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17/07/2017

A Pequena Livraria dos Corações Solitários por Annie Darling

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788576865889
Editora: Verus
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 308
Classificação: Bom
Sinopse: A Livraria dos Corações Solitários – Livro 01.
Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”.

Depois de ter seu coração partido em mil pedacinhos com a leitura de Nossas Horas Mais Felizes, essa que vos escreve sentiu a necessidade de encontrar consolo em uma história digamos bem "açucarada".  Logo nas primeiras páginas de A Pequena Livraria dos Corações Solitários da autora Annie Darling, me vi envolvida em uma narrativa leve e previsível, exatamente o tipo de história que cura corações quebrados deixando-os mais quentinhos.

Posy Morland passou grande parte de sua vida entre as estantes e seus romances favoritos da Bookends. Para Posy a pequena livraria é mais do que apenas o seu lugar de trabalho, mas seu refugio e principalmente seu lar. Mas quando ela herda o negócio praticamente falido e precisa enfrentar de frente o risco de acabar na rua com Sam, seu irmão mais novo, o lugar que antes era tão especial começa a ser fonte de uma grande dor de cabeça para a jovem. O que Lavinia, a antiga proprietária tinha em mente ao deixar a livraria para uma pessoa como ela, que nem a própria vida administrava direito? 

E se já não fosse o bastante, lidar com um futuro totalmente incerto, a responsabilidade de cuidar do irmão, impedir a fechamento da livraria garantindo assim o emprego de seus amigos e o teto sobe sua cabeça, Posy precisa lidar também com as interferências de Sebastian. O intrometido neto de Lavinia faz questão de se meter em tudo o que se refere à livraria e a vida pessoal de Posy. E tentar ter uma conversa civilizada com ele é praticamente impossível. Em meio a uma constante troca de “elogios” e um plano arriscado para reerguer a Bookends, Posy e Sebastian vão descobrir que mesmo com todas as peripécias e imprevistos típicos do mundo real, todos nós podemos viver um romance típico de conto de fadas.

A Pequena Livraria dos Corações Solitários é aquele típico livro que você começa já sabendo o final. Annie Darling nos apresenta aqui o velho e bom romance gracinha com todos os ingredientes que os fãs de um clichê açucarado adoram. A narrativa é leve, pontuada com as doses certas de humor e drama, mas que infelizmente acaba pecando um pouco na construção dos personagens.

Confesso que ainda não sei direito como me sinto em relação aos protagonistas, pois tanto Posy como Sebastian me deixaram muito incomodada com suas atitudes imaturas. O Sebastian é sem sombra de dúvidas o protagonista mais mimado e desagradável que já encontrei nas páginas dos livros. E mesmo que ao final a autora tenha buscado “justificar” seu comportamento esnobe e prepotente ainda sim, terminei a leitura nutrindo uma imensa antipatia por ele.

Já a Posy acabou se revelando uma personagem com um grande potencial “desperdiçado”.  A forma como Annie Darling construiu a relação dela com o Sebastian, me deu a sensação que a vida da personagem girava em torno de uma pessoa que só sabia ser grossa e autoritária com ela. Em várias situações que exigiam que Posy tivesse uma atitude madura e lutasse por aquilo que queria, a personagem agia completamente ao contrário. Além de um comportamento extremamente “infantil”, fica claro em vários momentos que a personagem prefere se apegar as lembranças e dores de seu passado do que seguir em frente.

Os personagens secundários não desempenham nenhum papel marcante no desenvolvimento da narrativa, pois acabam completamente “ofuscados” pelas picuinhas e trocas de farpas de Posy e Sebastian. Porém, mesmo com uma participação pequena e sofrendo em algumas situações da mesma “infantilidade” da protagonista, eu gostei da Nina, do mesmo modo que a Verity e especialmente o Tom foram personagens que embora não acrescentem muito a história ajudaram a dar um bom ritmo na narrativa. Mas quem realmente conseguiu se destacar e conquistar um espacinho no meu coração foi o Sam. Até por que logo no começo fica claro que com quinze anos ele é a única pessoa “adulta” na trama.

Porém se Annie Darling errou um pouco a mão na hora de criar seus personagens, a autora se redime ao inserir na narrativa várias referências a autoras que amamos como; Georgette Heyer, Julia Quinn, Mary Baloch, Emily Brontë, Jane Austen, entre outras. A verdade é que o estilo de escrita de Annie Darling lembra muito a estrutura a qual estamos acostumados a encontrar em romances de época.  Inclusive entre os capítulos existe um pequeno conto, por assim dizer, bastante divertido e que em minha opinião é um dos pontos altos da história.

Ao começar a ler A Pequena Livraria dos Corações Solitários esperava encontrar uma narrativa leve e despretensiosa e foi o que encontrei aqui.  Annie Darling soube escrever um clichê envolvente em que mesmo não sentindo tanta empatia por seus personagens, me vi torcendo para que eles tivessem um feliz para sempre.

“Sempre vou tentar fazer o que for certo para você, mesmo que às vezes eu faça tudo terrivelmente errado.”

A Pequena Livraria dos Corações Solitários pode até não ser “o melhor” romance que você vai ler na vida. Mas com certeza será uma leitura que vai ter deixar com um sorriso bobo no rosto e com o coração quentinho.

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