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março 19, 2018

Distância

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Shutterstock

Há uma longa distância entre nós. Quilômetros nos separando e muitas coisas que no passado em que a vida era florida e cheia de possibilidades, não foram ditas. Palavras que se perderam no tempo, mas que muitas vezes no silêncio da noite, ou nos meus sonhos são sussurradas.

Não podemos apertar o reset e começar tudo de novo. E mesmo que isso fosse possível, íamos em algum momento de nossa história acabar errando. Ou melhor dizendo, tomando outro caminho.

Dizem que até as pedras um dia se encontram e me pergunto se um dia vamos nos reencontrar.  Se você ainda vai gostar de mim como antes e se nossas conversas serão fluídas, ou se aquele silêncio constrangedor vai surgir entre nós. Me pergunto o que mais mudou fora a nossa aparência física ao longo desses anos. Eu sinto que não sou a mesma garota que você conheceu naquele show de rock há tanto tempo.

Não fui eu que quis mudar, sabe? A vida acabou me forçando a amadurecer da forma mais difícil. Sinto saudades daquela ingenuidade juvenil. Aquela que acreditava que o futuro era algo distante e tinha todo o tempo do mundo. Não sei como você se sente em relação a isso, em relação ao que não vivemos e aquilo que podemos viver.

A vida e a geografia nos colocaram em pontos distantes do mapa. Uma distância que ambos acham difícil transpor. Às vezes, acho que desistimos por medo. Medo de não corresponder às expectativas do outro e de nós mesmos. Pois sabemos como dói a decepção e aquele nosso lado egoísta e muito consciente não quer passar por isso outra vez.

Talvez a distância que acreditamos existir entre nós é na verdade uma autodefesa que criamos para não machucar nosso coração novamente. Se estamos certos ou errados, ou se éramos ou somos a pessoa certa um para o outro só o tempo dirá. Precisaríamos ao mesmo tentar diminuir a distância? Provavelmente.

Mas algumas perguntas passam uma vida toda sem respostas ...
 
texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

fevereiro 26, 2018

Conversas de final de tarde

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO

imagem: Shutterstock
A minha intenção era escrever sobre alguma série ou filme legal que vi nos últimos tempos. Mas, sabe quando não surge aquela inspiração? Pois bem, foi exatamente isso o que aconteceu com essa blogueira que vos escreve. Só que ao mesmo tempo em que não conseguia desenvolver o post que a princípio tinha em mente, senti a necessidade de vir aqui conversar um pouco com vocês. Sim, só bater papo, jogar um pouco de conversa fora.

Vivemos praticamente todas as nossas horas do dia conectados, mas pouco conversamos entre nós mesmos. Quando digo conversar não estou falando de troca de mensagens através de um aplicativo ou rede social, - estou falando de olho no olho de estar perto de quem nos faz bem e amamos. Compartilhamos fotos dos momentos felizes e esquecemos do mais importante, de viver o momento.

Nada me dá mais paz de espírito do que chegar em casa e jantar com a minha mãe, enquanto contamos uma para outra como foi o dia. Ou mesmo quando estamos assistindo algo juntas, dividindo o mesmo sofá pequeno e apertado para duas pessoas. Esses momentos por mais rotineiros que sejam, são o meu porto seguro em meio ao stress do meu trabalho e minhas crises de ansiedade. E para tudo ficar perfeito temos o nosso potinho de amor, o Hércules que sabe exatamente quando eu estou triste ou chateada com alguma coisa e do seu jeito canino fofo, sem expressar nenhuma palavra me diz que vai ficar tudo bem.

Adoro sair com as minhas amigas (Joy, Ju e Tha) e fazer o que carinhosamente chamamos de piquenique na praça de alimentação do Shopping. Aguardo ansiosamente pelos nossos encontros mensais, as nossas conversas que começam com um assunto e terminam em outro completamente diferente. Amo as risadas altas e as recordações que criamos em cada um desses encontro. Nunca vou esquecer do dia que recebi a notícia que o Arthur está chegando em nossas vidas, e como a partir daquele dia estou me esforçando ainda mais para ser uma pessoa melhor, para ser uma tia presente em todos os momentos da vida dele.

E nada me mostrou mais a verdade do ditado: “Amigos são a família que escolhemos para a gente.”, do que a minha gêmula (Fran). Entre cafés aos finais de tarde e conversas que deixam a alma leve, ela é aquela pessoa que acredita mais em mim e nos meus sonhos do que eu mesma.

Depois de anos, finalmente descobri o significado de ter melhores amigas.  E enquanto converso com vocês, leitores do blog, compartilhando uma parte de mim e falando sobre essas pessoas tão especiais da minha vida, penso em quando sou grata a Deus e ao Universo por telas por perto. Pertinho mesmo, para aquelas deliciosas conversas de finais de tarde, e principalmente no lugar mais seguro onde as pessoas que são importante e que se importam merecem estar, - no coração.

fevereiro 22, 2018

As Notas da Vida

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Depositphotos

Ideias não são fixas. Elas se transformam e muitas vezes se perdem nos rascunhos que compõem o nosso passado. O presente é um nota inicial, a clave de sol em que todos os nossos sonhos, desejos e planos precisam seguir em meio tom para alcançar a nota mais alta e límpida no futuro.

