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20/10/2020

A Coroa da Vingança por Colleen Houck

| Arquivado em: RESENHAS

Quem acompanha o blog há mais tempo, sabe que não gosto de publicar resenhas "negativas". Em minha opinião, a leitura é algo muito individual e às vezes um livro com o qual não tive uma boa experiência, pode ser o livro da vida de outra pessoa e vice-versa. Porém no caso específico de A Coroa da Vingança da autora Colleen Houck, preciso desabafar.

De verdade, até agora eu estou me perguntando o que a Colleen tomou para escrever o último livro da série Deuses do Egito. Sério, em alguns momentos os fatos narrados são tão inacreditáveis, que chegam a beirar o absurdo. Então já peço desculpas antecipadas porque sim, vou abrir meu coração para vocês e sem dar spoilers.

Resenha

  ISBN: 9788580417876
  Editora: Arqueiro
  Ano de Lançamento: 2018
  Número de páginas: 416
  Classificação: Tentando entender o que aconteceu até agora
Sinopse: Deuses do Egito - Livro 03
Em A Coroa da Vingança, terceira e última aventura da série Deuses do Egito, Colleen Houck nos presenteia com um desfecho tão surpreendente e inspirador quanto o elaborado universo mitológico que criou. Meses após sua pacata vida como herdeira milionária sofrer uma reviravolta e ela embarcar numa vertiginosa jornada pelo Egito, Liliana Young está praticamente de volta à estaca zero. Suas lembranças das aventuras egípcias e, especialmente, de Amon, o príncipe do sol, foram apagadas, e só resta a Lily atribuir os vestígios de estranhos acontecimentos a um sonho exótico. A não ser por um detalhe: duas estranhas vozes em sua mente, que pertencem a uma leoa e uma fada, a convencem de que ela não é mais a mesma e que seu corpo está se preparando para se transformar em outro ser. Enquanto tenta dar sentido a tudo isso, Lily descobre que as forças do mal almejam destruir muito mais que sua sanidade mental – o que está em jogo é o futuro da humanidade. Seth, o obscuro deus do caos, está prestes a se libertar da prisão onde se encontra confinado há milhares de anos, decidido a destruir o mundo e todos os deuses. Para enfrentá-lo de uma vez por todas, Lily se une a Amon e seus dois irmãos nesta terceira e última aventura da série Deuses do Egito.

Logo que iniciei a leitura de O Despertar do Príncipe, já pressenti que teria algum tipo de problema com o desenvolvimento dessa série. Mas como amo tudo que tem o plano de fundo mitologias antigas, resolvi dar uma chance para a história da jovem  Lily e a múmia renascida, quero dizer o príncipe egípcio Amon.

Mesmo com semelhanças com a Saga do Tigre, outra obra da autora, O Despertar do Príncipe foi um começo promissor em especial porque apresentou bons personagens  como, os príncipes Asten e Ahmose, além do carismático Dr. Hassan. Porém no segundo livro, O Coração da Esfinge a narrativa já trilhou um caminho perigoso em que a cada capítulo, a sensação que eu tinha era que estava “relendo uma versão não tão boa" da história de Ren, Kelsey e Kishan, mas como personagens diferentes.

Gosto muito da escrita da Colleen Houck e a Saga do Tigre é uma das minhas favoritas, mas isso não me impede de ver os vários problemas na construção da sua história. Problemas esses, que infelizmente se repetem aqui e de certa forma, conseguem ser maiores.

O primeiro ponto pode até passar despercebido por quem não tem tanto interesse em mitologia, mas o fato de a autora inserir elementos de outras mitologias como a chinesa, grega e a celta em uma história que tem como base os mitos egípcios, deixou a narrativa em diversos momentos destoante. Em várias passagens parei a leitura e me perguntei: “Mas o que isso tem a ver com o Egito antigo?”. A situação chegou a um extremo tão grande, que sempre que algo novo surgia, eu pesquisava para saber qual era a origem.

