20/06/2018

SoSeLit #06 - Lucro editorial vs. Leitor.

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Você encontra o livro da sua vida. Sim, aquele em que tanto a história como seus personagens conquistaram o seu coração. Só quem então, você descobre que esse livro não está sozinho e que na verdade ele é o primeiro uma série. Porém, eis que vem a notícia; “a editora não tem previsão ou a intenção de lançar a continuação da sua série queridinha”. Já passou por isso? Então abraça, que esse SoSeLit é para você!

imagem: Shutterstock
Nessa triste realidade que muitas vezes nos pega de surpresa, a blogueira que vos escreve consegue entender os dois lados da questão. O do leitor que acaba de certa forma de sentindo “desrespeitado”, afinal ele investiu dinheiro e tempo para acompanhar a história. E da editora que investiu dinheiro, planejamento e divulgação de marketing em algo que não trouxe o resultado esperado.

Trabalhei por quatro anos em uma revista, e sei o quanto é caro o material impresso no Brasil. A verdade é que como consumidores finais, muitas vezes não fazemos ideia do custo que aquele nosso livro favorito teve até chegar em nossas mãos. E levando em conta que a maioria das gráficas no Brasil utiliza matéria-prima importado e a alta taxa de impostos que nós pagamos, já dá para imaginar que o custo realmente é muito, mais muito alto.

Só que como leitora, também fico super chateada quando pergunto para uma editora quando a continuação de uma série vai sair e a resposta é, - sem previsão. E mais frustrante ainda é receber a notícia que a série foi cancelada.

Fazendo uma conta rápida aqui, eu mesma tenho quatro séries que comecei a ler, e que as editoras já sinalizaram que não tem a intenção de lançar a continuação tão cedo. São elas Poseidon, Vango, Era X e Na Companhia de Assassinos. Fora aquelas séries como Os Canalhas que além, dos dois volumes lançados não seguirem a ordem cronológica de lançamento, a editora “aparentemente” se esqueceu dos outros livros.

Como comentei lá no início do post, eu entendo o lado da editora. Afinal, como uma empresa ela precisar lucrar com um produto lançado. Principalmente, por que ela tem toda uma estrutura para manter e isso inclui pessoas que assim como nós têm contas no final do mês para pagar. Porém, isso não justifica na era digital em que vivemos, o total descaso com os leitores de uma série.

Um exemplo, é o caso da Editora Abril que passou a lançar algumas de suas principais publicações somente em plataformas digitais. O que me faz pensar se uma solução para resolver esse impasse, não seria lançar esses livros no formato de e-books. Eu mesma confesso, que por conta da praticidade e por falta de espaço físico ando consumindo muito mais livros digitais atualmente.

“Ane os livros digitais custam praticamente o mesmo que os livros físicos.” Sim eu sei, e isso vai ser assunto para outro post.  O que quero dizer, é que nessa briga entre o lucro editorial e leitor precisa-se encontrar o famoso caminho do meio. Aquele ponto de equilíbrio em que cada lado “perde um pouco”, mas que ao final todos saiam ganhando de alguma forma. Especialmente agora, que em que estamos passando por mais uma crise no mercado editorial, é que tanto as editoras como nós leitores precisamos unir forças para que o acesso à leitura no Brasil seja de fato democratizado.

Ficar sem a conclusão de uma série parte não só o meu ou o seu coração. Mas, de certa forma também parte o coração de uma equipe inteira que apostou naquele título e não obteve o retorno esperado. Ao final todos nós saímos perdendo (...).

Até o próximo post!


A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Eu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

17/06/2018

As lindas fanarts de Mian Lang.

| Arquivado em: ARTE

Quem acompanha o blog há mais tempo sabe o quanto essa blogueira que vos escreve A-M-A, os mangás e animes do grupo CLAMP, em especial Guerreiras Mágicas de Rayearth e Sakura Cardcaptor. ()

No começo do ano (nossa parece que foi ontem), compartilhei com vocês o quanto estava feliz com o lançamento da nova série da Sakura. Só posso dizer que amei, reviver aquela expectativa por um episódio novo. Foi nostálgico e lindo ter um encontro marcado todos os sábados com personagens tão queridos e que fizeram/ fazem parte importante de minha vida. Afinal, aquilo que amamos ficam com a gente para sempre.