Talvez por isso, que na vida nada seja de fato permanente, seu ritmo muda. Oras claro e harmonioso e em outros momentos desafinado e destoante. Uma bagunça de estilos e cores que nos deixa muitas vezes confusos e perdidos no meio da dança. Sem saber quais são os próximos passos.

Do nada a melodia que é calma se torna pesada, ou a tristeza que outrora nos embalava ganha um tom de beleza, um raio de felicidade. Por isso, que as ideias não podem ser fixas. Afinal nossos sentimentos, - mesmo para aqueles que se orgulham de seus corações frios, são mutáveis pois dentro de cada um de nós queima a chama e o desejo de ser feliz. O de encontrar o momento, a pessoa e a nota perfeita.

Mesmo desafinando ou errando o tom. Mesmo trocando o ritmo e riscando os trechos da letra. Nada disso importa, pois a nossa canção é única. Assim como os nossos dias. Só precisamos ouvir com mais atenção a beleza nas notas passageiras da vida. 
 
texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

janeiro 10, 2018

Estou me acostumando a esquecer ...

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Shutterstock
Estou me acostumando a esquecer...

Essa é a frase que venho repetindo todas as manhãs quando acordo e todas as noites antes de dormir; Estou me acostumando a esquecer.

A cada dia vou guardando dentro das caixas das coisas para serem esquecidas, o nós que nem sequer chegou a existir realmente. A situação é um clichê tão bobo, que seria trágico se não fosse cômico, ou cômico se não fosse trágico. De um lado alguém que cansou de esperar por uma chance. Do outro alguém que só percebeu a chance que tinha quando perdeu. Mas que diferença faz? É somente mais um capítulo dramático nesse drama todo em que às vezes transformamos a vida.

Estou me acostumando a esquecer...

E todos os dias vou tentado esquecer as longas conversas  que não vamos ter. Os passeios de mãos dadas, os abraços, os beijos e a cumplicidade que teríamos. Todos os momentos, planos e sonhos. Aos poucos eu estou me acostumando a esquecer tudo isso. Esquecer dos momentos que não vamos mais viver juntos.

Talvez no futuro quando por um acaso eu revirar essas caixas, as lembranças do que não vivemos não me doa mais. Talvez eu até consiga sorrir e entender do porque nossa história parou tão abruptamente, quando a melhor parte estava para começar.

Talvez eu nos perdoe pela imensa sucessão de encontros e desencontros, dos nossos pequenos erros e medos, mas principalmente de desistir tão facilmente de nós. Talvez de tanto repetir que não me importo e que já esqueci, isso se torne uma verdade de fato. Uma amarga verdade, mas ainda sim uma verdade. E apelando para o pior dos clichês, posso dizer que o nosso fim prematuro é um novo começo. Porém, cada um vai escrever um capítulo diferente da história a partir de agora. Uma história separada de muitas maneiras e a mesma história de muitas formas.

Estou nos guardando na caixa de coisas para serem esquecidas. E por mais que em alguns dias ao fazer isso uma lágrima caia, continuo repetindo, - Estou me acostumando a esquecer...

dezembro 29, 2017

Me permitir ser Feliz

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Shutterstock

Estou me libertando de metas de final de ano. Não quero mais conviver com aquele sentimento amargo de frustração de olhar para trás e ver que não cumpri metade do que planejei. A verdade é que estou começando achar que esse é o grande problema do mundo. Planejamos tanto, colocamos tantas expectativas sobre nossos ombros e nos ombros de quem amamos, que quando as coisas não saem como gostaríamos a frustração e os pensamentos negativos preenchem a nossa mente e o nosso coração.

Deixamos tantas páginas em branco em nossas vidas, justamente por que ficamos em um limbo presos entre o passado das coisas que não deram certo e o futuro em que as coisas darão.  Passamos dias, meses ou até mesmo anos correndo atrás de um objetivo para muitas vezes, quando finalmente conseguimos o que tanto queríamos nós o descartamos, - jogamos fora por que  no agora ele não serve mais.

Estamos sempre buscando algo grandioso quando se pararmos um único segundo para olhar em volta, vamos perceber que temos tudo o que precisamos para ser feliz do nosso lado. Que todo dia é um pequeno ano novo, em que a principal mudança tem que partir de você. É um começo e recomeço constante em que muitas vezes não vamos ter nada ou ninguém em que nos apegar e, mesmo assim vamos precisar seguir em frente.

