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julho 24, 2014

O Bobo da Rainha por Philippa Gregory

ISBN: 9788501082800.
Editora: Record.
Ano de Lançamento:  2011/ 3ª Edição.
Número de páginas: 517.
Classificação: Ótimo.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva - Compare os Preços.




Sinopse:  Os Tudors, Livro 4.
Hannah, uma jovem que possui o dom da vidência, ingressa na traiçoeira corte dos Tudor para espionar a princesa Mary, primeira filha de Henrique VIII, a pedido do ambicioso Robert Dudley. Dividida entre a paixão por Dudley e o seu dever, Hannah encontra em Mary uma mulher ardorosamente católica, cujo maior objetivo é restaurar a verdadeira fé do povo. Ao mesmo tempo, sua meia-irmã, a futura rainha Elizabeth, observa seus erros e reza por sua morte. Conforme a rivalidade entre as princesas se desenrola em um palco de conflitos e paixões, Hannah deve encontrar um caminho para atravessar uma época na qual professar a religião errada representava uma sentença mortal.

Depois de muito ouvir falar dos livros da autora Philippa Gregory e de seguir a orientação dos “deuses do tenho mais livros do que tempo de ler”, ou a TBR (como preferirem), finalmente pude conferir por mim mesma, o que a escrita da autora tem de tão fascinante que conquista a todos. Bem, acho que como vocês mesmos podem perceber, essa que vos escreve é mais uma que se une ao séquito de fãs da autora.

Não tinha como ser diferente. Afinal qualquer pessoa que tinha como História sua matéria favorita em tempos de colégio, se rende a narrativa envolvente e marcante da autora. Vi-me conquistada logo nos primeiros capítulos, por uma história cheia de reviravoltas, corações partidos e personagens fortes que me proporcionaram uma deliciosa viagem ao tempo, pelos corredores repletos de conspirações da corte inglesa durante o reinado de Mary I, filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão.

Vivendo em um dos bairros pobres de Londres, a pequena Hannah Green é filha de um humilde livreiro que tem a sua vida mudada no dia em que graças ao seu dom da vidência, viu um anjo na Fleet Street, atrás do charmoso Robert Dudley e do estudioso John Dee.  Relutante em deixar o pai, mas obrigada a partir para corte a serviço de Lorde Dudley, Hannah é arrastada pelo seu senhor para o mar de intrigas da corte do jovem e doente rei Eduardo VI.  Embora fosse conhecida na corte como o “bobo santo” do rei, Hannah em seus calções de menino tinha outro tipo de função para o sedutor Lorde Robert Dudley, - ela era acima de tudo a sua espiã.

Hannah é então enviada por Lorde Dudley para fazer companhia a Lady Mary e claro descobrir qualquer informação que fosse útil  para o seu senhor.Tudo já estava planejado e antes do rei dar o ultimo suspiro, seu principal conselheiro , Duque de Northumberland consegue convencê-lo a proclamar em seu testamento que a esposa de seu primeiro filho e sobrinha do Rei Henrique, Lady Jane Grey seria a sua sucessora no trono na Inglaterra. Com isso tanto Mary e Elizabeth seriam pressas na Torre e condenadas à morte por traição.  Quando Mary descobre a morte de seu irmão, ela mesma se auto proclama rainha e decidi ir à luta pela coroa.

Nesse momento em diante a vida de Hannah passa por mais uma grande mudança. Dividida entre o respeito pela rainha católica solitária, a admiração pela princesa protestante obstinada e pelo amor ao seu ambicioso senhor ela terá suas lealdades testadas, ao mesmo tempo em que precisa proteger seu pai e si mesma. Poderá Hannah sobreviver ao “ninho de serpentes” da corte inglesa sem perder sua pureza e caráter? Por quanto tempo Daniel Carpenter, o jovem a qual é prometida, se manterá fiel esperando pelo dia que ela cumpra suas obrigações para com a rainha? Hannah aprenderá da maneira mais difícil que o melhor lugar para estarmos muitas vezes é justamente aquele em que não queremos estar.

