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outubro 22, 2013

Liberta-me por Tahereh Mafi




ISBN: 9788581632353
Editora: Novo Conceito
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 444
Classificação:  Bom
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.


Sinopse: Trilogia Estilhaça-me - Livro 2

Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.

Quando eu mencionei na resenha de Destrua-me que a história só era tão legal por que a Juliette não aparecia, eu não podia imaginar que em partes essa minha “brincadeira” ia se virar contra mim. Não que o livro seja ruim ao contrário ele é bom. Mas, nem tudo são flores nessa vida e em alguns momentos admito que aguentar a personagem principal da história foi uma tarefa um pouco difícil.

Quem quiser fugir de spoilers do Estilhaça-me, pode pular para o antepenúltimo parágrafo.

Depois que Adam, Juliette e James conseguem fugir do Restabelecimento eles encontram abrigo com os rebeldes do Ponto Ômega.  O Ponto Ômega é dirigido Castle, e funciona mais ou menos como a escola do Professor Xavier em X-MEN (me desculpem, mas é inevitável fazer essa comparação), lá todos os humanos com alguma habilidade especial recebem treinamento para aperfeiçoar seus dons e dessa forma ajudar os rebeldes a lutar contra o regime autoritário imposto pelo Restabelecimento.

Só essa premissa dá a entender que o livro tem um potencial enorme de ser uma narrativa cheia de ação e aventura de tirar o fôlego do leitor. Porém, infelizmente não é isso que acontece até a metade do livro.  São exatamente trinta e quatro capítulos, curtos é verdade, mas que mesmo assim não deixam de ser ”longos capítulos”, cheios dos dramas de Juliette.  Ok! Confesso que o livro realmente só ficou bom depois que o Warner entrou em cena, e olha que nem sou assim tão fã dele. Mas, a verdade é que depois que o “malvado” da história (que nem é tão mau assim), aparece é que o livro realmente começa a ter toda a ação que prometia.

Outro personagem que me deixou levemente irritada aqui foi o Adam. Não sei se foi por que de certa forma ele resolveu acompanhar a Juliette no “drama show”, ou se é o amor tão desesperado que ele sente por ela que me incomodou tanto. O fato é que em muitos momentos ele estava mais chato que a própria Juliette. Casalzinho difícil de aturar viu (...). Sem falar que o triângulo amoroso que em Estilhaça-me apareceu sutilmente, aqui colocou suas garrinhas para fora de vez. E como eu mencionei no Café Literário desse mês, dona Juliette é bem “atiradinha”.

O lado bom é que para amenizar toda essa parte um tanto “chatinha”, a autora Tahereh Mafi, introduziu novos personagens da trama que deixaram a narrativa muito mais agradável e envolvente. Arrisco-me até a dizer que alguns desses personagens secundários se destacaram em certos momentos bem mais do que o trio de protagonistas. Gostei muito do Winston, Brendan e do Kenji, esse que já é personagem conhecido de Estilhaça-me, mas nesse segundo livro ganhou um destaque maior. Na verdade ele é personagem que mais gosto da série, pois o Kenji tem um jeito franco e direto de ser, além de aparentemente ser o único capaz de fazer a Juliette sair do seu “mundinho” particular.

Quem leu Destrua-me já foi devidamente apresentado ao amor de pessoa que é o Anderson (modo irônico on), o todo poderoso comandante do Restabelecimento e pai do Warner. Um doce de pessoa (só que não), então PRE-PA-RE-SE, para sentir muita, mais muita raiva em seu coraçãozinho desse ser. Eu já nutria certo desprezo por ele, mas depois de ler Liberta-me ele está devidamente riscado da minha lista de Malvados Favoritos.  O Anderson é tão cruel e sem escrúpulos que por mais que eu tenha procurado uma qualidade nele, sim sempre tento achar algo de positivo até mesmo nos vilões, eu não encontrei nenhuma.  Bem complicado (...).

Apesar de todo o nervoso que passei com a Juliette e com o Adam, e de ter achado a história em determinados momentos “sofrível”, eu gostei de Liberta-me. É perceptível que a escrita a autora Tahereh Mafi evolui bastante (inclusive no que diz respeito a metáforas sem sentido e repetições de palavras), mas mesmo o conjunto da obra em si não sendo perfeito, a Tahereh é o tipo de autora que sabe despertar a curiosidade do leitor. Você fica a todo momento se perguntando o que vai acontecer. Nesse livro em especial acaba tento uma grande revelação que você fica tipo: “Como isso é possível!”.  Preciso do último livro da trilogia para ontem, é sério!

“Vou contar um segredo para você. Eu não me arrependo do que fiz. Não me arrependo nem um pouco. Na verdade, se tivesse a chance de fazer de novo, sei que faria certo dessa vez”.

Como uma narrativa de altos e baixos, Liberta-me consegue superar o antecessor, deixando os fãs da trilogia ansiosos para o desfecho final dessa história que promete fortes emoções.

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