Só que isso é algo que mesmo eu sendo chata consigo relevar, afinal temos a famosa “licença poética” e talvez pouquíssimos leitores tenham se atentado a esse detalhe. Porém não tem como, (agora começa o desabafo) não ter uma síncope nervosa com o rumo que a Colleen deu para a história.

Lily sofre a síndrome da donzela indefesa e em perigo pela qual, todos os homens se apaixonam. Em A Coroa da Vingança, ela se comporta como uma criança mimada que age por impulso e com isso, acaba colocando a vida dos outros em perigo. Além disso, o recurso utilizado pela autora da personagem possuir duas outras pessoas em sua mente, a Tia a leoa e Ashleigh a fada e por isso, suas ações e sentimentos não são claros torna tudo ainda mais confuso e desnecessário.  Não sei quantas vezes tive que parar e respirar fundo, para não gritar de frustração enquanto lia esse livro.
 
Amon que não segundo livro foi quase figura decorativa aqui repetiu o papel, o que só me fez pensar em qual parte da construção da série a Colleen resolveu que ele não seria mais o protagonista. O Asten coitado, entra mudo e sai quase calado, fora que há um drama gigantesco  relacionado a ele que além de óbvio, termina de uma forma tosca como se nada tivesse acontecido. Até agora me pego pensando qual foi a necessidade de tantas lágrimas (dos personagens e não minhas porque quando chegou nessa parte, eu já estava soltando fogo pelas ventas) para depois ficar todo mundo com cara de paisagem.

Já o Ahmose, aí gente que dó desse moço. Tudo bem que dentre os três príncipes, o Ahmose é o mais sério e reservado, mas ele não merecia o que a autora faz aqui. A Colleen o transformou em um personagem carente, disposto a qualquer sacrifício por uma migalha de atenção que a Lily possa oferecer.  A Tia e Ashleigh conseguem ser tão insuportáveis, quanto a sua "hospedeira" e só deixam a narrativa mais caótica e dramática sem necessidade alguma. Aliás, o que não falta é coisa desnecessária nesse livro.

Todos os desafios apresentados aos protagonistas parecem ser impossíveis. Você lê páginas e mais páginas com os personagens lutando e sofrendo para no último momento, a solução milagrosamente aparecer.

Mas nada, nada mesmo consegue ser tão decepcionante quanto a participação do grande vilão da história, o deus Seth. Peço perdão ao Valentim Morgenstern, pelo dia que chamei ele de vilão decorativo. Não vou entrar em detalhes aqui para não dar spoilers, mas eu fique tipo: “Gente! Como assim? Não acredito que li quatro livros para isso.”

Quanto mais próximo do capítulo final, mais reviravoltas sem pé e sem cabeça a autora foi criando. E se já não bastasse a Colleen inserir na história mitos que não tem ligação nenhuma com o Egito, na tentativa de dar um final feliz para todo mundo, a solução encontrada pela autora, foi a gota d'água. A partir desse ponto eu comecei a chorar, mas de raiva mesmo.

Terminei a leitura exausta, sem saber o que pensar e o que sentir. Colleen Houck me encantou com sua escrita em A Saga do Tigre, mas depois da experiência desastrosa que tive com O Despertar dos Deuses, vou dar um tempo nas obras da autora.

Resenha
© Ariane Gisele Reis.

“Não podemos mudar a direção do vento, meu amor, mas podemos nos alinhar de modo que ele não nos derrube.”

Antes que vocês pensem que as minhas expectativas que estavam altas, posso garantir que a única coisa que esperava encontrar, era um final satisfatório com toques de romance a aventura. Porém só me deparei com uma narrativa arrastada do começo ao fim em que nada fez sentido algum.

Conforme mencionei no começo da resenha, não gosto de trazer opiniões negativas. Mas como vocês puderam perceber, essa blogueira aqui realmente precisava desabafar.  Por isso, se alguém que está lendo essa resenha tiver interesse de ler a série,- leia. Às vezes a sua visão da história,  vai ser completamente diferente da minha. 