A história toda é contada através do ponto de vista da Hannah, ou seja, intercalando momentos em que a narrativa é mais focada na rainha Mary e outros na princesa Elizabeth. Através dos olhos de Hannah é possível desvendar um pouco dos medos e desejos dessas duas mulheres fortes enveredando por um caminho marcado por traições, ódio, perseguições religiosas e uma guerra silenciosa entre duas herdeiras do trono. Em muitos momentos me irritei com a teimosia da Hannah. Por vaidade ela não apenas colocava a própria vida em risco, como também a vida daqueles a quem ela deveria proteger. Sua personalidade forte assim como a sua coragem são de fato admiráveis, mas a sua imaturidade muitas vezes a levavam a agir de maneira arrogante com quem não merecia e isso me dava nos nervos (motivo pelo qual eu não favoritei o livro). Sim eu sou chata mesmo!

O Bobo da Rainha possui um enredo riquíssimo em detalhes que me deixaram curiosíssima para conhecer mais da história da Inglaterra. É incrível como a Philippa Gregory pegou uma “história real” e a transformou em um romance terno, cheio de momentos conflitantes em que a razão e a emoção duelavam constantemente. Nutri uma relação de amor e ódio por todos os personagens, ao mesmo tempo em que assim como a Hannah eu sonhava como um “então foram felizes para sempre” para todos. Algo que como a própria história nos conta infelizmente não aconteceu.

Estou simplesmente apaixonada pela escrita da Philippa Gregory, e me perguntando constantemente o porquê demorei tanto tempo para ler algo dela. Sério leitores, não consigo expressar em palavras o quanto a leitura desse livro foi maravilhosa!

“- (...) você quer tanto amar e ser amada que está sempre em todos os lados ao mesmo tempo.”

Para os amantes de romances históricos e eternos estudiosos como eu, O Bobo da Rainha é certamente uma leitura inesquecível. Recomendo!

julho 21, 2014

Café Literário – Das Páginas para as Telas

Bom dia leitores!

Pode até parecer que nos últimos anos houve certo “bum” e do dia para a noite os estúdios de Hollywood descobriam que vale muito a pena investir em adaptações literárias para as telonas. 

Mas, apesar do sucesso alcançado em franquias como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Twilight, Jogos Vorazes, entre outros não é de hoje que temos nossas histórias favoritas transformadas em filmes.  Isso se não levarmos em conta as histórias em quadrinhos (HQs) que também a cada dia ganham mais espaço nas adaptações.

Por esse motivo no café literário desse mês, fiz uma pequena seleção de filmes, mas antigos em que suas histórias saíram diretos das páginas para as telas. Confiram ai! ;D

imagem: Tumblr


A Duquesa (2008).



Adaptado do livro: Georgiana (Duquesa de Devonshire) de Amanda Foreman.
Curiosidade: O Duque de Devonshire é interpretado por Ralph Fiennes, nosso eterno Lorde Voldemort.

Memórias de Uma Gueixa (2005).



Adaptado do livro: Memórias de Uma Gueixa de Arthur Golden.
Curiosidade:  O filme ganhou três estatuetas no Oscar em 2006. Venceu nas categorias de melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor figurino.

O Conde de Monte Cristo (2002).



Adaptado do livro: O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas.
Curiosidades:  O livro foi concluído pelo autor em 1844.
- O Padre Abade Farias foi interpretado pelo saudoso Richard Harris. Harris interpretou o professor Alvo Dumbledore nos dois primeiros filmes da franquia Harry Potter e faleceu em 25 de outubro de 2002.

Entrevista com o Vampiro (1994).



Adaptado do livro: Entrevista com o Vampiro de Anne Rice.
Curiosidades: O livro é considerado um dos clássicos da literatura inglesa.
- Quando soube da contratação de Tom Cruise para o papel, a autora  declarou estar profundamente desapontada com a escolha, pois não acreditava que Cruise conseguiria dar a força dramática necessária ao personagem.
- O autor Johnny Depp recebeu uma oferta para interpretar o personagem Lestat.
- Christian Slater que interpretou ou repórter Daniel Molloy, que doou seu cachê por completo às instituições de caridade.
- A versão brasileira do livro foi traduzida pela escritora Clarice Lispector.

O Vento Levou (1939).



Adaptado do livro: O Vento Levou de Margaret Mitchell.
Curiosidades: A autora escreveu o romance entre 1926 e 1929 e sua intenção original era dar a protagonista o nome de Pansy O'Hara.
- Hattie McDaniel (Mammy) foi a primeira atriz negra a conquistar um Oscar, não pôde comparecer na première do filme em Atlanta porque era negra.
- O filme ganhou 10 estatuetas do Oscar.
- Os escritores F. Scott Fitzgerald e William Faukner também participaram como roteiristas.
- A atriz Vivien Leigh (Scarlett O'Hara ) e autor Clark Gable (Rhett Butler), brigavam constantemente, pois Vivien considerava pouco profissional que Clark deixasse o estúdio sempre às seis da tarde, todos os dias. Por sua vez Clark Gable considerava um abuso oferecer um papel essencialmente estadunidense a uma atriz britânica.