Em 2018 não quero ter metas preestabelecidas em uma agenda para cumprir. Vou me permitir errar sem ficar me punindo por meus erros. Vou cuidar de mim e da minha saúde tanto física como mental e espiritual. E principalmente vou dar voz aos meus sentimentos, dizer as pessoas que amo o quanto elas são importantes em minha vida e como sou grata por elas permitirem que eu faça parte de suas vidas.

Vou viver cada momento como se ele fosse único, por que cada momento é único. Vou rir com meus amigos e rir sozinha, e ao invés de ignorar o que me incomoda e chateia vou chorar sempre que for preciso para deixar minha alma mais leve. Vou amar e compartilhar o amor e agradecer por tudo que tenho ao amanhecer e entardecer.

Vou pura e simplesmente me permitir a ser Feliz.

Nos vemos em 2018 e Feliz Ano Novo ()!

agosto 28, 2017

Nossos parágrafos, vírgulas e pontos finais...

| Arquivado em: CRÔNICAS E POESIAS

imagem: Shutterstock

Há aquele velho ditado que diz que tudo na vida tem começo, meio e fim. E olhando para nós dois agora percebo que estamos próximos do fim. Não que o problema seja você ou eu. A verdade é que nos tornamos algum tipo de clichê barato.

Sei que pode parecer piegas dizer isso, mas aquilo que um dia nos uniu não é mais forte o bastante para nos manter juntos. Além disso, há tempos venho me sentindo só mesmo quando estou com você. Sinto como se fosse só minha à responsabilidade de manter as coisas em pé, de ser o alicerce dessa relação.

Não sei dizer qual foi o momento exato que tudo mudou entre nós. Só sei que quanto mais me distancio, mas percebo o quando já estávamos distantes.

Distantes um do outro e de nós mesmos.
Distantes do que um dia fomos um para o outro.
Distante do que era e é importante.
Distante daquilo que queremos.

Nossas longas conversas não existem mais e antes que todo amor que existiu entre nós seja sufocado pela amargura é melhor colocar um ponto final na história.

Essa é o última frase de nossa história e a primeira de nossas novas histórias. Histórias escritas em folhas separadas com canetas de cores diferentes. Histórias tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas quanto o ponto final e o começo de uma frase  são, para que nossos parágrafos e vírgulas se misturem e se completarem uma vez mais.


texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

junho 22, 2017

Começar tudo de novo

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Shutterstock

Olho para as palavras soltas esperando alguma delas ganhar sentido e explicar o que estou sentindo.

A minha volta há folhas pelo chão e uma mancha de tinta suja minha mão. E nesse pequeno caos que criei tento encontrar alguma resposta, para todas as perguntas erradas que fiz. Agarro uma única folha e saio correndo pela noite fria.

Corro sem perceber por qual direção meus pés me guiam...

Paro quando não consigo mais respirar e olho para o céu limpo só com a luz de algumas poucas estrelas. Aperto com mais força a folha em minha mão e percebo as lágrimas que silenciosamente caem.

É quando as palavras soltas começam a fazer sentido. Elas são fragmentos de esperança e fé perdidos. Traços de um desenho incompleto, da canção inacabada ... de um sonho deixado para trás.

Para trás ...

As palavras me confundiam por que elas não foram feitas para serem entendidas, eu precisava senti-las.

Volto correndo para o caos do qual eu tentei fugir e reencontro com minha esperança, minha fé e meus sonhos. O lugar que tudo era escuridão agora irradia luz. A luz por que estou de volta e não desisti.

Pego uma folha em branco e uma caneta azul e começo a escrever, a desenhar e a sonhar tudo de novo. De novo...

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

maio 05, 2017

Tudo tem seu tempo

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Shutterstock

Quando eu tinha quinze anos li um texto interessante que dizia que as pessoas passavam 45% do tempo lamentando o passado e 45% do tempo planejando o futuro. O que fazendo uma conta rápida me revelou que, apenas 10% de todo o nosso tempo na Terra era gasto vivendo o presente. Lembro que na época achei isso um absurdo, afinal como podíamos desperdiçar tanto tempo entre o passado e o futuro e nos esquecer do mais importante, - viver o agora.

E como a minha mania de divagar é antiga, escrevi um longo texto sobre isso na minha agenda. A Ariane idealista de dezessete anos atrás queria ser uma pessoa diferente dessas que vivem na corda bamba entre os ecos do passado e os planos para o futuro. E com toda certeza, hoje nesse momento, sei ela ficaria um pouco decepcionada consigo mesma (...).

Posso culpar o tempo? Afinal foi ele que me permitiu ter tempo livre para pensar em todos, os “e se e serás” de minha vida. Tipo: Será que se eu tivesse falado para  meus pais o bullying que sofria no colégio, hoje seria uma adulta sem tantos complexos e medos? E se eu tivesse ouvido meus pais e escolhido outra carreira, seria uma profissional mais feliz e bem sucedida? Ou, como será que a minha vida estaria hoje, se eu tivesse dito sim ao invés de não as oportunidades que tive de mudar as coisas?

