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junho 09, 2013

Visão do Além por Charlaine Harris



ISBN: 9788563066541
Editora: Lua de Papel
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 232
Classificação: Bom
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.


Sinopse: Harper Connelly Mysteries (Livro 1).
Harper Connelly e seu meio-irmão, Tolliver, são especialistas em realizar o serviço (encontrar cadáveres de pessoas desaparecidas), receber o pagamento e partir rapidamente, pois as pessoas que os contratam têm o estranho hábito de não querer ouvir o que eles têm a dizer. E à primeira vista, a experiência com os moradores da pequena cidade de Sarne, nas Montanhas Ozarks, parece não ser diferente. Uma adolescente está desaparecida, e Harper sente imediatamente que ela está morta. Mas os segredos que envolvem este assassinato e a própria cidade são profundos demais até mesmo para que a habilidade especial de Harper consiga desenterrá-los. Ao perceber a hostilidade crescer ao redor deles, ela e Tolliver querem apenas resolver o assunto e ir embora, mas então outra mulher é assassinada... E o criminoso ainda não terminou seu trabalho...

Como vocês puderam perceber pela sinopse, Visão do Além não é lá muito meu estilo de livro favorito. Mas, já que é bom sempre dar uma variada e como as criticas que li sobre a autora Charlaine Harris sempre foram positivas achei que era uma boa ideia dar uma chance ao livro. Só que felizmente ou infelizmente o livro não corespondeu as minhas expectativas, sendo em determinados momentos um pouco monótono e óbvio demais.

Harper Connelly possui um estranho dom, ela consegue sentir a localização de alguém que morreu e reviver seu último minuto de vida. Sim não é um dom comum e a principio foi algo bastante assustador para ela. Só que com o passar do tempo e a ajuda de seu irmão Tolliver, ela vê em seu enigmático “poder” uma forma de ganhar a vida.  Para grande maioria das “pessoas comuns”, os dois não passam de uma dupla de mercenários ou farsantes que ganham a vida à custa de outras pessoas.  Porém, quando um misterioso assassinato acontece na pequena cidade de Sarne, a dupla é chamada para encontrar o cadáver desaparecido, receber o pagamento e logo após partir para o seu próximo trabalho, mas o assassino não estava disposto a tornar a vida de Harper assim tão fácil.

Tipo eu fiquei bastante curiosa com a sinopse do livro. Pensei, - “eis um livro que vai me deixar com medo”, mas de verdade nem um sustinho de leve o livro conseguiu me dar. Tudo bem que isso pode ter sido um fator positivo, afinal eu não me sentiria muito confortável em explicar para minha mãe o porquê de eu dormir com a luz acesa, mas mesmo assim não deixou de ser um pouco decepcionante.

A narrativa em si acabou prendendo a minha atenção até certo ponto, por que no decorrer do livro a escrita da autora me levou a elaborar várias teorias sobre quem era o assassino e quais foram às suas motivações para cometer os crimes. Tudo bem que as minhas suspeitas iniciais estavam corretas e quando chegou o grande momento na história eu fique com aquela cara: “Oh!!! Jura que é ele (a)?”, mas só pelo fato da autora conseguir fazer com que eu duvidasse um pouco do meu lado Sherlock Homes, fez com que as minhas impressões positivas sobre o livro aumentassem.

Talvez o meu maior problema com Visão do Além, foi que em nenhum momento os personagens me cativaram. Há principio eu até achei que a Harper ia se tornar minha “melhor amiga”, só que no decorrer da história ela meio que foi perdendo a sua essência ganhando outra personalidade que simplesmente não combinou com ela e muito menos com a proposta inicial da autora. Claro que eu tinha esperanças que o Tolliver ia salvar a pátria de alguma forma, afinal potencial para isso ele tinha, mas a sensação que tenho é que ele foi mal aproveitado na história.

Na verdade, embora o livro tenha um enredo bastante intrigante o desenvolvimento em si é um pouco superficial. Faltaram àqueles elementos que realmente surpreendem o leitor e como eu mesma já mencionei acima, que deem aqueles sustinhos no decorrer da história. Até mesmo os relacionamentos afetivos dos personagens foram pouco aprofundados sendo até um pouco confusos, deixando aquela sensação que durante a construção da história a autora Charlaine Harris se perdeu. Triste (...), mas foi à impressão que eu tive.

