24/05/2018

A Força que nos Atrai por Brittainy C. Cherry.

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.


ISBN: 9788501301529
Editora: Record
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 308
Classificação:
Sinopse: Série Elementos – Livro 04.
Graham e Lucy não foram feitos um para o outro. Mas é impossível resistir à atração que os une. Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder.

Estou há alguns minutos olhando para a tela de meu notebook sem saber ao certo como começar essa resenha. A série Elementos da autora Brittainy C. Cherry terá sempre um lugar especial em meu coração, pois cada uma de suas história me tocou e emocionou de uma forma diferente. E ouso fizer que a autora deixou o melhor para o final, por que A Força que nos Atrai é sem dúvidas, um dos romances mais doces e lindos que já li em minha vida.

Graham Russell é um escritor de inúmeros best-sellers de terror, e assim como as histórias que escreve tem um alma atormentada pelos fantasmas de um passado sombrio. Para o mundo exterior a vida de Graham é perfeita, mas a verdade é que quase tudo em sua vida é uma fraude incluindo que seu casamento por conveniência com Jane.  Quando a bebê do casal, Talon nasce prematura e fica entre a vida e a morte, Jane abandona a família deixando Graham desesperado.

Porém é nesse momento tão conturbado que Lucille, ou Lucy a irmã que Jane sempre fez questão de manter longe de sua vida aparece. Lucy é o extremo oposto da irmã e de Graham, pois enquanto os dois são frios e fechados para o mundo, ela é um espírito livre e vive cada minuto de forma apaixonada. A princípio Graham faz de tudo para mantê-la distante, mas ela não se deixa abalar pelo modo rude dele, ao contrário sem ele perceber Lucy começar a fazer parte do seu dia a dia.

Conforme o tempo passa, o amor por Talon e a convivência faz com que surja uma amizade e um companheirismo até então improvável para alguém como Graham. Afinal, ele é a pessoa que não se permiti a sentir nada, enquanto Lucy sente tudo. E aos poucos a hippie esquisita acaba preenchendo todos os espaços vazios de sua vida e principalmente de seu coração.

E mesmo sabendo que estão apaixonados um pelo outro, tanto Graham como Lucy tem medo de assumirem esse sentimento, pois embora Jane tenha partido a presença dela ainda está entre eles. Mas, será que eles vão conseguir negar o que sentem um pelo outro por muito tempo? Graham e Lucy vão descobrir a força que o verdadeiro amor tem, e que quando ele surgi ninguém consegue nega-lo e fugir dele.

Confesso que ao escolher A Força que nos Atraí para ler em uma noite de sábado, esperava encontrar um romance com uma boa carga dramática e clichê que encontrei nos livros anteriores da autora. Em partes a narrativa possui todos esses elementos, porém o que torna esse livro tão incrível e emocionante é o modo como Brittainy C. Cherry construiu toda a história.

O romance entre Graham e Lucy não é fast, não é aquela paixão rompante que surgiu do dia para noite, e sim um relacionamento que foi construído aos poucos. E acompanhar a trajetória deles e ver como os sentimentos deles se transformam da “necessidade” de ter um apoio por conta da Talon para o amor é lindo. E toda a carga dramática é desenvolvida com muita leveza e suavidade o que nos torna ainda mais próximos dos personagens.

Além disso, Brittainy conseguiu trabalhar muito bem os personagens secundários. Aqui eles não são meros coadjuvantes, mas peças fundamentais para torna a narrativa ainda mais fluida e envolvente. Adorei o Ollie e a Mary, do mesmo modo que fiquei com muita raiva da Mari e principalmente da Jane em alguns momentos. Tudo bem que algumas atitudes egoístas delas são “compreensíveis”, mas no caso da Jane isso não justifica abandonar a filha (...).