06/10/2016

O Coração da Esfinge por Colleen Houck

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580416060
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 368
Número de páginas:  2016
Classificação: Muito Bom
Sinopse: Deuses do Egito – Livro 02.
Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar. Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez. Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos. Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso. Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

Essa que vos escreve precisa admitir que estava morrendo de medo de que O Coração da Esfinge sofresse da terrível “maldição do segundo livro”. Além disso, o fato de ter lido algumas resenhas não muito animadoras, fizeram com que o meu receio ficasse ainda maior. Por isso, confesso que comecei a leitura sem grandes expectativas, mas para minha surpresa me vi envolvida pela narrativa da Colleen Houck logo nos primeiros capítulos. O que claro, não significa que tudo foram flores nessa sequência da série Deuses do Egito.

Pode conter spoilers do livro anterior. Para quem não quiser correr o risco, pulando dois parágrafos agora.

A separação da jovem Lily Young e Amon foi uma experiência dolorosa para os dois. E por mais que ela se esforce, voltar a levar uma vida normal depois de tudo que aconteceu é praticamente impossível. Para fugir dos olhares vigilantes de seus pais e tentar de algum modo curar o seu coração partido, Lily decide se refugiar na casa da avó por um tempo. Só que para surpresa dela de alguma forma ela e Amon continuam ligados um ao outro. Lily sonha constantemente com o seu príncipe, porém em seus sonhos Amon parece estar passando por um sofrimento terrível e isso a deixa ainda mais angustia.

Quando Lily recebe a visita do deus Anúbis suas suspeitas são confirmadas. Algo de errado está acontecendo com Amon, e somente ela pode salvá-lo.  Antes de partir para o outro mundo, Amon tinha deixado um amuleto com Lily e graças a esse objeto a ligação entre os dois é forte o suficiente para guia-la através do mundo dos mortos para resgatar o príncipe perdido. Só que para salvar aquele que ama Lily terá que trilhar um caminho perigoso. Uma jornada cheia de sacrifícios da qual ela pode não sair com vida. O coração e os sentimentos de Lily serão testados e ela precisará ser forte se quiser salvar Amon e a si mesma.

Para quem leu a série anterior da Colleen Houck, a Saga do Tigre algumas coisas aqui vão parecer “repetitivas”, em especial a forma como a autora compôs a personalidade dos personagens nesse segundo livro.  Em O Despertar do Príncipe as pequenas semelhanças já tinha me incomodado um pouco, porém dessa vez elas me incomodaram muito. Principalmente por que conforme a narrativa avança a personalidade da Lily sofre uma mudança muito brusca, e de verdade isso não é legal.

Tudo bem que dentro contexto da trama essa mudança tem uma "lógica", porém a sensação que tive é que a Colleen se perdeu demais em detalhes que não agregaram em nada na história e deixando de explorar elementos e personagens mais interessantes.  Outro ponto que me incomodou foi outra repetição de padrão na narrativa da autora, - todo mundo se sente atraído aka apaixonado pela Lily. Sério não tinha necessidade disso, como não tinha necessidade da história girar em torno das inseguranças e faniquitos da protagonista. Eu realmente esperava que o enredo fosse mais focado na busca pelo Amon e não é bem isso o que acontece, infelizmente.

Tipo, fiquei com a impressão a Colleen quis escrever mais um romance do que uma aventura, que é o que a premissa do livro nos apresenta. E é justamente o romance que não combinou aqui. Não por que ele é forçado e pouco convincente, embora em alguns momentos ele realmente seja isso. O problema é o modo como ele foi inserido, o que me deixa intrigada e ao mesmo tempo muito apreensiva, para saber como a tia Colleen vai arrumar a bagunça que criou aqui.