Sakura e Syaoran
Por isso, acho que não é muito difícil imaginar o porquê me apaixonei pelas obras do ilustrador chinês Mian Lang, ou RDJlock como é encontrado nas redes sociais.  Conheci o trabalho do artista por acaso, quando vi uma publicação de uma das suas lindas fantarts em minha timeline do Twitter. Fiquei encantada com a beleza e a delicadeza nos traços de suas obras, além da leveza da paleta de cores por ele usada.

Mian Lang faz fantarts incríveis de animes, filmes e do ator Robert Downey Jr. Sério, - trabalho dele é incrível! Porém, ao selecionar as obras para esse post não resisti e selecionei apenas as ilustrações da minha captor card favorita (sou fã mesmo, sorry). Mas, não se preocupem que no final do post, vou deixar todas as informações de onde vocês vão poder encontrar todas as obras do Mian Lang. ()

Algumas Obras:
Sakura
Syaoran
Yue
Eriol
Yukito e Toya
Tomoyo e Sakura
Confesso que desde que troquei de celular eu vinha usando as imagens disponíveis na lojinha de temas, mas depois que vi os trabalhos de Mian Lang, especialmente o da Sakura com o Syaron () tive que usa-la como proteção de tela. É muito amor em uma imagem só, gente! Isso por que, acredito que nem preciso falar o quanto amei as ilustrações do Eriol e do Yukito com o Toya. () Fiquei completamente apaixonada!

Sei que a coluna Arte desse mês ficou bem fangirl, e por isso deixo o reforço para vocês visitarem as redes sociais do Mian Lang e conhecer outros trabalhos maravilhosos desse talentosíssimo artista.

Até o próximo post ;**

+ Mian Lang.
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14/06/2018

O Reino dos Sonhos por Judith McNaught.

 | Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.



ISBN: 9788528622324
Editora: Bertrand Brasil
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 348
Classificação: Bom
Sinopse: Dinastia Westmoreland - Livro 01. 

Royce Westmoreland, o “Lobo Negro”, é enviado pelo rei da Inglaterra para invadir a Escócia. Quando seu irmão, Stefan, sequestra Jennifer e Brenna Merrick, filhas de um lorde escocês, do convento onde vivem, as vidas de Royce e Jennifer se entrelaçam. Ele, um poderoso guerreiro que já ganhou muitas batalhas, não vê a hora de encontrar uma mulher que o amará pelo homem que é, não pelo medo inspirado por sua lenda. Ela, uma jovem rebelde em busca do amor e da aceitação de seu clã, mesmo na condição de prisioneira, não se deixa abalar pela fama de seu arrogante captor. Conforme os conflitos entre os dois se tornam mais frequentes, a urgência de se entregarem um ao outro só aumenta. Certa noite, quando ele a toma apaixonadamente nos braços, desperta nela um desejo irresistível. Mas, se Jennifer seguir seu coração, perderá tudo aquilo pelo que vem lutando e jurou honrar.

Venho comentando há algum tempo que romances de época não andam chamando tanto a minha atenção como no passado, pois não é de hoje que tenho a sensação que as histórias estão o mais do mesmo. Por esse motivo, quando li a sinopse de O Reino dos Sonhos da autora Judith McNaught, apesar do leve “incômodo” que ela me causou por soar levemente “familiar”, ainda sim achei a trama promissora e resolvi dar uma chance a obra. Afinal, sempre estou disposta a ler um romance gracinha. Porém, mesmo possuindo todos os requisitos de uma boa narrativa açucarada, alguns pequenos detalhes fizeram com que essa blogueira que vos escreve, não conseguisse se sentir completamente envolvida pela obra.

