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abril 01, 2012

Liberte meu Coração por Meg Cabot.


Liberte meu Coração por Meg Cabot.                                                                                                

Ficha Técnica.

Editora: Galera Record
Autor: Meg Cabot
ISBN: 9788501086686
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 404
Classificação: 4 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, SubmarinoCompare os Preços.

Sinopse:                                                                                           

Sua Alteza Real, a princesa Mia Thermopolis da Genovia, cujos diários se tornaram sucessos de venda, agora mostra ao mundo inteiro seu primeiro romance — cheio de perigo, desejo e um amor que vencerá todos os obstáculos... com a ajuda da incrivelmente talentosa Meg Cabot! Finnula é a caçula de seis irmãs e um irmão na Inglaterra do século XIII. Enquanto suas irmãs se contentam em fofocar sobre maridos, crianças e afazeres domésticos, Finnula é alvo de comentários maldosos de toda a vila por caçar nos terrenos do conde e por andar por aí em calças de couro justas! Mas de repente Finnula se vê envolvida numa complicação sem tamanho... Uma de suas irmãs acabou com o seu dote comprando vestidos e bugigangas, e a única forma em que as duas conseguem pensar para recuperar esse dinheiro é muito pouco usual... Sequestrar um lorde ou um cavaleiro rico que possa pagar um resgate! O que ela não esperava é que esse sequestro fosse criar mais problemas do que soluções: o cavaleiro recém-chegado das Cruzadas que é escolhido por Finnula vai acabar se mostrando alguém muito diferente do esperado, e a moça pode acabar tendo que abrir mão do resgate... e de seu coração.

Resenha:                                                                                                                                                 

Liberte meu Coração era um dos livros que mais ansiava em ler desde seu lançamento e, o fato do livro ser um romance histórico “escrito” pela princesa Mia despertaram ainda mais a minha curiosidade. Infelizmente as altas expectativas que tinha em relação ao livro, me levaram a ter uma pequena ponta de decepção com a história. Os primeiros capítulos são um pouco cansativos e realmente se não fosse à força de vontade e a esperança que a história ia melhorar, teria abandonado o livro. 

Finnula Crais, a mocinha da vez é uma pessoa totalmente fora dos padrões femininos do século XIII. Com um temperamento forte e uma grande habilidade para caça ela procura ajudar os mais fracos. Ela é uma espécie de Robin Hood de “saias” por assim dizer. Finn tem a grande missão de sequestrar um homem rico o bastante para pagar um resgate, e assim ajudar a sua irmã Mellana que está grávida a recuperar o dinheiro do seu dote.

Em sua busca pelo alvo certo Finn encontra Hugh Fitzwilliam um jovem e belo cavaleiro que acaba de regressar das Cruzadas e que na verdade é nada mais nada mesmo, do que o Lorde Hugo Fitzstephen o sétimo conde de Stephensgate. Claro que a relação dos dois começa com o tradicional cão e gato até que por fim, depois de três dias de convivência os dois percebem que estão perdidamente apaixonados.

Tudo bem, até está parte o livro é bem clichê e bonitinho, mas o que realmente começou a dar nos nervos foi o excesso de detalhes que não acrescentavam em nada à narrativa. Chegou uma hora que já tinha perdido as contas de quantas vezes a beleza dos cabelos ruivos de Finnula e o corpo másculo de Hugo eram descritos no livro. Outra coisa que me incomodou um pouco foi o fato de que em algumas partes a história soava um pouco óbvia e até rápida demais. Em certos momentos as atitudes dos personagens pareciam um tanto forçadas e até ridículas.

Claro que o livro tem momentos engraçados, e a narrativa consegue prender e manter a atenção do leitor depois que a história ganha mais ritmo. Não ouso dizer que a protagonista Finn é totalmente imprevisível, já que do meu ponto de vista algumas atitudes dela eram bem previsíveis e isso a tornava uma pessoa um pouco irritante.

Meg Cabot conhece a fórmula para conquistar o leitor a cada capítulo. Liberte meu Coração foi o primeiro livro mais “adulto” que li da autora e embora tenha esperado uma grande história, e tenha me decepcionado um pouco, no todo Liberte meu Coração é um bom livro.  Em minha opinião, ele funciona bem com um livro de aventura com uma pitada de romance, e não como romance propriamente dito.

Para quem gosta de livros/ romances históricos com eu, Liberte meu Coração é uma leitura agradável, com todos os ingredientes que mais gostamos; uma mocinha rebelde, um mocinho valente, um vilão odioso e personagens engraçados. Pena que faltou mais romance mesmo.

