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maio 26, 2013

A Felicidade por Richard Paul Evans


ISBN: 9788580446555
Editora: Lua de Papel
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 256
Classificação: Muito Bom


Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.


O Caminho – Livro 3.

Sinopse:
Ainda cambaleante pela perda súbita da esposa, da casa e da empresa, Alan Christoffersen, um ex-publicitário de sucesso, deixou tudo que conhecia para trás e partiu numa extraordinária travessia pelo país. Levando somente sua mochila, saiu de Seattle em direção a Key West, ponto mais distante em seu mapa. Agora, já quase na metade de sua trilha, Alan segue caminhando quase 160 km, entre o Dakota do Sul e St. Louis, mas são as pessoas que ele conhece ao longo do caminho que dão o verdadeiro sentido de sua jornada: Uma mulher misteriosa que segue Alan por quase dois quilômetros, o caçador de fantasmas que percorre túmulos à procura da esposa, o idoso polonês que dá uma carona a ele e compartilha uma história que Alan jamais esquecerá.


Acho que de todos os livros da Série Walk, A Felicidade é o mais melancólico de todos. Talvez até mesmo o título dado a ele soe como uma grande ironia, já que “a felicidade” passou bem longe do protagonista durante toda a história. Não que eu não tenha gostado do livro, na verdade eu gostei e muito. Só estou começando a ficar um pouco “desesperada” com o fato de Alan Christoffersen passar por tantos momentos difíceis.

Em A Felicidade, Alan continua seguindo sua longa jornada em direção a Key West na Flórida, e mesmo com toda a distância já percorrida a dor pela perda da sua amada esposa McKale ainda é muito presente, como um ferimento grave que insiste em não cicatrizar. Porém, o que parecia ser o recomeço de uma caminhada tranquila acaba trazendo alguns fantasmas do passado e pessoas muito especiais que farão Alan entender de inúmeras maneiras, que para se alcançar a paz de espírito e tentar encontrar a felicidade, ele precisa aprender a perdoar.

Cada pessoa que cruza o caminho de Alan traz consigo uma história emocionante e uma lição de vida para o nosso protagonista.  Ele começa a perceber que apesar da sua dor cedo ou tarde ele terá que recomeçar e que ao final de sua caminhada ele precisará decidir qual será o próximo passo. Porém o destino ainda tem mais uma peça cruel para pregar na vida de Alan, e talvez ele esteja muito próximo do fim, - ou seria de um novo começo?

Eu gosto muito da forma com que o autor, Richard Paul Evans trabalha várias histórias paralelas para compor um enredo simples e ao mesmo tempo riquíssimo em detalhes. Mesmo que o plano de fundo da história seja um tanto dramático e em alguns momentos até angustiante, o autor consegue dar um toque de delicadeza o que deixa tudo um pouco mais suave. Não que você não sofra com o personagem. Você sofre e sofre muito! Mas aquela luzinha de esperança está lá firme e forte no final do túnel, fazendo você acreditar que no final tudo vai dar certo. E eu espero de verdade que Alan reencontre com a “dona felicidade”, afinal ele já tem sofrido tanto (...).

É sério gente! Eu fique sem chão com o final de A Felicidade. Sabe quando você fica com aquele nó na garganta e não consegue chorar de tão inconformada que ficou? Pois é eu fique assim. Eu li e reli o ultimo parágrafo e pensei: “Não pode ser (...) ele não merecia mais isso.” Mesmo o autor tendo deixado um ótimo gancho para continuação, que óbvio eu já estou doida para ler, não curti o final. Não é justo, simples assim.

A leitura seguiu o mesmo ritmo dos livros anteriores, rápida e leve só que bem menos “emocionante” do que O Encontro e O Caminho. Tipo, o livro traz toda aquela carga emocional fortíssima presente nos demais livros, mas aqui o enredo ganhou um aspecto mais voltado à “espiritualidade” mesmo, e com isso a emoção propriamente dita não chegou a ser o ponto central da história estando presente de uma forma mais sutil. Eu ainda não sei se gostei dessa mudança, mas acredito que ela é necessária para os momentos pelos quais o protagonista vai passar.

“Não sei de vou chegar a Key West ou não. Mas uma coisa eu sei: quer eu aceite a jornada ou não, a estrada virá. A estrada sempre vem. A única pergunta a que qualquer um de nós pode responder é como escolheremos encará-la.”

A série Walk possui traços de um belo romance, porém de uma forma muito mais realista e madura quando a comparamos com outros livros do gênero.  Para quem busca histórias delicadas, que nos levam a refletir e querer aproveitar a vida ao máximo fica a dica de uma série linda que nos ensina que o importante é seguir em frente, - sempre.

Recomendo!


novembro 25, 2012

O Caminho por Richard Paul Evans


O Caminho por Richard Paul Evans.

ISBN: 9788581780337
Editora: Lua de Papel
Ano: 2012
Número de páginas: 292
Classificação: 4 Estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, Submarino - Compare os Preços



Sinopse: O Caminho - Livro II.

Alan Christoffersen, um publicitário bem-sucedido, acorda uma manhã e encontra-se ferido, sozinho e preso a uma cama de hospital em uma pequena cidade de Washington. Ele já havia passado por situações extremas quando decidiu atravessar o estado de Washington. Em busca de respostas, essa longa caminhada poderia ser um recomeço para sua vida. Mas, quando encontra-se imobilizado, ele percebe o quanto a vida ainda tem a lhe mostrar e ensinar. A segunda jornada da série Walk traz ainda mais lições para um homem que busca incansavelmente por esperança e que está disposto a retomar a sua vida de onde parou. Um romance inspirador sobre a esperança e o significado da vida.

