Pausa para Mulherices.

17/08/2017

| Arquivado em: OUTROS.

Como vocês já perceberam pelo titulo, hoje resolvi algo um pouco diferente aqui para o blog. Essa que vos escreve é simplesmente apaixonada por joias desde pequena, em especial brincos. Porém, normalmente minha orelha tende a inflar quando uso bijuteria. Por esse motivo fiquei bastante curiosa em testar os produtos da loja Joia Chic.

Foto: Ariane Reis.
A Joia Chic vende semi joias lindas e com um ótimo custo beneficio. Assim que acessei o site, fiquei encantada com a beleza dos produtos. Acabei escolhendo o brinco semi joia Flor e duas Folhas de Zirconia Branca. Já usei a peça para sair com as amigas e ir para o trabalho e em nenhum momento senti, aquela ardência chatinha que sempre sinto quando uso bijuteria. Sim, -  mesmo com meu problema ainda uso bijus, por que sou taurina e teimosa. 

A peça é super delicada e tem um comprimento bom, por que confesso que não curto muito maxi brincos. É aquele tipo de coisa que acho lindo nos outros, mas que não combina comigo, sabe? A loja ainda tem uma variedade enorme de anéis, minha outra grande paixão e peças com cristais que são simplesmente maravilhosas.

Por isso eu que não sou boba, fiz uma listinha dos produtos que mais gostei da loja. Afinal logo chega o Natal e nada melhor do que já ter aquela dica de presente para quando alguém me perguntar o que quero. E essa listinha básica que compartilho com vocês hoje.

Wishlist


Os produtos são lindos, não é mesmo? Eu estou completamente apaixonada por tudo! A Joia Chic fica em Joinville (SC), cidade que para quem não sabe, foi meu lar por dezenove anos e da qual além da saudade tenho recordações lindas guardadas no meu coração.

A loja entrega em todo o país, então se você quer dar aquele presente para alguém especial ou quer se presentear, a minha dica é acessar agora o site da loja e conhecer todos os produtos que ela oferece.

Beijos e até o próximo post!

À Primeira Vista por David Levithan e Nina LaCour.

14/08/2017

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501109347
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 294
Classificação: Bom
Sinopse: Esqueça amor “à primeira vista”. Esta é uma história de amizade “à primeira vista”... ou quase Mark e Kate são da mesma turma de cálculo, mas nunca trocaram uma única palavra. Fora da escola, seus caminhos nunca se cruzaram... Até uma noite, em meio à semana do orgulho gay de São Francisco. Mark, apaixonado pelo melhor amigo — que pode ou não se sentir do mesmo jeito —, aceita o desafio que mudará sua vida. E sobe no balcão do bar em um concurso de dança um pouco diferente... Na plateia, Kate, fugindo da garota que ela ama a distância por meses e confusa por não se sentir mais em sintonia com as próprias amigas, se encanta pela coragem e entrega do rapaz. E decide: eles vão ser amigos. Em meio a festas exclusivas, fotógrafos famosos, exposições em galerias hypadas, essa ligação se torna cada vez mais forte. E Mark e Kate logo descobrem que, em muito pouco tempo, conhecem um ao outro melhor que qualquer pessoa. Uma história comovente sobre navegar as alegrias e tristezas do primeiro amor... uma verdade de cada vez.

Existem autores que são praticamente uma unanimidade dentro do gênero que escrevem e o autor, David Levithan sempre me passou a impressão de ser um desses casos. À Primeira Vista escrito em coautoria com a autora Nina LaCour foi meu primeiro contado com a escrita de ambos. E apesar de pequenos detalhes que em minha opinião podiam ter sido mais trabalhados, no geral gostei bastante do que encontrei aqui.

Mark está completamente apaixonado pelo melhor amigo Ryan. E embora a relação dos dois esteja mais para uma típica “amizade colorida”, Mark não tem certeza de Ryan sente o mesmo por ele.  Durante a festa de abertura da Semana do Orgulho Gay, Mark aceita o desafio de participar de um concurso de dança um pouco diferente. Porém o garoto não faz a menor ideia que Kate, sua colega a turma de calculo está na plateia.