Gosto de pensar na teoria do multiversos e imaginar que para cada uma dessas perguntas que às vezes me atormenta quando vou dormir, que em algum Universo paralelo eu tomei uma decisão diferente e menos idiota. Admita, essa é uma ideia realmente reconfortante.

O problema é que ao ficar relembrando e lamentando cada coisa que deu errado em minha vida, entro naquele loop automático de como planejar  um "futuro feliz" em que não vou errar. E sim, não nego gosto de ter as coisas planejadas, aquela maravilhosa sensação de estabilidade. Afinal de contas eu sou taurina, e taurinos são conhecidos universalmente por serem pessoas práticas, estáveis e resistentes às mudanças.

Talvez eu deva culpar meu signo ao invés do tempo. Mas então me lembro de que como estudante de astrologia (me julguem) sou muito mais que Sol em Touro na casa 10, e que o fato da minha lua está em Sagitário na casa 06 com Urano retrógrado faz de mim uma confusão de sentimentos e emoções ambulantes. Mas estou divagando (...), o fato é que desde 2015 estou precisando me adaptar às mudanças bruscas de planos. Há coisas que tinham tudo para dar e estavam dando certo e do nada andaram pra trás.

E vou culpar quem? Deus, o Universo, o destino, o carma, o Temer? Já passei por essa fase, aqueles dias sombrios que levantar da cama era difícil, comer era difícil, respirar, viver (...). Acredito que todo mundo que já chegou ao fundo do poço, sabe como é a sensação de achar que não tem mais força para seguir em frente. De se olhar no espelho e só ver os erros do passado e tudo aquilo que não conseguiu realizar.

Quando lembro desses meus dias sombrios, penso no quando decepcionei o meu eu de quinze anos, pois enquanto ficava com um pé na melancolia do passado e outro na ilusão do futuro perfeito, esqueci da única coisa que ela me pediu, - viver o presente de forma plena.

As coisas na minha vida ainda estão de ponta cabeça, mas hoje ao contrário de um ano atrás não estou mais tão preocupada com o dia de amanhã. Adotei o mantra “Um dia de Cada Vez”, e sei que parece blá,blá,blá de grupo de autoajuda, mas uma das coisas mais importantes que aprendi é que tudo tem seu tempo. Anote isso na sua agenda, por que essa é uma das verdades absolutas da vida, - Tudo tem seu tempo.

Tempo para ficar triste e juntar os pedaços. Tempo para planejar as coisas em curto prazo. Tempo para se ajustar as mudanças que a vida nos impõe. Só que independente do tempo que você está o passando lembre-se que tudo é passageiro. Do mesmo modo que a felicidade não é eterna a sua dor também não vai durar para sempre. Que aquilo que separa o passado, presente e o futuro é um milésimo de segundo, e por incrível que pareça em nossa vida isso faz uma diferença enorme com passar dos anos. 

Aproveite mais o presente e deixei as coisas que te machucaram lá trás onde é o lugar delas. Por que certas ou erradas são as suas escolhas que fazem de você quem você é hoje, e foram elas te trouxeram até aqui. Já o futuro é um Universo cheio de possibilidades, só precisamos saber enxerga-las para não perder as pequenas oportunidades, os grandes presentes quando eles surgem. 
 
texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

fevereiro 23, 2017

Minha Estrela

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Shutterstock

Perdi a noção do tempo deixando meus passos me guiarem em direção a qualquer lugar, ou talvez para lugar nenhum. Meus pensamentos se vão com a última luz do dia.

Caminho sem destino e sem olhar para trás deixando apenas pegadas na areia. É quando percebo o brilho solitário de uma estrela.

Tão solitária como eu.

Sentada na areia observo as ondas do mar, um o vento frio toca o meu rosto me lembrando de que preciso continuar em frente. Levanto e sigo meu caminho, algumas lágrimas teimosas insistem em cair. Agora não me sinto tão sozinha, a estrela brilha iluminando meu caminho.

Iluminando meu caminho.

Mas ao olhar para o céu vejo que não é apenas uma estrela que brilha para me guiar e sim o Universo inteiro.

Fecho mais o casaco para afastar o frio, um sorriso surgir em meu rosto. Pois sei que enquanto tiver a Minha Estrela nunca estarei sozinha. Só preciso ter fé e acreditar.

Que a estrela em mim vai sempre brilhar.

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

janeiro 11, 2017

O Agora

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Shutterstock


Vivemos uma ilusão constante que teremos o amanhã ...

Deixamos tudo o que podemos fazer para depois, evitamos até dizer realmente como e o que sentimos. Mas esse amanhã que tanto esperamos pode ser tarde demais, para as palavras que precisam ser ditas. E elas acabam sendo carregadas pelo tempo que perdemos.

