Wishliterária – Junho.

27/06/16

| Arquivado em: LANÇAMENTOS.

Olá leitores =)

Frio, café bem quentinho e um livro. Passagem certa para o paraíso, não é mesmo? Eu amo dias frios, mesmo tendo que usar dois pares de meia e um cobertor exclusivo para meus pés gelados =D

E em junho as editoras mais uma vez chegam com lançamentos *lindos*. Tem livro para tudo o que é gosto, de romance a fantasia. Por isso pode separar o caderninho e abrir o seu Skoob para nossa atualização mensal de livros desejados. Confere ai!




Sinopse: Primeiro dos sete livros da série que se tornou o maior fenômeno editorial de todos os tempos, com mais de 450 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Harry Potter e a Pedra Filosofal chega às livrarias brasileiras em 1º de junho em edição ilustrada. Perfeita para a legião de fãs da série de J.K. Rowling e para as novas gerações que estão descobrindo a leitura, a nova edição é ilustrada por Jim Kay, ganhador da Kate Greenaway Medal, que fez um trabalho minucioso ao recriar o universo de Harry Potter em imagens e cores. Com projeto gráfico sofisticado, o livro, que traz o texto integral de J.K. Rowling, chega às lojas com capa dura, sobrecapa, miolo em papel couché e protegido por uma luva ilustrada.





Sinopse: Mar Despedaçado – Livro 01.
"Jurei vingar a morte do meu pai. Posso até ser meio homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro."

Filho caçula do rei Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior defeito de um homem. Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida, curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava. Certa noite, o jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi determinarão o destino do reino e de todo o povo. Joe Abercrombie nos apresenta um protagonista surpreendente, numa história de percalços e amadurecimento que abre a trilogia Mar Despedaçado.






Sinopse: A Quase Honrosa Liga de Piratas – Livro 03.
A filiação da jovem Hilary Westfield à Quase Honrosa Liga de Piratas não durou muito tempo. Depois de descobrir que o líder da organização, o capitão Dentenegro, estava envolvido com um grupo de criminosos que quer dominar o reino, Hilary decidiu se tornar uma pirata autônoma. Contudo, a fiel tripulação que a acompanha em suas aventuras em alto-mar acredita que ela seria a pessoa ideal para combater Dentenegro e assumir a liderança da QHLP, o que leva a garota a desafiar o capitão para uma batalha. O problema é que a disputa nem vai começar se Hilary não conseguir reunir duzentos seguidores para lutar ao seu lado. Assim, a jovem pirata parte numa missão de recrutamento que pode ou não envolver piratas temíveis, damas delicadas mais temíveis ainda… e galinhas.







Sinopse: Na Ânglia do século XVI, a prática da magia é ilegal e infratores são queimados nas fogueiras. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei: ela localiza e captura Reformistas, rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria para que sejam julgados e executados, conforme manda a lei. Até que, inexplicavelmente, ela é incriminada e acaba presa sob a acusação de praticar a arte que se dedicou a erradicar. A salvação, no entanto, acaba vindo na forma de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia. À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a uma contenda política de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir de qual lado está sua lealdade, afinal de contas?

+ Lançamentos
Eu tinha pedido para mamys  essa versão M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A de Harry Potter e a Pedra Filosofal de Natal. E sim, sou dessas que pede presente com meio ano de antecedência, mas como não tinha comprado nada para mim no meu aniversário e o livro estava em promoção na Amazon eu  já comprei, - estou apaixonada ().

Minha amada série Os Brigdgertons está chegando ao fim, assim como A Quase Honrosa Liga de Piratas. Mas, se algumas séries se vão outras chegam para assumir seu lugar, como é o caso de Meio Rei que estou curiosíssima para ler. E o que é essa sinopse de A Caçadora de Bruxas *-*. Nem preciso dizer que já quero não é?

Agora quero saber de vocês. Quais desses livros também estão nas suas listas de desejados? Compartilhe nos comentários =D

Beijos e até o próximo post;***

Sedução da Seda por Loretta Chase.

23/06/16

| Arquivado em: RESENHAS.

ISBN: 9788580415698
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 288
Classificação:
Compare os Preços:
Sinopse: As Modistas – Livro 01.
Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.