Kate por sua vez, foi parar na boate Happy Happy por que não se sente pronta para conhecer Violet, a garota que ela só conhece por fotos e há meses está apaixonada.  Porém a coragem de Mark a incentiva, Kate decide que os dois precisam ser amigos. E bastam apenas algumas palavras para que Mark perceba que também quer ser amigo e Kate. E essa amizade que antes parecia improvável, os leva para o mundo glamoroso de fotógrafos famosos e exposições em galerias conceituadas. Mark e Kate descobrem que entre as alegrias e desilusões do primeiro amor, a verdadeira amizade é aquele porto seguro que sempre podemos contar para iluminar nossos dias.

À Primeira Vista possui uma narrativa fluida em que logo nos primeiros capítulos nos afeiçoamos aos personagens e ficamos na torcida por um final feliz. Mas, o que torna a narrativa tão fácil de acompanhar é ao mesmo tempo o que deixa tudo um pouco “superficial”.  Dividida entre o ponto de vista de Mark e Kate o livro aborda uma semana na vida dos jovens, e o fato de tudo ser “instantâneo” demais é algo que me incomoda bastante em qualquer história que eu leia.

Gostei dos protagonistas, porém confesso que senti uma empatia maior pelo Mark, pois a sensação que pelo menos eu tive foi que o Ryan “brincou” com os sentimentos dele. A Kate embora seja uma boa personagem em muitos momentos passou a impressão de ser uma pessoa volúvel. E sinceramente, não sei se eu teria a paciência que a Violet teve com ela, principalmente levando em conta todos os encontros e desencontros que elas têm na história.

David Levithan e Nina LaCour escreveram uma história simples e gostosa de se acompanhar, só que senti falta de um aprofundamento maior em questões importantes como por exemplo, o relacionamento de Mark e Kate com os pais. No caso da Kate isso ainda acontece, mas assim como tudo na narrativa em geral, acabou sendo um pouco superficial. Além disso, em diversas situações tive a impressão que os autores se perdiam em detalhes que não agregavam muito na narrativa e com isso deixavam de explorar outros pontos que eram relevantes.

Porém o que mais me marcou na leitura de À Primeira Vista, foi à reflexão e percepção maravilhosa que os autores trazem sobre a comunidade LGBT. Em pleno 2017 (quase 2018), ainda fico assustada em perceber o quanto o preconceito ainda está fortemente presente em nossa sociedade, e encontrar em um livro voltado para o público jovem uma reflexão tão verdadeira e bonita, fez com que a leitura valesse a pena e principalmente, com que meu coração ficasse preenchido e amor e esperança.

“Se olharmos embaixo das superficialidades, o que vamos encontrar é amor.”

Com uma narrativa leve e personagens carismáticos, À Primeira Vista é um livro perfeito para uma tarde preguiçosa de domingo, ou para quando estamos precisando ler algo para deixar o nosso coração mais quentinho. David Levithan e Nina LaCour nos presenteiam aqui com uma história que fala sobre a importância da amizade que e principalmente nos mostra que conhecer e amar a si mesmo,  é a única forma de amar o próximo e encontrar a felicidade.

Um Acordo de Cavalheiros por Lucy Vargas.

10/08/2017

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788528621785
Editora: Bertrand Brasil
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 350
Classificação: Muito Bom
Sinopse: Tristan Thorne, o Conde de Wintry, não é um homem para brincadeiras. Com uma vida de segredos, amado e odiado na sociedade, ele não é o parceiro ideal para uma dama. Dorothy Miller não sabe o que há por trás de suas motivações, apenas que ele é bastante intenso. Os jornais dizem que ele bebe demais, joga demais e ama escandalosamente. E até mata. Como uma dama determinada a ser dona do próprio destino como Dorothy Miller acaba em um acordo com um homem como Lorde Wintry? Você teria coragem de guardar um segredo com o maior terror dos salões londrinos? Lembre-se: Nunca faça acordos com ele, pois o conde sempre volta para cobrar.

Que essa que vos escreve é uma leitura assídua de romances de época, vocês já estão cansados de saber. Por isso, assim que soube do lançamento de Um Acordo de Cavalheiros da autora Lucy Vargas, eu fiquei muito curiosa para conferir a história. Afinal, depois tantos livros do gênero escritos por autoras estrangeiras, nada melhor do que se perder em uma narrativa com um toque de brasilidade. E para minha felicidade, acabei encontraram uma história envolvente e divertida.

Dorothy Miller está longe de ser o que se espera de uma jovem moça do século XVIII. Apesar de sua reputação imaculada, Dorothy ao contrário das outras jovens, não está em busca de um marido durante a alta temporada londrina. A verdade é que a ideia de se ver presa em um casamento sem amor sempre a deixou apavorada.  Porém, depois de uma noite regada a muito vinho, Dorothy acorda na cama do temido Conde de Wintry, Tristan Thorne.

