19/02/2018

SoSeLit #2 – Resenhar ou não resenhar, eis a questão.

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

“Por Júpiter que livro chato! Não sei nem por onde começar a escrever a resenha dele.”
“Será que devo escrever uma resenha não muito positiva de um livro que recebi de parceria?”
“E se autor (a) ficar chateado (a) comigo?”
“Todo mundo amou, menos eu (...).”

Ao menos uma vez na vida, todo blogueiro literário passou ou vai passar por uma dessas situações. E por isso o tema proposto pela Sociedade Secreta Literária em fevereiro é justamente essa dúvida que assola muitas vezes a nossa mente após a leitura de um livro, - Resenhar ou não resenhar, eis a questão.

imagem: Shutterstock
Nunca tive problemas em expressar a minha opinião sobre os livros que leio, mesmo quando essa opinião é diferente da grande maioria, afinal ninguém é obrigado a gostar de tudo. Além disso, não sei quanto a vocês, mas sempre fico com um pé atrás quando um livro só têm críticas positivas. Por que cá entre nós, agradar todo mundo nunca foi uma tarefa fácil. Então sempre que vejo que algum livro está sendo meio que uma “unanimidade” no momento, começo a leitura dele sem muitas expectativas.
Outro ponto a ser levando em conta é que nada nesse nosso mundo é perfeito e isso vale para os livros que lemos e amamos também. Precisamos ter o bom senso e aceitar que nem todo mundo vai amar Harry Potter ou odiar Cinquenta Tons de Cinza. E é justamente isso o que torna o muito literário tão incrível, sua diversidade de gêneros e estilos.

Eu, Ariane, pessoalmente não gosto de escrever resenha negativas. Tanto que a “menor” nota/classificação que dou a um livro é Regular. Em minha concepção regular é aquele livro que li na época errada da minha vida, ou que simplesmente não sou público alvo do autor (a) para aquela obra especifica.

Tem vários livros que leio e que não faço posto a resenha no blog. Alguns são de astrologia, música e marketing, já outros por que sinto que estou falando o mais do mesmo como por exemplo, a trilogia Divergente. Li todos os livros e no geral gostei bastante da história, só que na época era tanta, mais tanta gente falando dos livros e dos filmes que não vi a necessidade de eu como blogueira falar trilogia também. Fiquei com medo de criar um conteúdo cansativo e repetitivo, então achei melhor não resenhar os livros.

Já recentemente a história foi um pouco diferente. Li um livro de um autora que sempre gostei bastante, porém dessa vez a leitura acabou sendo decepção gigante. Fique semanas pensando em como escrever a resenha de um livro em que nada, absolutamente nada na história tinha cativado. Não vou falar qual é o livro em questão, mas a minha decisão final foi de não resenha-lo. E para quem está se perguntando, sim ele era de parceria.

Claro que sempre tem aquele livro que em que encontro uma “dificuldade” maior em escrever a resenha, seja por que a sua história é mais complexa ou por que algo na narrativa não me envolveu tanto. Por isso, antes de começar a resenha eu me pergunto; “Mesmo o livro não sendo como o esperado, consegui encontrar pontos positivos na obra durante a leitura?” Se a resposta for sim, escrevo a resenha buscando salientar de forma equilibrada os pontos que gostei e os que não gostei tanto assim. Agora se a resposta é não, valeu a tentativa mas não vai ter resenha.

Quando criei o blog a minha intenção era compartilhar coisas boas fossem elas livros, músicas, filmes, animes ou qualquer outra coisa que fizesse parte do meu dia a dia. E depois de quase oito anos isso não mudou. Por esse motivo resenhar um livro que não gostei só pela “obrigação de prestar contas”, ao meu ver significa que estou compartilhando algo ruim com quem acompanha o blog.  E isso além de  me deixar super desconfortável, vai principalmente contra a minha filosofia de vida que é espalhar coisas boas e amor pelo mundo.

Por esse motivo entre resenhar um livro que não gostei e não postar nada, fico com a segunda opção. Até por que o mundo já tem problemas e coisas chatas demais acontecendo para a gente perder tempo com aquilo que não agregou em nada nas nossas vidas.

