15 de maio de 2013

Lançamentos – Maio.

Postado por Ane Reis às 20:51 9 comentários
Lançamentos – Maio.

Boa noite, leitores! Tudo bem com vocês?

Bem eu sei que as coisas andam meio bagunçadas por aqui, mas eu posso garantir que é por uma boa causa. Por isso aguardem =D

Então sem muito blá, blá, blá vamos conferir quais são os lançamentos de maio!

Eu estou lendo Entre o Agora e o Nunca e até a parte que parei estou gostando muito. E vocês, já começaram a ler algum desses lançamentos?


bjus;***

9 de maio de 2013

divagando - Uma estação chamada vida ...

Postado por Ane Reis às 10:00 18 comentários

Aqui está ela novamente mais uma recém-chegada na estação da vida, na plataforma que a levará para sua próxima jornada, - a jornada de número vinte oito.

Nos minutos que antecedem à chegada de seu trem, ela olha com uma expressão perdida as estações pelas quais passou. O sentimento é uma nostalgia doce com um toque amargo, afinal remexer em certas lembranças nem sempre trazem coisas boas.

Ela se estica e observa lá longe as primeiras plataformas pelas quais passou. Como essas passaram rápido, - ela reflete. Gostaria de ter aproveitado melhor as estações seis, sete, oito (...), mas quando se está nelas preocupações como, passado e futuro simplesmente não existem. Existe apenas o presente.

Observando mais atentamente ela vê os passageiros que seguem para o embarque das jornadas dezesseis, dezessete, dezoito (...). Ah! Quantos sonhos e doces ilusões essas estações trazem. Aquela falsa sensação que o tempo é infinito, que o passado é apenas o passado e o futuro um mero detalhe.

Ela dá um sorriso tímido ao se lembrar de seus devaneios, e agradece silenciosamente o fato de que a grande maioria deles não deu muito certo. Afinal será que ela estaria onde está, e teria conquistado tudo que conquistou se insistisse naqueles sonhos tolos? Não, com certeza não.

Agora seu olhar está focado nas plataformas vinte, vinte uma e vinte três. Como as melhores jornadas da sua vida podem ser os piores ao mesmo tempo?  Definitivamente a vinte dois não deveria ter existido. Ela foi dolorosa demais, ninguém deveria dar um adeus definitivo a quem ama. Mas foi nessas estações que ela descobriu o que queria ser quando crescer e aprendeu que por de traz da tempestade, sempre tem um céu azul.

Enquanto ela se recordava de todos seus planos feitos, defeitos e reconstruídos se dá conta de como mudou e de quanto ainda precisa crescer. É nesse momento que seu trem chega à estação da vida, ao mesmo tempo em que o trem da trinta. Um lembrete sutil que agora os dias vão correr mais rápido e que o amanhã é hoje, por isso ela não pode mais deixar de lado seus sonhos mesmo aqueles que parecem impossíveis agora.

A porta do trem se abre e lá dentro, ela encontra com pessoas que ama, com aquelas que precisa ter paciência e claro, sempre tem um ou outro desconhecido que terá um papel importante em sua nova jornada. Pois ela sabe que em muitos momentos vai
querer desistir, vai se sentir fraca e incapaz para continuar, e é por isso que Deus sempre coloca essas pessoas no seu trem. Para lembrá-la constantemente que ela é capaz sim e que vencer, sofrer, chorar e sorrir faz parte da vida. Nós só crescemos no atrito, lembra?

Ela pode não ser mais a mesma garotinha que acreditava em Papai Noel, tão pouco é a rebelde que ouvia heavy metal e queria ter sua banda. Sim ela ainda terá seus momentos de devaneios, medo e insegurança. Ah! Insegurança (...) ela sempre será um obstáculo a ser vencido. Porém agora ao desembarcar na estação da vida número vinte e oito, vendo o trem da trinta passando rapidamente virando a curva, ela percebe que não importa muito os tropeços que teve nas jornadas passadas. Claro alguns deles ainda doem, mas se não fosse por eles, ela não seria tão forte como é hoje. Então até que valeu apena sair com algumas cicatrizes.

