26/07/2018

SoSeLit #07 – Livros realmente são caros no Brasil?

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Olá pessoas, tudo bem?

E cá estamos nós no sétimo mês do SoSeLit, a Sociedade Secreta Literária. Essa blogueira que vos escreve não poderia estar mais feliz () com esse feito, afinal vemos tantos projetos literários que meio que param pelo caminho não é mesmo? E o tema que escolhido esse mês é um que afeta diretamente o nosso bolso, em especial nesse momento de crise econômica que o nosso país passa, - os preços.

imagem: Shutterstock
Talvez o grande problema não seja o preço dos livros, e sim o fato da renda no Brasil ser mal distribuída e nós sempre precisamos viver na corda bamba de manter as contas em dia e comprar aquilo que desejamos. No geral, acho que o acesso à cultura no Brasil é caro e não somente o preço dos livros. E se analisarmos a renda do brasileiro e a alta taxa de impostos que pagamos não é difícil entender por que tantas pessoas acham livros caros. Um livro custa em média entre R$ 25,00 e R$ 50,00 as “edições simples” e levando em conta a região que a pessoa mora, comprar pela internet acaba saindo ainda mais caro por causa do valor do frete.

Como comentei no SoSeLit do mês passado eu entendo o lado das editoras, pois como trabalhei quase cinco anos em uma revista sei o custo que um material impresso de qualidade tem. Assim como, as livrarias e lojas virtuais também precisam de alguma formar bancar com as despesas com funcionários e toda a estrutura de logística que elas possuem. Isso sem falar de toda a carga tributária absurda que eles e obviamente nós pagamos. Ou seja, é um conjunto de fatores que acabam encarecendo o valor final do livro.

Existem formas gratuitas como bibliotecas comunitárias e municipais. Mas, falta uma maior iniciativa por parte do governo de realmente incentivar a leitura e atualizar os acervos nas bibliotecas escolares e públicas. E claro, de nós leitores que temos um acesso maior às vezes fazer aquela boa ação e doar os livros que não queremos mais a essas instituições.

Há outras alternativas também como os sebos. Em sebos, garimpando é possível encontrar bons livros por um preço “justo”, mas dependendo do título que você procura muitas vezes acaba compensando comprar uma edição nova. É aquela velha conta de custo versus benefícios. Além disso, existem os sistemas de trocas como o do Skoob e as feiras de livros, onde dando sorte você consegue encontrar aquele livro tão desejado por um preço que cabe no seu bolso.

Porém uma coisa que realmente não entra em minha cabeça é o porquê e-books são tão caros no Brasil. Às vezes a diferença entre o valor do livro impresso para o digital é tão mínima que acaba valendo a pena gastar um pouco mais com o frete e comprar o livro físico, ou como atualmente está sendo o meu caso deixar a época do lançamento passar, mesmo querendo muito ler o livro, para fazer a compra. É chato é, mas como esse ano decidi priorizar outras coisas em minhas vida e entre elas ler os livros que estão parados na minha estante, essa foi a melhor opção que encontrei.

E fica uma dica gente, não se iludam com promoções. “Mas por que você está falando isso Ane?”. Por que a verdade você não está pagando mais “barato” por aquele livro, e sim pagando o preço que de fato ele vale. É só você parar e analisar que alguns livros na época do lançamento custam em média R$ 50,00 e depois de uns meses você já consegue encontrar ele por R$ 30,00 ou até menos.

Nessa conta entre os livros que desejamos e o quanto estamos disposto a pagar por eles, precisamos ter na ponta do lápis e principalmente em mente o que de fato no momento é mais importante para nós. Até por que quando falamos de valores o que é caro para uma pessoa, pode ser um trocado para outra. No final, tudo é uma questão de ponto de vista (...).




A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Diário de uma Leitora CompulsivaEu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

23/07/2018

Em Outra Vida, Talvez? por Taylor Jenkins Reid.

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.



ISBN: 9788501109705
Editora: Record
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 322
Classificação: Ótimo
Onde Comprar
Sinopse: Hannah está perdida. Aos 29 anos, ainda não decidiu que rumo dar à sua vida. Depois de uma decepção amorosa, ela volta para Los Angeles, sua cidade natal, pois acha que, com o apoio de Gabby, sua melhor amiga, finalmente vai conseguir colocar a vida nos trilhos. Para comemorar a mudança, nada melhor do que reunir velhos amigos num bar. E lá Hannah reencontra Ethan, seu ex-namorado da adolescência. No fim da noite, tanto ele quanto Gabby lhe oferecem carona. Será que é melhor ir embora com a amiga? Ou ficar até mais tarde com Ethan e aproveitar o restante da noite? Em realidades alternativas, Hannah vive as duas decisões. E, no desenrolar desses universos paralelos, sua vida segue rumos completamente diferentes. Será que tudo o que vivemos está predestinado a acontecer? O quanto disso é apenas sorte? E, o mais importante: será que almas gêmeas realmente existem? Hannah acredita que sim. E, nos dois mundos, ela acha que encontrou a sua.