E vocês, já deixaram de resenhar algum livro? Compartilhe o por que (sem dar nomes é claro) nos comentários.

Vejo vocês nos próximos posts!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Bela Psicose, Eu Insisto, La Oliphant e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

15/02/2018

O surrealismo místico e fantástico nas obras de Peter Mohrbacher.

| Arquivado em: ARTE

Todo mundo tem um amigo ou conhece alguém que é chamado carinhosamente de, “a (o) louca (o) dos signos”. No meu caso essa pessoa sou eu, afinal quem me conhece pessoalmente, ou me acompanha nas redes sociais, mas especificamente no Twitter sabe o quanto astrologia é um assunto muito presente em minha vida e que desde 2016 se tornou um hobby. Mas esse post não é sobre a minha paixão pelos astros ou meus estudos astrológicos, e sim sobre os maravilhosas obras do artista Peter Mohrcacher.

Ein Sof, The Infinite
Meu primeiro contato com o trabalho de Peter e a série Zodiac (lógico), foi o retweet de uma amiga minha ilustradora.  Assim que vi algumas obras desse incrível artista americano pensei: “Preciso mostrar isso no blog!”. E imagino que vocês já sabem o porquê fiquei tão encantada com o trabalho de Peter. Ele simplesmente mescla dois estilos artísticos que amo, o surrealismo e o fantástico dando a eles um toque místico maravilhoso.

O que mais me chamou a atenção das obras de Peter Mohrcacher é que além delas serem únicas, todas possuem uma atmosfera equilibrada entre luz e sombra. Tanto os seus trabalhos como os seus personagens lembram um pouco jogos de vídeo game e filmes de ficção científica e fantasia.

São obras com riqueza de detalhes e cores, todas em tons mais sóbrios e fechados. Divididos em quatro temas: The Emanations, The Seraphim, The Watchers e The Zodiac, e todos tem como inspiração nomes de anjos nas mais diversas mitologias do mundo.

Algumas Obras:
Kokabiel, Angel of the Stars
Suchlaph, Angel of Verdency
The Driftwood Cathedral
Hamaliel, Angel of Virgo
Azazel, Angel of Sacrifices
Uma das obras que mais me impressionou é a Ein Sof, The Infinite. Ela me lembrou do conceito da Árvore da Vida, além de passar a sensação de ser uma imagem simples e complexa ao mesmo tempo. Kokabiel, Angel of the Stars e Hamaliel, Angel of Virgo já me chamaram a atenção pela riqueza de detalhes e pelas cores usadas.

No site Angelarium vocês encontram mais obras do Peter. Algumas com o tom mais sombrio como a The Driftwood Cathedral e outras mais místicas como Suchlaph, Angel of Verdency, porém todos com sua beleza única e marcante.

Beijos e até o próximo post!

+ Peter Mohrbacher.

12/02/2018

O Silêncio das Águas por Brittainy C. Cherry.

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.


ISBN: 9788501109644
Editora: Record
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 364
Classificação: Ótimo
Sinopse: Elementos – Livro 03.
Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?

Nada é mais gratificante para um leitor do que encontrar um livro que o cativa e emociona do começo ao fim. E foi exatamente este sentimento que esteve presente durante a minha leitura de O Silêncio das Águas, o terceiro livro da série Elementos da autora Brittainy C. Cherry. Esse foi aquele livro que logo nas primeiras páginas aqueceu meu coração, e que ao final meu deixou com um sorriso bobo no rosto.

Maggie May é uma menina alegre que vive atrás do seu irmão Calvin e seu melhor amigo Brooks Griffin. E mesmo que a presença dela seja uma chateação para os garotos, nada pode afastar Maggie de Brooks, - a sua grande paixonite. Porém, após presenciar uma terrível cena, Maggie deixa de ser  menininha que contagia a todos com sua alegria. Algo naquele dia a quebrou por dentro, levanto junto a sua voz.

A sombra do que aconteceu naquele dia se estendeu por anos sobre toda a sua família, que do dia para noite teve que se acostumar com a ausência da voz de Maggie.  Ela própria aprendeu sozinha a lidar com seus ataques de pânicos e ver a vida passar através das janelas do seu quarto, e nas páginas dos livros que lê.  A única pessoa depois de seu pai que parece capaz de ouvir o seu silêncio é Brooks.