Se eu gostei do livro? Claro que sim! Queria ter gostado mais, já que sou fã da autora, mas sempre que criamos muitas expectativas em relação a algo acabamos nos decepcionando um pouco.  A minha dica então é; Leiam o livro sim! Afinal o que ele não tem de romântico tem de engraçado e isso conta muito em uma leitura. Posso não ter encantado com a história enquanto lia, mas dei boas risadas.



junho 08, 2017

Victoria e o Patife por Meg Cabot

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501401748
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 256
Classificação: Bom
Sinopse: Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

Fazia muito tempo que não lia nada da  Meg Cabot. Por isso, após ler a sinopse de Victoria e o Patife fiquei bastante curiosa em conferir esse romance de época juvenil da autora. Porém apesar de ter se mostrado uma narrativa rápida e fluida, tenho que confessar que nem tudo foram flores durante a leitura.

Criada por seus tios na Índia, Lady Victoria Arbuthnot está a caminho de Londres para conseguir um marido. Mas durante a longa viagem a filha do falecido Duque acaba conhecendo o nono Conde de Malfrey, Hugo Rothschild que a pede em casamento sob a luz do luar. Lady Victoria está certa de que encontrou o amor de sua vida, afinal Hugo é tão charmoso e bem, ele é um Conde. Quem imaginaria que ela fosse conseguir o noivo perfeito então pouco tempo?

Tudo podia estar correndo as mil maravilhas, mas Victoria precisa lidar com as constantes interferências do capitão Jacob Carstairs em sua vida. Jacob está decidido a abrir os olhos da jovem em relação ao noivo, ao mesmo tempo em que ela tenta fazer o possível para manter o capitão enxerido longe de seus assuntos. Só que o problema é que aparentemente Jacob Carstairs, tem o dom de aparecer sempre nos mesmos lugares que ela. E o pior, o capitão parece saber um segredo que pode fazer com que o casamento de Victoria com o Conde de Malfrey não aconteça.

Victoria e o Patife possui uma narrativa totalmente clichê e até certo ponto acabou sendo uma leitura divertida. Só que o meu grande problema aqui foi a protagonista. Em nenhum momento consegui sentir empatia pela Victoria, muito pelo contrário em muitas situações eu quis dar uns tapas nela. Lady Victoria Arbuthnot é o tipo de pessoa prepotente e intrometida, que acha que sabe o que é melhor para todo mundo, porém não consegue ver o que é melhor para si mesma.  Confesso que alguns capítulos foram um tanto “sofridos”, especialmente quando a protagonistas destacava suas qualidades de interferir na vida dos outros.

Gostei do modo como o Jacob foi desenvolvido. Há principio ele passa a impressão de ser rapaz arrogante que quer apenas se divertir implicando com a Victoria. Só que conforme a narrativa avança vamos percebendo que a preocupação dele com ela é genuína. E tipo mesmo ele merecendo uma “pessoa melhor”, não nego que ficava com um sorriso bobo no rosto todas as vezes que Jacob e Victoria protagonizavam uma cena mais fofa.

Senti falta de um aprofundamento maior nos personagens secundários em especial no Conde de Malfrey. Não sei, mas senti que ele foi meio que “mal aproveitado”, na história. Os outros personagens possuem uma participação relativamente pequena, deixando a narrativa muito focada na Victoria, o que acabou me incomodando um pouco também.

Sempre gostei da escrita da Meg Cabot, pois suas histórias são despretensiosas, leves e divertidas. Porém, infelizmente não nego que esperava mais de Victoria e o Patife. Além disso, fato do meu santo não bater com o santo da protagonista fez com que eu não conseguisse me envolver tanto com a história como gostaria. Victoria e o Patife possui um enredo clichê e super bonitinho, mas me deixou com aquela terrível sensação de que faltou alguma coisa.

“– Na verdade – continuou ele, ainda usando aquele tom grave e sério –, acho que seria bem emocionante se casar com alguém que não precisa de você, mas que apenas... deseja estar com você. ”

Para quem está buscando uma leitura leve, com momentos engraçados e um romance fofo, Victoria e o Patife se apresenta como uma boa opção. E mesmo que alguns pontos não tenham me agradaram tanto como gostaria, não nego que ao final terminei a leitura com o coração mais quentinho.