“O teto estava em algum lugar entre as nuvens muito acima das nossas cabeças. Não havia como saber quantas palavras já foram ditas sob aquele teto ao longo dos anos.”

Para quem busca uma história cheia de mistérios e reviravoltas pode acabar se decepcionando com um suspense fraco e bastante óbvio. Porém para quem busca algo agradável e rápido para passar o tempo, Visão do Além é uma leitura válida. Minha dica: não crie muitas expectativas.


junho 05, 2013

#naplaylist – Músicas chicletes que amo!



Todo mundo tem aquela, ou aquelas canções que não saem da cabeça de jeito nenhum. São elas aquelas musiquinhas que ouvir apenas uma vez ao dia não é suficiente e parece que nunca vamos enjoar delas.

Eu tenho várias músicas que seguem esse padrão, mas de tempos em tempos algumas se destacam mais que as outras. O motivo que as tornam tão especial sinceramente eu não sei, só sei que muitas vezes são essas músicas chicletes que tem aquele certo poder “mágico” de tornar meu dia mais colorido.

No #naplaylist de hoje vou compartilhar com vocês o meu Top5 de "músicas chicletes" que amo. Espero que gostem =D

n° 5: One Direction - What Makes You Beautiful.

Ok! Me condenem! Mas essa música sempre me anima principalmente se estou morrendo de sono.

n°4: Doushite Kimi Wo Suki Ni Natte Shimattandarou – DBSK.

Eu sei o nome da música assusta, porém ela é tão linda que dá vontade de ficar o dia todo ouvindo o Jaejoong cantando no meu ouvido.

n°3: Beep Beep - Girls' Generation.

Já devia ter me cansado dessa música, afinal desde novembro ela não sai da minha playlist. O problema é que eu simplesmente amo essas músicas fofinhas com refrão grudento. Vida ...

n°2: What’s Going On? - B1A4.

Tudo bem que não é segredo para ninguém que eu AMO o B1A4 justamente por que eles são as coisinhas mais fofas que existe no mundo do KPOP, mas essa música ultrapassou todos os níveis de fofura. AMO MUITO!!!

n°1: Virus – Beast.

Confesso que  essa música estava a quase dois anos na minha playlist e eu nunca tinha dado muita atenção para ela. Até que um dia, eu parei um segundo e percebi como ela é perfeita.  Atualmente a ouço mais vezes que posso contar durante o dia.

E vocês qual é a musica que atualmente não sai da cabeça de vocês? Compartilhe nos comentários!

Até o próximo post.

Beijos;***

imagem: Tumblr

junho 02, 2013

As Vantagens de Ser Invisível por Stephen Chbosky



ISBN: 9788532522337
Editora: Rocco
Ano de Lançamento: 2007
Número de páginas: 223
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços








Sinopse:  Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.






Uma das coisas mais positivas de você deixar para fazer resenha um tempo depois que terminou a leitura de um livro, é que você consegue realmente perceber o efeito que a história teve em sua vida.  É como se após esse tempo você começasse a ver o livro com outros olhos, - bem pelo menos é assim que me sinto em relação As Vantagens de Ser Invisível. Quando terminei a leitura estava completamente (...) encantada? Não, essa não é a palavra certa a ser usada aqui. Talvez impressionada, surpresa, ou algo do tipo, mas não encantada. Porém, agora ao escrever essa resenha percebo que apesar de ter gostado bastante do livro, ele não me cativou da maneira como eu esperava.

Não que ele não seja um bom livro, por que de verdade ele é um ótimo livro. O autor Stephen Chbosky conseguiu explorar temas como; homossexualidade, aborto, drogas e sexo de uma forma leve e até mesmo comovente.  Porém, foi justamente esse “excesso” de drama na história que me incomodou um pouco durante a leitura, pois apesar de todo o contexto se apresentar de uma forma muito emocionante, a única coisa que eu conseguia sentir enquanto tentava entender o mundo a qual Charlie pertencia, ou tentava pertencer, era à apatia e melancolia dele em relação a tudo aquilo.

Talvez o meu maior erro foi tentar “analisar” o personagem ao invés de aproveitar a leitura. Mas, Charlie é tão confuso e em algumas ocasiões parece estar tão perdido, que eu simplesmente não conseguia deixar de lado a sensação de que eu precisava fazer alguma coisa para tentar entende-lo e ajuda-lo. Era como se cada carta que Charlie escrevia fosse um pedido de ajuda endereçado a mim. É estranho eu sei, porém eu tenho tendência a querer “adotar” personagens dramáticos e um pouco desajustados, e como Charlie não foi diferente.