Tristan Thorne é conhecido por ser um dos maiores devassos de Londres, o tipo de homem que jovens como Dorothy precisam manter distancia. Só que depois da noite que passou com a Dorothy, ele não está disposto a abrir mão da companhia da jovem em sua cama tão facilmente. Tristan promete não comprometera reputação da jovem e propõe a ela um acordo no mínimo indecoroso, que ele e Dorothy sejam amantes durante toda a temporada.

A primeira reação de Dorothy é o ultraje, mas essa pode ser a sua ultima oportunidade de viver uma aventura na vida. E o que começa com encontros semanais cheios de sedução, logo começa a despertar em ambos um sentimento mais forte e assustador. Dorothy faz de tudo para esconder o seus verdadeiros sentimentos, ao mesmo tempo em que Tristan faz de tudo para mostrar a ela que os dois podem sim, ter um futuro juntos. O problema é que Tristan esconde um segredo, algo que se descoberto colocará a sua vida e de todos aqueles que ele ama em risco.

Um Acordo de Cavalheiros possui uma narrativa deliciosa que me prendeu logo em suas primeiras páginas. Adorei o modo com a Lucy Vargas construiu a personalidade dos personagens e principalmente como ela desenvolveu a história. Por mais clichê, que Um Acordo de Cavalheiros possa parecer à primeira vista, ele possui elementos que surpreende durante a leitura, o que torna tudo ainda mais envolvente.

Dorothy possui uma personalidade forte e decidida, que mesmo com todos os receios em relação ao futuro, não está disposta a arriscar a sua liberdade em um casamento sem amor. Além disso, Dorothy é uma pessoa muito pé no chão que não se deixa levar pelas aparências. Sem falar que seu humor irônico aliado ao cinismo de Tristan, faz com que eles sejam perfeitos juntos.

Tristan () assim como Dorothy, está à frente do seu tempo. O conde acredita que uma mulher tem que ser dona da sua própria vida e seguir seus próprios instintos e desejos. E cá entre nós até nos dias de hoje homens como Tristan são raridade, quem dirá no século XVIII? Tristan é um personagem apaixonante, que diferente da má fama que tem possui um senso de lealdade enorme e jamais abandona aqueles que ama.

Os personagens secundários desempenham um papel importante na trama, em especial a prima de Dorothy,  Cecília e sua dama de companhia da Sra. Clarke. Lucy Vargas ainda inseriu no enredo boas doses de ação e mistério que deixaram a história ainda mais interessante e fluida.

O único ponto que não “gostei” muito na narrativa, foram algumas descrições nas cenas de sexo. Tipo não que eu seja puritana, mas alguns termos me soaram tão exagerados que comecei a dar risada na hora que li. Acredito que há formas de descrever cenas mais quentes sem usar termos muito “escrachados”. Além disso, senti falta da autora ter se aprofundado mais no passado do Tristan.

Um Acordo de Cavalheiros foi uma grata surpresa, e posso afirmar com toda certeza que estou bastante ansiosa para ler outras obras da Lucy Vargas.  A autora consegue nos presentear com uma narrativa que ao mesmo tempo em que possui todos os elementos que amamos nos livros do gênero, foge do clichê habitual.  Lucy ainda traz uma reflexão importante sobre a forma como a sociedade da época e a nossa ainda enxerga a mulher.  Durante a leitura sorri, suspirei, fiquei com o coração na mão e ao final me vi querendo mais. 

“Ninguém podia envolver-se tão intensamente sem entregar uma parte sua.”

Com diálogos inteligentes e personagens cativantes, Um Acordo de Cavalheiros é um livro que vai te conquistar logo nas primeiras páginas e te deixar a cada capítulo ainda mais apaixonado pela história. Doce, sexual e divertido, uma leitura que recomendo a todos que assim como eu não abrem mão de um bom romance.

As Cores do Amor por Camila Moreira.