janeiro 03, 2011

Minha Caixinha do Correio #03

Olá amores!
Feliz Ano Novo! Que este ano seja repleto de conquistas e realizações para todos nós.
O primeiro post do ano é na verdade o que seria para ser o ultimo do ano passado, mas infelizmente não deu tempo para mim postar a minha caixinha do correio no dia 31.
Eu até cheguei a gravar o vídeo, mas como não consegui editar vai ser por foto mesmo. Por isso peço a paciência de vocês por que como ganhei bastante livro ano passado de Natal (nossa ainda é estranho falar assim “Ano Passado”), o post vai ser meio longo.
O primeiro livro que chegou para mim bem no comecinho do mês ( dezembro) foi o Memórias de uma Gueixa do Arthur Golden pela Editora Imago. Eu sempre tive muita vontade de ler esse livro, principalmente depois que vi o filme, mas como ele é realmente caro eu ia deixando para lá. Comprei ele na super promoção do Submarino que com frete e tudo aqui para cidade onde moro, ele não saiu vinte reais. Embora eu não goste muito de capas de filmes para capas de livros acho essa capa incrível.


Os próximos foram uma surpresa super gostosa da minha amiga Tebh do blog de tirinha Marry & Melody
Romeu e Julieta do Willian Shakespeare, pela Coleção Obra Prima da Editora Martin Claret. Eu amo Shakespeare e essa é uma das minhas obras favoritas dele. Fiquei muito feliz por ter vindo essa capa em especial, afinal ela é um luxo! E como vocês sabem eu releio livros, então logo é bem capaz de eu reler Romeu e Julieta pela quarta vez.
O outro livro que ela me mandou é outro pelo qual eu sou apaixonada! O Vampiro Armand da Anne Rice pela Editora Rocco. Quem me conhece sabe que o Armand e o Marius são meus vampiros favoritos das Crônicas Vampirescas e esse livro em especial em minha opinião um dos melhores que a Anne Rice escreveu. Como a própria Tebh disse no cartão que ela me mandou o Armand é um vampiro apaixonante e eu concordo com ela.
Dela também chegou o marcador de página da Torre Negra HQ do Sthefen King uns dois dias depois que chegaram os livros.
Tebh amiga, muito obrigada por tudo! Fiquei realmente muito feliz e espero que você tenha gostado da minha lembrancinha também. Obrigada de coração querida!


Da minha amiga do Ler e Almejar chegou o Tempo dos Anjos também da Anne Rice pela Editora Rocco. Eu estava muito ansiosa para ler esse livro, já que a Anne sempre escreveu sobre vampiros e agora mudou o tema para anjos. Como vocês podem notar eu já comecei a minha leitura esse ano por ele. Estou adorando, a narrativa continua impecável sem falar que tanto o Lucky é uma graça, mas vamos deixar para tecer esse tipo de comentário quando eu de fato fizer a resenha. A capa é linda! As letras são em alto relevo e esse tom de vermelho usado deu um toque final em toda a composição deixando simples e perfeita.
Da chegou também na véspera de Natal que para minha felicidade o carteiro teve a delicadeza de não dobrar desta vez alguns marcadores de página e o livreto do Beijada por um Anjo. Rê muito obrigada amiga! Você sabe que mora no meu coração e que pode contar comigo sempre né?


Nestes a foi cúmplice, por que ela ajudou os amores da minha a vida (Rapha, Raphael, Roger, Rodrigo, Ricardo, Mari, Ju e Marqinhos) a me preparar esta surpresa maravilhosa! Ganhei dos meus melhores amigos a coleção do Percy Jackson & os Olimpianos do Rick Riordan pela Editora Intríseca. Era sem sombra de dúvidas alguns dos livros que eu mais queria ano passado. As capas são lindas! Todas divididas por cor, achei isso um maximo mesmo. Eu adoro mitologias antigas e a grega é a minha predileta. Obrigada meus amores! Vocês sabem o quanto vocês são importantes para mim hoje e sempre!


O próximo eu ganhei no amigo secreto da empresa A Rainha da Fofoca da Meg Cabot pela Editora Galera Record. Eu estava louca por esse livro, já que sou fan da Meg. Adorei a capa! Ela é super divertida e colorida. Com certeza logo vocês terão a resenha dele aqui no blog.


O último foi um presente de mim para mim, porque eu não ai conseguir terminar meu ano feliz se eu não compra-se este livro,  Diário de uma Paixão do Nicholas Sparks pela Editora Novo Conceito. Eu amo o filme, é um dos mais lindos que já vi na minha vida e tenho certeza que o livro mais me emocionar ainda mais.


Também ganhei na Livraria Nobel uns livretos do O Tempo entre Costuras da María Dueñas e O Semeador de Idéias do Augusto Cury, que quiser algum deles é só entrar em contado comigo por e-mail que eu mando.


Bem espero que vocês tenham gostado da minha Caixinha do Correio Especial de Natal. 