Mas apesar de ter achado O Coração de Esfinge um pouco “inferior” em relação ao enredo quando comprado com o livro anterior uma coisa eu não posso negar. Colleen Houck é aquele tipo de autora que consegue literalmente transportar o leitor para sua história. Ela é mestre em moldar mitologias criando algo novo, empolgante e envolvente.  Outro ponto que me deixou bastante feliz foi a participação mais ativa do Asten () e do Ahmose no desenvolvimento da história. Para ser bem sincera em minha opinião os dois são personagens mais atraentes do que o Amon, e me entristece saber que o papel deles só foi maior por que dessa vez o “grande” protagonista da trama ficou em segundo plano.

O Dr. Hassan também não aparece muito nesse segundo livro, mas em compensação temos um envolvimento maior dos deuses do Egito na narrativa. Praticamente todos os deuses mais importantes do Panteão Egípcio parecem, e sim isso quer dizer que Amon-rá, Hórus, Isis, Osíris e até mesmo o temível Seth dão o ar da graça.  E essa inserção mais efetiva dos deuses do Egito foi sem sombra de dúvidas o ponto mais alto da história. Por que a partir do momento que eles foram surgindo na trama, a sensação que fui tento é que eu realmente estava no Egito antigo, com todo seu mistério e magia. E isso foi simplesmente fantástico!

Houve detalhes que me incomodado bastante aqui é verdade. Porém não nego que no contexto geral gostei do modo como tudo foi se encaixando no final. Algumas partes poderiam ter sido mais bem desenvolvidas, mas como nem tudo é perfeito eu só posso esperar e torcer para que o próximo livro a autora  "entregue" a história que de propões a escrever. Afinal, mesmo a Saga do Tigre sendo uma das minhas séries favoritas, estou esperando algo novo e totalmente diferente daquilo que já li. Não me decepcione Colleen Houck, please!

“– Porque conhecê-los Lily, é amá-los. Se eu os amar, vou sentir dor ao perdê-los. É a maldição que acompanha a imortalidade. Entende?”

Colleen Houck novamente nos presenteia com uma narrativa que nos leva por uma viagem incrível pelo Egito e seus mistérios. Porém, infelizmente a autora “derrapou” um pouco ao focar mais no romance e em clichês que já estão saturados do que na aventura mágica que a premissa prometia. Mas mesmo com seus pontos negativos, O Coração da Esfinge consegue ser um livro que nos surpreende, cheio de reviravoltas e personagens cativantes.  

Veja Também:
O Despertar do Príncipe

02/10/2015

O Despertar do Príncipe por Colleen Houck

| Arquivado em: Resenhas.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580414363
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 384
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: Deuses do Egito – Livro 01.
Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação. E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade. Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo.

Mesmo estando super ansiosa para conhecer a nova série escrita pela autora Colleen Houck, Deuses do Egito confesso que “travei” na leitura desse primeiro capitulo. Sabe quando você espera devorar um livro, mas acaba meio que protelando ao máximo possível a leitura dele? Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo. E entendam isso não quer dizer que não gostei de O Despertar da Príncipe, a verdade é que gostei e muito. Porém foi praticamente impossível não fazer “pequenas comparações” com a Saga do Tigre, - e sim isso me incomodou um pouco.

Lilliana Young tem uma vida praticamente invejável. Aos dezessete anos ela mora com os pais em um luxuoso hotel com vista para o Central Park, e desfruta de todo o conforto e privilégios que o dinheiro pode oferecer. Mas, ao contrário do que se imagina Lilliana não é feliz. No fundo ela gosta das coisas mais simples da vida, e seu maior desejo é que seu mundo tão certinho tenha um pouco de aventura e desordem. Tudo em sua vida é controlado, rígido e previsível, até que em uma manhã na sessão dedicada ao Egito no Museu Metropolitano de Arte muda tudo isso. Ela presencia o renascimento de uma múmia, ou melhor dizendo, do príncipe egípcio Amon. E graças a esse encontro inusitado a sua vida vira de ponta cabeça.