Assim que li a sinopse de Em Outra Vida, Talvez? da autora Taylor Jenkins Reid fiquei curiosa com a premissa da história. Afinal quem nunca se perguntou como sua vida estaria se tivesse feito outras escolhas? Confesso que eu estava esperando uma comédia clichê totalmente previsível do começo ao fim, porém para minha felicidade fui surpreendida não apenas como uma narrativa deliciosa mas com uma história que podia acontecer com qualquer um de nós de tão dolorosa, divertida e real.

Hannah Martin vive pulando de cidade em cidade tentando se encaixar e encontrar o seu lugar no mundo. Mas, após sofrer a maior decepção amoroso de sua vida, ela resolve voltar para sua cidade natal, Los Angeles. Hannah acredita que com a sua melhor amiga Gabby ao seu lado, ela finalmente vai conseguir encontrar um sentido para vida e colocá-la nos trilhos. E nada melhor do que uma festa de boas-vindas para fazer com que a gente se sinta em casa, não é mesmo?

Então Gabby tem a ideia de reunir os velhos amigos dos tempos de colégio em um bar, incluindo Ethan o ex-namorado de Hannah. Só que no meio da festa Gabby e seu marido Mark precisam voltar para casa mais cedo e Hannah precisa escolher se volta com eles, ou se fica um pouco mais com Ethan. E como tudo na vida tem dois lados, a escolha que Hannah fizer vai mudar a sua vida para sempre.

Não vou dar mais detalhes sobre o enredo por que não quero correr o risco de dar spoilers e estragar a surpresa que vocês terão durante a leitura. Taylor Jenkins Reid construiu uma história leve, mas que ao mesmo tempo aborda um tema que muitas vezes nos assusta por, - escolhas. Adorei o modo como a autora construiu a história mostrando através duas realidades alternativas como cada escolha por menor que seja acaba gerando situações e trazendo pessoas as nossas vidas com o poder de mudá-la para sempre.

A narrativa de Taylor Jenkins Reid é leve e fluida e seus personagens são tão cativantes que é praticamente impossível não se conectar com eles. Confesso que em muitos momentos me identifiquei com a história, especialmente por que às vezes eu fico divagando sobre onde e como estaria se tivesse ido para esquerda ao invés da direita em um determinado momento de minha vida.

Hannah é uma personagem divertida que depois de tantos anos trabalhando em algo que não gosta e pulando de cidade em cidade sem nunca ter encontrado o seu lugar no mundo. Por isso, quando Hannah volta para Los Angeles, é como se ela tivesse uma tela em branco, uma nova chance para recomeçar. E é surpreendente como a autora conduz não somente a história de Hannah, mas de todos os personagens levando em conta as decisões que eles tomam e a forma como elas influenciam o nosso futuro.

Outro ponto que me conquistou na narrativa é a amizade de Hannah e Gabby. É uma tão linda, tão forte que de verdade é impossível ler sem querer se tornar a melhor amiga delas. As duas a sua forma estão passando por momentos complicados na vida, momentos em que tudo parece estar desmoronando e mesmo assim elas permanecem unidades se apoiando em todas as situações. Eu simplesmente adorei a Gabby! Sério ela é uma melhor amiga incrível!

Gostei muito também do Ethan e do Henry (), pois embora ambos possuam personalidades diferentes é visível o quanto eles se importam com a Hannah e desejam que ela seja feliz. Eu sei que a primeira vista parece que é mais um triângulo amoroso, mas posso garantir para vocês que a autora nos surpreende novamente no modo como ela conduz os relacionamentos de Hannah.

Acredito que isso foi justamente o grande diferencial e Em Outra Vida, Talvez?, durante a leitura para essa autora que vos escreve. Pois mesmo que Taylor Jenkins Reid tenha usado alguns elemento presentes na comédias românticas e livros do estilo chick-lit, a autora nos presenteia com uma história que além de divertida nos faz refletir sobre nossa vida e nossas próprias decisões. Sobre as coisas que almejamos e o que de fato fazemos para conquistá-las. Sobre o amor e as várias formas de encontrarmos a pessoa “certa”. Ao final mesmo com os clichês, me vi com um sorriso bobo no rosto e feliz por que cada personagem a sua maneira encontrou o seu, o caminho para a felicidade.