Brooks sempre permaneceu ao seu lado e conforme o tempo passou a amizade e a cumplicidade da infância se transformou em algo maior. Mas será que esse sentimento forte o bastante para curar Maggie do trauma que sofreu? Ou a maré da vida os guiará por caminhos diferentes em que ambos ao seu modo vão precisar encontrar a sua voz.

O Silêncio das Águas possui uma narrativa tocante que logo nas primeiras páginas nos conecta com seus personagens. Brittainy C. Cherry escreveu uma história com uma forte carga dramática, porém isso em nenhum momento deixa o enredo “pesado”. Aqui é tudo muito sutil e leve, e talvez por esse motivo emocione tanto.

Uma das coisas que mais me encantou durante a leitura foi ver o modo como à relação de Maggie e Brooks é construída. Aqui não temos aquela paixão ou desejo rompante que surgiu do “nada”. O que torna o relacionamento deles bonito é justamente a amizade que existe e se sobressai à paixão. É aquele tipo de companheirismo que mesmo com as reviravoltas da vida e das decisões “erradas” que muitas vezes tomamos continua existindo.

Maggie é uma personagem incrível e está longe de ser considerada uma garota frágil. E apesar do trauma e das consequências dele a impedirem de viver uma vida “normal”, ela nunca deixou de sonhar e principalmente de apoiar aqueles que ama. O Brooks pode até passar aquela imagem de príncipe encantado perfeitinho, porém a autora soube como explorar as fraquezas do personagem e isso o tornou ainda mais apaixonante ().

Além disso, O Silêncio das Águas é muito mais do que apenas a história de amor entre duas pessoas. Brittainy C. Cherry apresenta aqui de um modo doloroso e real não apenas os impactos que um trauma causa na vida da pessoa e, mas também em que é próximo a ela.  Com maestria a autora mostra como a família de Maggie foi atingida mesmo que indiretamente pelo o que aconteceu naquela tarde fatídica. E por mais que algumas atitudes da mãe de Maggie, Katie e de sua irmã Cheryl tenham me incomodado e até me deixado com raiva em determinados momentos, é impossível não “entender” os motivos que elas tinham para agir daquele modo.

O O Ar que Ele Respira, continua sendo o meu livro favorito da série, mas não nego que O Silêncio das Águas ficou ali de mudar isso. Pois a minha única ressalva em relação a ele é que senti que o final além de corrido, deixou um pouco a desejar. Tipo por tudo o que a narrativa abordou e pela forma que autora estava conduzindo a trama, o desfecho embora emocionante ficou “simplista” demais em minha opinião.

“E aqueles que acreditam em você quando nem mesmo você acredita mais são justamente aqueles que você precisa manter por perto.”

O Silêncio das Águas possui um ritmo suave, do tipo que nem percebemos a hora passar de tão envolvente que é a sua história. Brittainy C. Cherry nos presenteia com uma narrativa que fala de amor na sua forma mais sublime. Àquela que navega por águas calmas em alguns dias e tempestuosas em outros, mas que mesmo assim permanece forte.

Veja Também:
O Ar que Ele Respira.  
A Chama Dentro de Nós.

07/02/2018

O Príncipe Corvo por Elizabeth Hoyt.

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.


ISBN: 9788501109811
Editora: Record
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 350
Classificação: Bom
Submarino| Compare os Preços
Sinopse: Trilogia dos Príncipes – Livro 01.
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. Em que ela deve fazer o inimaginável. E encontrar um emprego. O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante. Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante.

Desde que a Editora Record divulgou o lançamento da Trilogia dos Príncipes da autora Elizabeth Hoyt, essa que vos escreve ficou bastante curiosa. Afinal, não é segredo para ninguém que sou fã de romances de época.  E apesar da história de O Príncipe Corvo não ser ao todo que eu esperava, gostei bastante da forma como autora construiu os personagens.

Anna Wren é uma jovem viúva que precisa desesperadamente de um trabalho para manter a casa onde vive com a sogra e mais uma ajudante. Anna sabe que a sociedade do pequeno vilarejo onde mora, pode não ver com bons olhos uma mulher de sua posição trabalhando fora de casa. Mas entre a opinião dos outros e o pão de cada dia, ela fica com a segunda opção e parte em busca de uma ocupação digna que possa exercer. A oportunidade surge depois que dois dos secretários do temível conde de Swartingham deixam a mansão Ravenhill do dia para noite.