Amon assim como seus irmãos recebeu poderes dos deuses para cumprir a divina missão de a cada milênio salvar a Terra das trevas trazidas pelo o temível deus Seth. Só que algo estranho aconteceu dessa vez. Amon despertou muito longe de casa e agora vai precisar da ajuda de Lily para chegar ao Egito e encontrar as tumbas de seus irmãos Asten e Ahmose, a tempo de acorda-los para a cerimônia sagrada. 

Há principio Lily fica hesitante em atravessar oceano rumo ao desconhecido com um total estranho. Mas, ela não consegue evitar a atração inexplicável que sente pelo príncipe e principalmente a necessidade de viver finalmente uma aventura.  Ao partir para Egito com Amon em uma corrida contra as areias do tempo para salvar a Terra, Lily não pode imaginar os inúmeros perigos ao qual sua frágil vida mortal será exposta. E muito menos que uma múmia com milhares de anos pode ser capaz de roubar seu coração.

Sou fã da Colleen Houck, mesmo ainda não tendo perdoado ela pelo final da Saga do Tigre, que isso fique bem claro. Colleen é uma daquelas autoras que tem “dom” de não apenas me deixar curiosa em relação à trama, mas também de me transportar para dentro dela.  E não tem mitologia que eu ame mais depois da grega do que a egípcia, e só esse fato já me fez desejar o Despertar do Príncipe desde o seu lançamento lá fora.  Afinal é do Egito antigo que estamos falando aqui ().

O Despertar do Príncipe se apresenta como um prelúdio promissor de uma nova saga que tem tudo para ser melhor que anterior. Porém, alguns pequenos ajustes precisam ser feitos. Tipo por mais que a protagonista aqui tenha uma personalidade forte e não se comporte como a “rainha do drama”, foi inevitável em alguns momentos não comparar as atitudes da Lily com as da Kelsey. Do mesmo modo que em muitas situações o Amon agiu de forma muitíssimo parecida ao Ren. E foi por isso que travei um pouco durante a leitura (...).

Não que as sagas ou as personalidades dos personagens sejam idênticas, porém as estruturas de ambas são muito semelhantes. A principal diferença é que a autora focou mais na missão dos príncipes e deixou o romance meio que de lado nesse primeiro livro. Outro ponto é que senti a falta daquele “toque mágico” presente na escrita da Colleen que sempre deixa a leitura mais interessante. Algumas passagens são carregadas de muitos detalhes desnecessários, e por esse motivo a narrativa ficou morna sem tanta emoção.

Gostei especialmente dos príncipes Asten () e Ahmose, assim como o Dr. Hassan, o arqueólogo e Grão-Vizir encarregado de ajudar os príncipes em sua missão. E sim, qualquer semelhança entre o Dr. Hassan, e o meu amado e inesquecível Sr. Kadam () não é tão mera coincidência.  O problema é que como a narrativa fica muito focada no Amon e na Lily, não foi possível conhecer melhor os demais personagens que compõem a história.  Por isso, espero que eles ganhem um maior destaque nos próximos livros, pois potenciais para isso ambos têm. E por favor, Colleen sem triângulo amoroso dessa vez.

O Despertar do Príncipe terminou com aquele típico final “cretino”, que me deixou completamente desesperada para saber o que vai acontecer. E mesmo que a presença de alguns elementos presentes da Saga do Tigre tenha me incomodado um pouco, gostei muito do li. Sim, ficou faltando alguma coisa, mas esse foi apenas o primeiro capitulo.

“- A eternidade é um tempo longo demais para não se ter alguma coisa para lembrar.”

O Despertar do Príncipe é aquele tipo de leitura que vai te deixar com vontade de desbravar o Egito atrás de escaravelhos e belos príncipes adormecidos. Misteriosa, mágica e surpreendente. Mal posso esperar por O Coração da Esfinge.

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