Ela olha a sua volta e percebe o quanto está rodeada de amor, e que se a felicidade não é eterna a tristeza também não é. A saudade de quem ficou pelo caminho sempre será uma companhia silenciosa, mas as pessoas podem até partir de nossas vidas só que nunca de nossos corações. Neles elas são eternas!

Ela respira fundo e faz um pedido para os céus a brisa toque de leve o seu rosto e aquele sorriso tímido está novamente ali (...)

(...) A vida é um grande estação, cheia de estações secundárias por onde passamos. Cada uma nos marca de maneira diferente. Cada uma nos muda de alguma forma. Cada uma nos ensina uma nova lição. Vinte oito jornadas é só o começo para quem tem dentro de si, sonhos, objetivos e ideais do tamanho do cosmo. Só é preciso dar o primeiro passo.


imagem: Tumblr

5 de maio de 2013

Resenha - Anna e o Beijo Francês por Stephanie Perkins.

Postado por Ane Reis às 11:59 21 comentários
Anna e o Beijo Francês por Stephanie Perkins.

ISBN: 9788563219329
Editora: Novo Conceito
Ano: 2011
Número de páginas: 288
Classificação:
Onde Comprar: Livraria Cultura , Livraria Saraiva, Livraria da Travessa , Submarino
- Compare os Preços

Sinopse: Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto-que tem namorada. Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?




Sempre tive muita curiosidade de ler Anna e o Beijo Francês, principalmente por que ele é aquele tipo de livro que você olha a capa e já sente que vai se apaixonar por ele.  Sei que muitos de vocês já leram várias resenhas desse livro, por isso essa resenha vai ser um pouco diferente das que normalmente escrevo afinal acredito que não preciso entrar em detalhes sobre o que se trata a história. 

Sabe aquela narrativa leve, bem humorada e tão doce parece que tem açúcar nas páginas? Acho que não preciso falar mais nada não é? Quando eu li Lola e o Garoto da Casa ao Lado eu já tinha gostado muito da Anna e do Étienne (suspiros), na verdade cheguei a gostar mais deles do que do casal principal do livro, a Lola e o Cricket.  Por esse motivo não é lá nenhuma surpresa que eu terminado a leitura completamente encantada pela história e claro, - pelo Étienne.

Anna e o Beijo Francês me conquistou logo no primeiro capitulo, pois eu consegui me sentir literalmente dentro do universo criado pela  autora Stephanie Perkins.  A forma com que a ela construiu toda a história é tão simples e ao mesmo tempo tão delicada e envolvente que cada momento vivido pelos personagens parecia um momento meu. A maneira como que a Anna ia contando o seu dia a dia fez como que eu me divertisse e sofresse com ela.

Que eu gosto de “romances gracinhas” não é segredo para ninguém, porém o que mais me encantou no livro foi o fato de que a autora soube balancear bem aquela típica história de amor “fofinha” que nos deixa com o coração derretido com outros temas mais sérios, como a relação entre pais e filhos.  Étienne vinha de uma base familiar muito frágil e com a ajuda da Anna ele consegue encontrar forças para enfrentar e romper com o que há anos era imposto a ele.  Do mesmo modo ele fez com que a Anna percebe-se que muitos dos problemas e dramas pelos quais ela passava foram criamos pelo fato de que ela muitas vezes tinha medo de enxergar a realidade.

Stephanie Perkins também conseguiu demonstrar nas situações cotidianas descritas ao longo da história a importância e o valor da amizade, e que muitas vezes julgamos as pessoas baseadas nas aparências. No decorrer de toda a narrativa não é apenas uma bela história de amor que vemos surgir a partir de uma grande amizade, mas também acompanhamos o crescimento dos personagens e isso fez com que eu me sentisse mais próxima deles, algo que não aconteceu em Lola e o Garoto da Casa ao Lado, infelizmente.