Quero agradecer a todos que acompanharam o blog no decorrer do ano passado; aos parceiros e seguidores e espero que este ano seja muito abençoado para todos nós.
Durante a semana eu vou retornando os comentários aos blogs parceiros e amigos. Obrigada por tudo meus amores e uma ótima semana para vocês!

Beijos!

fevereiro 26, 2014

Aprendendo a Seduzir por Patrícia Cabot


ISBN: 8576655098
Editora: Essência
Ano de Lançamento: 2010
Número de páginas: 366
Classificação: Muito Bom.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.


Sinopse: Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher. Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres. Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem.


Sinceramente eu não sabia o que esperar quando comecei a ler Aprendendo a Seduzir da Patrícia Cabot, mas posso garantir que tive uma ótima surpresa. Além do romance super gracinha que estava esperando, a narrativa conta com vários momentos divertidos e com um toque de mistério (que não é tão misterioso assim, mas é legal), dando a história um ritmo leve, viciante e agradável.

Para Lady Caroline Linford a vida parecida um conto de fadas. Prestes a se casar com o homem que salvou a vida do seu irmão Tommy, e completamente apaixonada pelo marquês de Winchilsea, ela não imaginava que seu sonho estivesse prestes a se transformar em um pesadelo. Durante um dos inúmeros bailes da temporada londrina, Caroline se depara com seu noivo e Lady Jacquelyn em uma posição para lá de comprometedora.  Após o choque de descobrir que está sendo traída, Caroline não sabe exatamente o que fazer.

Afinal romper o noivado está fora de cogitação. Como ela poderia romper o compromisso, agora que tantos convites já tinham sido enviados? Além disso, como ela poderia terminar tudo, com o homem que salvou a vida do seu irmão? Sem falar que a sua mãe jamais apoiaria sua decisão, pois quem desiste de casar-se com um marquês as vésperas do casamento. Porém, mas do que essas questões entre outras duvidas que pairavam sobre a mente de Caroline a principal era, - quais motivos seu noivo teria para se jogar nos braços de outra mulher.

Após uma conversar não muito esclarecedora com a sua mãe, Caroline decide que se quer mesmo ser a senhora Hurst Slater, marquesa de Winchilsea ela precisará ser mais do que uma esposa adequada, mas uma amante perfeita também. Porém, como a sua educação possuía digamos algumas falhas nesse quesito, Caroline ia precisar de um professor no mínimo experiente nas artes da sedução, e ninguém melhor do que Braden Granville o libertino mais famoso de Londres.

Braden Granville não era um nobre, na verdade ele estava bem longe disso. Criado nos becos mais sórdidos de Londres, Granville deu a sorte de ser muito esperto nos negócios. O fabricante de armas, e rico em ascensão pode não ter a simpatia de muitos nobres da alta sociedade londrina, mas que seu porte e charme são capazes de arrebatar corações disso ninguém duvida. O esperto empresário, só não esperava cair nas garras de uma mulher traiçoeira, a sua futura esposa de quem ele está louco para “se livrar”. Afinal, Granville tem a absoluta certeza que sua estonteante noiva não é bem o que se espera de uma dama.

Quando Caroline aparece em seu escritório com um pedido inusitado de ensiná-la as artes da sedução, em troca de ajudá-lo a desmascarar sua noiva, Granville não tinha ideia que estaria entrando em uma das maiores encrencas de sua vida. O acordo parecia prático para ambas as parte, mas as coisas não saíram exatamente como Caroline e Granville gostariam afinal o marquês de Winchilsea escondia segredos mais sombrios do que eles podiam imaginar.

Por mais que no decorrer da leitura algumas atitudes de Caroline, tenham me deixado um pouco irritada não posso deixar de destacar a personalidade dela. Caroline está longe de ser o tipo de mocinha “bobinha” (mesmo a primeira vista parecendo) que estamos tão habituados a encontrar nas histórias. Caroline possui uma personalidade forte, agindo muitas vezes de uma maneira muita ousada e imprudente para os padrões da época. Determinada, Caroline não me esforços para conseguir o que deseja nem que para isso precise usar um pouco da sua ironia, e por que não charme pessoal para alcançá-las.  Já Granville pode parecer irritantemente arrogante e convencido há principio, porém quando ele começa a deixar suas defesas caírem, ele demonstra que por de trás de toda a sua pose existe um homem romântico e tão determinado como Caroline.