Espero que vocês tenham gostado de saber um pouquinho mais sobre essas famosas adaptações literárias. Eu vou confessar que me bateu uma saudade de assistir O Vento Levou *-*

Beijos e uma ótima semana!

julho 17, 2014

Se Você fosse Minha por Bella Andre

ISBN: 9788581632759
• Editora: Novo Conceito.
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 320
Classificação: Bom

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cortesia para resenha.




Sinopse: Os Sullivans - Livro 05 - Bella Andre.
Zach, o mais arredio dos Sullivan, é mecânico e corredor de pistas de alta velocidade. Suas únicas preocupações são: como gastar seu dinheiro e com que mulher passar a próxima noite… Até que ele recebe a difícil tarefa de cuidar do filhote de yorkshire de seu irmão por duas semanas — um total contratempo para um homem como ele. Mas Zach não tem como negar este favor a Gabe e, muito a contragosto, acaba aceitando cuidar de Ternurinha, a cachorrinha que, para piorar, é um terror e certamente precisa de treinamento. Heather Linsey não acreditava que teria de treinar o filhote do arrogante Zach Sullivan. De todos os homens que já conhecera, Zach era o mais atrevido. Palavras como arrogante, esnobe, pretensioso cabiam especialmente bem no mecânico da família Sullivan. Além disso, a beleza e o charme de Zach eram desconcertantes e a atração entre eles, inevitável… Heather estava francamente disposta a negar esse trabalho, mas teve que pensar duas vezes antes de recusar, pois fora indicada por uma grande amiga. De qualquer forma, ela sabia que podia controlar as investidas de Zach Sullivan, caso ele se mostrasse desrespeitoso. O que ela não sabia é que sua rejeição ia despertar os mais profundos e obstinados desejos no mecânico…

Depois que finalizei a leitura de A Filha do Sangue, eu precisava de uma leitura mais leve.  Bem leve mesmo, diga-se de passagem. Quis um acaso do destino (a TBR na verdade) que o escolhido fosse o quinto livro da série Os Sullivans da autora Bella Andre. Fazia um bom tempo que eu não lia nada da autora, já que eu tinha me decepcionado bastante com o livro anterior e com isso meio que acabei deixando a série de lado. Porém, se os “deuses do tenho mais livros do que tempo de ler”, resolveram que estava na hora de uma “reconciliação” entre essa que vos escreve e a autora, a única coisa que eu poderia fazer era aceitar o desafio.

Claro que eu não esperava nada de muito novo e surpreendente no enredo de Se Você fosse Minha, afinal eu já conheço a fórmula da autora e sei que esperar “algo a mais” é garantia de decepção na certa. O problema é que por mais que em meus pensamentos eu tivesse a consciência que só deveria “curtir” a leitura fiquei sim, - esperando aquele “algo a mais” de novo (...) triste eu sei.

Heather Linsey
é uma talentosa treinadora de cachorros que leva uma vida tranquila e que prometeu jamais entregar o seu coração, em especial a homens “perfeitos” demais. Zach Sullivan é um mecânico bem sucedido, amante de alta velocidade e arrasa corações desavisados, mas que não permite que nenhuma mulher arrase o seu. Um encontro entre duas pessoas tão diferentes parecia impossível, até que Zach incapaz de negar um favor ao seu irmão Gabe aceita cuidar de Ternurinha, uma levada filhote de yorkshire.

Para Zach era evidente que Ternurinha precisava de um treinamento, e graças a uma amiga em comum, Heather aparece no momento exato em que ele e a filhote estava em apuros. Assim que Heather colocou os olhos em Zach, ela soube que qualquer envolvimento que mantivesse com ele seria um perigo a todas as suas defesas.  Só que toda a insistência dela em mantê-lo longe o instigavam ainda mais. Porém, quando o desejo se torna forte demais para ser ignorado a paixão avassaladora surgi destruindo todas suas barreiras, fazendo com que ela trilhe um caminho que jurou nunca seguir.