As lágrimas que não permitimos cair,
Os sorrisos que guardamos,
Os beijos e abraços que não damos.

A certeza que sempre vamos ter tempo enquanto ele simplesmente passa por nós.
Não enxergamos que tudo o temos é o agora, uma frágil ponte que nos separa.

Do passado e de tudo que deixamos para depois.
Do futuro e da felicidade que acreditamos que só o amanhã nos reserva.

A vida é breve como um sopro.
Um momento, um segundo pode mudar tudo.
O amanhã pode ser tarde demais para se permitir a amar, para perdoar e aproveitar esse presente.

Ele é tudo o que temos.
Viva o agora!
Intensamente ...

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

dezembro 13, 2016

Te Deixar Partir

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Fotolia
Algumas  pessoas entram em nossas vidas para ficar. Outras ficam por pouco tempo, e há aquelas que só passam por ela. E nesse momento estou tentando descobri que tipo de pessoa você é na minha vida.

Entenda que sou do tipo difícil de me apegar, por isso a partir do momento que abri as portas da minha vida e convidei você para fazer parte dela foi por que você era importante. Não, - você continua sendo importante e especial. Mas vamos ser francos, algo entre nós mudou. Minha intenção não é transformar essa conversa em uma briga regada a acusações. Relacionamentos acabam. Pessoas se distanciam e é só isso (...).

Talvez eu tenha andado distante demais para perceber como você estava se sentindo. Talvez você viu minha ausência como falta de amor, e eu o seu silêncio como falta de cuidado. E quando você parou de responder minhas mensagens já era tarde demais para nós dois. Por isso tenho que te deixar partir.

Percebi que aquilo que um dia nos uniu, não é forte o suficiente para manter a ligação hoje. Mas quero que você saiba que todos os momentos que tivemos juntos, as risadas, as lágrimas, - as longas conversas. Tudo foi especial e importante em minha vida. Só que sinto que preciso te deixar partir. Precisamos seguir em frente (...). E embora os nossos caminhos sigam separados, estou deixando as portas do meu coração sempre abertas para você.

Não pense que esse é um adeus definitivo. Espero que no futuro possamos se não caminhar juntos novamente, possamos estar ao menos lado a lado.  Um dia vamos nos reencontrar, para um novo começo. Mas nesse momento tenho que te deixar partir.

Vou te amar por toda a minha vida e espero que quando voltarmos a nos encontrar sejamos pessoas melhores que somos hoje.

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

setembro 26, 2016

Por isso estou escrevendo para você

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Ariane Reis.

Me decepcionei com a nossa amizade, e isso é tudo o que sinto nesse no momento. Por isso estou escrevendo para você, para dizer que a culpa não é sua, ela é minha. Totalmente minha, por mais uma vez esperar que alguém tenha as mesmas atitudes que eu teria. A mesma consideração, essa tal coisa chamada empatia que tanto se fala, mas que pouco se vê por ai.

Sei que ando afasta e distante.  Sei também que não sou uma pessoa fácil de lidar e que assim como você, como todo mundo, tenho os meus dias bons e ruins. Nos últimos tempos foram mais dias ruins e sim, você não notou. Aliás, o que mais me magoou em nossa relação foi perceber que ela é uma via de mão única. Que enquanto nos seus piores momentos você sempre pode contar comigo, quando eu estava no fundo do poço você não percebeu, o quanto eu precisava da sua ajuda.

Você que dizia me amar, que dizia se importar comigo nunca percebeu que por traz do meu sorriso tinha uma lágrima escondida. Não percebeu que minha ausência era mais do que uma mera falta de tempo.  Na verdade o que eu mais tinha era tempo, e às vezes ter tempo demais para pensar é perigoso.

Você vai se defender dizendo que eu poderia ter ligado, pedido ajuda e que fui eu que me isolei. Mas tive vergonha. Vergonha de você me julgar. Medo de você achar que estava me fazendo de vitima. Afinal, para você e todo mundo minha vida é perfeita e não tenho motivos para ficar triste e muito menos para querer morrer. Mas eu fico triste com uma frequência que deixaria qualquer um impressionado.

É incrível a capacidade que temos de julgar os outros por aquilo que se publica nas redes sociais, não é mesmo? É incrível o quanto nos deixamos enganar por personagens que nós mesmos criamos, - aquela foto linda. Uma dica: Eu compartilho apenas o melhor da minha vida, os dias menos sombrios.  Pensei que você soubesse disso, e me enganei. Agora vejo você compartilhar coisas sobre o Setembro Amarelo, quando o meu Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto (...), foram totalmente sem cor. Vejo você se preocupar com o fim do relacionamento de uma celebridade quando eu cheguei perto do fim várias vezes ao seu lado...

Peço desculpas antecipadamente, por cancelar algum compromisso que tínhamos. Embora eu agora esteja bem, ainda tenho meus dias ruins. Dias em que estou com medo de sair de casa, dias que fico esperando o pior acontecer. Dias em que a única coisa que me parece segura é dormir. Espero que nunca se sinta assim, invisível para aqueles que você ama como eu me senti para você.