“A diferença entre a vida e a morte pode ser tão simples e desconfortavelmente pequena quanto um passo dado em qualquer uma das duas direções.”

Em Outra Vida, Talvez?, foi uma leitura que me surpreendeu em vários sentidos e me arrisco a dizer que de uma maneira muito simples, foi uma das minhas melhores leituras do ano até o momento. Leve, divertido e cativante! Espero ter oportunidade ler outras obras de Taylor Jenkins Reid.

15/07/2018

Carta a D. por André Gorz.

| Arquivado em: RESENHAS.


Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.



ISBN: 9788535930979
Editora: Companhia das Letras
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 112
Classificação: Bom
Sinopse: Uma das declarações de amor mais conhecidas e emocionantes de nosso tempo, este livro é também uma afirmação comovente de companheirismo entre duas pessoas apaixonadas. "Você está para fazer 82 anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que 45 quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz 58 anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca." Assim André Gorz inicia sua carta de amor a Dorine, mulher ao lado de quem ele passou a vida e que há alguns anos sofria de uma doença degenerativa incurável. Como um dos principais filósofos do pós-guerra francês, Gorz escreveu inúmeros livros influentes, mas nenhuma de suas obras será tão amplamente lida e lembrada quanto esta carta simples e bela, em que ele rememora tanto a história de companheirismo, amor e militância do casal como a trajetória intelectual que percorreram juntos. Um ano após a publicação de Carta a D., um bilhete encontrado na casa onde moravam fez as vezes de pós-escrito à narrativa: André e Dorine tiraram a própria vida juntos, numa renúncia comovente a viver sozinhos.

Particularmente eu gosto bastante de biografias. Gosto de conhecer as histórias de outras pessoas e de aprender um pouco com elas, seja através de suas alegrias ou tristezas. Por esse motivo quando recebi a Carta a D. de André Gorz, pseudônimo do filósofo austro-francês Gérard Horst, fiquei encantada com a premissa da obra. Afinal, nada mais delicado e poético do que uma carta de amor. Porém, logo na primeira página percebi que antes de ser de fato uma declaração de amor, a Carta a D. era um pedido de desculpas de um homem que só pareceu se dar conta do que sentia por sua esposa ao final da vida de ambos.

Não gosto do rótulo que normalmente os intelectuais carregam, o de ser pessoas introspectivas e excêntricas, mas no caso de Gorz essa me parece ser uma definição bem fiel a sua personalidade mostrada nas páginas deste livro. Segundo Gorz nos conta, era comum que se passasse dias sem que falasse uma única palavra perdido em seu mundo escrevendo obras que anos mais tarde o tornaram um grande pensador reconhecido internacionalmente.

André e Dorine se conheceram ao final da Segunda Guerra Mundial e mesmo como todas as diferenças aparentes formam um casal unido tanto pelo amor como por seus ideais políticos um tanto quanto esquerdistas, por assim dizer. A visão que Gorz apresenta do amor aqui me pareceu em diversos momentos fria e racionalizada demais, o que com o tempo transformou o que era para ser um declaração de afeto e amor em um mar de justificativas evasivas e até mesmo um pouco “hipócritas”.

Além disso, fiquei com a sensação que a todo momento Gorz se esforça para convencer não somente a si mesmo, mas qualquer um que venha a ler sua obra que seus sentimentos e sua relação com Dorine está acima do que consideramos um relacionamento “normal” que muitas vezes seus argumentos acabam por contradizê-lo. Outro ponto é que não acabe a mim ou ao qualquer outro leitor julgar a forma como Gorz e Dorine mantinham a sua relação. É perceptível que da forma deles, eles se amavam e tiveram um relacionamento cheio de altos e baixos, mas acima de tudo do que para eles era amor, respeito e companheirismo.

“Eu lhe escrevo para entender o que vivi, que vivemos juntos.”

A Carta a D. é uma leitura fluida, mas que decepciona um pouco quem espera encontrar em suas páginas um relato mais romântico. Embora André Gorz consiga passar a mensagem que tinha em mente se desculpando com Dorine por não ter mostrado ao mundo o quanto ela era importante em sua vida durante os anos de casamento, faltou ao filósofo, ao menos em meu ponto de vista ter encontrado uma forma mais terna e até mesmo simplista de dizer, - eu te amo.

11/07/2018

Reinado Imortal por Morgan Rhodes.

| Arquivado em: RESENHAS.