07/08/2017

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
•  ISBN: 9788528621785
•  Editora: Paralela
•  Ano de Lançamento: 2017
•  Número de páginas: 350
•  Classificação: Bom
Sinopse: O que define uma pessoa? O dinheiro? O sobrenome? A cor da pele? Filho único de um barão da soja, Henrique Montolvani foi criado para assumir o lugar do pai e se tornar um dos homens mais poderosos da região. No entanto, o jovem se tornou um cafajeste aos olhos das mulheres, um cara egocêntrico segundo os amigos e um projeto que deu errado na concepção do pai. Quando o destino coloca Sílvia em seu caminho, uma jovem decidida e cheia de personalidade, Henrique reavaliará todas as suas escolhas. O amor que ele sente por Sílvia o fará enfrentar o pai e transformará sua vida de uma maneira que ele nunca pensou que fosse possível. Um sentimento capaz de provar que nada pode definir uma pessoa, a não ser o que ela traz no coração.

Confesso que ao começar a leitura de As Cores do Amor da autora Camila Moreira, esperava encontrar um típico romance clichê com aquela dose certa de drama, mas que ao final consegue deixar o nosso coração mais quentinho. Em partes a história conseguiu suprir minhas expectativas, porém alguns pontos no desenvolvimento da narrativa me ”incomodaram” um pouco.

Filho único de um dos homens mais poderosos da região, Henrique Montolvani desde criança foi criado para assumir o lugar do pai, Enzo. Porém, o barão da soja nunca foi um homem fácil de agradar. Conforme crescia Henrique foi se afastando cada vez mais do pai e dos planos que Enzo tinha para ele. Para o poderoso Enzo Montolvani, o filho foi um projeto que deu errado, já o jovem passou a não se importar com imagem de cafajeste e egocêntrico que passa para todos, incluindo os amigos mais próximos.

Quando Henrique e Sílvia se conhecem em uma festa de casamento, a atração que sente um pelo outro é instantânea. Sílvia ao contrário de Henrique, nunca teve uma vida “fácil” e desde muito jovem precisou a aprender a lidar com o preconceito e a fazer sacrifícios para sobreviver. Sílvia sabe que se envolver com Henrique pode ser um erro, em especial levando em conta a fama e algumas atitudes do rapaz. Porém, é parece que um ímã que a puxa para os braços do rapaz.

O relacionamento de Sílvia e Henrique está longe de ser um mar de rosa. Afinal, Enzo jamais vai aceitar que o filho se envolva com uma negra e ele está disposto a fazer de tudo para separar o casal. Mas o que sente por Sílvia é tão forte que Henrique finalmente encontra forças para enfrentar o pai e tomar as rédeas da própria vida. Os obstáculos nessa relação são enormes, mas nenhum dos dois pretende abrir mão do amor que sente tão facilmente. Mas, será que esse sentimento será forte o suficiente para sobreviver a tantas provas?

Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Camila Moreira, e como comentei logo no começo da resenha gostei de alguns pontos que a autora abordou na narrativa, mas em alguns momentos senti que a autora “forçava” um pouco a barra.  Algumas situações descritas me soaram muito exageradas, além do fato que em nenhum momento senti que o casal protagonista tinha química.

Em diversas situações fiquei irritada com as atitudes do Henrique e apesar dele ter se redimido durante o desenvolvimento da história, eu já tinha pegado birra, e não consegui sentir aquela empatia pelo personagem. Já a Sílvia me pareceu uma personagem "caricata" e todo o drama construído em volta do relacionamento deles fez com que a narrativa me remetesse as novelas mexicanas e as séries turcas que são transmitidas pela Band que a minha mãe assiste.

Sem sombra de duvidas, As Cores do Amor se destaca por  abordar o preconceito racial na narrativa, e acredito que precisamos cada vez mais de livros que tragam temas como esse. Mas até esse detalhes que tinha tudo para ser o ponto mais alto da trama, acabou ser "perdendo". O problema aqui, pelo menos no meu ponto de vista foi o “exagero” como tudo acontece.  E sim, eu sei que em muitos lugares do Brasil e no mundo há pessoas que ainda vivem e pensam igual à Idade Média, mas ainda sim o excesso de clichês e de drama me incomodaram durante a leitura.

Não nego que senti um desprezo enorme pelo Enzo e em minha opinião a autora acertou em cheio, ao criar  um “vilão” detestável.  As atitudes mesquinhas de Enzo conseguiram me deixar enjoada e extremamente furiosa, mas essas foram às únicas emoções que a história despertou em mim, - infelizmente.  Já os demais personagens embora não tenham uma participação tão expressiva, conseguem contrabalancear os momentos mais dramáticos, dando leveza para a narrativa. Gostei bastante do Lucas e da Pietra e fiquei bem curiosa para conhecer a história deles.