Edward de Raaf é conhecido pelo seu humor nada amigável, porém de alguma forma Anna consegue lidar com o temperamento rude do conde. Tudo parece estar resolvido para ambos os lados. Anna consegue um emprego digno para sustentar a sua casa e Edward um secretário, ou melhor, dizendo secretária competente que não saí correndo por causa dos berros dele. Só que a relação que devia ser apenas profissional, aos poucos com a convivência acaba se transformando em algo mais forte.

O conde de Swartingham sabe que não deve nutrir os pensamentos pecaminosos que vem a sua mente sempre que Anna está por perto. Por isso, ele busca encontrar um “certo alivio” da tentação longe de casa. Mas Anna não fica nada feliz com isso e decide que se o conde vai procurar diversão na cama de alguma dama, que a dama em questão seja ela.  Mas será que uma única noite de amor vai ser o suficiente para aplacar a paixão que surgiu na sombria Ravenhill?

Um dos pontos que mais me chamou a atenção em O Príncipe Corvo é que ao contrário da maioria dos livros do estilo, aqui os protagonistas são mais maduros o que dá a narrativa um tom mais “adulto”, por assim dizer. Além disso, ao apresentar um protagonista que foge completamente do estereótipo de príncipe encantado, Elizabeth Hoyt acaba dando um toque mais real e “humano” para sua história. Gostei muito do modo como à autora desenvolveu a personalidade da Anna. Tipo, ela não está preocupada com o que vão falar dela e age sempre conforme a sua consciência, mesmo que às vezes isso signifique quebrar as regras da sociedade. Anna sabe o que quer, e não está disposta abaixar a cabeça nem mesmo para Edward.

Porém, apesar desses dos pontos positivos, a obra de Elizabeth Hoyt não apresenta nada de muito novo. A narrativa é aquele clichê previsível que em muitos momentos peca por detalhes desnecessários.  Na verdade o que realmente prendeu a minha atenção durante a leitura foram os trechos conto do Príncipe Corvo presentes no começo de cada capítulo. Esse conto, não só dá nome ao livro como desempenha um papel bem interessante na narrativa como um todo.

Como comentei no começo da resenha, ao iniciar a leitura eu esperava uma história e acabei encontrando algo um pouco diferente. Gostei de uns pontos e de outros não gostei tanto assim. No fundo a impressão que fiquei é que a autora tentou fazer uma releitura de A Bela e Fera com uma pegada mais sensual e sombria, que até funcionou bem. Porém deixou aquela incomoda sensação que podia ter sido melhor.

“– Você está sugerindo que estou mentido?
– Ora, sim, docinho, acho que estou. Você parece ter uma facilidade inata para mentir.”

Apesar do enredo clichê e de alguns pontos fracos em seu enredo, O Príncipe Corvo traz um começo promissor para a trilogia de Elizabeth Hoyt. E é importante ter em mente que aqui a narrativa pende mais para o lado erótico do que para o romance gracinha. E talvez, justamente por estar esperando algo mais parecido com os romances de época açucarados é que terminei a leitura um pouquinho “decepcionada”. Mas, faz parte (...).

04/02/2018

Sakura Cardcaptor: Clear Card.

| Arquivado em: ANIMES

“Volte a forma humilde que merece, Carta Clow!”

Se você assim como essa que vos escreve passava as manhãs assistindo TV Globinho (saudades) no começo dos anos 2000, com certeza deve se lembrar de um dos animes mais lindos e fofos do mundo, Sakura Cardcaptor.

imagem: Giphy
Eu amo, mas amo tanto esse anime e mangá que no meu coração ele e as Guerreiras Mágicas de Rayearth mesmo depois de tantos anos (e coloca anos nisso) continuam sendo os animes e mangás da minha vida (). E para comemorar os vinte anos de lançamento do mangá, o estúdio CLAMP resolveu presentear os fãs com uma nova série da Sakura, a Sakura Cardcaptor: Clear Card.