Outro ponto é que, apesar do titulo do livro sugerir que a história seja um romance erótico, a autora Patrícia (Meg) Cabot, conseguiu criar uma narrativa descontraída com toques de sensualidade, mas nada muito picante, por assim dizer.  Como romance em si, a narrativa possui todos os clichês conhecidos, não chegando a apresentar nenhuma grande surpresa ao final.  É aquele típico livro que você lê para aquecer o seu coração, em uma tarde despreocupada de domingo para passar o tempo em boa companhia.

“...levantou a mão e tirou da sua testa uma teimosa mecha de cabelo âmbar. Enquanto estava distraída com isso, ele se inclinou e com uma sensação de necessidade pressionou sua boca contra a dela.”

Com personagens cativantes e uma romance divertido, Aprendendo a Seduzir é uma ótima opção para quem busca uma leitura rápida e agradável. Pode não ser a leitura mais surpreendente da sua vida, mas com certeza será uma das mais divertidas.

agosto 10, 2011

Fazendo Meu Filme, a Estreia de Fani por Paula Pimenta

Fazendo Meu Filme, a Estreia de Fani por Paula Pimenta.                                                                    

Ficha Técnica.

Editora: Gutenberg
Autor: Paula Pimenta
ISBN: 9788589239844
Ano: 2009
Edição: 2
Páginas: 331
Classificação 5 estrelas
Onde comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, SubmarinoCompare os preços.

Sinopse:                                                                              

Tudo muda na vida de Fani quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima.
“Fazendo meu filme” nos apresenta o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades.

Resenha:                                                                                                                                                  

O que dizer de um livro que simplesmente devorei em dois dias? Acho difícil descrever com palavras o quanto à leitura deste livro me fez recordar dos meus tempos de escola, e o quanto me fez sentir saudades deles.

Em muitos momentos me identifiquei com a Fani, principalmente no jeito ingênuo dela de ser. Lembrei-me das minhas amizades da época, dos sonhos que tinha e muitas vezes durante a leitura eu me pegava pensando como, e porquê alguns deles mudaram.

Paula Pimenta conta de uma forma descontraída e leve. Descrevendo com ricos detalhes os sonhos e medos de uma fase tão gostosa, mas que passa tão rápido em nossas vidas. Devo confessar que me surpreendi com o livro.

Sempre lia resenhas cheias de elogios, porém nenhuma delas me preparou para o turbilhão de emoções que passei a cada capitulo. Do primeiro capitulo ao fim me vi conquistada pelos personagens, e com eles vivi todos os momentos. Torci, dei risada, passei raiva e chorei ... sim eu chorei dá para acreditar?!

Sou fã de Meg Cabot e uma das séries que mais me marcaram dela é o Diário da Princesa. Mas você ler um livro com uma narração tão familiar, com nosso jeitinho brasileiro de ser, deu um sabor totalmente novo a história.

Realmente me deixou encantada a simplicidade com que a história é narrada. É tão próximo do que foi minha adolescência que é impossível não se identificar com o livro, nem que seja por um momento (mesmo sendo ele aquele, que você descobre que fico de recuperação em matemática rs...).

Fani e Leo são uns dos casais mais fofos que já vi, e se vocês pudessem ver essa blogueira neste exato momento, vocês a veriam sorrindo ao me lembrar dos pequenos e mágicos detalhes que fizeram com que Fazendo o meu Filme conquista-se seu coração.

Quero deixar meus parabéns pela edição da capa e as citações de filmes que abrem cada capitulo. Fique vontade de fazer a listinha de filmes que deixaram algo de especial em mim também, pois muitos direta ou indiretamente fazem parte da minha história.

Preciso desesperadamente ler a continuação desta série, pois sinto com se tivesse me tornado amiga da Fani. Terminei de ler o livro no domingo e já estou com saudades de todos os personagens.

Um dos melhores livros que li este ano! Simplesmente Amazing!!

Beijinhos!!

abril 08, 2018

SoSeLit #4 – Como me tornei uma chata literária

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Uma coisa é fato, quanto mais você lê mais crítica (o) e exigente você fica em relação as suas leituras. E pensando nisso o tema proposto para o SoSeLit desse mês é: O que mudou no meu gosto literário depois do blog.

imagem: Shutterstock
Confesso que em questão de gosto propriamente dito, pouca coisa mudou. Continuo dando preferência por fantasias e romances gracinhas, porém hoje alguns autores que antigamente eram os meus favoritos acabaram passando o bastão outros autores que fui conhecendo ao longo dos últimos anos. Um exemplo, é a Nora Roberts que lá no começo dos anos 2000 era a minha autora de romances favoritas, mas que recentemente as obras recentes que li dela, não me encantaram tanto assim.