[ALERTA FANGIRL]

De todas as autoras de romance de época que acompanho, Loretta Chase conquistou o primeiro lugar em meu coração. Tanto que até achei melhor avisar logo no começo da resenha, que sim, estou correndo o risco de parecer fangirl. E de verdade não me importo, por que gente, - que livro maravilhoso! Em Sedução da Seda, primeiro livro da série As Modistas, somos presenteados com uma narrativa sedutora e que nos surpreende a cada capitulo.

Marcelline Noirot é uma ambiciosa modista que sempre soube o que quis e os meios para conseguir realizar esses desejos. Mesmo que para isso ela tenha que agir com poucos escrúpulos ou sair de Londres a caça de um duque extremamente rico que se esconde em Paris. Para Marcelline e suas irmãs, é quase um ato de caridade esvaziar os bolsos de Clevedon, tornando o guarda roupa de lady Clara Fairfax, sua noiva o mais refinado e belo da alta sociedade londrina. Porém, primeiro a modista precisa convencer o próprio Clevedon, que sua futura duquesa não pode continuar desfilando pelos salões de baile com “trapos”.

Clevedon que até então leva uma vida tranquila em Paris, não faz a menor ideia que um vestido é algo tão importante. Só que assim que ele coloca os olhos em Marcelline, o duque nota tudo, menos a beleza de seu vestido. Na verdade  Clevedon fica fascinado pela modista de tal modo que logo ambos se tornam o assunto principal dos fofoqueiros de Paris. Na mente de Marcelline o flerte inocente com Clevedon era necessário para os seus negócios, só que algo saiu um pouco errado nos planos dela.

Quando retornam a Londres, o falatório de Paris já tinha chegado as salas de chá da nobreza.  Marcelline não pode correr o risco de lady Clara achar que ela e o duque são amantes, afinal isso seria péssimo para sua loja. E para Clevedon é inadmissível a ideia de partir o coração daquela que durante anos foi sua melhor amiga, vivendo uma aventura amorosa com uma modista fria e calculista. Só que a vida tinha outros planos para dois, e agora que a primeira fagulha se espalhou, vai ser bem difícil controlar esse incêndio.

Uma das coisas que mais me agrada nas histórias da Loretta Chase é o fato dela fugir um pouco dos padrões que encontramos nos livros do estilo. Embora sua narrativa pareça clichê e nos encante com um romance gracinha, a autora se destaca pela forma como ela constrói seus personagens.  Suas mocinhas são fortes e decididas e não ficam esperando que as coisas caiam do céu, muito pelo contrário elas vão a luta por aquilo que acreditam.

Marcelline é o gênio criativo da família Noirot, e sabe o quanto suas irmãs e a pequena Lucie dependem dela. Por isso em muitos momentos ela se esquece de si mesma, ao colocar a necessidade dos outros acima das suas. Ela é determinada e não é o tipo que fica fazendo drama e nem chorando pelo leite derramado.  Marcelline está longe de ser perfeita e embora em determinadas situações ela tenha um “ego” maior que a Inglaterra é perceptível que por baixo de toda a sua pose, tudo o que Marcelline busca é dar um futuro melhor para sua família.

Já o Clevedon () começa como um tipo aristocrata com dinheiro sobrando no banco para se preocupar com coisas que fazem parte do dia a dia de Marcelline. E é muito bonito ver que a partir do momento em que a modista entra na vida dele, como ele “desperta” para o mundo.  E essa é uma das qualidades e diferencias na escrita da Loretta Chase, que me tornaram tão fã dos livros da autora.  Tipo apesar das histórias serem relativamente “curtas” a autora consegue desenvolve-las com tanta maestria que enquanto a narrativa evolui, você percebe os impactos que um personagem causa na vida do outro. Não é nada rompante ou rápido demais, são pequenas atitudes e gestos, que aos poucos moldam e transformam o relacionamento do casal.

Além disso, a autora dá aquela abertura que em minha opinião é a cereja do bolo em qualquer história, o destaque aos personagens secundários. Adorei a Sophia e a Leonie, as irmãs de Marcelline, como fiquei encantada pela Lucie. Até mesmo a Clara que tinha tudo para ser aquela personagem “sem graça”, conquistou não somente minha simpatia e respeito, mas principalmente a minha torcida para que ela encontre seu final feliz. De verdade fiquei muito orgulhosa da evolução da personagem aqui.