©Madhouse/CLAMP
O mangá ainda não chegou aqui no Brasil, mas o anime estreou no dia 07 de janeiro e está sendo transmitido pelo site de stream Crunchyroll. Então no post de hoje, vou compartilhar com vocês as minhas primeiras impressões sobre o anime e principalmente tentar de alguma forma, descrever como está sendo acompanhar as aventuras da Sakura novamente.




Sinopse: Tendo início dois anos após a conclusão da primeira série, o arco Clear Card é uma nova aventura de Sakura Kinomoto, uma jovem de 14 anos capaz de invocar estrondosos poderes a partir de cartas mágicas. Após um estranho sonho envolvendo uma misteriosa figura, Sakura descobre que todas as suas cartas ficaram transparentes e perderam seus poderes. Ao partir em uma jornada para descobrir o que há de errado, ela encontra e captura novas cartas com a ajuda de um novo báculo mágico, e conta com a ajuda de seus guardiães Kerberos e Yue, e de seus amigos Syaoran e Tomoyo.

Preciso começar dizendo que chorei muito no primeiro episódio. Foi lindo, emocionante e nostálgico reencontrar com personagens que marcaram tanto a minha adolescência. Foram tantos momentos maravilhosos que meu coração ficou repleto de saudosismo e mais quentinho.  Com certeza, a cena que mais me emocionou foi o reencontro da Sakura com o Syaoran (). Ai como eu amo esses dois gente! 

©Madhouse/CLAMP
O anime tem uma aura de mistério envolvendo as cartas e o porquê elas ficaram transparentes e sem magia. É perceptível que mesmo mantendo a sua meiguice encontramos uma Sakura mais madura e forte aqui.  As interações dela com o Toya () continuam maravilhosas e protagonizam os momentos mais engraçados do anime. E uma das coisas mais legais de acompanhar essa nova série é perceber dos pequenos detalhes as várias referências da série antiga, assim como a essência dos personagens continua a mesma.

©Madhouse/CLAMP
A Tomoyo a maior fan girl da Sakura que a gente respeita. Kero e sua obcessão por comida. Yukito/Yue sendo fofo (o primeiro crush a gente nunca esquece). Eriol sendo misterioso. Durante cada episódio volto a ser a Ane de 2001 e sinto um misto de emoções. Tipo ao mesmo tempo em que dou muita risada, meu olhos se enchem de lágrimas e fico com um sorriso idiota no rosto. Por que esse é o efeito que as histórias da CLAMP sempre tiveram sobre mim.

©Madhouse/CLAMP
Assisti até o momento cinco episódios dessa temporada e estou completamente encantada. Os traços, as cores e os efeitos estão lindíssimos. Além disso, já estou cheia de suposições e teorias do porque as cartas perderam o seu poder. E como se tratando da CLAMP, tudo é possível isso me deixa empolgada e com um pouquinho de medo também. Mal posso esperar pelos próximos episódios, até por que estou bem curiosa ainda mais agora com a entrada da Akiro na história.

©Madhouse/CLAMP
Só digo uma coisa, dona CLAMP pode dar a reviravolta que quiser desde que não mexa com meus casais favoritos. Quero Sakura e Syaoran e Toya e Yukito juntos no final e ponto. Já fiquei desidratada (Ane sendo dramática) o suficiente com o final da série antiga.

Ficha Técnica:
Sakura Cardcaptor: Clear Card
Titulo Original: Cardcaptor Sakura: Clear Card
Gênero: Shōjo
Direção: Morio Asaka
Autor: Nanase Ohkawa | CLAMP
Produtora: Madhouse
Música: Takayuki Negishi
Número de Episódios: 22 – em andamento.
Ano de Lançamento: 2018
Personagens Principais: Sakura Kinomoto, Syaoran Li, Kerberos (Kero), Tomoyo Daidouji , Toya Kinomoto,Yukito Tsukishiro  (Yue), Eriol Hiiragizawa, entre outros.

Trailer:

Agora só resta ficar na torcida para que a JBC editora que lançou os mangás da Sakura aqui no Brasil, lance rápido essa nova série. Enquanto isso, vou matando as saudades dos meus personagens favoritos relendo o mangá antigo e assistindo aos novos episódios.

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