Outra autora que hoje em dia os livros não chamam mais tanto a minha atenção é a Meg Cabot. Li e reli muito os livros da autora na minha adolescência, porém hoje por mais que a narrativa seja fluida, sinto que estou “velha demais” para as histórias que a autora escreve, e isso atrapalhou bastante o meu envolvimento com as últimas obras que li dela.

Além disso, admito que antigamente eu amava livros como, Entrevista com o Vampiro e qualquer história em que os vampiros fossem protagonistas. Porém, não sei se a série Crepúsculo realmente me traumatizou, ou se foi o estilo que ao menos para essa leitora aqui “perdeu a graça”, ao ponto de fazer anos que não leio nada com essa temática. Tudo bem que nos livros da Cassandra Clare, os vampiros são criaturas presentes, mas eles não são o foco das histórias, até por que se não fosse por isso com certeza eu já teria desistido de ler os livros.

Admito que me tornei meio chata em relação as minhas leituras de uns tempos para cá, e que sim, - tenho um "pré-conceito" com livros da modinha. Alguns se mostram justificáveis outros acabo mordendo a língua, mas o que fica muito claro quando comparo as minhas leituras de três ou mais anos atrás com as de agora, é que está ficando cada vez mais “difícil” encontrar aquele livro “perfeito”.

Acho que um pouco dessa mudança é normal, afinal vou fazer trinta e três anos e por mais que algumas histórias infantojuvenis ou young adult sejam interessantes, não sou o público-alvo dos autores que escrevem esses tipos de obras.  Outro ponto é que a minha percepção em relação ao mundo também acabou evoluindo no decorrer dos anos, e com isso muitos livros que li no passado e foram maravilhosos, hoje não são tão maravilhosos assim.

Como leitora sei que preciso sair um pouco da minha zona de conforto literária e me arriscar em gêneros que não leio com tanta frequência. A verdade é que por mais que na adolescência, livros da Agatha Christie fossem presença constante na minha lista de leitura, com o tempo livros do gênero também deixaram de chamar a minha atenção. É algo que preciso mudar? Com certeza, mas enquanto romances fofos e fantasias continuarem a fazer esse coração de leitora bater mais rápido, sei que vou sempre dar preferência aos livros do gênero.

Através do blog tive e tenho a oportunidade de conhecer novos autores e histórias que às vezes lembram algo que já li, ou que realmente apresentam uma proposta original. Tem livros e séries que chegam de mansinho e conquistam meu coração e outros que só leio para “falar mal”, com propriedade (sim sou dessas). Porém, sei que hoje busco narrativas que além de me entreter, passem alguma mensagem importante que me façam refletir e principalmente, que me emocionem e que suas histórias permaneçam comigo por um bom tempo.

Vai ser difícil encontrar os tais livros perfeitos? Talvez. Provavelmente dos cinquenta/sessenta livros que eu vá ler esse ano dois ou três se destaquem. Só que se tem uma coisa que esses anos todos de blog e livros me ensinou, é que mais vale a qualidade do que a quantidade, e tudo bem se em alguns momentos a minha chatice literária acabar falando mais alto.

Por que isso, é apenas a evolução natural pela qual todo mundo passa na vida, seja no mundo real ou no literário. Nós crescemos, mudamos e com isso nossos gostos e por que não dizer amores acompanham essas mudanças também. Então não se assuste, quando você perceber que as histórias daquele seu autor ou autora favoritos, não conseguem mais deixar o seu coração quentinho. Isso é super normal e com certeza, você vai encontrar novas histórias e autores fantásticos.

Até o próximo post!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Bela Psicose, Eu Insisto, La Oliphant, Literasutra, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

fevereiro 12, 2014

Simplesmente Ana por Marina Carvalho


ISBN: 9788581631554
Editora: Novo Conceito
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 304
Classificação: Regular

Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.


Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.



Sabe aquela sensação estranha quando você percebe que “todo mundo” amou um livro e você não amou ele tanto assim? Pois, estou passando por esse dilema nesse exato momento. Desde que Simplesmente Ana foi lançando eu estava bastante curiosa para conhecer a história, já que após ler a sua sinopse automaticamente me recordei dos livros da série  que adoro, O Diário da Princesa da autora Meg Cabot. Porém, não sei se o fato de que em nenhum momento eu consegui me identificar ou ao mesmo simpatizar com a protagonista, mas infelizmente não me encantei com absolutamente nada durante a leitura. Algo que me deixa realmente bem triste.