Em suma As Cores do Amor foi uma leitura cheia de altos e baixos, que embora siga a mesma fórmula já conhecida pecou ao não apresentar nada de novo e ainda pecar pelo excesso em diversas ocasiões. Foi uma boa leitura, porém eu realmente esperava um pouco mais.

“Podemos passar a vida inteira ao lado de uma pessoa sem amá-la de verdade. Da mesma forma, podemos viver poucos momentos e descobrir que eles foram suficientes para mudar nossa vida para sempre."

Apesar de não corresponder totalmente as minhas expectativas, As Cores do Amor é um livro que indico para quem está em busca de um romance com toque hot, e que ao mesmo tempo traz para narrativa, elementos atuais e a discussão sobre um tema importante. Queria ter me envolvido mais com a história e seus personagens, mas não foi dessa vez.

Um lado triste e feio do Mundo Literário.

03/08/2017

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Tudo começou com uma mensagem que recebi no Instagram. Uma menina me perguntou se eu dava livros. Respondi a ela que tenho o hábito de doar os livros que li e não gostei ou os que recebo, mas não tenho o interesse de ler para uma biblioteca comunitária aqui de Sorocaba. Até por que não vejo e nunca vi necessidade de ocupar espaço da minha estante com livros que não não tenho interesse em ler ou de reler.

imagem: Shutterstock
A menina me agradeceu e por mim a história tinha acabo ali. Porém, dias depois em um grupo literário que participo alguém publicou um print. A mesma menina entrou em contato com outra pessoa, e foi justamente à resposta que essa colega de grupo deu que me fez começar a repensar o blog e a imagem que passo para quem me segue.

Primeiro que achei errado expor a menina para o grupo, mas o que realmente me incomodou foi à resposta; “Não eu não dou livros, eu os coleciono”. Tipo quem coleciona conhecimento e histórias? Esses foram feitos para ser compartilhados, ainda mais em um país como o nosso em que o acesso à cultura é tão difícil.  Quem assistiu essa reportagem do Fantástico sabe como a grande maioria das pessoas em nosso país não tem acesso à leitura, por que os livros infelizmente ainda são muito caros. 

A verdade é que depois disso comecei a me questionar se eu e outros blogueiros literários realmente incentivamos a leitura, ou incentivamos o consumismo. O desejo de ter livros só para postar fotos bonitinhas no Instagram e conquistar números. Por que essa mesma pessoa que tem o Instagram Literário com um número considerável de seguidores, já confessou em uma conversa que não lê resenhas. Ou seja, ela publica resenhas em seu Instagram, mas não lê a resenha que os outros publicam. Isso sem falar àquelas pessoas que nem livros que recebem de parceira leem, só que a foto está lá bonitinha (...).

Sempre achei um desperdício de dinheiro quem compra todas as edições do mesmo livro. Exemplo, todas as edições já lançadas de Harry Potter. Gente para que? A história é a mesma. Se você quer uma edição mais recente sem problemas, mas por que não doar a sua antiga?

Nunca ostentei a quantidade de livros que tenho na estante. Nunca me senti uma pessoa “melhor” por ter um blog literário. O meu objetivo quando comecei o blog era compartilhar o meu amor pela leitura e nada me deixa mais feliz, quando recebo um e-mail em que a pessoa me diz que leu e amou um livro que indiquei no blog.

Nunca me importei com números ou em me tornar uma blogueira famosa. Só quero que mais e mais pessoas se apaixonem pelos mundos maravilhosos que a literatura pode nos levar. E se até hoje não desisti do My Dear Library é por que ainda tenho esse desejo. Porém fico arrasada quando vejo pessoas sendo tão mesquinhas e egocêntricas. Você ser famoso na internet não significa absolutamente nada, se no dia a dia você não é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas que te rodeiam. 

Estamos vivendo em uma sociedade cada vez mais egoísta em que status e números se tornaram mais importantes do que o amor e a compaixão pelo próximo e isso me deixa profundamente entristecida. Me perdoem pelo textão. Acreditem que relutei muito em publica-lo no blog, mas se eu não puder desabafar aqui, no me cantinho especial, onde mais faria isso?

Fica meu apelo e meu questionamento aos meus amigos blogueiros literários. Estamos realmente incentivando a leitura ou apenas contribuindo para o consumismo? E principalmente, não colecione livros, histórias foram feitas para serem vividas e compartilhadas ().

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