Resenha - O Encontro (Livro1)

Só mesmo um “livro gracinha” como O Caminho para curar a minha chatice literária. Sim leitores, eu finalmente encontrei a cura para minha rabugice, mas claro que para isso contei com a ajudinha do meu querido Richard Paul Evans. Nessa belíssima continuação da série Walk, mas uma vez fui levada a refletir, sorrir e me emocionar com as experiências vividas por Alan.

Neste segundo livro continuamos a acompanhar Alan Christoffersen em sua caminhada para reencontrar a esperança, a fé e um novo sentindo para sua vida.  Por mais sutis que sejam as algumas mudanças emocionais no personagem, elas estão muito presentes em O Caminho. É notável que mesmo que a tristeza e a dor da perda ainda estejam bem recentes em seu coração, Alan começa a perceber que ele tem muita coisa a fazer não só por si mesmo, mas também por outras pessoas que passam a fazer parte de sua jornada.

Quando se vê preso a uma cama de hospital em uma cidade estranha e gravemente ferido, Alan sabe que tão cedo não vai poder voltar à estrada, porém o destino tinha lhe reservado uma linda surpresa. Não só apenas uma segunda chance de viver, mas principalmente a de fazer a diferença na vida de uma pessoa muito especial, a misteriosa e solitária Angel.  Quando seus caminhos se cruzaram em uma estrada chuvosa nenhum dos dois podia fazer ideia que suas vidas estariam ligadas para sempre.

Mas para quem já está pensando que a partir daí o enredo muda e começamos a ter uma linda história de amor se engana. A ligação entre Alan e Angel é muito mais profunda e delicada do que uma paixão avassaladora. O laço que os dois criam é o de uma amizade muito sólida, em que cada um com o seu sofrimento e suas perdas ajuda o outro a se levantar e a seguir em frente.  Antes de se encontrarem ambos eram pessoas solitárias que não tinham muitos motivos para acreditar e lutar pelos seus sonhos, mas juntos eles começam a redescobrir o poder da fé. Sabe aquele velho ditado que diz: “Deus nos coloca sempre aonde somos necessários”. Bem, Angel podia não saber, mas ela precisava muito de Alan, pois enquanto ela acreditava estar ajudando a um homem ferido a se recuperar, este homem a estava salvando de inúmeras maneiras.

E não foi só na vida de Angel que Alan foi necessário e decisivo. Ao longo da sua jornada ele encontra Kailamai, uma jovem vitima do comportamento abusivo da mãe e do padrasto, e que mesmo tendo passado por situações difíceis para alguém da sua idade mantinha o sorriso no rosto e a esperança que o amanhã seria muito melhor. Durante o tempo que caminharam juntos, Alan e Kailamai além de se tornarem grandes companheiros de viagem, aprenderam muito com as experiências um do outro, criando assim um forte laço de amizade que durará a vida toda. Através do bom humor de Kailamai, Alan começa a perceber que muitas vezes é o justamente o sofrimento e as adversidades da vida que nos deixam mais fortes.

Angel precisava desesperadamente de perdão e esperança, enquanto Kailamai buscava conhecer a felicidade de ter um lar seguro. Ambas achavam que isso era um sonho distante, mas a vida, sim a vida que sempre nos surpreende acaba colocando Alan em seus caminhos mudando o enredo de suas histórias para sempre.

Na continuação da série The Walk, Richard Paul Evans deixa muito claro que pequenas ações podem fazer muita diferença na vida de alguém. Alan perdeu tudo o que era importante na sua vida, mas o que ele começa a ganhar com cada pessoa que ele direta ou indiretamente ajuda é muito maior e mais valioso do que os bens materiais que ele perdeu. Claro que nada vai conseguir trazer de volta o seu grande amor, porém para quem achava que não havia mais sentido na vida depois que a sua esposa McKale se foi, aos poucos ele começa a ter fé novamente.

Assim como foi com O Encontro, a leitura de O Caminho foi leve e bem rápida só que ao contrário do primeiro livro que chegou a me emocionar sem que eu derramasse uma lágrima, dessa vez eu chorei. Tudo bem que foi uma situação meio óbvia, mas confesso que não estava preparada e fiquei muito triste por que lá no fundo eu espetava que o autor pudesse mudar de ideia. Infelizmente ou felizmente isso não aconteceu.

Com uma objetividade incrível e personagens admiráveis Richard Paul Evans conseguiu criar uma continuação tão rica emocionalmente como o primeiro livro. Se antes eu já torcia para que Alan encontrasse a felicidade novamente agora eu torço ainda mais, e não só por ele e sim por Angel e Kailamai também que através de suas histórias me cativaram e me ensinaram muito. O que mais eu posso falar, O Caminho era realmente o livro que eu precisava ler para curar a minha chatice literária.

Um ponto que não posso deixar de comentar é a capa. Gente ela é linda! E ela transmite bem a sensação de paz que você sente durante a leitura. Só tenho uma observação quanto à revisão do livro que deixou passar alguns erros de digitação, nada que prejudicasse muito a leitura, mas que poder ser erros bobos não poderiam ter passado despercebidos na hora da revisão final do livro.

Um livro gracinha com uma história linda e tocante que recomendo a todos, otimistas e pessimistas, pois mostra que por maior que seja o sofrimento sempre existe uma razão para acreditar e seguir em frente.

 “Planejamos nossas vidas em longos e ininterruptos períodos que cruzam com nossos sonhos, da mesma forma que as rodovias conectam os pontos de uma cidade num mapa rodoviário. Mas, no final, aprendemos que a vida é vivida nas ruas paralelas, nos becos e desvios.” Diário  de Alan Christoffersen.




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