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janeiro 31, 2021

Cidade dos Anjos Caídos por Cassandra Clare

| Arquivado em: RESENHAS


D
e antemão, já aviso que é muito provável que as próximas resenhas do blog sejam dos últimos livros da série, Os Instrumentos Mortais da autora Cassandra Clare. Finalizar a maior quantidade de séries literárias que eu tinha começado a ler, era uma das minhas pouquíssimas metas para o ano que passou. Então na reta final de 2020, acabei priorizando a leitura desses livros começando por Cidade dos Anjos Caídos, o quarto livro da saga.

Uma coisa que já posso adiantar, é que gostei muito desse segundo arco da história em especial porque é nítido o quanto a escrita da autora evoluiu do primeiro livro para cá. Em Cidade dos Anjos Caídos, reencontrei com a narrativa bem construída que tanto me encantou na trilogia As Peças Infernais e com isso, me vi ainda mais apaixonada pelo mundo dos Shadowhunters.

Resenha -Cidade dos Anjos Caídos por Cassandra Clare


ISBN: 9788501092717
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 364
Classificação: Muito Bom
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Sinopse: Os Instrumentos Mortais – Livro 4
A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.


Essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores, por isso se você não quiser correr o risco pode pular cinco parágrafos.


Quem leu a minha resenha de Cidade de Vidro sabe que finalizei a leitura um tanto decepcionada com alguns pontos no desenvolvimento da obra. O fato da narrativa em grande parte ter girado em torno dos dramas do casal protagonista Clary e Jace, foi algo que me incomodou muito, por isso foi com uma certa dose de alívio que fiquei feliz em perceber que neste livro, a autora resolve dar um foco maior aos outros personagens.

Claro que alguns acontecimentos não chegaram a me surpreender tanto, pois como assisti a série Shadowhunters da Netflix, muitos dos elementos presentes em Cidade dos Anjos Caídos foram explorados na adaptação. E aqui vale ressaltar que um personagem em especial, foi melhor aproveitado e trabalhado no seriado do que no livro.

Valentim foi finalmente derrotado e o fim da guerra em Idris deixou marcas profundas nos Caçadores de Sombras e em seus amigos. Simon, agora conhecido como Diurno se torna um alvo e passa a ser protegido por Jordan da Praetor Lupus, uma organização formada por lobisomens que auxiliam os recém-transformados a se adaptarem ao submundo. Só que além da preocupação em se manter vivo, Simon que sempre foi impopular entre as garotas inesperadamente se vê em meio a um triângulo amoroso entre Isabelle e Maia.  

Clary continua treinando para aperfeiçoar suas habilidades como caçadora das sombras, ao mesmo tempo que Jace começa a lidar com os fantasmas de sua mente, o que o leva a se afastar cada vez mais da namorada e de sua família. Em meio a tudo isso, a Clave precisa lidar com um novo problema, o repentino assassinato dos Caçadores de Sombras, o que pode gerar uma nova guerra ainda mais destrutiva do que a primeira.

Acredito que vale a pena ressaltar que para quem espera cenas de ação e grandes reviravoltas, pode ficar um pouco decepcionado com a leitura de Cidade dos Anjos Caídos. A narrativa não chega a ser de todo “arrastada”, mas por se tratar de um livro introdutório a nova fase da história o desenvolvimento é um tanto lento.

Como comentei alguns parágrafos acima, não cheguei a me surpreender tanto com desenrolar dos acontecimentos já que muitos deles foram mostrados na série televisiva, porém não nego que esperava uma participação mais ativa da Lilith, a grande mãe dos demônios.  No seriado ela foi mais atuante enquanto no livro, passou grande parte da história nos bastidores.

Uma das coisas que gostei em Cidade dos Anjos Caídos é que a Cassandra soube dosar bem a narrativa, mesclando acontecimentos cotidianos como os preparativos do casamento de Jocelyn com Luke, os ensaios e apresentações da banda do Simon ao mesmo tempo que a tensão causada pelas mortes dos nefilins paria sobre todos.

Outro ponto que considero positivo, foi o crescimento que o Simon teve na história, o que fez com que ele deixasse de ser um personagem secundário, para assumir um protagonismo maior na trama. Gostei da dinâmica criada entre ele, a Isabelle, Maia e Jordan, pois isso meio que desfez a aparente “dependência” que ele tinha da Clary nos livros anteriores. Confesso que novamente senti falta da presença constante do meu amado Magnus Bane
() na narrativa assim como do Alec.

O drama entre Clary e Jace continua me incomodando, apesar de saber que ele é o foco principal da sério. Porém como o tempo aprendi a gostar e até sentir empatia por Jace e todos os problemas pelos quais o personagem passa desde a sua infância. Infelizmente não posso dizer o mesmo da Clary. Suas atitudes imaturas e a passionalidade com qual ela lida com tudo o que envolve o Jace, chega ser exasperante.

“Corações são frágeis. E acho que mesmo quando a pessoa se cura, ela nunca mais volta a ser como era antes.”

Cassandra Clare soube explorar os elementos fortes do mundo que criou o trazer referências da trilogia As Peças Infernais em Cidade dos Anjos Caídos, demonstrando como tudo está interligado no universo dos Shadowhunters e cada personagem é importante para o desenvolvimento da história.

O final compensa o ritmo mais lento que a narrativa teve ao deixar várias pontas soltas para serem desenvolvidas nos próximos livros da série. Admito que as minhas expectativas estão altas por isso, não me decepcione Cassandra Clare.
 

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