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janeiro 07, 2016

Amor em Jogo por Simone Elkeles

| Arquivado em: RESENHAS.

ISBN: 9788525057549
Editora: Globo
Ano de Lançamento: 2014
Número de páginas: 360
Classificação: Ótimo
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: Wild Cards – Livro 01.
Depois de ser expulso do colégio interno em que estudava, Derek Fitzpatrick não teve outra escolha senão ir morar com a esposa de vinte e poucos anos de seu pai, que está viajando pela Marinha. Além de ter que aturar a madrasta, ele recebe a notícia de será obrigado a se mudar da Califórnia para sua cidade natal, Illinois. Tudo o que Derek menos quer é participar de mais um drama familiar – já bastam os seus. Ashtyn se esconde atrás de uma fantasia da vida perfeita: boa aluna, a única menina – e capitã! – do time de futebol americano da escola e namorada do quarterback promissor. Tudo parecia um conto de fadas. Ainda assim, ela se sente deslocada, e tem um plano para deixar tudo pra trás e correr em busca da bolsa de estudos em alguma faculdade bem longe de sua vida atual. Para azar – ou sorte!? – de Ashtyn e Derek, o destino ainda guarda mais uma reviravolta na manga.

São poucos autores que conseguem a façanha de me fazer perder uma noite de sono. Afinal por mais envolvida que essa que vos escreve esteja com uma narrativa, ela ainda precisa dormir no mínimo seis boas horas por noite, para no outro dia não ser confundida com algum figurante de The Walking Dead. Porém, Simone Elkeles não apenas conseguiu me tirar o sono com Amor em Jogo, como essa é a segunda vez que a autora me faz virar a noite lendo. Minha única explicação para essa “bruxaria” é que os livros dela só podem ser “enfeitiçados”.

Depois uma pegadinha nada inocente durante um evento importante, Derek Fitzpatrick é convidado a se retirar de uma das melhores escolas da Califórnia. Com o seu pai preso em um importante projeto na marinha e as relações cortadas com sua avó materna, à única opção que lhe resta é se mudar com Brandi, sua madrasta e o pequeno Julian para a Illinois. Se Derek soubesse que o preço que pagaria por sua brincadeira seria ter que partir da sua amada Califórnia e passar a morar com Brandi e sua família, talvez ele pensasse duas vezes antes de aprontar, ou não.

Para muitos Ashtyn Parker tem uma vida invejável. Boa aluna, namorado perfeito e além de ser a única menina da Fremont High a jogar futebol americano, ela acaba de ser eleita a capitã do time. Porém, apesar de tudo isso a vida de Ashtyn está longe de ser perfeita e para ajudar Derek Fitzpatrick cai de paraquedas nela, para deixar tudo ainda mais bagunçado. Não poderia existir duas pessoas mais opostas do que Ashtyn e Derek. Enquanto Ashtyn se esforça ao máximo para conquistar o seu lugar no mundo e provar para as pessoas que ela é capaz, Derek segue a sua vida como se nada fosse suficientemente importante para ele se preocupar com o amanhã.

E mesmo com os avisos de Ashtyn para que ele ficar fora do seu caminho, Derek não parece muito disposto a levar os mesmo em conta. Mas, assim como ela, Derek é uma grande farsa. Pois, por traz dos comentários irônicos e da aparente falta de objetivo na vida ele esconde alguns segredos. Segredos esses que ele prefere manter guardado a sete chaves, assim como o seu coração. Por que se tem algo em que Derek e Ashtyn concordam é que nenhum dos dois quer terminar com o seu coração partido. Só que aparentemente, o destino tem outros planos para eles.

Confesso que há muito tempo deixei de ser aquele tipo de leitora compulsiva que compra mais livros do que consegue ler. Hoje seleciono mais as minhas leituras, até por que a cada ano que passa fico mais “chata” e exigente com o que leio. Mas, Amor em Jogo foi aquele livro que comprei sem ler sinopse e muito menos sem saber nada sobre o que esperar. Afinal a autora é Simone Elkeles e essa informação foi o bastante para me fazer dar “um tiro no escuro”. Simone Elkeles foi a autora que me fez ir dormir as cinco e meia da manhã por que não consiga para de ler Química Perfeita. Ela escreveu um dos melhores livros que li na vida e acima de tudo me fez ver o gênero New Adult com outros olhos, ou seja, o risco valia e valeu apena.

Com uma narrativa fluida, Amor em Jogo é um daqueles livros que conquista logo nas primeiras páginas. E por mais previsível que a premissa da história se apresente, ela conta com pequenos detalhes que tornam o enredo em diversos momentos surpreendente. Seus personagens são tão cativantes que você se apaixona, torce e sofre por eles até o fim. Ashtyn possui uma personalidade forte e não desiste daquilo que quer mesmo quanto tudo parece estar contra ela. Já o Derek é apaixonante (), pois por baixo da fachada de garoto encrenqueiro ele consegue ser gentil, protetor e carinhoso com as pessoas que ele ama.

Foi uma graça ver como aos poucos cada um conseguia ir quebrando as barreiras um do outro, relevando o que havia escondido atrás delas. Adorei os personagens secundários também, pois eles deixaram o enredo ainda mais rico, divertido e tocante. Em especial o fofo do Julian, o Falkor cachorro de estimação da Ashtyn e a enigmática Sra. Worthington.

Simone Elkeles tem o talento de pegar situações cotidianas e elementos simples e transforma-los em histórias viciantes. Ela transporta você para dentro trama fazendo como que cada emoção, cada conflito pareça algo “pessoal” e real. Amor em Jogo foi uma surpresa maravilhosa, principalmente por que eu não sabia ao certo o que encontrar em suas páginas. O único ponto “negativo” do livro é o final um pouco corrido, mas nem tudo precisa ser perfeito não é mesmo?