As últimas cem páginas li com lágrimas nos olhos, e ao final fiquei com um sorriso bobo no rosto e com o coração mais quentinho. De todos os livros da série, O Ar que Ele Respira até então era o meu favorito, porém depois de ler A Força que nos Atrai isso mudou um pouquinho. É impossível não se apaixonar perdidamente pela história de Graham e Lucy e não desejar para si um relacionamento construído através de uma amizade, que é forte o suficiente para passar por todos os obstáculos que tanto a vida como nós mesmo colocamos em nosso caminho.

“Chegará um momento em que vou decepcioná-la. Não quero que isso aconteça, mas acho que, quando as pessoas se amam, às vezes elas decepcionam umas as outras.”

Fechando a série com chave de ouro, Brittainy C. Cherry ao longo de quatro belas narrativas, nos presenteou com personagens fortes e cativantes que nos encantam com suas histórias de superação e amor. Mas posso esperar para ler o próximo livro da autora ().

Veja Também:

21/05/2018

#naplaylist - My Dear Library | Ano 08.

| Arquivado em: MÚSICAS.

Quando penso em tudo o que mudou em minha vida e no quanto eu mesma cresci ao longo dos últimos oito anos, sinto uma paz e uma gratidão enorme.  Sempre me questionei por quanto tempo ia conseguir manter o blog ativo, e mesmo que no último ano eu tenha ficado alguns períodos ausentes, - aqui estamos nós comemorando o aniversário de oito anos do My Dear Library.

imagem: Shutterstock
E como o dia é de festa nada melhor do que trazer a coluna que começou tudo isso aqui em minha vida, - a coluna #naplaylist. Acho que quem acompanha o blog há mais tempo, já percebeu o quanto a minha ligação com a música é forte. Sou do tipo que literalmente não vive sem música, pois acredito que ela é uma forma de me conectar com Deus e o Universo().

Durante esses oito anos vocês acompanharam todas as minhas fases musicais, do New Age ao K-POP. E é isso que mais amo na música, o fato de ela sempre se encaixar perfeitamente em todos os momentos da minha vida. Ainda mais agora como estudante de música, estou vivenciando ela de um modo ainda mais pleno. E embora algumas coisas na minha vida ainda estejam “bagunçadas”, estou muito feliz por finalmente ter escutado a voz do meu coração e me permitido a realizar um sonho tão antigo.
Sei que parece clichê, mas agradecer vocês nunca foi, é ou será demais. Muito, mais muito OBRIGADA por mesmo a distância tornarem meus dias mais felizes e principalmente por me fazer continuar a manter esse meu cantinho vivo. E me perdoem pela ausência durante o mês de Abril, posso garantir para vocês que foi por uma boa causa ().

imagem: Tumblr.
Mas, agora vamos ao que interessa. Sejam bem-vindos a festa de aniversário de oito anos do My Dear Library. Vejo vocês no próximo post! E muito obrigada por mais um ano ()!

#naplaylist

16/05/2018

Uma História de Verão por Pam Gonçalves.

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.


ISBN: 9781934904541
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 304
Classificação: Regular
Sinopse: É o último verão de Analu perto de casa antes da faculdade. Entre a dificuldade de se entender com seus pais, que queriam que ela cursasse Direito e não Cinema, e as persistentes comparações com seu irmão gêmeo, André Luiz, o grande exemplo de filho que faz tudo para agradar, a garota está cansada de tanta hipocrisia e da cobrança de todos e só quer aproveitar suas férias com os amigos. O lugar é lindo, o clima está ideal e não faltam lembranças em cada cantinho da praia. Pena que nem todas são boas: a primeira decepção amorosa e grande paixão de Ana Luísa, Murilo, está de volta com o sorriso cafajeste de sempre e novas promessas. De um lado, o futuro em uma nova e incrível cidade, São Paulo; do outro, os amigos, a família e um amor traiçoeiro que ao mesmo tempo machuca e envolve.

Quando escolhi de forma aleatória Uma História de Verão da autora Pam Gonçalves para ler, esperava encontrar uma história despretensiosa que me tirasse de uma terrível ressaca literária. Em partes foi exatamente isso que encontrei, uma história leve e bonitinha, mas que ao mesmo tempo peca por sua superficialidade.