ISBN: 9788555340536
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 424
Classificação: Muito Bom
Sinopse: A Queda dos Reinos – Livro 06.
No último volume da série épica A Queda dos Reinos, grandes inimigos precisam se tornar aliados para salvar Mítica da ira dos deuses elementares. Os cristais da Tétrade foram reunidos e os deuses elementares que estavam aprisionados neles foram libertados, mas seu poder e magia não podem ser contidos por ninguém. Saindo do controle de humanos e imortais, os deuses se uniram e planejam destruir todos os reinos, começando por Mítica. Enquanto Jonas continua ignorando o destino que o liga a Lucia, a feiticeira está preocupada em encontrar maneiras de proteger sua filha — mesmo que isso signifique enfrentar sozinha Kyan, o deus do fogo. Amara também está disposta a encarar os deuses elementares. Apesar de ter voltado para o Império Kraeshiano, não desistiu de se tornar a mais poderosa dos reinos. Ao lado da avó, pretende conquistar Mítica só para si. Magnus e Cleo terão seus sentimentos testados mais uma vez. Com os inimigos se aproximando e uma magia maligna tomando conta dos territórios de Mítica, eles precisam descobrir se o amor que sentem é o suficiente para vencer as forças que querem destruí-los — e a toda a nação.

A Queda dos Reinos é aquela série que sempre terá um lugar especial em meu coração. Logo no primeiro livro fui completamente conquistada pela narrativa jovial e fluida da autora Morgan Rhodes, que ao longo de seus livros nos apresentou uma história que mescla literatura fantástica, aventura e romance com personagens que evoluem gradualmente junto com a narrativa. Porém, a pergunta que estou me fazendo desde que li o último parágrafo de Reinado Imortal é o porquê estou me sentindo tão frustrada com o que encontrei aqui.

Não que eu não tenha gostado do caminho que a autora tomou para finalizar a série. Alguns pontos eu achei bem interessantes e de certa forma, Morgan Rhodes soube como não deixar nenhuma ponta solta e finalizar “bem” a história que se propôs a escrever. A minha frustração é pelo modo como tudo isso aconteceu, - rápido e sem emoção alguma. Mas, estou me antecipando os fatos (...).

Quem não quiser pegar spoilers pode pular três parágrafos a partir de agora.

Os quatro deuses da Tétrade finalmente estão reunidos e prontos para submeter não apenas Mítica, mas todo o mundo ao seu poder destruidor. Lucia Damora, carrega nos ombros o fardo de suas escolhas erradas e está disposta a fazer o que for preciso para impedir que Kyan, o temível deus do fogo destrua tudo aquilo que ela ama. Só que ela não está sozinha nessa missão, pois embora prefira ignorar os riscos e o seu papel na batalha contra os deuses elementares, Jonas o rebelde de Paelsia sabe que de alguma forma quando o momento final chegar a feiticeira irá precisar dele e de sua estranha magia.

Do outro lado, o amor improvável que uniu a princesa Cleo e o príncipe Magnus passará por uma última prova de fogo, onde eles terão que ser fortes para vencer a magia maligna que está cada vez mais próxima do reino que ambos prometeram proteger. E se os deuses da Tétrade já não fossem preocupação suficiente para o jovem casal, Amara a imperatriz de Kraeshia e sua inesgotável sede de poder continua sendo uma ameaça no horizonte.

As peças estão postas e o tempo está se esgotando. Conseguirá Lucia se redimir dos erros do passado e encontrar uma forma de aprisionar os deuses elementais novamente? E Jonas, o que o destino reserva para o jovem rebelde? O amor de Cleo o Magnus será forte o suficiente para sobreviver a última e decisiva batalha entre os frágeis seres humanos e poderosos deuses imortais?

Talvez o meu maior “erro” foi ter aguardado esse livro com muitas expectativas. Mas, gente é o último livro de uma das minhas séries favoritas, em minha defesa digo que é um pouco óbvio que eu tinha muitas expectativas sim! E que infelizmente elas não foram atingidas (...). Não que o livro não seja bom, ou que a escrita da Morgan tenha perdido a qualidade. A verdade é que Reinado Imortal segue a mesma linha dos livros anteriores como de a autora não quisesse sair de sua “zona de conforto” e arriscar um pouco mais para dar a narrativa aquele toque de emoção que faria toda a diferença no resultado final da obra.