“- Não é idiota. Acho que ter esperança é melhor do que desistir e pensar que a vida vai ser uma droga para sempre.”

Com um romance extremamente clichê, mas irresistível Amor em Jogo é uma leitura doce, rápida e envolvente. Que não apenas me fez virar a noite lendo, como também me deixou com um sorriso terrivelmente bobo no rosto. Recomendo ()!

Ps: Please, Simone Elkeles, I really need sleep.

setembro 15, 2013

Wild Cards por George R.R. Martin



ISBN: 9788580445107
Editora: LeYa
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 480
Classificação: Bom
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.


Sinopse: O Começo de Tudo - Livro 01.
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, a Terra é salva por pouco de um meteoro alienígena. Porém, o vírus que a bomba espacial carrega cai em Nova York e, gradativamente, espalha-se pelo mundo, contaminando parte da população e dotando parte dos sobreviventes com poderes especiais. Alguns foram chamados de Ases, pois receberam habilidades mentais e físicas, alguns foram amaldiçoados com alguma deficiência bizarra e, por isso, batizados de Coringas. Parte desses seres, agora especiais, usava seus poderes a serviço da humanidade, enquanto outros despertaram o pior que havia dentro de si.




Ao começar a leitura de Wild Cards não sabia ao certo o que iria encontrar.  Claro, que o fato do livro ser “escrito” por um dos autores mais aclamados de literatura fantástica dos últimos anos, fez com que minhas expectativas em relação à obra fossem as melhores. Não que elas não tenham sido atendidas, porém o “excesso” de pessoas escrevendo a mesma história e com isso dando a sensação que se tratava de “histórias paralelas” unidas em um livro só, tornou a leitura em determinados momentos confusa.

A história começa em 1946, após o termino da Segunda Guerra Mundial em que metade do mundo está buscando se reerguer das cinzas.  Nos primeiros capítulos conhecemos um pouco os protagonistas da série e temos uma pequena noção de como a guerra interferiu na vida de cada um. Quando parecida que o mundo finalmente teria um pouco de paz, um vírus alienígena poderosíssimo atinge a cidade de Nova Iorque para logo após se espalhar pelo mundo, levando não somente o caos pelo planeta, mas criando também duas novas gerações de “seres humanos”: Os Ases, que possuem “dons” como telepatia, força descomunal, e outros poderes assombrosos, e os Coringas que não foram tão abençoados pelo vírus assim e se tornaram verdadeiras aberrações.

Para tentar trazer a ordem ao planeta novamente, foi criado o Comitê da Câmara sobre Atividades Antiamericanas, que tinha como principal missão prender todos os Ases. Só que o esse Comitê não contava com o fato de que essa “caçada” a todos que foram afetados pelo vírus alienígena saísse de controle por conta das leis aprovadas que "obrigavam" todos os Ases a proteger os Estados Unidos. Se vocês estão achando alguns detalhes levemente parecidos com X-MEN, - sim eles não são meras coincidências. Em muitos momentos durante a leitura eu fiquei esperando aparecer um Professor Xavier ou um Magneto, coisa que logicamente não aconteceu.

Wild Cards não é um livro “comum” e não apenas por ele misturar elementos da literatura fantástica com ficção científica, mas por que durante todo o desenvolvimento da história o leitor tem que lidar com pequenos por menores que fazem com que a leitura dele seja um pouco “travada”. Os capítulos, por exemplo, eles não são contínuos. Na verdade Wild Cards passa mais a sensação que é uma coletânea de contos, que mesmo tendo relação entre si, muitas vezes deixam aquela sensação vaga que nenhum tem muito haver com o outro. É justamente aquilo que eu comentei no começo da resenha. Parece que você está lendo histórias paralelas, dentro de uma realidade paralela em que todo mundo quer deixar a sua marca na história, por assim dizer.

Alguns desses “contos” são muito bons em especial o "Capitão Cátodo e o Ás Secreto", escrito por Michael Cassutt e a “A Garota Fantasma conquista Manhattan”, escrito por Carrie Vaughn que foram os que mais prenderam a minha atenção, enquanto outros não que sejam ruins, mas também não são bons, se é que vocês me entendem (...). Durante toda a leitura eu convivi com certa oscilação no meu ritmo leitura, por conta da forma com que cada autor escrevia. Eu conseguia visualizar os pontos em comuns presentes em cada capitulo, mas a diferença na hora de explanar a história em si deixa um pouco a desejar em minha opinião.

Outro detalhe é que para quem estava esperando (tipo eu assim), que o livro era escrito por George R.R Martin logo no começo da história acaba se decepcionando um pouco, pois aqui ele é apenas o editor e colaborador da série Wild Cards. Assim, isso não chegou a ser um grande problema, até por que ainda não li nada dele até agora então não posso fazer nenhum comparativo.  Mas (...).

Eu gostei do livro, apesar da história ter me deixado um pouco confusa e perdida em alguns momentos eu acredito que no decorrer da série, que conta no total com vinte e dois volumes as lacunas presentes nesse primeiro livro serão preenchidas.  Afinal, que a série tem um grande potencial para conquistar leitores apaixonados, isso não resta dúvidas.

“No instante seguinte, ele viu com triste desalento a pele dela escurecer, ficar roxa e então negra. Mais uma das minhas, pensou ele.”

Wild Cards não decepciona quem gosta de histórias de ficção que intercalam com maestria mundos fantásticos e a realidade. A minha dica é: mesmo que um capítulo não seja muito empolgante, não desista no livro, por que com certeza haverá capítulos que irão fazer com que a leitura valha a pena.



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