Acho que no final das contas fiz certo em não te pedir ajuda, implicitamente.  Pois é você não entendeu meus sinais.  Mas hoje percebo que você também não entenderia o caos que se passava e às vezes se passa em minha mente. Posso ver você comentando com os outros que só estou querendo chamar a atenção, fazendo pirraça que tudo não passa de frescura da minha parte.

Desculpa se meus problemas são um incomodo para você. De verdade nunca quis que meus medos e paranoias atrapalhassem a nossa relação. Só pensei que pelo tempo que nossa amizade existe, você tivesse percebido o quanto eu finjo bem. Que quando eu digo tudo bem, esse bem às vezes quer dizer, - me ajude estou desmoronando.

Por isso estou escrevendo para você. Para dizer que sinto muito por tudo, para dizer que a culpa não é sua, ela é minha...

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.


* Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

ps: Essa blogueira aqui está com o E-mail, Twitter, Facebook e Instagram abertos para quem quiser conversar e receber abraços quentinhos. Você não está sozinho ().

maio 06, 2016

Não é tempo que está passando rápido demais

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

The Magic of Time by Julie de Waroquier
Não é o tempo que está passando rápido demais,
Mas sim somos nós que passamos cada vez mais apressados pela vida.
Que simplesmente estamos nos esquecendo de prestar mais atenção,
Em pequenos detalhes que podem fazer toda diferença em nossos dias.

Que nos acostumamos, a criar muros que nos protegem no lugar de pontes que nos unem...

Quando foi que permitimos perder nossa fé e a esperança em dias melhores?
Ou quando passamos a acreditar que não vale a pena sonhar?
Essa sombra, essa escuridão que estamos carregando em nosso coração é o que nos impede de derrubar os muros.

Que nos aprisionam dentro dessas redomas de vidro cheias de tristeza e desilusões.
Que estão matando aos poucos nossa fé, nossa esperança
e levando junto os nossos sonhos...

Pare um segundo,  respire fundo e permita que a vida te abrace,
Deixe toda essa pressa ir embora junto com os cacos da sua redoma.
Estenda a mão para vida, recupere sua fé e esperança perdidas e faça delas a ponte para seus sonhos.

Não corra contra o tempo, mas caminhe ao seu lado  e faça dele um amigo.
Que te ajuda curar as feridas e enxuga suas lágrimas.
Que todos os dias te convida a prestar atenção nos detalhes, no presente que é estar Vivo.
texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

novembro 16, 2015

Palavras

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Tumblr.

Às vezes as palavras me fogem...
deixando mais do que apenas o vazio de uma página em branco.
Elas deixam pensamentos inacabados e planos incompletos.
Uma terrível sensação que estou perdida em uma escuridão sem fim.
... a sensação que estou tão incompleta como as frases que não termino.

Às vezes as palavras surgem tão rápidas e fortes como uma tempestade de verão.
Elas trazem confusão, medo, revolta.
...são vozes,
Minhas várias vozes que parecem renascer de algum lugar.

Minhas palavras querem desafiar o certo, querem discutir o incerto e navegar...
pelas águas tranquilas de poemas e contos de amor.
Elas querem dançar com o vento e criar pontes que me levem até as estrelas.
...e quem sabe assim, devolver um pouco a beleza e leveza ao mundo.

Elas constroem novos mundos,
Elas realizam sonhos,
Elas têm o poder de complicar e simplificar tudo.

Palavras, apenas palavras...

Às vezes me fogem,
Às vezes me arrebatam,
Às vezes me confundem,
Às vezes me despertam.

E mesmo perdida em meu vazio
Sozinha em meus muitos Universos paralelos e particulares.
Tudo o que me resta são elas...
...por que sou feita delas e elas fazem parte de mim.

Palavras, apenas palavras...

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

agosto 09, 2015

O Tempo

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS
 
imagem: Tumblr.

O Tempo
me ensinou a deixar as coisas fluírem, a não criar expectativas e nem me preocupar com coisas que não vou conseguir mudar. Ensinou-me que cada pessoa é um enigma, e que para cada resposta certa que eu encontrar, haverá dez erradas. Que é por isso que na vida coisas e pessoas vem e vão. Por que nada é definitivo, - para sempre.

O Tempo me ensinou a ser mais tolerante, ou a ser mais indiferente? Talvez um pouco das duas coisas, ou nenhuma ou nem outra. Só sei que não me importa com tudo mais. Importo-me com o que realmente faz diferença na minha vida, e o resto deixo passar...

O Tempo me ensinou que precisamos viver tudo de forma intensa e plena. São nos momentos de tristeza que aprendemos a ser mais fortes, e nos de felicidade que percebemos o quanto tudo dura tão pouco. Mesmo que esse pouco signifique muito.

