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dezembro 18, 2013

A Queda dos Reinos por Morgan Rhodes




ISBN: 9788565765138
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 398
Classificação: Ótimo
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.








Sinopse: Numa terra em que a magia havia sido esquecida e a paz reinara durante séculos, uma agitação perigosa ganha forma quando três reinos começam a lutar pelo poder. Entre traições, negociações e batalhas, quatro jovens terão seus destinos entrelaçados para sempre: Cleo, a filha mais nova do rei de Auranos; Magnus, o primogênito do rei de Limeros; Jonas, um camponês rebelde de Paelsia; e Lucia, uma garota adotada pela família real de Limeros que busca a verdade sobre seu passado.

Ok! Eu já posso imaginar o que vocês estão pensando; “Mais uma resenha de literatura fantástica Ane?”. Sempre procuro intercalar, os gêneros na hora de postar resenhas, só final de ano vocês já podem imaginar que mesmo uma pessoa insuportavelmente perfeccionista como eu, não consegue manter tudo na mais “perfeita” ordem.  Porém, se tem algo que posso falar de A Queda dos Reinos, é que a minha vida literária (2013) se dividiu entre o antes e o depois dele.

Depois que terminei a leitura, fique com aquela sensação que meu ano tinha fechado com chave de ouro e que nenhum livro seria tão bom como ele.  Fiquei uma semana sofrendo de "saudade literária", até me dar conta que faltava um pouquinho ainda para o ano terminar e que estava sendo injusta com meus outros livros. Um pouco dramático eu sei, mas quem nunca se sentiu assim depois de ler um livro fantástico, que me atire à primeira pedra.

Há séculos a paz e a prosperidade reina entre os reinos de Auranos, Paelsia e Limeros, ao menos era o que alguns imaginavam. Enquanto Auranos resplandecia em sua glória, o povo de Paelsia morria de fome, e em Limeros a sede de poder do tirano Rei Gaius crescia a cada dia. Alheios aos sombrios planos no pai, os jovens Magnus e Lucia estão prestes a ter suas vidas mudadas por conta da soberba do pai. Quando terríveis verdades vêm à tona, os dois terão que enfrentar sozinhos seus medos e dilemas.

Tudo o que o terrível Rei Gaius precisa era de apenas um motivo para incitar os povos de Limeros e Paelsia a se revoltarem contra a soberania de Auranos, motivo esse que graças à princesa Cleo ele consegue. Afinal ela não tinha ideia que seu rápido, porém traumático encontro com o camponês Jonas iria mudar não apenas a sua vida, mas o destino dos reinos para sempre.

Em A Queda dos Reinos, a autora Morgan Rhodes conseguiu mesclar tudo o que eu mais gosto em um livro, mas com o dobro de ação e aventura.  A narrativa da autora não é apenas envolvente, e sim viciante do tipo que faz você esquecer tudo o que tem para fazer, só para ficar lendo.  Talvez essa mistura de romances proibidos, magia antiga e guerra pareça clichê para algumas pessoas, porém mesmo eu estando bastante ansiosa para leitura desse livro e claro como medo de me decepcionar, acabei surpreendida e com um pouquinho de raiva da autora também. Não que isso seja uma coisa ruim, na verdade foi uma coisa ótima! (Ane e suas esquisitices).

Os personagens são tão bem construídos que no decorrer da trama, eu conseguia sentir todas as emoções, duvidas e medos de cada um.  Confesso que estou meio que “pressentindo” que vou me irritar muito coma Lucia na continuidade da série, mas por outro lado já sei que o Magnus conquistou meu coração a primeira vista. Os outros protagonistas também merecem destaque, mesmo a Cleo sendo um tanto fútil a principio, ela foi crescendo conforme o enredo evoluía. O mesmo aconteceu com o Jonas que me irritou bastante no começo, mas com seu jeito “rebelde” foi conquistando minha simpatia. E assim, só aqui entre nós (...) eu estou torcendo para que a Cleo e o Jonas fiquem juntos (). Sim, sim eu estou me achando a cupido. Já o “querido” Rei Gaius prefiro nem comentar (...), muito ódio no meu coraçãozinho por esse ser.