Charlie é aquele tipo de pessoa que tem um medo enorme de viver a vida. Ele é apenas um mero espectador que entra em cena quando precisam de um figurante. Ele observa tudo a sua volta e sofre muito por não conseguir participar e mudar as coisas.  E quem nunca passou por esse tipo de situação? Quem nunca se sentiu impotente diante de alguma circunstancia imposta pela vida? Quem não tem traumas e medos com os quais não sabe lidar? Quem nunca pensou que crescer dói? Quem nunca desejou viver em uma realidade alternativa e ser de fato invisível nem que seja por poucos minutos? O autor Stephen Chbosky conseguiu transmitir em cada parágrafo todas essas emoções contraditórias e tão humanas através da personalidade de Charlie.

Gostei muita da forma como o autor construiu toda a narrativa. As cartas de Charlie conseguiam me aproximar mais dele, ao mesmo tempo em que me faziam perceber que eu não sabia nada sobre ele de verdade. Gostei do Patrick e da Sam e da forma como eles sempre demonstraram sua amizade e seu amor por Charlie. O toque sutil de realidade presente em todo o livro tornam As Vantagens de Ser Invisível um livro leve, tocante e atemporal.

Só que por mais que tenha me afeiçoado a Charlie e me envolvido com a sua história, no final eu senti que faltou alguma coisa. Sabe aquela sensação falsa de profundidade? É mais ou menos assim que eu me sinto agora. Apesar de a narrativa muitas vezes ter me deixado angustiada existiu também, uma superficialidade que tornou toda a história um pouco rasa e vaga demais em determinados momentos. Faltou um pouco de objetividade e ação para que a história me emocionasse e me cativasse por completo. O que foi realmente uma pena (...).

“Então, eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.”

Com personagens marcantes e um história que brinca com a monotonia e a aventura que é vida,  As Vantagens de Ser Invisível é um livro simples e complexo, que consegue fazer você se sentir nostálgico, melancólico e feliz ao mesmo tempo.

Vale apena conferir!



maio 29, 2013

Café Literário – Curtindo o Feriado



Boa noite leitores! Tudo bem com vocês?

Hoje é véspera de feriado e no Café Literário de hoje vou compartilhar com vocês, como pretendo aproveitar os meus quatro dias de folga. Sim, sim vou emendar! (Fazendo dancinha feliz para comemorar rs...)

Como uma boa taurina tenho a tendência de “desperdiçar” meu precioso tempo livre apenas dormindo (...) Sim leitores eu sou dorminhoca e, por esse motivo quando consigo uma folguinha nos feriados procuro criar um roteiro para aproveitar esses raros dias de paz e tranquilidade da melhor forma possível. Faço um lista básica de coisas que quero fazer e tento colocar tudo em prática da melhor maneira possivel.

Esse feriado planejei da seguinte forma:

Curtir a preguiça merecida.
Afinal ninguém é de ferro =D

Ler a maior quantidade de livros possíveis.

Pretendo ler quatro livros durante o feriado, ou seja um por dia

Assistir ao menos um filme.

Ainda não sei se vou procurar algo interessante para assistir na Tv, ou vou rever algum DVD antigo.

Colocar no papel as metas para o próximo mês.
Gosto de fazer um balanço do que fiz no mês que está acabando e me planejar para o mês seguinte. Sou metódica né gente, - fazer o que?

Escutar as mesmas músicas no volume máximo o dia todo (nem que seja no fone de ouvido).
Nada melhor do que ouvir nossas músicas favoritas para o dia ficar ainda mais perfeito *-*

Como vocês podem perceber é um roteiro bem simples, mas espero que além de repor as minhas energias, ele me garanta bons momentos durante as minhas “mini-férias”.

E vocês? Quais são os planos para o feriado? Compartilhe aqui nos comentários!

Beijos;***

imagens: Tumblr

maio 26, 2013

A Felicidade por Richard Paul Evans


ISBN: 9788580446555
Editora: Lua de Papel
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 256
Classificação: Muito Bom


Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.


O Caminho – Livro 3.