O Tempo me mostrou que não preciso carregar o peso do mundo nas costas. Ao contrário, tenho que deixar com que o mundo me carregue. Pois as melhores coisas acontecem quando você não está esperando. Que para me surpreender é preciso estar leve, e para estar leve é preciso deixar: coisas, hábitos, pensamentos, sentimentos e pessoas que não cabem mais. Que não cabem mais em meus sonhos, nos meus objetivos e que não podem mais por algum motivo continuar o caminho comigo.

O Tempo me ensinou a olhar para o nada e vê-lo como uma tela em branco, pronta para receber meus desenhos. E a olhar para uma tela preenchida sem me atentar aos seus defeitos, e sim a toda a beleza que ela contém. Não sei ao certo se tudo que tinha que aprender eu aprendi.

Às vezes sinto que cada amanhecer é um novo aprendizado, um novo exercício de paciência. Respira fundo e conta até dez e sai da cama. 

Sai para o dia, sai para vida. Sai para lutar pelo o que é importante, para sonhar um sono novo. Para chorar e rir intensamente. Para abrir ou fechar portas, e me sentir presa pular a janela e sair ...

Sair para viver!

Para sentir o vento bater na cara, a chuva molhada ou o calor do sol. Sair sem pressa e se maravilhar com o que encontrar no caminho. Não esperar nada, mas receber de bom grado tudo o que a vida pode dar. Por que essa é a maior lição que o tempo nos ensina ...

Que a vida não espera. Ela corre a cada segundo mais rápida, mais leve, mais bela e fluida. Somos nós que ficamos presos no mesmo lugar.

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

julho 06, 2015

Saudades...

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS


imagem: Tumblr.

Há dias que me bate um saudosismo... uma saudade absurda de tudo aquilo que vivi. Apego-me em cada momento, em cada lembrança e revivo tudo de novo em meus pensamentos. Todas as risadas que marcaram épocas extraordinárias, e as lágrimas que me ensinaram que coisas ruins acontecem com todo mundo. Foram essas mesmas lágrimas que me ensinaram a ser mais forte.

Sinto saudades do tempo em que tudo era mais leve e andava mais devagar. Das pessoas que por mim passaram, e principalmente daquelas que eu sei que nunca mais vão voltar. Tenho saudades dos minutos perdidos e da ingenuidade de achar que o tempo não cobraria por eles. Às vezes no meio de tudo isso eu paro e me pergunto; Como seria se eu tivesse feito outras escolhas, ido por outros caminhos.

Não que eu seja do tipo de gente que remexe no passado por arrependimento. Mas às vezes olhar para o passado nos ajuda a perceber no que não acertamos. Afinal, errar a gente erra sempre, todos os dias. O problema é descobrir como fazer o certo. Se é que certo ou errado realmente existem.

Sinto saudades do meu tempo de escola. Da faculdade e dos dias chuvosos com livros que nem me recordo direito a história. Tenho saudades da época do riso fácil e dos momentos roubados entre canções e poemas. Saudades de esperar por datas que hoje vem e se vão rápido demais. Saudades de ler no escuro, assistir desenho animado, brincar de boneca e de imaginar como seria o futuro distante.

Eu acolho cada uma dessas sensações, cada segundo, minuto, hora e vivo... 

Guardo todos eles no meu coração. Bons ou não por que cada um faz parte do que fui, sou e serei. Sinto saudades até de coisas que ainda não vivi. Por que cada vez que sonhamos ou desejamos muito algo ou alguma coisa, uma parte de nós viveu aquele momento.

Momentos, lembranças e saudades... nossa vida resumida em poucas palavras. Carregadas de tristezas e felicidades, mas que justamente por isso vale a pena.

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

março 26, 2015

De tudo que vivi, quero apenas ...

| Arquivado em: CRÔNICAS & POESIAS

imagem: Tumblr.

D
as flores de meu jardim,
Quero a beleza suave que me recorde dos finais de tarde de minha infância.
Das músicas antigas que de tão recentes ainda conheço as letras de cor,
Quero um abraço saudoso da nostalgia.
Dos livros mais antigos de minha coleção,
Quero a importância dos fatos, pois são com eles que construí a minha história.

Das minhas fotos marcadas pelo tempo,
Quero as lembranças de uma época em que tudo era mais simples.
Dos sonhos rosados com algodão doce.
Dos desenhos, séries e filmes que vi,
Quero a inspiração, pois ainda não desisti de ser uma super heroína e princesa.

De todas as minhas recordações,
Quero que elas se transformem em pontes sólidas que liguem o meu,
ontem, hoje e amanhã.

Por que sempre estou cultivando novas flores,
Ouvindo novas músicas,
Lendo novos livros,
Registrando novos momentos,
Vivendo uma nova aventura,
Escrevendo um novo começo...

Por que todas as noites eu ainda tenho sonhos fofos e rosados,
como algodão doce.