Por mais que a escrita da Bella Andre seja leve e fácil de acompanhar, tenho a triste sensação que continuo lendo o mesmo livro sucessivas vezes. Sim, depois de dois capítulos eu já sabia tudo o que ia acontecer na história. Não que eu tenha problema com clichês. Tipo, eu adoro um velho e bom clichê, desde que ele seja bem trabalhado. Aqui mais uma vez temos personagens “perseguidos” por fantasmas do passado que de verdade, não acabam trazendo peso nenhum para história só servindo de desculpa para o comportamento infantil de ambos.

Esperava uma Heather mais obstinada e um Zach mais cafajeste (pronto falei), mas encontrei personagens frágeis e superficiais.  Talvez o que mais me incomode na narrativa da autora é justamente o fato das atitudes de seus personagens não coincidirem com a personalidade que ela cria para eles.  E nem me venham com essa história: “Se coloque no lugar dela. Um homem lindo, rico jogando charme para você e todo aquele blá, blá, blá”, que isso só me deixa mais irritada ainda com algumas coisas. Do que adianta o personagem reforçar durante grande parte da história que ele é de um jeito, quando age de outro? No meu ponto de vista isso é muito confuso e torna a história por si só fantasiosa demais.

É sério gente, não consigo entender (aceitar), a maneira “fast” como tudo acontece nos livros da autora. De manhã não querem se envolver, de tarde só querem sexo casual, à noite descobrem que se amam e não podem viver longe um do outro, na manhã seguinte rola um drama para dar mais emoção a história e pronto. Eu sei que é apenas um livro, mas eu não consigo entender mesmo.

Assim, como a leitura leve que eu estava precisando, o livro cumpriu bem o seu propósito. Porém ainda espero que um dia a autora Bella Andre me surpreenda com uma narrativa mais real, profunda e realmente romântica.  Por que aqui até o romantismo deixou a desejar. Ok! Vou confessar que minha parte favorita no livro, foi a dos cachorros.

“– Eu nunca disse que não acreditava no amor – ele esclareceu. – Só disse que não estava procurando por ele.”

Para quem está em busca de uma leitura leve Se Você fosse Minha é uma boa opção. Desde que claro, - você não espere algo de novo e muito emocionante.

Veja também:

julho 14, 2014

#naplaylist – Músicas & Filmes 2

Bom dia leitores!

Há um ano eu fiz um #naplaylist compartilhando com vocês, alguns filmes que se tornaram inesquecíveis por causa de uma música especial. Logicamente foi um dos post mais difíceis de escrever, já que é bem complicado selecionar apenas cinco músicas entre uma infinidade de músicas marcantes.

Porém pensei, por que não criar uma “parte 2” do #naplaylist – Músicas & Filmes? Mas uma vez me vi com uma tarefa difícil em mãos e claro, - chorei bastante ao ouvir novamente algumas músicas e me recordar dos filmes dos quais elas fazem parte.

Então sem mais delongas, aumentem o som confiram a playlist ai ;)

imagem: Tumblr.

5ª Enya - Only Time (Doce Novembro).

Quem chora horrores nesse filme levanta a mão o/
Goo Goo Dolls - Iris (Cidade dos Anjos).

Vou confessar que Cidade dos Anjos não é assim (...) um dos meus filmes favoritos, mas essa música é perfeita demais para ficar de fora desse post.


Phil Collins - You'll Be In My Heart (Tarzan).

Sempre cai um cisco no meu olho quando assisto a esse filme...

Christina Perri - A Thousand Years (Amanhecer Parte II).

Quem disse que não gosto de nada da Saga Twilight? Brincadeiras a parte, sou completamente apaixonada por esse música  *-* Linda demais!

Idina Menzel - Let It Go (Frozen).

Não tinha como essa música ficar de fora desse post, não é gente? Aquele que não ficou cantarolando Let It Go, Let It Go... por semana seguidas que atire a primeira pedra rs...

Com certeza esse é um tipo post que sempre dá margem para várias “continuações”, que vou procurar trazer aqui para vocês ao menos uma vez por ano. Por isso não deixem de compartilhar nos comentários a opinião de vocês em relação às músicas escolhidas.

Espero que tenham gostado!
=D

Beijos e até o próximo post!

julho 10, 2014

Mago: Espinho de Prata por Raymond E. Feist


ISBN: 9788567296173
Editora: Saída de Emergência.
Ano de Lançamento: 2014.
Número de páginas: 416
Classificação:
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cortesia para resenha.







