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setembro 18, 2016

As Letras do Amor por Paula Ottoni

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788581638430
Editora: Novas Páginas
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 224
Classificação: Regular
Sinopse: Bianca acabou de largar um curso de graduação de que não gostava, seus pais vão se divorciar e seus irmãos pequenos estão cada dia mais barulhentos. A oportunidade perfeita de escapar surge quando seu namorado, Miguel, resolve ir a Roma abrir uma empresa para o pai. Bianca decide que aprender italiano, arrumar um trabalho temporário e ajudar Miguel em seu negócio será um bom começo. O que parecia um sonho, porém, torna-se uma incerteza ainda maior quando Miguel fica sempre fora de casa, os empregos de Bianca não duram mais que uma semana, e, cada dia mais próxima de Enzo – o melhor amigo de Miguel, com quem moram –, ela começa a questionar seus sentimentos.

Gosto de intercalar livros com uma carga emocional mais “pesada” com histórias mais leves e bonitinhas. Por esse motivo A Letras do Amor da Paula Ottoni me pareceu à escolha perfeita para o momento. Porém logo nas primeiras páginas ficou evidente para essa que vos escreve, que a autora desenvolveria sua trama baseada em fórmulas antigas e que hoje em dia já não funcionam tão bem. O que infelizmente acabou resultando em uma narrativa que anda, mas que não sai do lugar.

Bianca está de malas prontas para passar seis meses em Roma com Miguel, seu namorado. A viagem veio em boa hora, afinal ela acabou de largar o curso de Pedagogia e o clima em sua casa com a separação eminente de seus pais está cada vez pior. A viagem começa como a promessa que Bianca ao lado de Miguel viverá um verdadeiro conto de fadas. Mas conforme o tempo passa e Miguel fica cada dia mais distante por conta das suas preocupações com o trabalho, Bianca encontra em Enzo, o melhor amigo dele a companhia perfeita com quem dividir e passar seus dias.

Os problemas começam quando o relacionamento entre Bianca e Miguel esfria, fazendo ela  se dar conta que seus sentimentos por Enzo são mais profundos do que uma simples amizade. Entre lugares deslumbrantes, tardes jogando vídeo game e empregos temporários, Bianca vai tentando descobrir qual é o melhor caminho a tomar. E embora ela não pretenda magoar ninguém durante o percurso, Bianca sabe que ela mesma corre o risco de terminar essa viagem mágica com seu coração partido.

As Letras do Amor chega com uma premissa de ser mais um típico “romance gracinha” e açucarado no melhor estilo Sessão da Tarde. Só que logo nas primeiras páginas Paula Ottoni “peca” deixando tudo óbvio demais, o que tornou toda a “enrolação” e principalmente o drama desnecessário. E vocês sabem que não ligo para clichê, mas acredito que mesmo em uma história previsível o “elemento surpresa” é bem vindo. Algo que não acontece aqui.

E de verdade a meu ver problema nem foi o “bendito” triângulo amoroso. O que me deixou realmente “frustrada” foi o fato dos personagens serem exageradamente estereotipados. Adoro acompanhar o crescimento emocional dos personagens nos livros que leio, e apesar da Bianca ter passado por algumas situações complicadas, em nenhum momento vi o amadurecimento da personagem. Ela termina exatamente do jeito que começou.

Outro ponto que me incomodou é à forma como a autora desenvolveu os personagens masculinos. Mesmo não gostando muito da ideia, não me “importo” com triângulos amorosos desde que esse recurso seja bem desenvolvido e os personagens em questão estejam em pé de igualdade. Só que aqui fiquei com a sensação que durante a narrativa somos meio que “induzidos” a gostar de um personagem por que ele é a caracterização perfeita de um príncipe encantado, enquanto o outro é a antítese de tudo isso.

Eles são tipo Yin e Yang, Capitão América e Homem de Ferro, Batman e Superman, - bem vocês me entenderam. E juro que em uma determinada situação o meu pensamento foi, “Fia porque você ainda está com ele?”. E tipo, por mais que o Enzo seja um fofo e tudo mais, ele tem algumas atitudes bem “infantis” e que me irritaram bastante. Já o Miguel, o moço fica meio que “sobrando” na trama o tempo todo (...). Triste, eu sei.

O detalhe que mais gostei do livro é que a narrativa da Paula Ottoni consegue nos transportar para Itália.  Ela foi impecável ao inserir os personagens em cenários reais, dando a história um toque agradável.  O grande problema mesmo em minha opinião foi que a autora não soube como desenvolver bem o que tinha em mente, criando uma trama que além de previsível não consegue de modo algum ser convincente.

“Os obstáculos não existem apenas para tornar as coisas mais difíceis ou interessantes, mas para mostrar que quando estes surgem, é também o momento em que a realidade se apresenta e surge a possibilidade de um recomeço.”