Outro ponto que não posso deixar de comentar é a riqueza na descrição dos reinos. Morgan Rhodes os descreveu com tanta maestria que era como se eu estivesse em cada reino. Há tantos mistérios, tanta magia antiga e tanta aventura nas páginas de A Queda dos Reinos que, confesso que estou encantada por essa série. Eu só não dou um coraçãozinho para o livro, por que a Morgan Rhodes foi muito má nesse primeiro livro, embora seja o tipo de maldade que eu aprecie nos autores.  Ok! Estou sendo chata, mas é só para não perder o costume mesmo.

“- A verdade só é perigosa se puder ferir.”

Para quem está em busca de uma boa aventura e personagens cativantes, A Queda dos Reinos vai conquistar você logo no primeiro capitulo e te levar para terras mágicas,cheias de mistérios e paixões proibidas. Quem venha a Primavera Rebelde!


dezembro 15, 2013

Elantris por Brandon Sanderson



ISBN: 9788581632810
Editora: LeYa
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 576.
Classificação: Ótimo.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.

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Sinopse: O príncipe Raoden, de Arelon, foi um dos tocados pela maldição que o levou a viver, ou a tentar sobreviver, em meio à loucura e maldições da cidade caída que, desde a maldição, tornara-se um cemitério para os que foram amaldiçoados. Prestes a se casar com Sarene, filha do rei de um país vizinho de Arelon – uma mulher que nem chegou a conhecer pessoalmente, mas que, mesmo com um casamento politicamente forçado, passou a conviver por meio de cartas – o príncipe é dado como morto, uma situação que parece ser irremediável, mas que precisa de explicações. E são esses mesmos esclarecimentos que Sarene procura ao chegar em Arelon e descobrir que tornara-se viúva antes mesmo de conhecer seu marido. E a partir daí começa a entender que terá que tomar conta de tudo sozinha, principalmente de um homem chamado Hrathen, um dos mais poderosos nobres, que está disposto a substituir o rei Iadon, pai de Raoden, para poder converter o país à religião Shu Dereth.

Desde seu lançamento Elantris foi um livro que me chamou muito a atenção.  Um dos motivos é um tanto óbvio já que não é segredo para ninguém que sou fã de literatura fantástica, agora junte isso a uma arte de capa linda. Pronto! Mais um livro para minha “pequena” lista de desejados.  Com uma narrativa precisa, rica em detalhes e personagens fortes, faz com que a leitura de Elantris seja uma incrível viagem ao desconhecido, onde cada capítulo reserva uma emoção e uma surpresa diferente.

Há muitos anos atrás se acreditava que os elantrianos eram deuses e deusas. Elantris resplandecia em sua glória e imponência. A cidade como seus cidadãos brilhava como ouro, e todos os humanos “normais” ansiavam pelo dia que também seriam tocados pela bênção de Elantris e assim se tornarem deuses, - mas tudo isso mudou. Do dia para noite o que era uma dádiva se tornou maldição, e os tocados pela Shaod passaram a ser condenados a viver nas ruínas da antiga cidade luz, para viverem atormentados por toda a eternidade.

Desde a queda de Elantris a Shaod (transformação) é tão temida entre os habitantes do reino de Arelon, que nem mesmo o príncipe herdeiro escapou da condenação. Raoden é jogado em Elantris antes mesmo de conhecer a sua noiva Sarene.  Essa que por sua vez se depara com uma realidade um tanto sombria ao chegar a Arelon, vinda de um país vizinho por conta do casamento arranjado. Ela está viúva de um homem que nunca conheceu, sozinha em um país estranho e terá que enfrentar a ameaça que o misterioso Hrathen significa para sua nova casa e família.

A história é apresentada pela perspectiva dos três protagonistas Raoden, Sarene e Hrathen.  Através dos fatos narrados por cada um, é possível se ter uma visão ampla do enredo e principalmente dos segredos e mistérios que envolvem o mito de Elantris. O mais interessante de tudo isso, é que apesar dos capítulos se intercalarem e cada um ser narrado por um personagem diferente, eles possuem uma ligação entre si o que me deixava cada vez mais curiosa para saber o que iria acontecer no próximo capítulo. O que tornou a leitura de Elantris super rápida, mesmo o livro em si sendo um pouco extenso.