Sinopse: O Mago – Livro 3.
Durante quase um ano, a paz reinou nas terras encantadas de Midkemia. Porém, novos desafios aguardam Arutha, o Príncipe de Krondor, quando Jimmy, a Mão - o mais jovem larápio do Zombadores, a Guilda dos Ladrões - surpreende um sinistro Falcão Noturno prestes a assassiná-lo. Que poder maléfico fez com que os mortos se levantassem para combater em nome da Guilda da Morte? E que magia poderosa poderá derrotá-los? Mas primeiro o Príncipe Arutha, na companhia de um mercenário, um bardo e um jovem ladrão, terá que fazer a viagem mais perigosa da sua vida, em busca de um antídoto para o veneno que está prestes a matar a bela Princesa no dia do seu próprio casamento.

Acredito que não é segredo para ninguém que a saga do Mago é uma das minhas séries favoritas. Porém, eu mesma não podia imaginar que nessa brilhante continuação o autor Raymond E. Feist me surpreenderia mais uma vez. O Mago: Espinho de Prata é repleto de ação e magia com um toque de mistério que deixou à narrativa ainda mais envolvente e apaixonante. O melhor livro da série até aqui em minha opinião.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre certos pontos da história, por que a própria sinopse já entrega algumas coisas.  Mas, para quem não quiser correr o risco de algum spoiler, pode pular um parágrafo.

Um ano se passou desde que aquela que ficou conhecida como a Guerra do Portal acabou. Durante esse período os irmãos Lyam, o Rei dos Reinos das Ilhas, Arutha, o Príncipe de Krondor e Martin, o Duque de Crydee viajaram pelo reino todo, se apresentando ao povo como os novos governantes de Midkemia. Só Arutha, o mais novo dos três era o mais ansioso para que a viagem chegasse logo ao seu destino final. Pois, em Rillanon capital do reino a sua espera está princesa Anita. Porém enquanto a população celebra a felicidade de seus governantes e a paz alcançada, uma nova e perversa ameaça começa a surgir pelas sombras colocando tudo em risco mais uma vez.

O Mago: Espinho de Prata é um livro sombrio, o que levou o enredo para um lado mais místico que timidamente já vinha aparecendo nos livros anteriores que tinham a narrativa focada na guerra. Agora temos um inimigo que além de desconhecido e perigoso é assustador. O mais interessante é que a partir daqui, a história toma um novo caminho tendo não apenas príncipe Arutha () como protagonista, mas com a participação maior de personagens conhecidos, e a inserção de novos personagens e elementos que se tornam decisivos no decorrer da história.

Conforme a narrativa avançava o autor ia revelando aos poucos os muitos mistérios que cercam a origem de Midkemia, instigando em mim um desejo de descobrir quem era o ser maligno dono de uma magia tão poderosa capaz de superar a morte. Não vou negar que em alguns momentos fiquei com “medinho”, mas a maneira como Raymond E. Feist construiu a história é tão fantástica, que a minha curiosidade era infinitamente maior que meu medo, fazendo com que fosse impossível eu desgrudar do livro.

Gostei bastante dessa troca de protagonistas, mas não somente por que o Arutha é meu personagem favorito (que isso fique bem claro). Em meu ponto de vista, não apenas a narrativa se desenvolveu de uma forma mais rápida e dinâmica, como também ficou mais visível a real importância que o Mago Pug em toda a trama. Afinal, por mais que desde o principio o Pug seja o personagem central da história, ainda não estava muito claro o papel dele e de outros personagens em todo o contexto geral da saga, e com essa mudança o autor conseguiu mostrar um pouco dessa amplitude total da história.

Sei que pode soar um tanto repetitivo e que com certeza eu já citei isso nas resenhas anteriores. Porém é impossível não me encantar com a riqueza de detalhes e a beleza com que o autor descreve o reino de Midkemia.  Minha imaginação vai a mil durante a leitura, sempre fazendo como que eu me sinta mais uma personagem da história. Sofro, luto, comemoro e vivo cada instante narrado, como a mesmo intensidade dos personagens. É simplesmente fantástico!

“Desde que parti, pouco mais fiz além de pensar em você. (...) Você é minha alegria. É o meu coração.”

O Mago: Espinho de Prata foi uma leitura deliciosa, com as doses certas de ação, aventura, magia, suspense e romance.  O autor brilhantemente deixou várias pontas soltas, que prometem um final épico e eletrizante para a saga. Mal posso esperar!Eu já estou aguardando ansiosamente por Mago: As Trevas de Sethanon.


Veja também:

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