Apesar de As Letras do Amor possuir uma narrativa leve, não consegui me envolver com a história e seus personagens. Senti falta do romance propriamente dito, pois a história em si só dá voltas e mais voltas para retornar ao seu ponto de partida. Queria pelo menos ter sentido alguma empatia pelos personagens, mas isso também não aconteceu. Pode ser que eu tenha lido o livro em um momento “errado”, ou que a minha “chatice literária” esteja no seu nível máximo. Por isso sugiro que para quem tem interesse no livro leia ele sim, e tire suas próprias conclusões.

outubro 27, 2014

A Namorada do meu Amigo por Graciela Mayrink

ISBN: 9788581635637
Editora: Novas Páginas
Ano de Lançamento: 2014
Número de páginas: 336
Classificação: Muito Bom
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
Sinopse: Quando voltou das férias de verão, Cadu não imaginava a confusão em que a sua vida se transformaria. Era para ser um ano normal, mas ele entrou em uma enrascada e está correndo o risco de perder a amizade do cara mais legal do mundo. O que fazer quando a namorada do seu amigo vira uma obsessão para você? Os churrascos da turma da faculdade talvez ajudem a esquecer Juliana, e, se depender do esforço do divertido Caveira, não faltarão garotas gente boa para preencher o coração de Cadu. Mas não adianta forçar... Quem consegue mandar no coração? Alice, a irmã de Beto, é só mais uma das dores de cabeça que Cadu tem que enfrentar. A vida inventa cada cilada!

Quando soube do lançamento de, A Namorada do meu Amigo da autora Graciela Mayrink, eu fiquei bastante curiosa para conhecer a história. Especialmente por que o livro anterior da autora, Até eu te Encontrar é um dos meus favoritos. Porém, confesso que até o capitulo dez me bateu certo receio de não me encantar muito com a leitura, pois como vocês sabem sofro de “crise de idade literária”. Mas, conforme a narrativa foi avançando me vi conquistada por uma história leve e divertida.

Cadu, Beto e Caveira são como os Três Mosqueteiros, amigos inseparáveis desde a infância. Ao retorna a sua cidade natal Rio das Pitangueiras, após as férias de verão Cadu não podia imaginar que a sua vida estava prestes a virar de ponta cabeça.  Beto o “Dom Juan” do grupo começou a namorar sério e se isso já não fosse surpreendente o bastante, a moça em questão é a antiga vizinha de Cadu. Juliana, ou simplesmente Juju era uma menina chata que viva atrás do trio quando eles eram crianças. Quando ela foi embora bem intimamente Cadu ficou “feliz” por não ter mais aquela garota sem graça no seu pé. Mas, os anos passam e as pessoas mudam e a Juju e sua família estão de volta. E esse retorno promete bagunçar a vida até então pacata desse grupo de amigos.

Ao reencontrar Juju, Cadu se apaixonada perdidamente por ela. A partir desse momento em diante ele passa a viver o dilema entre revelar seus sentimentos para a ela e colocar a perder sua amizade de infância com Beto. Ou suportar ver o seu grande amor nos braços de outro. E se já não bastasse esse problema, Cadu ainda precisa fugir constantemente das investidas de Alice, a irmã caçula de Beto. É realmente parece que esse ano não será nada tranquilo para em Rio das Pitangueiras. Entre os estudos, festas e confusões amorosas Cadu, Beto e Caveira vão descobrir que através de alguns altos e baixos a vida sempre dá um jeito de colocar tudo em seu devido lugar.

A Namorada do meu Amigo possui todos os clichês dos livros voltados mais para o público adolescente. Entenderam a ”crise de idade literária” no começo da leitura? Porém, mesmo com essa narrativa mais “teen”, a autora conseguiu inserir pequenos detalhes no enredo que tornam a leitura envolvente.  A histórica em sim, não apresenta muitas surpresas durante o seu desenvolvimento, mas foi me conquistando por conta do carisma dos seus personagens. Em especial o Caveira, que em minha opinião é o melhor personagem do livro.

Claro que eu também gostei dos outros personagens. O Cadu é um fofo o que torna a tarefa de não se encantar por ele praticamente impossível. E mesmo o Beto tendo algumas atitudes irritantes (chiliques), é bem difícil não gostar dele também. Na verdade tive a sensação que a maneira com a autora desenvolveu a personalidade do Beto na história foi meio “proposital” para quem ler o livro não gostar muito dele mesmo. Bem, eu pelo menos senti isso. Na verdade o único personagem que não me agradou muito foi a Juliana. Tipo ela me pareceu muito apática durante toda a narrativa. Sabe aquele personagem sem sal e sem açúcar? Admito que conforme os capítulos avançaram comecei a torcer para que a Alice conquistasse o coração do Cadu. (pronto falei!)

Mas, como nem tudo são flores em minha vida literária, apesar de ter gostado muito do livro infelizmente alguns pontos dele me incomodaram um pouco. O primeiro foi o fator tempo na narrativa. Em alguns momentos ela era muito apressa e o que deixava alguns fatos confusos. Outro ponto foi o final (...). Assim, eu entendi o objetivo da autora, porém achei que ele um tanto vago. Em minha opinião a autora podia ter escrito um epílogo contando, o que tinha acontecido daquele ponto em diante. Sei lá, pelo “drama” todo que aconteceu eu realmente esperava um final mais emocionante. Só que, infelizmente não foi bem assim que tudo acabou.