É óbvio que eu manteiga derretida (como sempre) estava aos prantos no final. Tipo foi um momento tão esperado e aconteceu de uma forma tão improvável que eu não sabia se ria ou chorava, então fiquei que nem uma boba rindo e chorando ao mesmo tempo. Tão eu essas coisas , que nem sei por que ainda me surpreendo.

Se você anda procurando um livro doce e divertido com personagens encantadores que vão roubar seu coração, você não pode deixar de ler Anna e o Beijo Francês.

Recomendadíssimo!


1 de maio de 2013

Promoção – Romance Literário.

Postado por Ane Reis às 12:00 20 comentários

Promoção – Romance Literário.

O clima de romance está no ar e por esse motivo o Clube do Livro de Sorocaba se reuniu mais uma vez, para criar uma promoção que é assim, - um doce!

Serão sorteados cinco livros apaixonantes, para você também aproveitar esse clima de romance.

Veja como é fácil e participe!



Promoção – Romance Literário.

prêmios:
- 1 Kit A Escolha
- 1 Kit Esperando Você
- 1 Kit Simplesmente Ana
- 1 Kit Um Ano Inesquecível
- Livro – Meu Amor, meu Bem, meu Querido

Informações.
- Não esqueça de ler o Terms & Conditions que está incluso no Rafflecopter.
- Somente para quem tem endereço de entrega no Brasil.
- A promoção vai de 01 de maio a 12 de junho.
- Será apenas um ganhador.
- Para se inscrever basta inserir suas entradas no formulário Rafflecopter abaixo.
- A primeira inscrição é livre, para entradas extras leia a instrução de cada uma.
- O sorteado será anunciado neste post após o dia 12 de junho de 2013.
- O sorteado terá 3 dias para retornar o e-mail com seus dados, ou um novo sorteio será realizado.
- Na opção twittar sobre a promoção, basta clicar no ícone do twitter que uma janela aparecerá com a mensagem que você deve twittar e é só confirmar e depois copiar o link e colar no local indicado.

a Rafflecopter giveaway


Boa sorte!

Beijos;***

28 de abril de 2013

Resenha - Um Hotel na Esquina do Tempo por Jamie Ford.

Postado por Ane Reis às 10:29 19 comentários
Um Hotel na Esquina do Tempo por Jamie Ford.

ISBN: 9788522008414
Editora: Agir
Ano: 2012
Número de páginas: 368
Classificação:
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, Submarino - Compare os Preços

Sinopse: O primeiro romance de Jamie Ford aborda os conflitos de longa data entre pai e filho, a beleza e a tristeza do que aconteceu com os nipo-americanos em Seattle durante a Segunda Guerra Mundial e a intensidade do amor profundo e sincero. Uma estreia notável, ao mesmo tempo amarga e doce.  Ambientado nos Estados Unidos, em uma época que o mundo sofria as consequências da Segunda Guerra Mundial, 'Um hotel na esquina do tempo' é um romance sobre compromisso e esperança. O poder da generosidade e do perdão mostra que o amor pode vencer qualquer obstáculo.


Sinceramente eu não sei se sou capaz de escrever uma resenha digna desse livro. Aliás, acho que a editora deveria colocar na capa dele a seguinte frase; “Leia imediatamente, não espere! Leia agora!”, meu único arrependimento foi não ter lido Um Hotel na Esquina do Tempo meses atrás. Eu poderia resumir o livro em diversas palavras únicas como, encantador, tocante, belo, inesquecível, mas mesmo uma lista gigante de adjetivos não seria o suficiente para descrever o meu amor por esse livro.