Ana Luísa, ou Analu como prefere ser chamada se prepara para o seu último verão em casa antes de começar vida adulta. Se primeiro desafio será contar para os pais que ao invés de escolher ficar por perto e cursar Direito, ela escolheu ir para longe e cursar Cinema. Ela sabe que seus pais vão ver essa decisão como mais um ato de rebeldia e o que tornará as comparações com o seu irmão gêmeo e perfeito, André Luiz ainda mais insuportáveis.

Em uma tentativa de fugir da farsa que é a sua família e de aproveitar o último verão com seus melhores amigos Gisele e Yuri, Analu vai para a Praia do Rosa. Um lugar lindo, mas ao mesmo tempo manchado com as lembranças que ela tem de Murilo e de como ele partiu seu coração. Como se o destino tivesse testando a sua determinação de ir embora, Murilo ressurge em sua vida. E com isso todos os sentimentos que Analu acreditava ter superado.

Será que ao final desse verão Analu, terá coragem de deixar aquilo que sempre conheceu e sua família para trás em troca de um sonho? E Murilo, pode algo que acabou completamente errado no passado, ter o final reescrito? Entre dias ensolarados e a expectativa de um novo começo, Analu vai descobrir que em um único verão muita coisa pode mudar.

Meu maior problema com Uma História de Verão, foi a protagonista. Não só a personalidade, mas a construção da personagem como um todo. A verdade é que a sensação que eu tive foi que, a autora teve uma ideia que acabou se perdendo no meio do caminho. Tipo ao mesmo tempo que se tenta passar a imagem que a Analu é uma pessoa independente, madura e que sabe o quer da vida, ela tem atitudes infantis e bem controversas.

Além disso, o fato da autora ter focado a narrativa só nos “dramas” da protagonistas quando é perceptível que outros personagens como o Yuri, tinham um enorme potencial e que se tivessem suas histórias exploradas deixariam a obra muito mais rica me incomodou bastante também.

Outro ponto, é que Uma História de Verão esbarra em todos os clichês possíveis dos livros do gênero, sem falar que muitas coisas parecem “forçadas “. O tipo de coisa inserida no enredo apenas para dar um toque de emoção, mas que pelo menos no meu caso não funcionou. Porém, o que mais me incomodou em toda a construção da história é o fato de praticamente tudo nela girar em torno da desilusão que a Analu teve com o Murilo no começo da adolescência.

Não quero diminuir o sentimento de ninguém, afinal cada um sabe como lida com um “pé na bunda”. O problema é você basear toda uma história nisso, quando existem vários outros elementos interessantes nela para serem trabalhados. Isso que ao invés da protagonista dar a volta por cima *alerta spoiler*, ela acaba meio que cometendo os mesmo erros. Sério, eu não sabia se ria ou chorava de raiva, por que de verdade simplesmente não fez sentindo nenhum.

Eu tinha gostado bastante de Boa Noite, o livro anterior da Pam, mas confesso que Uma História de Verão foi um pouco “sofrível”, pois não consegui enxergar nenhuma evolução na escrita da autora. Espero realmente que no próximo livro, ela saia da “zona de conforto”, e escreva algo que transmita uma mensagem bacana, como é o caso de Boa Noite. Até por que, não há nada mais decepcionante, do que você passar horas lendo um livro em que a protagonista passa metade do tempo chorando por conta se seus problemas amorosos e superficiais, quando a coisas mais importante acontecendo em volta dela.

“– É difícil saber o que me deixa feliz, se tudo o que quero ser não agrada a ninguém.”

Para quem busca uma história leve, Uma História de Verão é uma boa opção. Mas, a minha dica é começar a leitura sem muitas expectativas, porque infelizmente a única coisa que você vai encontrar é uma narrativa que não traz nada de novo e que escorrega em inúmeros clichês forçados.