"Os momento de decisão são importantes em nossa vida, mas nem sempre significam algo bom ou fácil."

A Namorada do meu Amigo é um livro gostoso de ler, que mesmo pecando em alguns detalhes consegue cativar com uma história leve e personagens cativantes.

agosto 14, 2014

Enquanto a Chuva Caía por Christine M

ISBN: 9788581634470
Editora: Novas Páginas
Ano de Lançamento: 2014
Número de páginas: 288
Classificação: Muito Bom

Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.



Sinopse: Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo. O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa. Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido. Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta. Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável. No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança. Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?

Confesso que embora tenha lido muitas resenhas positivas, eu não estava lá com muitas expectativas em relação à leitura de Enquanto a Chuva Caía. Mas, logo após ler a sua sinopse senti que precisa “ouvir” a história que o livro tinha para me contar. O resultado foi que simplesmente devorei o livro em apenas um dia. Pois, para minha imensa surpresa me deparei com uma narrativa rápida e cheia de reviravoltas que foi me conquistando há cada capítulo.

Quem olha para jovem Marina Muller de longe vê apenas o ideal de uma jovem mulher bem sucedida. Dona de um império e única herdeira de um vasto patrimônio ela tem o mundo aos seus pés, ou pelo menos tudo o que o dinheiro pode comprar e manter. Só quem a olha mais de perto, percebe que por de trás de toda sua “pose” a uma tristeza muito profunda em seus olhos. Marina ainda sofre pelas perdas de seu passado, e se joga no trabalho buscando assim uma forma de fugir de seus fantasmas.

O charmoso Erik Gouveia a primeira vista é um simples advogado, mas na verdade ele possui uma profissão obscura e que busca fazer justiça por meios não muito convencionais. Após alguns passos mal calculados, Erik é forçado a tirar umas longas “férias” em Nova York. Porém, para não levantar nenhuma suspeita ele deve levar uma vida “normal”. Normal até demais para alguém acostumando a correr riscos como ele. Ele já estava prestes a jogar tudo para o alto e voltar para o Brasil independente do que o fosse acontecer, até que em uma noite chuvosa ele conhece a bela Marina Muller.

A sintonia entre os dois é imediata e em pouco tempo eles passam a viver uma espécie de amizade colorida. Nenhum dos dois está em busca de um relacionamento sério, já que ambos possuem coisas demais para esconder.  Mas, com a convivência o sentimento vai se tornando mais intenso fazendo com que seus segredos mais ocultos venham à tona, ameaçando colocar tudo a perder. Erik e Marina precisarão mais do que nunca confiar muito um no outro, mesmo que isso pareça impossível. Só assim eles vão conseguir superar os inúmeros obstáculos, e quem sabe construir um futuro juntos.

Gostei do ritmo que a autora Christine M. deu a narrativa. É tudo muito leve e apesar de não seu muito fã de romances policiais, fiquei com a minha curiosidade aguçada para desvendar o mistério da história. A autora soube entrelaçar os fatos sem que a nada ficasse óbvio demais. Os protagonistas são carismáticos, e mesmo a Marina tendo algumas atitudes “dramáticas” demais em meu ponto de vista, ela ganhou a minha simpatia no decorrer da história. Só que, mesmo tendo sido um livro que superou todas as minhas expectativas, infelizmente Enquanto a Chuva Caía me incomodou em pequenos detalhes.  Eu sei que sou chata (...).

Normalmente não tenho problema com narrativas em primeira pessoa, só que aqui as “divagações” dos personagens sobre si mesmos me pareceu um pouco desnecessária. Tipo, eu gosto de “criar” uma imagem própria do personagem e “imaginar” o que se passa na cabeça dele naquele momento. Porém aqui a maneira como a autora trabalhou a narrativa fez com que, eu meio que me senti-se “presa” na visão dela dos personagens.  Pode ser chatice da minha parte, mas me incomoda bastante quando um personagem fica falando muito dele mesmo ou justificando suas atitudes o tempo todo.

Outro ponto, foi que eu achei o final corrido e não muito bem explorado. Eu até entendo que talvez a intenção da Christine M. era focar mesmo no romance, que de verdade é um dos mais bonitinhos que li nos últimos tempos. Só que, faltou alguma coisa (...). Faltou aquele baque da grande revelação, o choque de toda verdade vindo à tona, a emoção e a revolta da descoberta. Enfim, faltou ação. Não que isso comprometa de alguma forma a história em si, mas é algo que sem sombra de dúvidas deixaria ela ainda melhor.

“Tudo bem as coisas serem confusas. Você me ensinou que não preciso de respostas desde que entre todas as dúvidas haja eu e você.”

Perfeito para quem gosta de uma boa trama policial ou de um romance não tão água com açúcar, Enquanto a Chuva Caía é um livro que mescla com maestria romance, drama, mistério com toques leves de comédia que o tornam uma leitura deliciosa. Recomendo!

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