Como vocês já devem ter lido inúmeras resenhas desse livro, eu vou fazer uma resenha um pouco diferente pontuando o que não me agradou tanto na história. Quem sabe assim vocês possam me perdoar por esse excesso de “chatice literária”, por que de verdade eu tentei gostar mais do livro, (...) só que não deu.

Bem, o principal motivo que levou a protagonista Ana Carina a “largar” sua família, amigos, a faculdade de Direito, o estágio e um “pseudo” namorado aqui no Brasil para viajar com o seu recém-descoberto pai e rei Andrej para a Krósvia, era para que eles se conhecessem melhor ao mesmo tempo em que ela conhecia e aprendia um pouco sobre a história e a cultura do local. Ok! Até aqui tudo normal, só que durante a história em si o rei Andrej nem aparece. Sim ele é “citado”, mas na verdade a participação dele em todo desenvolvimento da trama é tão pequena que em meu ponto de vista, essa justificativa perdeu completamente o sentido.

Outro detalhe é que pela descrição e pronuncia de alguns nomes eu posso deduzir que a Krósvia é um país de língua eslava, o que claro não é nenhum problema. Porém a partir do momento em que todos os personagens na história são super fluentes em inglês, (por que obviamente a Ana não entende nada em krosviano) inclusive crianças pequenas e o cabeleireiro mais badalado do país não. Isso sim é um problema, e dos grandes. Desculpem-me se isso parece o cúmulo da chatice, mas não me entra na cabeça o fato de 99,9% da população ser fluente em um idioma e o cabeleireiro que deve estar acostumando a receber pessoas ilustres em seu salão não.  Não tem coerência. Tem? Bem (...).

Porém até consegui relevar esses “pequenos detalhes”, mas a protagonista é algo que realmente eu não consegui relevar, e olha que eu tentei. Tipo por mais que a autora tentasse passar uma imagem dela como uma pessoa madura, desprendida e tudo mais, a forma como ela agia na história demonstrava algo totalmente ao contrário. Para uma pessoa que não se importava com o dinheiro do pai e que fazia tanta questão de reforçar que não era uma pessoa consumista, ela não excitou em nenhum momento em gastar o dinheiro do pai com roupas e sapatos de grife, chegando a ser exasperante às vezes em que a personagem cita as benditas lingeries da Victoria Secrets na história.  Sério é irritante.

As constantes citações das lingeries só não chegaram a ser mais irritante do que a paixão platônica dela pelo enteado do rei, o Alex. O romance entre eles é tão superficial que em momento algum conseguiu me cativar. Sem falar que achei bem desnecessário o apelido “nome de cachorro”, para a namorada do Alex na história, a Laika. Se isso foi uma tentativa de deixar a história engraçada, a meu ver infelizmente não funcionou muito bem. Até mesmo o Alex, apesar de ser lindo, maravilhoso, enigmático e todo o blá,blá, blá de sempre não mostrou de fato para o que vinha da história, sendo tão apagado como o rei Andrej.

Talvez o maior problema é que eu não tenha mais “idade” para ler esse tipo de  livro. Mas de verdade acredito que se a autora Marina Carvalho tivesse focado mais na relação de pai e filha, explorado mais na narrativa os costumes e tradições do país, e principalmente escrito o livro em uma linguagem mais “formal”, sem tantas divagações da protagonista eu teria gostado mais da história. Que a autora tem talento isso eu não tenho dúvidas, porém a maneira com Simplesmente Ana foi estruturado e desenvolvido não me encantou.

“Falar de saudade era tão ruim quanto sentir. Mas pior ainda era sentir saudade de alguém que provavelmente não retribuiria esse sentimento.”

Bem leitores minha dica é: Leiam o livro sim! Dessa forma vocês vão conseguir tirar suas próprias conclusões e quem sabe ao contrário dessa que vos escreve se encantar com a história.

outubro 20, 2014

A Rosa do Inverno por Patrícia Cabot

ISBN: 9788576653653
Editora: Essência
Ano de Lançamento: 2008
Número de páginas: 416
Classificação: Regular






Sinopse: Rawlings: Livro 1. Acostumado a conseguir qualquer mulher, Lord Edward Rawlings enlouquece com a sensualidade de Pegeen, que estava longe de ser a tia solteirona que ele havia imaginado. Mas Pegeen não está disposta a fazer mais concessões além de mudar-se, pelo bem de seu sobrinho, para a mansão dos Rawlings na Inglaterra. No entanto, ao chegar lá, ela logo percebe o risco que corre. Sempre movida pela razão, Pegeen sente que dessa vez seu coração está tomando as rédeas. Ela pode resistir ao dinheiro e ao status, mas conseguirá resistir a Edward?