13/05/2018

A suavidade e beleza nas ilustrações de Lesley Vamos.

| Arquivado em: ARTE


Não sei vocês, mas tem dias que eu fico super nostálgica me recordando na época em que a minha única preocupação eram minhas notas no boletim. A verdade é que quando somos mais novos não temos a noção de como o tempo passa rápido e com isso deixamos de valorizar cada pequeno momento que vivemos. E quando esbarrei nos trabalhos da australiana Lesley Vamos, senti meu coração ficar mais quentinho, pois ela consegue transmitir em suas obras a bela e a suavidade de ser criança ().

Ballooning
O que mais me chamou a atenção nos trabalhos da Lesley é a forma como ela retrata situações simples, vistas pelos olhos e imaginação de uma criança. É tudo muito comum e talvez por isso seja tão encantador. Além disso, as obras de Lesley me maravilharam pela paleta de cores que ela usa. Os tons combinam perfeitamente com a proposta dela para cada ilustração e isso deixa cada uma delas ainda mais bela e harmoniosa.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção é que o traço da artista lembrou muito, traços encontrados em livros infantis. Então pesquisando um pouco mais sobre ela, acabei descobrindo que ela é realmente ilustradora de vários do gêneros, alguns deles lançados no Brasil pela Editora Fundamento.

Gostaria de poder trazer todos os trabalhos lindos que vi na galeria da Lesley, mas como isso não é possível selecionei os meus favoritos ().

Algumas Obras:
Reflections
You choose
Bree and the lady B
Toot toot
Ducky, you're free
Confesso que dessa seleção não consigo escolher só uma ilustração como favorita, pois todas de alguma forma me remeteram a lembranças felizes do tempo de criança. Mas quero saber, se teve alguma dessas ilustrações que chamou mais a atenção de vocês.

Acho que não tem como, não começar bem a semana depois de passar um tempinho admirando tantas obras lindas. É de deixar a alma mais leve e a mente inspirada ().

Uma linda semana e até o próximo post ;***

+ Lesley Vamos.
Site Oficial | deviantArt

09/05/2018

A Heroína da Alvorada por Alwyn Hamilton.

| Arquivado em: RESENHAS.



ISBN: 9788555340680
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 384
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar
Sinopse: A Rebelde do Deserto – Livro 03.
Quando a atiradora Amani Al-Hiza escapou da cidadezinha em que morava, jamais imaginava se envolver numa rebelião, muito menos ter de comandá-la. Depois que o cruel sultão de Miraji capturou as principais lideranças da revolta, a garota se vê obrigada a tomar as rédeas da situação e seguir até Eremot, uma cidade que não existe em nenhum mapa, apenas nas lendas — e onde seus amigos estariam aprisionados. Armada com sua pistola, sua inteligência e seus poderes, ela vai atravessar as areias impiedosas para concluir essa missão de resgate, acompanhada do que restou da rebelião. Enquanto assiste àqueles que ama perderem a vida para soldados inimigos e criaturas do deserto, Amani se pergunta se pode ser a líder de que precisam ou se está conduzindo todos para a morte certa.

Não é segredo para ninguém que acompanha o blog há mais tempo, que a trilogia A Rebelde do Deserto a princípio me causou certa "desconfiança", para depois me conquistar por completo. Por isso, acredito que seja um pouco óbvio dizer que A Heroína da Alvorada, último livro da trilogia era um dos livros mais esperados por mim esse ano. Porém, mesmo que ao final a leitura tenha se mostrado emocionante e deixado aquele sentimento nostálgico de saudades, não nego que esperava um pouco mais.

Pode conter spoilers dos livros anteriores, por isso quem não quiser colocar sua conta em risco pode pular três parágrafos.

Depois de ser resgatada do palácio do sultão e reencontrar Jin, Amani se vê em uma posição que jamais se imaginou, - a de líder da Rebelião. Perdida e sem saber direito o que fazer ela parte em direção a Eremot, uma cidade mística em que segundo as informações que os rebeldes tiveram é onde Ahmed, Shazad, Rahim e outros membros importantes para a rebelião estão presos. Mas, chegar a Eremot não será uma tarefa simples, até por que para começar a cidade não aparece em nenhum mapa.