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

novembro 06, 2014

Montanha Russa

"Um de nossos maiores erros como humanos, é achar que temos o controle de tudo.
É o acreditar cego que conhecemos bem o outro,
A falsa sensação de segurança que tudo acontece como planejamos.

Gostamos de nos enganar pensando que temos o ‘poder’ em nossas mãos,
Mas, a verdade é que tudo isso não passa de uma amarga ilusão ...
A vida não é uma constante que se guia por métricas e anda em linha reta.
Ela é cheia da reviravoltas e surpresas, que fazem de cada momento único.

Podemos até tentar recriar um fato importante,
Reler o livro querido,
Assistir várias vezes aquele filme emocionante.
Porém, por mais que tentemos aquele momento jamais será o mesmo.

Nessa Montanha Russa de emoções e sensações que é a vida,
A cada instante tudo muda
A cada novo olhar uma cor se revela
A cada respirar mais fundo ela nos convida...
A parar um pouco, e perceber a beleza da simplicidade que nos cerca.

Por mais controle que desejamos ter.
Por mais metas e planos que traçamos.
Por mais dependente que formos de alguém ou algo para alcançar a nossa tão sonhada felicidade.

É nas curvas não planejadas dessa Montanha Russa que se encontram;
Nossos momentos mais incríveis,
Nossas melhores histórias,
Os fatos mais marcantes.

Um de nossos maiores erros como humanos, é achar que temos o controle de tudo...

As curvas nos ensinam de uma maneira nem sempre delicada,
Que a felicidade está acima de nossas metas, expectativas que jogamos nos ombros dos outros e falsas sensações de controle.

Ela sempre dependeu e dependerá de uma única coisa...
Acreditarmos em nós mesmos."

imagem:  Free Imagens | Edição: Ariane Reis.

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

outubro 03, 2014

Dizendo Adeus

"Dizer adeus nunca é fácil, não importa as circunstâncias.
Ele é sempre definitivo...
Talvez por isso tenhamos tanta dificuldade de usar essa palavra, - adeus.

Será por esse motivo que somos tão apegados?
Aos sentimentos, pessoas e lembranças que às vezes só nos fazem mal.
Se desfazer de certas coisas é dolorido demais.
Caminhar sem olhar para trás sempre parece impossível...
mas há um momento em que a vida nos pede para dizer adeus.

Existem momentos em que as mudanças gritam que precisam acontecer,
Aquele minuto que tudo anda rápido demais e que o excesso de bagagem atrapalha e inevitavelmente, precisamos dizer adeus.

As pessoas que não significam mais em nada em nossas vidas,
Mas que mantemos pressas a nós, como fantasmas de momentos que não vão mais voltar.
A planos que não se concretizaram,
E sonhos em que o sentido de existirem já se perdeu.
Aos sentimentos que nos mantém parados e cegos em nosso próprio orgulho.

Tudo o que mesmo apertado, surrado e sem importância que ainda guardamos...
precisamos dizer adeus.

Não construímos um futuro, sem deixar o passado em paz.
Não começamos uma frase sem um ponto final.
Não aproveitamos o presente, quando todos os nossos pensamentos estão voltados a tudo aquilo que achamos que perdemos.

O mundo não para, enquanto nos lamentamos.
Ao contrário, tudo continua seguindo seu fluxo,
Tudo continua em movimento.

Por isso temos que andar mais leves,
E guardar conosco apenas aquilo, que um dia realmente fez diferença em nossas vidas.
Pois ela mesma se encarregará de preencher com bons e inesquecíveis momentos,
Os espaços que ao dizer adeus, - deixamos vazios."
imagem: Tumblr

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

setembro 11, 2014

Até as Estrelas


"Queria poder parar o tempo e acabar com os seus medos de ver,

Tudo o que ama e a si mesmo passar tão rápido...
Se transformando em fragmentos, lembranças que mesmo sendo doces machucam.

Queria poder construir uma ponte até as Estrelas
e de lá ...
se  jogar sem medo para a liberdade.

Queria não se sentir tão preso em sua própria rotina.
Nas preocupações que fazem com que o tempo e a vida...
escorram como a areia em suas mãos.

Será que consegue quebrar todas as suas correntes?

Talvez só precise tentar abrir as suas asas e voar o mais alto que puder.
Mais alto do que um dia imaginou chegar ...
mais alto do que seus sonhos alcançam.

E encontrar,
entre  a Lua e as Estrelas, o que deixou que se perdesse de si.
... sua fé.

Seis e cinquenta o despertador chama para mais um dia ...
Não importa o quanto a caminhada seja difícil,
E que por de trás do seu sorriso, esconda as suas lágrimas.

Quando perceber que está apenas em suas mãos transformar seu dia,
Construirá sua ponte até as Estrelas,
e finalmente estará livre...

Você precisa e sempre precisou de muito pouco para,ser feliz."
imagem: Tumbrl


texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

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