Após uma fase de leituras “pesadas”, fiquei feliz quando ao sortear o livro de agosto na TBR vi que o escolhido da vez seria um “romance gracinha”. Pensei, é exatamente disso que estou precisando, para curar a minha “melancolia literária”, uma história leve, romântica e açucarada. Porém, apesar de A Rosa de Inverno da autora Patrícia (Meg) Cabot ter cumprido em partes esse objetivo, por outro lado ele conseguiu ser também uma das minhas leituras mais sofríveis de 2014.

O charmoso Lord Edward Rawlings, não estava disposto a lidar com todas as responsabilidades que o titulo de Duque lhe traziam. Conhecido por ser um incorrigível libertino, Edward Rawlings passa a mover céus e terras para encontrar seu sobrinho desaparecido, que perante a lei é o verdadeiro herdeiro do titulo. Quando finalmente ele encontra uma pista que revela o paradeiro do menino, Lord Edward envia o seu homem de confiança Sir Arthur para busca-lo. Mas, como o plano original não dá muito certo, o próprio Edward Rawlings resolve partir para a Escócia e resolver de uma vez por todas os seus problemas.

Ao chegar lá ele se depara com a jovem e teimosa, Peggen MacDougal tia solteirona de seu sobrinho Jeremy. Peggen cuida do jovem duque desde que ele era apenas um bebê e por esse motivo Edward Rawlings precisará convencer primeiro ela, que o lugar de Jeremy é no magnífico Solar Rawlings. Porém, a Srta MacDougal nutre um desprezo enorme por todos os nobres ingleses o que torna a sua tarefa ainda mais difícil.

Peggen acredita que o dinheiro que os nobres esbanjam para manter seus luxuosos padrões de vida, deveria ser investido para melhorar a qualidade de vida da população mais pobre do reino. Por esse motivo ela buscou manter Jeremy longe desse mundo, de ostentação e gastos desnecessários. Ela não queria que seu amado sobrinho torna-se um irresponsável, esbanjador e arrogante como o pai. Mas, ela sabia que em sua atual situação rejeitar a proposta de Edward Rawlings seria o mesmo que condenar a si mesma e Jeremy a miséria.

Só que como ela lidaria com o irritante e convencido Lord Edward Rawlings, que mal entrará em sua vida já bagunçando tudo? E como Edward Rawlings conviverá com essa jovem de língua afiada e prepotente, mas que mexe tanto com seus sentimentos? Ao aceitar a proposta de ir embora para a Inglaterra pelo bem do sobrinho, Peggen não imaginava que a mudança e a presença constante de Edward Rawlings afetariam a sua vida para sempre.

A premissa do livro é boa, mesmo você já sabendo como ele vai terminar antes de começar a leitura de fato. É clichê, previsível e apesar da autora tentar colocar um “que” de mistério na narrativa, até ele foi se tornando óbvio conforme os capítulos foram avançando. Confesso que só li o livro até o final, para sentir aquele gostinho de “eu sabia”. Me julguem, mas eu realmente precisava de um incentivo para chegar ao final da história. O livro até que começou bem, o problema foi que depois de um tempo senti que a autora acabou se perdendo no enredo. Além, disso os protagonistas não ajudaram a história ser melhor também.

Acredito que nunca li um livro em que os personagens fossem tão incompatíveis com a personalidade que a autora “criou” para deles. Em um momento o Edward era um cafajeste e sedutor de mocinhas indefesas, no outro ele era um homem cheio de remorsos e decidido a não ceder ao desejo. Já a Peggen, é a personagem mais hipócrita com que me deparei em todos esses meus anos de leitora. O tempo todo ela tenta passar uma imagem de moça virtuosa, honesta e moderna, mas que não passa de uma pessoa arrogante e chata que esqueceu bem rapidinho de todos os seus princípios e ideais. Chega a ser cômico, para não dizer irritante as atitudes desconexas dela durante o livro.

E até mesmo o romance foi deixado de lado, dando lugar a uma sensualidade forçada e nada encantadora (...). Mas, apesar de todos os pontos negativos, A Rosa de Inverno tem seus momentos engraçados (poucos) que embora não tornem a história linda e envolvente serviram para o seu propósito inicial, ser a leitura leve que eu estava precisando.

“E eles se beijaram à luz inconstante do sol poente, sentindo a forte fragrância de rosas no ar.”

Com uma narrativa superficial e personagens confusos, A Rosa de Inverno é uma leitura que mesmo não surpreendendo possui elementos que fazem com que ela ao mesmo seja “agradável”. É um bom livro, mas em meu ponto de vista está longe de ser fantástico.

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