O autor Brandon Sanderson, construiu tão bem os alicerces da sua história,  que embora em alguns momentos a narrativa ficasse um pouco confusa, em especial nos primeiro capítulos (já explico o porquê), eu conseguia visualizar Elantris e todo o mundo criado por ele de uma maneira muito “real”, algo que às vezes não é tão fácil quando se lê fantasia. O livro é um pouco confuso sim, no começo por conta do “idioma” que o autor criou. Algumas palavras foram difíceis de entender na primeira vez que li o que tornou os diálogos “estranhos”. Porém, depois que eu me “familiarizei” com alguns termos a leitura fluiu de uma maneira leve e só me dei conta do quanto estava envolvida com a história quando cheguei ao capítulo final.

E nesse sentindo, o autor Brandon Sanderson conseguiu me surpreender. No decorrer da narrativa as situações que foram surgindo, sempre tomavam um rumo que eu não imaginava.  Até mesmo um personagem que a principio eu não tinha me simpatizado, no final conquistou minha admiração, sendo em minha opinião o melhor personagem do livro. Não vou dizer quem é (Ane sendo malvada), mas é para não dar spoilers, por que se eu falar quem é, perde toda a graça também.

Outro que vale pena destacar no enredo de Elantris, é que mesmo se tratando de um livro de literatura fantástica, o autor usou de elementos bem reais, como o preconceito e a intolerância religiosa e outros temas atuais que dão ao livro uma melhor consistência, tornando a história ainda mais envolvente.

“Elantris foi bonita, no passado. Era chamada de cidade dos deuses: um lugar de poder, esplendor e magia (...). Lá podia viver em bem-aventurança, governar com sabedoria e ser venerada por toda a eternidade. A eternidade terminou a dez anos."

Com doses certas de ação, mistério, aventura e romance, Elantris é um livro que agrada tanto aos fãs do gênero, como os mais curiosos que estão em busca de uma leitura diferenciada para sair da rotina.  Posso até parecer repetitiva, ou cair nos meus próprios clichês, mas não encontro forma melhor para definir Elantris do que um livro realmente FANTÁSTICO!

dezembro 12, 2013

Deslumbrante por Madeline Hunter

ISBN: 9788580449020
Editora: Quinta Essência
Ano de Lançamento: 2013
• Número de páginas: 392.
Classificação: Bom.
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cortesia para resenha.


Sinopse: As Flores Mais Raras - Livro 01
Numa época em que a reputação de uma mulher é o seu bem mais precioso, Audrianna desafia todas as convenções. Ela é uma jovem determinada, independente - e disposta a tudo para aniquilar o seu adversário, o convencido Lord Sebastian Sommerhayes. Entre os dois está um homem - o pai de Audrianna, que morreu envolto nas malhas de uma conspiração. Para ela, essa tragédia significou o fim da sua inocência. Para Sebastian, que liderou a investigação, foi apenas uma morte merecida. Audrianna jurou limpar o nome do pai, mas nunca esperou sentir um desejo tão avassalador pelo homem que o arrasou. A busca pela verdade vai levá-la demasiado longe numa sociedade que é implacável perante a ousadia feminina. Ao ver-se mergulhada num escândalo que pode ser fatal, Audrianna tem apenas uma inconcebível opção.

Desde que comecei a ler a série Rothwell Brothers, da Madeline Hunter me encantei com a escrita da autora. Claro que, o fato de eu ser uma fã de carteirinha de romances históricos ajudou um pouco, porém o que eu mais gosto nos livros da autora, é que sempre tem aquele toque de mistério que fica no ar na narrativa. Não que ele não esteja presente em Deslumbrante, mas (meu mas aparecendo já aqui) senti que faltou alguma coisa nesse livro em especial.

Audrianna, está disposta a desafiar todas as convenções para provar que seu pai era inocente das terríveis acusações que recaíram sobre ele, levando-o não apenas  ao desespero como também a sua família praticamente a falência.  Já Lord Sebastian Sommerhayes, irmão do marquês de Wittonbury está disposto ir até ao fim para encontrar todos os responsáveis por um terrível crime de guerra, e fazer com que cada um pague pelas vidas perdidas no campo de batalha.  Em uma noite chuvosa, atrás de suas respostas, Audrianna e Sebastian acabam se esbarrando de uma forma um tanto constrangedora e tendo suas vidas mudadas de uma maneira que nenhum deles poderia imaginar.

Gostei bastante do enredo, apesar de ele seguir a mesma receita dos livros anteriores que li da autora, sendo que em alguns momentos eu meio que inconscientemente fui levada a comparar Deslumbrante com As Regras da Sedução, devido as sutis semelhanças entre as duas histórias, o que em nenhum momento chegou a atrapalhar a leitura em si.  Só que eu não sei se foi à própria Madeline Hunter que me deixou mal acostumada com os irmãos Rothwell, ou os protagonistas de Deslumbrante que não conseguiram me cativar tanto, mas o fato é que a história ficou muito abaixo do que eu esperava.