Confesso que depois que terminei a leitura de Sedução da Seda, senti aquele vazio enorme, do tipo que achamos que nenhum outro livro será capaz de preencher. Amo o fato da narrativa da Loretta Chase contar com personagens tão comuns que os tornam mais “humanos”. Amo como a autora explora o melhor e o pior deles e principalmente como ela ainda nos faz acreditar e sonhar com finais felizes.

“– Parece que a festa acabou – disse ele.
Noirot levantou o olhar e o fitou, o olhos negros brilhando.
– Pensei que estivesse apenas começando (...). ”

Sedução da Seda é aquele livro que te envolve, te deixa com um sorriso bobo no rosto e desejando que o livro tenha algumas paginas a mais de tão deliciosa que é sua narrativa. Com um equilíbrio perfeito de romance e sedução, drama e comédia e me arrisco dizer que sua história é daquelas, que todo mundo um dia sonhou em viver. Por isso leitores do My Dear Library, leiam Loretta Chase.

#naplaylist – Zen.

21/06/16

| Arquivado em: MÚSICAS.

Olá pessoas,

Dá para acreditar que quase já se passaram seis meses de 2016? A impressão que eu tenho é que ao mesmo tempo em que muita coisa aconteceu, nada absolutamente nada mudou. A crise tanto política como econômica continua em nosso país, não dando sinais que ira melhorar tão cedo (...). Além disso, todos os dias nós “esbarramos” com notícias que nos deixam com aquele aperto no peito e a sensação que o mundo está se tornando a cada dia um lugar mais triste e sombrio.

Imagem: Tumblr.
Por esse motivo, essa que vos escreve resolveu diminuir um pouco o ritmo, e trazer neste mês uma seleção musical mais “calminha”. Afinal, tem dias que precisamos parar por alguns segundos, respirar fundo e tranquilizar a nossa alma. E como acredito que a música tem o poder terapêutico, nada melhor do uma boa trilha sonora para ajudar a colocar nossos pensamentos em ordem e repor as energias.

Convido a todos vocês a desacelerar um pouquinho, apertar o play e viajar pelo #naplaylist desse mês.

#naplaylist
Espero que vocês tenham gostado desse #naplaylist mais zen. Procurei mesclar músicas New Age com alguns estilos similares que andavam meio sumidos aqui do blog. Lembrando que essa e as outras playlists do My Dear Library estão disponíveis lá no Spotify =D.

Que os próximos seis meses sejam incríveis para todos nós ().

Beijos e até o próximo post!

Anna Vestida de Sangue por Kendare Blake.

19/06/16

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788576864431
Editora: Verus
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 252
Classificação: Bom
Sinopse: Anna – Livro 01.
Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro. Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas.  Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Muitos de vocês já sabem que não costumo ler histórias de terror. Sou medrosa mesmo, e admito. Porém, ao ler a sinopse de Anna Vestida de Sangue da autora Kendare Blake, minha curiosidade foi despertada. Por isso, mesmo com receio de passar “medinho”, resolvi me arriscar e dar uma chance para o livro. Mas, embora a narrativa conte com alguns pontos interessantes não vou negar que esperava um pouco mais da história.

Filho de um caçador de fantasma e de uma bruxa, Theseus Cassio Lowood, ou simplesmente Cass, está longe de ser um adolescente comum.  Assim como seu pai Cass tem a estranha habilidade de encontrar e enviar para um lugar melhor, ou não, os fantasmas que por alguma razão ainda estão habitando esse plano. Junto com sua mãe e Tybalt, o gato farejador de espíritos, ele viaja pelo mundo todo rastreando fantasmas sanguinários.

Para Cass eliminar fantasmas é algo tão comum como respirar, por esse motivo quando ele chega a uma nova cidade, em sua mente a missão seria simples como sempre: perseguir, caçar, matar. Mas as coisas não saem como o imaginado e ele logo percebe que, derrotar Anna Vestida de Sangue será uma das suas missões mais complicadas. Anna é um fantasma cruel que mata a todos que ousam entrar naquela que um dia foi sua casa. Porém por alguma razão Anna poupa a vida de Cass, tornando o enigma que a cerca ainda mais intrigante.

Cass sabe que precisa encontrar um meio de derrota-la rápido e partir para sua próxima missão. Mas ele nunca enfrentou um fantasma como Anna, e quanto mais o mistério sobre ela aumenta, maior o fascínio de Cass por Anna fica.  Por que ela poupou a sua vida? O que aconteceu durante a sua morte que a tornou um espírito tão forte e violento? Enquanto corre contra o tempo para tentar encontrar essas repostas, Cass acaba deixando algo importante passar, e essa distração pode acabar saindo bem caro.