Sinopse:
Ainda cambaleante pela perda súbita da esposa, da casa e da empresa, Alan Christoffersen, um ex-publicitário de sucesso, deixou tudo que conhecia para trás e partiu numa extraordinária travessia pelo país. Levando somente sua mochila, saiu de Seattle em direção a Key West, ponto mais distante em seu mapa. Agora, já quase na metade de sua trilha, Alan segue caminhando quase 160 km, entre o Dakota do Sul e St. Louis, mas são as pessoas que ele conhece ao longo do caminho que dão o verdadeiro sentido de sua jornada: Uma mulher misteriosa que segue Alan por quase dois quilômetros, o caçador de fantasmas que percorre túmulos à procura da esposa, o idoso polonês que dá uma carona a ele e compartilha uma história que Alan jamais esquecerá.


Acho que de todos os livros da Série Walk, A Felicidade é o mais melancólico de todos. Talvez até mesmo o título dado a ele soe como uma grande ironia, já que “a felicidade” passou bem longe do protagonista durante toda a história. Não que eu não tenha gostado do livro, na verdade eu gostei e muito. Só estou começando a ficar um pouco “desesperada” com o fato de Alan Christoffersen passar por tantos momentos difíceis.

Em A Felicidade, Alan continua seguindo sua longa jornada em direção a Key West na Flórida, e mesmo com toda a distância já percorrida a dor pela perda da sua amada esposa McKale ainda é muito presente, como um ferimento grave que insiste em não cicatrizar. Porém, o que parecia ser o recomeço de uma caminhada tranquila acaba trazendo alguns fantasmas do passado e pessoas muito especiais que farão Alan entender de inúmeras maneiras, que para se alcançar a paz de espírito e tentar encontrar a felicidade, ele precisa aprender a perdoar.

Cada pessoa que cruza o caminho de Alan traz consigo uma história emocionante e uma lição de vida para o nosso protagonista.  Ele começa a perceber que apesar da sua dor cedo ou tarde ele terá que recomeçar e que ao final de sua caminhada ele precisará decidir qual será o próximo passo. Porém o destino ainda tem mais uma peça cruel para pregar na vida de Alan, e talvez ele esteja muito próximo do fim, - ou seria de um novo começo?

Eu gosto muito da forma com que o autor, Richard Paul Evans trabalha várias histórias paralelas para compor um enredo simples e ao mesmo tempo riquíssimo em detalhes. Mesmo que o plano de fundo da história seja um tanto dramático e em alguns momentos até angustiante, o autor consegue dar um toque de delicadeza o que deixa tudo um pouco mais suave. Não que você não sofra com o personagem. Você sofre e sofre muito! Mas aquela luzinha de esperança está lá firme e forte no final do túnel, fazendo você acreditar que no final tudo vai dar certo. E eu espero de verdade que Alan reencontre com a “dona felicidade”, afinal ele já tem sofrido tanto (...).

É sério gente! Eu fique sem chão com o final de A Felicidade. Sabe quando você fica com aquele nó na garganta e não consegue chorar de tão inconformada que ficou? Pois é eu fique assim. Eu li e reli o ultimo parágrafo e pensei: “Não pode ser (...) ele não merecia mais isso.” Mesmo o autor tendo deixado um ótimo gancho para continuação, que óbvio eu já estou doida para ler, não curti o final. Não é justo, simples assim.

A leitura seguiu o mesmo ritmo dos livros anteriores, rápida e leve só que bem menos “emocionante” do que O Encontro e O Caminho. Tipo, o livro traz toda aquela carga emocional fortíssima presente nos demais livros, mas aqui o enredo ganhou um aspecto mais voltado à “espiritualidade” mesmo, e com isso a emoção propriamente dita não chegou a ser o ponto central da história estando presente de uma forma mais sutil. Eu ainda não sei se gostei dessa mudança, mas acredito que ela é necessária para os momentos pelos quais o protagonista vai passar.

“Não sei de vou chegar a Key West ou não. Mas uma coisa eu sei: quer eu aceite a jornada ou não, a estrada virá. A estrada sempre vem. A única pergunta a que qualquer um de nós pode responder é como escolheremos encará-la.”

A série Walk possui traços de um belo romance, porém de uma forma muito mais realista e madura quando a comparamos com outros livros do gênero.  Para quem busca histórias delicadas, que nos levam a refletir e querer aproveitar a vida ao máximo fica a dica de uma série linda que nos ensina que o importante é seguir em frente, - sempre.

Recomendo!


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