Entre as impiedosas areias do deserto e um reencontro com sua origem, Amani se vê cada vez mais vulnerável e com medo de estar levando o que restou da rebeldes e Jin em direção a morte. E agora, além de precisar encontrar um meio de libertar o povo de Miraji da tirania do sultão, um inimigo ainda mais poderoso e perigoso surge em seu caminho. Alguém que até mesmo os antigos djinni temem.

Quanto mais se aproxima do seu objetivo final, mais insegura do caminho que deve seguir Amani fica. Afinal ela está escondendo um segredo de todos, algo que pode mudar o destino da rebelião e selar o seu para sempre. Será que a aquela menina que saiu da Vila da Poeira, conseguira sobreviver as próprias escolhas? Ou o deserto e sua misteriosa magia serão implacáveis?

O meu grande problema com A Heroína da Alvorada foi começar a leitura com muitas expectativas. Sim a velha e nada boa expectativa (...). Por ser o último livro de uma trilogia marcada por uma narrativa ágil e com uma boa dose de ação, eu esperava que a história aqui mantivesse o mesmo ritmo. Porém, fui surpreendida por uma narrativa mais lenta o que em muitos momentos passava a sensação que a história “não saía do lugar”.

Gostei da inserção de pequenos contos entres os capítulos, pois algo que sempre me incomodou um pouco na narrativa era o fato dela ser focada apenas no ponto de vista da Amani. Através desses contos conseguimos conhecer melhor personagens importantes dentro do universo criado por Alwyn Hamilton e assim entendendo melhor as motivações que cada um tinha para estar ali, na rebelião.

É visível a evolução que Amani teve no decorrer da trilogia, assim como o de Jin (). Em um determinado ponto, ele deixa de ser um mero personagem coadjuvante para se tornar um protagonista forte. É nesse momento em que percebemos a dimensão do amor dele e Amani. O que mais agrada nos dois é que eles não são aquele casal clichê, que acabam colocando em primeiro lugar suas necessidades e sentimentos e por conta disso agindo de forma egoísta.

Amani e Jin, muitas vezes deixaram de lado o amor que sentem um pelo outro em prol de algo maior que acreditam. E isso é lindo e ao mesmo tempo angustiante de acompanhar, pois não há certeza que ao final eles terão o seu “feliz para sempre”. Afinal, a vida é feita de escolhas e na maioria das vezes elas não são fáceis (...).

Em A Heroína da Alvorada, Alwyn Hamilton teceu uma história que mesmo falhando em alguns pontos, consegue ser surpreendente nos capítulos finais. E não nego que a autora me levou às lágrimas, em especial nos momentos mais importantes da narrativa. Alwyn é aquele tipo de autora que não tem medo de tirar um personagem da história, se essa decisão for o melhor para o desenvolvimento dela. E por mais que algumas perdas doam, elas são fundamentais para o desfecho emocionante da trilogia.

Esperava um pouco mais? Sim, não nego. Só que mesmo com um começo tímido e um pouco lento, conforme fui avançando na leitura me vi cada vez mais envolvida pela narrativa. Alwyn Hamilton pode ter “errado” o tom em alguns momentos, mas soube conduzir a história que tinha em mente para um final que sem dúvidas, encanta e deixa os fãs da trilogia com o coração apertado de saudades.

“Ambos se dissolvendo em areia, poeira e faíscas, até sermos estrelas infinitas entrelaçadas na noite.”

Para os fãs de boas histórias de ação, magia e com aquele toque irresistível de romance, a trilogia A Rebelde do Deserto é uma opção maravilhosa de leitura! Não somente por conter os itens que citei, mas também por possuir personagens fortes e cativantes. No final mesmo com algumas "falhas de percurso" Alwyn Hamilton, conseguiu vencer a minha desconfiança e conquistar o meu coração.

Veja Também: 

Instagram

© 2010 - 2018 My Dear Library • Livros, divagações e outras histórias. Tema desenvolvido com por Iunique - Temas.in