Ao contrário dos livros anteriores em que cada capítulo reservava uma reviravolta de tirar o fôlego em Reinado Imortal, nada chega a ser de fato surpreendente. A impressão que eu fiquei é que a própria autora estava com “pressa” de amarrar os pontos e finalizar a história de um modo que ficasse convincente para todos. E de fato ela consegue isso, mesmo que para tal tenha recaído em alguns pontos a certa “superficialidade” quando podia e devia ter explorado melhor os elementos presentes na trama. Um bom exemplo disso, é o desfecho que ela dá para o rei Gaius.

Como um dos pontos positivos a ser destacado é a evolução que cada personagem tem no decorrer da série. Confesso que até o final torci por um final diferente para a Lucia, afinal desde do primeiro livro ela fez questão de ser aquela típica personagem insuportável que por mais que você tenha um bom coração, deseja que ela desapareça (me julguem). Cleo e Magnus amadureceram bastante também e mostraram da forma mais clichê possível que, - o verdadeiro amor vence tudo.

Porém de todos os personagens o que realmente merecia, ao menos em minha opinião um destaque maior é o Jonas. Tipo, ele é aquele personagem que se “ferra” do começo ao fim. Faz uma burrada atrás da outra, e sim em muitos momentos é completamente mal aproveitado na história. Não sei o que eu como leitora esperava, mas com certeza era um final bem mais “heroico” para quem perdeu tanto no decorrer de cinco livros (...).

Em suma Reinado Imortal não entregou ao menos para essa leitora que vos escreve a história que prometia. Porém, mesmo que uma parte de mim se sinta frustrada com alguns pontos, Morgan Rhodes nos apresenta uma história cativante e com personagens que são reais e que estão dispostos a fazer o que for preciso para salvar aqueles que amam. Sem dúvidas a série A Queda dos Reinos terá para sempre um lugar especial em minha estante e no meu coração de leitora.

“- As pessoas têm formas diferentes de lidar com as adversidades. Não significa que estejam felizes.”

Para os fãs de literatura fantástica a série A Queda dos Reinos traz uma narrativa atrativa com personagens fortes e momentos que mesclam emoção, ação e aventura. Infelizmente o seu capítulo final deixa um pouco a desejar, porém isso não tira o mérito da autora Morgan Rhodes em nos presentear com uma história envolvente que nos deixa apaixonados e já saudosos nos parágrafos finais.

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08/07/2018

A explosão de cores de beleza nas obras de Leonid Afremov.

| Arquivado em: ARTE

Olá pessoas lindas do meu coração!

Depois de uma semana de cama por conta de um princípio de pneumonia está aqui firme e forte novamente. Quer dizer, ainda não lá muito firme e forte mais melhor o suficiente para voltar a postar (). Ou vocês acham que eu ia “abandonar” vocês por uma semana se não fosse por um motivo de força maior?

Então entre um chazinho e outro, vou aproveitando o feriado prolongado (ao menos aqui no estado de São Paulo) para descansar, ler, assistir séries, dormir e claro, colocar o blog em dia. E nada melhor do que começar a semana que aquele toque de beleza e inspiração, não é mesmo?

Childhood
Acredito que as obras do mexicano Leonid Afremov falem por si só. Afinal elas forma uma explosão de cores, contrastes e texturas tão belas que nada do que eu vá falar aqui conseguirá fazer jus ao trabalho do artista.  Ao contrário dos vários artistas que já apresentei nessa coluna para vocês, os trabalhos de Afremov são mais “tradicionais”. Formando na Escola de Arte Vitebsk em 1978, Leonid Afremov se apaixonou pela pintura a óleo e através do seu trabalho busca expressar a beleza e a harmonia que seu espírito tem com o mundo que o cerca.

Eu particularmente amo qualquer forma de arte, sou daquelas que consegue passar horas observando cada detalhe em uma tela procurando me conectar com os sentimentos de seu autor. Os trabalhos de Afremov me tocaram profundamente, não somente pela beleza cotidiana que ele tão ricamente retrata, mas pelo uso de tons fortes e calorosos que dão a suas obras um toque único.

É impossível não se encantar e ficar um bom tempo navegando pela galeria do artista do deviantArt admirando seu traço leve e cheio de personalidade em obras realmente fantásticas.

Algumas Obras:
Passion Evening
Lovers
Street Of Illusions
After School
Antwerp - Belgium
De todas as obras de Leonid Afremov uma que me cativou bastante é a Childhood justamente pela leveza e simplicidade da cena retratada. É como se o artista tivesse “congelado” o momento perfeito só para transforma-lo em arte. De verdade, eu ai amar ter um quadro desses na minha casa ().
Beijos e até o próximo post!

+ Leonid Afremov.
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