaba sendo punida por conta disso. Ela recebe uma missão um tanto vergonhosa para um soldado de elite como ela, Mae foi designada para ser a guarda-costas de um exilado político no Panamá, o famoso estudioso Justin March.

Ninguém sabe por qual motivo Justin March, foi expulso da RUAN. Um dos mais inteligentes e bem sucedidos investigadores de religiões clandestinas do governo, Justin leva uma vida sem regras, em seu exílio no Panamá quando é surpreendido com um bilhete de sua antiga supervisora de departamento Cornelia Kimora. O governo precisa dos conhecimentos de Justin, para desvendar uma série de assassinatos, que desafiam toda e qualquer lógica. Essa é a única chance que Justin tem de voltar ao seu país e ter seu emprego de volta. Mas, as coisas vão ser bem mais complicadas do que aparentemente parecem, afinal ele e Mae estão prestes a descobrir que eles são apenas mais duas peças no Tabuleiro dos Deuses.

Com uma narrativa diferente do que estamos acostumados, me vi fisgada por esse livro logo nos primeiros capítulos. O que mais me atrai em distopias é a forma como esses novos mundos surgem, e a possibilidade de que alguma dessas teorias “malucas” um dia possa ser confirmada.Confesso que achei o começo um pouco lento, mas conforme a narrativa foi avançando me via cada vez mais envolvida pela história.

Gostei muito da forma como a autora Richelle Mead compôs a história, pois por mais que a base da sociedade em RUAN fosse bastante rígida a população em si não abria mão do luxo, e a uma vida regada a bebidas, festas e tudo o que a tecnologia permitia. A autora também soube conduzir à narrativa inserindo a cada capítulo, informações preciosas para um desfecho cercado de mistérios e ação, mesclando com sucesso temas como filosofia, mitologia e ficção científica, deixando a leitura de Tabuleiros dos Deus ampla e rica em detalhes.

Os personagens também são intensos e maduros. Mae está longe se ser uma mocinha frágil e indefesa, da mesma forma que Justin é o estereótipo oposto de um príncipe encantado, o que torna o relacionamento deles algo mais interessante e imprevisível.  Até mesmo os personagens coadjuvantes como a Tessa e o Leo no decorrer na trama se mostram peças importantes nessa partida com os deuses, que pelo jeito só está começando. Fiquei tão entretida com a história, que cheguei a sonhar com ela. Acho que deu para perceber o quanto eu adorei esse livro! ()

“- Nós somos peças num tabuleiro, dr. March, e alguns de nós são mais poderosos que outros.”

Intrigante, sombrio e fantástico.  Ganhei uma nova série para chamar de minha. Recomendo!

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