Ok, eu já sei o que vocês estão se perguntando: “O que tem de tão fantástico nesse livro, Ane?” Bem, tudo e nada simples assim. Confesso que adoro livros que se passam na Segunda Guerra, o motivo para esse meu interesse eu não sei ao certo. Pode ser um pouco do meu lado psicóloga que vive tentando entender como o ser humano consegue ser tão medíocre impondo o sofrimento ao seu próximo, ou pode ser também o fato de eu ser rata de livros de história mesmo. Porém sempre que vejo um livro ou filme que tem a Segunda Guerra como plano de fundo eu me vejo obrigada a ler ou assistir, mesmo sabendo que a probabilidade que ao final eu acabe desidratada de tanto chorar sejam enormes. Com Um Hotel na Esquina do Tempo não foi diferente.

Henri nasceu nos Estados Unidos em uma família tipicamente chinesa, mas o seus pais como medo que ele fosse confundido com o inimigo (os japoneses) o proibiram de falar o seu idioma natal em sua própria casa. Ele foi para uma escolha americana, e mesmo usando um bottom onde se lia, “sou chinês” Henri era vitima constante do preconceito dos seus colegas de classe que não faziam distinção se ele era chinês, japonês ou coreano. Era asiático? Então era inimigo.  Seu único amigo por um bom tempo era Sheldon, um saxofonista que tocava nas ruas para conseguir seu sustento. Proibido de conversar com seus próprios pais, e tendo que enfrentar todos os dias o ódio de uma sociedade amedrontada pelo ataca a Pealr Harbor a vida de Henri era a mais triste e solitária possível, até ele conhecer Keiko.

Keiko também nasceu nos Estados Unidos no mesmo hospital que Henri, mas ao contrário dele ela vinha de uma família tipicamente japonesa. Assim como os pais de Henri, os pais de Keiko queriam que ela tivesse uma educação o mais americana possível, por isso ela foi estudar no mesmo colégio dele. Duas crianças que a vida colocou em lados opostos no meio de um caos mundial. Uma amizade superou todos os obstáculos e que com o tempo se transformou em amor. Um amor capaz de enfrentar tudo e que sobreviveu não apenas a guerra, mas a quarenta anos de separação.

Com uma narrativa totalmente despretensiosa o autor, Jamie Ford me envolveu em uma história tão doce, que nem mesmo os relatos da guerra contidos no livro conseguiram torná-la amarga. Eu sei que alguns de vocês podem achar tudo isso açucarado e clichês demais e talvez até seja mesmo, mas o que tornou esse livro tão especial foi à forma com que o autor construiu toda a história.

Normalmente todas as histórias da Segunda Guerra se passam na Alemanha e sempre dão aquela sensação que os americanos e seus aliados foram os grandes “mocinhos” da época, só que aqui eles também obrigaram as famílias japonesas a saírem de suas casas, aqui essas famílias também foram para campos de concentração, - claro que esses campos não tinham o mesmo nível de crueldade dos campos nazistas, mas de certa forma o autor soube explorar outro lado da moeda que pouca gente conhece.

Eu fiquei apaixonada pelo Henri, na verdade acho que é quase impossível ler o livro e não se apaixonar por ele. Henri é uma dessas pessoas raras e especiais que por mais que sofra e tenha que muitas vezes tomar decisões que são contrárias ao seu coração, nunca perde a esperança. Ao longo da narrativa, a forma com que a sua história é contada fez com que eu me sentisse realmente próxima a ele, como se ele fosse um amigo de longa data, ou alguém de minha família. Eu torci por ele, e sofri junto com Henri todos os momentos difíceis e perdas que ele teve na vida.

Ao terminar a leitura as duas e pouco da manhã eu estava aos prantos. Não de tristeza, mas de felicidade por que meu Querido Henri finalmente encontrou a paz e a felicidade em sua vida. Ninguém, mais que ele merecia isso.

Leiam, leiam, leiam Um Hotel na Esquina do Tempo! Simples, lindo, emocionante e encantador. Leiam!

 

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