Confesso que ao iniciar a leitura eu esperava me deparar uma narrativa sombria, daquelas em que a cada capítulo vamos ficando mais envolvidos em seus mistérios. Só que não demorou muito para essa que vos escreve perceber, que Anna Vestida de Sangue era mais um típico, romance sobrenatural. Mas que no lugar vampiros, anjos e lobisomens e criaturas da vez são os fantasmas.

E não há como negar que nesse sentindo a Kendara Blake tentou trazer algo "diferente". Porém ao invés da autora abordar essa temática de uma maneira mais original, levando a narrativa para o lado suspense, ela escolheu o caminho mais “fácil” e criou um romance. E nada contra o romance, afinal vocês sabem o quanto sou fã de uma boa história de amor, desde que claro ela seja no mínimo convincente. Algo que infelizmente não acontece aqui.

Na verdade eu fiquei com a sensação que a Kendara desperdiçou todo o potencial da Anna, nessa tentativa de romancear a trama.  No começo da história somos apresentados a um personagem obscuro e enigmático, que no decorrer da narrativa vai perdendo completamente as qualidades que no principio tinha tornado ela tão interessante.  Já o Cass é o típico mocinho dos livros do gênero, daqueles que com sua síndrome de heroísmo quer resolver tudo sozinho e acaba arrumando ainda mais problemas.

Esse foi um dos pontos que mais me incomodou em Anna Vestida de Sangue. Os personagens são totalmente estereotipados e não evoluem durante a narrativa.  Além disso, como a história fica totalmente centrada no Cass,  personagens como a Carmel e o Thomas acabam não tendo muita oportunidade de “crescer” na história.  E mesmo que em alguns momentos eles tenham desempenhado um papel importante no desfecho da trama, eu realmente teria gostado bastante se a autora tivesse tirado eles um pouco da “sombra” do Cass e os desenvolvido mais individualmente.

E apesar da história contar com algumas situações que me deixaram um pouco mais apreensiva durante a leitura, elas não chegaram a ser muito surpreendentes ou assustadoras. E de verdade nesse caso eu não iria reclamar em sentir um pouco de medo. Mas, gostei do modo como à autora inseriu bruxos no enredo, já que como não é segredo para ninguém, adoro histórias como aquele toque especial de magia. Talvez o “problema” do livro comigo, foi o fato dele “vender” uma coisa e apresentar outra, porém agora só me resta esperar por Girl of Nightmares para ver como a Kendara vai finalizar essa história.

“ – Nós estamos vivendo uma vida secreta, não é, Cass? E ela está nos tirando do mundo.”

Anna Vestida de Sangue possui uma narrativa fluida e por mais que recorra alguns clichês, é uma boa opção para os fãs de literatura sobrenatural.  Só não espere encontrar algo de muito novo por aqui, afinal por mais que a escrita de Kendara Blake seja envolvente, você pode acabar com a sensação de que já viu isso em algum lugar. Fica a dica!

Qualquer Outro Lugar por A.G. Howard.

16/06/16

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788581638300
Editora: Novo Conceito
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 416
Classificação:
Sinopse: Splintered - Livro 03.
Alyssa está tentando entrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo. Para resgatá-los, ela precisa recorrer à ajuda de seu pai. Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha. Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um espírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração. E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o felizes para sempre.

Tem aquele tipo de livro que você vai lendo em “doses homeopáticas”, por que sabe o quão difícil será dizer adeus aos seus personagens favoritos. Não é a primeira vez que isso acontece comigo e sei que não será a ultima. Adiei o máximo que pude a leitura de Qualquer Outro Lugar, livro que encera a série Splintered da autora A.G. Howard. Desejei que o livro tivesse mais páginas, porém tudo que é bom tem a tendência de sempre terminar rápido demais.

A própria sinopse já dá alguns spoilers, mas quem preferir pode pular dois parágrafos.