As filhas do lorde Merrick, Jennifer e Brenna vivem uma vida tranquila a Abadia Belkirk na Escócia. Mas, isso muda completamente em um final de tarde quando elas são sequestradas por Stefan, irmão do temível Royce Westmoreland, um guerreiro enviado pelo próprio rei da Inglaterra para invadir as Terras Altas. Conhecido como o Lobo Negro, Royce a princípio acha a presença das duas reféns no acampamento mais um incômodo do que uma vantagem estratégica contra seus inimigos, só que isso começa a mudar à medida que ele vai conhecendo melhor a Jennifer Merrick.

Jennifer está longe de ser uma donzela doce e frágil como sua irmã Brenna. Jenny não tem medo de enfrentar Royce, principalmente se isso significar recuperar o respeito e o amor de seu clã. Ela está disposta a fazer o que for preciso para proteger a irmã e encontrar uma forma delas voltarem para casa sã e salvas a tempo de avisar ao seu pai que o Lobo Negro está vindo. Só que quando todas as suas tentativas de fuga são frustradas e os conflitos entre ela e Royce aumentam, mais inquieta e atraída pelo guerreiro ela começa a sentir.

Royce sabe que é loucura se deixar levar pelos sentimentos que Jenny desperta nele. Embora ambos tentem sem muito sucesso manter a atração que sentem um pelo outro sob controle, ela acaba falando mais alto. Chega então o   momento em que Lady Jenny terá que escolher entre o coração e seu povo, afinal o clã jamais verá com bons olhos seu relacionamento com o Lobo Negro. Quando finalmente aceita o seu destino, ela tem certeza que jamais encontrará a felicidade novamente. Será?

Foram inúmeros pequenos detalhes que me incomodaram na narrativa de O Reino dos Sonhos, entre o principal deles foi em muitos momentos o enredo me remeteu ao livro O Lobo e a Pomba da saudosa autora Kathleen E. Woodiwiss (1939 – 2007).  Não digo só porque os protagonistas tem o codinome Lobo, até mesmo por que esse tipo de “coincidência” é algo que dá para deixar “passar”. O problema é que a estrutura da história é bem, mais bem familiar mesmo. A diferença é que em O Lobo e a Pomba a narrativa tem um tom mais áspero o que de certa forma dá mais intensidade a obra, enquanto O Reino dos Sonhos é tudo muito “bonitinho” dando a narrativa um tom mais delicado.

Outro ponto que me fez revirar os olhos vária vezes foi a protagonista. Sei que vocês estão pensando que não é novidade eu implicar com as mocinhas, e garanto que tentei com todas as forças gostar da Jenny, só que não deu.  Para começar ela faz burrada do começo ao fim do livro, além disso a falta de coerência nas atitudes dela chega a ser insuportável. É o velho e já conhecido caso da autora tentar passar a imagem que a protagonista é forte, decidida e independente quando na realidade ela passa a história toda tendo atitudes completamente opostas disso. Ok! Algumas dessas atitudes são até “compreensíveis”, mas mesmo que você tenha um coração muito bondoso dificilmente vai conseguir relevar o tempo todo o comportamento muitas vezes “infantil” da Jenny.

O Royce é aquele mocinho pelo qual desenvolvemos uma relação de amor e ódio na mesma proporção. E não nego que terminei a leitura achando que ele merecida alguém melhor. Tipo, apesar de ser irritantemente mandão e da fama terrível que acompanha o seu nome, Royce sabe ser uma pessoa justa e legal àqueles que ama. E assim, por baixo de toda a pose de “eu sou mal” no fundo ele só está procurando alguém que o ame de verdade. Clichê, eu sei, mas levando em conta a proposta do livro é algo já esperado.

Judith McNaught escreveu um romance previsível do começo ao fim. E o fato dela ter focado muito a obra nos protagonistas faz com que a pouca participação dos personagens secundários se destaque em especial da tia Elinor, funcionado como um bom “respiro” na narrativa. Até por que como mencionei acima a Jenny consegue ser bem irritante quando quer, e com isso levando o Royce a ter atitudes irritantes também. Além disso, a narrativa é fluida e o contexto histórico em que ela se encontra, o século XV é um dos meu favoritos.