Tanto a Audrianna como o Sebastian, me passaram uma sensação que ambos agiam em pensavam, de maneira “pré-programada”. Não tinha aquela “emoção do momento”, ou aquele lapso de responsabilidade de, “vamos jogar tudo para o alto e viver uma loucura de amor”. É tudo muito “mecânico”, cheio de regras e tão previsível que deixou a história um pouco monótona em um determinado momento. 

Não que o livro seja de todo ruim. Ele possui toda aquela riqueza de detalhes históricos presentes na narrativa da autora, como também personagens secundários com suas histórias paralelas que tornam o enredo mais envolvente. Porém, apesar do livro demonstrar ter um potencial para ser mais um “romance gracinha”, de fazer você ver coraçõezinhos saltando das páginas, o foco central da história em si não é muito emocionante. Até mesmo, o grande mistério que envolvia o casal, se mostrou muito óbvio da metade final do livro, o que foi bem decepcionante também. 

Sim, eu queria estar errada. E sim eu achei que a autora não foi muito lá “corajosa”, ao dar um desfecho tão “simplório”, para o livro. Tipo, o livro todo já vinha seguindo uma linha linear, sem grandes momentos ou surpresas, que pelo menos a meu ver o final podia ter sido um pouquinho mais explosivo, ou arrebatador (...). O livro só não foi uma decepção completa, por que personagens como o duque de Castleford, Morgan o marquês de Wittonbury e a Daphne prima da Audrianna, que conseguiram em alguns momentos se destacaram mais do que os mocinhos da história, que de verdade não possuem química nenhuma.

Porém, eu consigo “entender” que nem sempre um autor ou autora consegue manter o mesmo nível em todas as suas obras. É triste quando isso acontece? Sim, mas é aceitável de certa forma. Agora o que não é aceitável, é você pegar um livro com vários erros de português e de revisão, tendo inclusive um parágrafo repetido. Em determinados momentos em que eu lia a mesma frase duas vezes, para ver se o nome do personagem não tinha sido trocado, ou se o sentido da frase era aquele mesmo. Lamentável, se querem saber a minha opinião.

“(...) sorriso dele mostrou - se menos amigável. Um tanto predatório, para dizer a verdade. Podia ser da luz crua, claro, mas... Para sua consternação, ele avançou para ela olhando fixamente o seu rosto”.

Em suma Deslumbrante é uma leitura leve e agradável, mas que infelizmente não correspondeu a todas as minhas expectativas. Não deixa de ser uma boa leitura, mas faltou um pouco mais de romance para ser perfeita (...).

dezembro 11, 2013

[Encerrada] Promoção – 2014 Cheio de Livros



Olá  leitores, tudo bem?

2013 está chegando ao fim, e nada melhor do que poder começar 2014 renovando a estante!

Assim, o My Dear Library e os blogs Além da Contracapa, Conjunto da Obra, Minha Vida Literária e My Booklit e se reuniram para sortear 5 livros para 2 sortudos!

Vocês não vão ficar fora dessa, vão?!  Confira como é fácil e participe =D


Promoção – 2014 Cheio de Livros.

prêmios:

-  Livro A Caçada.
-  Livro A Outra Vida.
-  Livro De Volta para Casa.
-  Livro Esconda-se.
-  Livro Garotas de Vidro.

Confiram as regras:
Seguir publicamente todos os blogs via GFC;
Preencher o formulário do Rafflecopter abaixo.

Informações:
- Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter;
- Somente para quem tem endereço de entrega no Brasil;
- A promoção vai de 11 de dezembro31 de dezembro;
- Serão dois ganhadores. O primeiro vencedor terá direito a três livros, sendo também o primeiro a escolher seus títulos, enquanto o segundo ficará com os demais;
- Caso o ganhadores enviem os dados para o envio dos prêmios errado, os mesmos serão sorteados novamente;
- Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo;
- A primeira inscrição é livre, para entradas extras leia a instrução de cada uma;
-O sorteado será anunciado neste post após o dia 31 de dezembro de 2013;
- O sorteado terá 2 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado;
- Cada blog será responsável pelo envio de um exemplar, não sendo responsáveis em caso de extravio pelos correios;
- O prazo de envio é de 30 dias. Contudo, salienta-se que o recebimento dos livros pode ser afetado por conta dos eventos de final de ano.
- Na opção twittar sobre a promoção, basta clicar no ícone do twitter que uma janela aparecerá com a mensagem que você deve twittar e é só confirmar e depois copiar o link e colar no local indicado;
- Usar o tweet about the giveaway apenas 1 vez por dia , com a seguinte frase: "Meu 2014 será #recheadodelivros!"