Depois do desastre ocorrido no baile de formatura, Alyssa precisa correr contra o tempo para colocar tudo em seu devido lugar e principalmente, salvar aqueles que ama. Porém antes de tudo ela terá que encontrar um modo de entrar novamente do País das Maravilhas, agora que todos os portais para o reino estão fechados. Só que antes ela precisa  contar a verdade para o seu pai, e junto com ele partir para Qualquer Outro Lugar, resgatar Jeb e Morfeu que estão presos nessa terra perigosa onde os intraterrenos expulsos do País das Maravilhas vivem. 

Mas salvar seus entes queridos e restaurar o equilíbrio no reino que aprendeu a amar, se mostra uma tarefa mais difícil do que Alyssa imaginava. Pois além de derrotar a terrível Rainha Vermelha, que tem planos nefastos para o País das Maravilhas, ela tem que encontrar meios de salvar seu relacionamento com Jeb, ao mesmo tempo em que lida com seus reais sentimentos por Morfeu.  Conseguirá Alyssa em meio a tudo isso derrotar a Rainha Vermelha, e reconstruir seu lar intraterreno e salvando todos que nele vivem? Ao final as escolhas de Alyssa serão decisivas, não apenas para salvar o País das Maravilhas, mas para salvar a si mesma.

De todas as séries que acompanho (e não são poucas), a série Splintered é aquela em que foi mais visível ver o quanto a escrita de sua autora evolui. A.G. Howard nos apresentou uma releitura de um clássico dando a ele um tom mais sombrio, sem que em momento algum a magia presente no original fosse perdida. Já comentei aqui no blog que não sou uma “grande fã” da obra de Lewis Carroll, mas através da narrativa de A.G. Howard me apaixonei pelo País das Maravilhas.

Outro ponto que me agradou muito em Qualquer Outro Lugar, foi perceber o amadurecimento dos personagens. Alyssa aprendeu com seus erros no passado e finalmente entendeu que as necessidades dos outros vem antes das suas indecisões amorosas. O mesmo aconteceu com o Jeb, que aqui ganhou um foco mais individual em que foi possível conhecer melhor o personagem. Confesso que sou #teamMorfeu, porém foi impossível para essa que vos escreve não se encantar com a lealdade  e coragem de Jeb nesse livro. E isso foi uma surpresa maravilhosa, visto que nos livros anteriores eu tinha desenvolvido uma certa “antipatia” por ele.

Gostei muito do modo como mais uma vez a autora soube explorar o passado dos personagens, em especial do pai da Alyssa e da Rainha Vermelha. Isso não somente torna a história mais ampla, como também faz com que as motivações dos personagens pareçam mais claras.  A.G. Howard soube conduzir a sua trama sem deixar que em momento algum ela perdesse o ritmo, muito pelo contrário. A cada capitulo a autora nos presenteia com uma nova reviravolta e situações que deixam o nosso coração na mão.

Falando em coração, - como não amar o Morfeu () minha gente? Tudo bem que ele pode ser uma "peste" manipuladora e que algumas atitudes dele realmente nos deixam com aquela “raivinha” do personagem. Porém o que torna esse ser tão apaixonante é a maneira com a autora construiu sua personalidade. Morfeu é sombrio e trapaceiro, mas ao mesmo tempo ele é sábio e não dá um passo sem pensar nas pessoas e no lugar que ama. Muitas vezes Morfeu é egoísta? Sim, só que ele também sabe ser generoso. E acredito que justamente o fato de Morfeu ser tão complexo é o que faz dele o melhor personagem da série.

Qualquer Outro Lugar, foi aquele livro que me levou por uma aventura incrível e que me deixou com lágrimas nos olhos (por que sou tonta). A.G. Howard, não somente soube como fugir do clichê, como em momento algum foi óbvia.  Com toda certeza, valeu muito a pena esperar quase dois anos pelo lançamento desse livro. O único problema agora que me tornei fã da autora, é que vou ter que torcer muito para que os demais livros dela cheguem aqui no Brasil.

" – A falta de magia é o que leva os humanos a fantasiar, em primeiro lugar. E, Alyssa, que força maravilhosa e cheia de poder a imaginação pode ser."

A.G. Howard fechou a série com chave de outro, e me arrisco dizer que das infinitas séries que acompanho, essa foi a que até o momento teve aquele final “redondinho”.  Foi maravilhoso, voltar ao País das Maravilhas na companhia de Morfeu, Alyssa e Jeb. Foi gratificante ver como eles cresceram do decorrer da trilogia e foi ainda mais emocionante ter feito de alguma forma parte de tudo isso ().

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