No geral gostei do que encontrei em O Reino dos Sonhos, já que a obra entrega exatamente aquilo que se propõem. Só que não nego que infelizmente esperava ter me envolvido mais com a história do que na verdade me envolvi.O que é realmente uma pena.

“– Por que sinto que eu é que fui conquistado quando é você quem cede?
Jenny se encolheu e virou as costa para ele, enrijecendo os ombros frágeis.
– Não foi mais do que a um pequeno combate que cedi, Vossa Alteza; a guerra ainda está travada.”

Para quem está em busca de um romance leve e bem açucarado, O Reino dos Sonhos é uma boa opção. Pode não ser o melhor livro que você vai ler na sua vida, mas ainda assim é aquele tipo de obra que ao final vai deixar o seu coração mais quentinho.

10/06/2018

#naplaylist - Love Is in the Air | Volume 02.

| Arquivado em: MÚSICAS.

Talvez seja um hábito adquirido ao longo de oito anos trabalhando como social mídia, mas essa que vos escreve adora criar conteúdos inspirados em datas comemorativas. E mesmo com a fama de ser Ane a Coração Gelado (garanto para vocês que é mentira), esse mês me senti particularmente animada em criar uma playlist bem amorzinho aqui para o My Dear Library.
imagem: Shutterstock

Sei que vocês devem estar se perguntando qual é o motivo dessa a minha animação toda. E não, ela não é motivada por nenhum crush, até por que nem por personagem literário ando me apaixonando ultimamente. Ok! Talvez eu seja um “pouquinho” coração gelado.

Mas, a verdade é que ao selecionar as músicas para essa playlist percebi o quanto no passado eu idealizei o amor e grande parte, por causa das histórias que cresci lendo. A Ane de hoje, tem uma visão totalmente diferente do amor e principalmente do que quer para sua vida. Então criar essa playlist foi meio que um pedido de desculpas para todos os meus relacionamentos antigos, pois hoje eu vejo o quanto joguei a responsabilidade da minha felicidade nos outros de outras pessoas, quando na verdade ela sempre dependeu e sempre vai depender apenas de mim.

Por isso, se você está sozinha (a) nesse dia dos namorados, ou passando por um momento delicado em seu relacionamento, lembre-se que você é a única pessoa responsável por sua felicidade. E principalmente, que só podemos esperar dos outros aquilo que estamos dispostos a dar em troca. Tudo bem, ficar triste, e chorar enquanto escuta essa playlist (têm umas músicas bem dor de cotovelo), afinal às vezes precisamos descarregar a alma para ficarmos mais leves e seguir em frente. E nunca, jamais esqueça que você é uma pessoa especial e que vai sim, um dia encontrar o grande amor da sua vida.

Agora para quem está com o seu mozão, espero que vocês tenham um lindo dia juntos e que sempre encontrem na companhia um do outro o apoio e o companheirismo que fortalece qualquer relacionamento. Por que não existe nada de mais lindo e sublime do que se importa com alguém mais do que nos importamos com nós mesmos.
Vejo vocês no próximo post!

#naplaylist

07/06/2018

Meus Erros...

| Arquivado em: DIVAGANDO.

imagem: Shutterstock
Erro quando tento não errar e quando tento consertar meus erros.
Erro quando digo que te quero longe, mesmo querendo você perto de mim.
Erro quando falo que não sinto nada, quando a verdade é que sinto tudo.

Quero que você segure minha mão e diga que não preciso ser perfeita.
Que me abrace forte e fale que tudo vai ficar bem entre nós.

Entre nós ...

Erro quando digo, deixa para lá e finjo que não me importo. Quando na realidade o seu silêncio me entristece e assusta.
Erro quando machuco seus sentimentos para proteger os meus.

Não esqueça que nas entrelinhas de cada erro, você é o motivo do meu sorriso bobo todos os dias.

Todos os dias ...

Provavelmente vou continuar errando em tudo que se relacione a gente.
E sei que posso não ser a pessoa certa para você, mas sigo errando disposta a tentar ser.

Quero que você segure minha mão e diga que não preciso ser perfeita.
Que me abrace forte e fale que tudo vai ficar bem entre nós.

texto escrito por: Ariane Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

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