a Rafflecopter giveaway

Beijos e boa sorte!

dezembro 07, 2013

O Dom por James Patterson e Ned Rust

ISBN: 9788581632810
Editora: Novo Conceito
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 288
Classificação: Regular.
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.


Sinopse: Witch & Wizard - Livro 02.
Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la.

Bem sinceramente não sei como começar a escrever essa resenha, tamanha a minha decepção com esse livro (...). Não que eu tivesse grandes expectativas em relação à história, afinal Bruxos e Bruxas já tinha sido uma leitura bem “mediana”, e tudo mais. A verdade é que bem no fundo desse meu pobre coração literário, eu tinha uma pequena centelha de esperança que nesse segundo livro da série Witch & Wizard, as promessas feitas do primeiro livro iriam ser cumpridas.

Quem ainda não leu Bruxos e Bruxas e não quer pegar spoilers, pulando para o antepenúltimo parágrafo.

Mesmo Bruxos e Bruxas não sendo o melhor livro que já li na minha vida, eu achei a proposta do autor interessante. Adoro distopias e o fato da narrativa possuir elementos sobrenaturais, tinha tudo para a história me conquistar, o que obviamente não aconteceu mais uma vez.Sinceramente durante a leitura de O Dom eu ficava me perguntando, por qual caminho o autor pretendia levar a história, por que de verdade ela sofreu a pior “maldição do segundo livro”, que já li.

Uma das coisas que mais tinha me incomodado em Bruxos e Bruxas, foi à sensação de superficialidade que tive no decorrer da história toda, algo que infelizmente só piorou aqui. O problema nem é o fato dos capítulos serem curtos demais e a narrativa ser intercalada entre os dois irmãos, mas os personagens em si. Tanto Wisty como o Whit (que é o personagem mais mal aproveitado que eu já conheci), sofrem de algum tipo de “tapadice” crônica que chega a ser irritante. Tudo bem que eles são apenas dois adolescentes, que estão sendo caçados por um governo opressor e que não fazem a menor ideia do que aconteceu com seus pais, mas isso não justifica tamanha falta de noção dos dois.

Outro fator que me incomodou bastante foi a total falta de respostas. Quando você pensa que alguma coisa realmente vai começar a fazer sentido, os autores preferem novamente recorrer ao vago e deixar tudo por isso mesmo. Algo que me deixa bastante preocupada, afinal para uma série com cinco livros era de se esperar que algumas respostas ou uma direção surgisse nesse segundo livro. Novamente eu tive a sensação que os autores não conversavam entre si durante a escrita do livro, com a única diferença que Bruxos e Bruxas ao menos “engraçadinho”, e O Dom mesmo eu tendo lido ele em apenas uma tarde é um tanto devagar demais.

Os únicos pontos positivos do livro(sim eu ainda consegui achar algum)são uma maior participação do famoso O Único que é o Único que deu um pouquinho mais de ação a história e a evolução do Byron que embora tenha um caráter duvidoso, consegue se destacar mais do que os personagens principais. A um pequeno amadurecimento do Whit nesse segundo livro, o que me faz pensar que se a narrativa não fosse tão focada na Wisty (sim eu não gosto dela), o livro seria melhor.

O Dom foi infelizmente uma das leituras mais sofríveis de 2013 para mim, porém eu ainda não desisti da série por completo.  Acredito que a série tem um grande potencial que não foi devidamente aproveitado e apesar de todo o meu descontentamento com esse segundo livro, ainda estou disposta a dar mais uma chance para série. Espero não me arrepender.

“Será o começo do fim? Ou simplesmente o fim?”

Com uma narrativa que infelizmente não traz nenhuma surpresa, O Dom é uma leitura parada e sem grandes emoções ou ação. Se você leu Bruxos e Bruxas e não gostou pode parar por ai mesmo, mas se você gostou minha dica é não ir com muita sede ao pote para não se decepcionar.

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