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junho 24, 2012

Pobre não tem Sorte por Leila Rego



Pobre não tem Sorte por Leila Rego.


ISBN: 8577184951
Editora: All Print
Ano: 2009
Número de páginas: 248
Classificação: 2/5 estrelas
Onde Comprar: Site Oficial da Autora.



Sinopse:
Toda garota do interior sonha em se casar com o cara de seus sonhos, ter uma casinha, filhos e ser feliz até que a morte os separe, certo? E se esse cara for lindo, rico, super fashion e divertido? E se tal "casinha dos sonhos" for um mega apartamento no melhor bairro da cidade?Uau! Mariana encontrou o cara perfeito e vai se casar com ele! E nada de casinha! Isso é coisa de gente que pensa pequeno. Mariana vai ter o apartamento dos sonhos que já vem incluso no pacote: case com um homem rico e vá morar em grande estilo. E quanto a filhos e ser feliz até que a morte os separe... Bem, ela ainda não pensou nesses detalhes. Afinal as prioridades vão para as coisas bem mais interessantes como, por exemplo, o vestido de noiva perfeito, o que o colunista vai dizer sobre o seu casamento no tablóide de domingo, o que as amigas e inimigas irão comentar, quem entrará na lista de convidados para sua despedida de solteira, etc. Mas isso só sura até um dia em que Mariana... Bom, leiam o livro e descubram.


Por onde começar esta resenha? Esta é a pergunta que me fiz a praticamente a semana toda. Pobre não tem Sorte foi um livro que sempre me despertou interesse, já que sempre li resenhas e criticas maravilhosas ao seu respeito. Porém não sei se foi pelo fato que ao longo da leitura fui desenvolvendo uma antipatia pela personagem principal, ou por a realidade retratada no livro ser muito distante da minha, que mesmo sendo uma leitura agradável, ele acabou ficando muito a baixo do que eu esperava.

A personagem principal, Mariana me irritou de todas as formas possíveis. Enquanto lia me perguntava: “Meu Deus existe realmente um ser na Terra tão fútil assim?”, cheguei a pensar que não conseguiria levar a leitura até o final, de tanto que a Mariana me irritava. É muita frescura, mimo e futilidade junto na mesma pessoa. Não que eu não tenha gostado da história, ela até que é bonitinha com uma lição de moral clichê no final, mas o conteúdo dela em si é muito superficial.

O livro é narrado pela própria Mariana, o que faz com que a leitura seja bem rápida. Basicamente a vida dela gira em torno de roupas caras, baladas, colunas sociais, fofoca e coisas do tipo. Mariana se apresenta para o leitor como patricinha que só pensa em si mesma. Ela só liga para o que os outros vão falar se descobrirem onde ela mora e quão simples são seus pais e sua irmã. Mariana morre vergonha das suas origens, e aposta todas as suas fichas no casamento com Edu, afinal além de bonito ele é rico.

O grande problema é que a própria Mariana não se dá conta da pessoa insuportável que é. Ela se acha o máximo e que finalmente o destino foi bom com ela, pois ela vai se mudar do apartamento pequeno que mora com os pais para um apartamento luxuoso, viver a vida de dondoca que sempre quis, a e claro casar com o homem que ama. Vocês entenderam quais a prioridades dela não?  Só que Mariana está tão preocupada com ela mesma que quando ela acorda é tarde demais, Edu dá um fora nela no dia do casamento, fazendo com que a partir deste momento Mariana reavalie a sua vida.

Claro que ela não muda do dia para noite, na verdade ela teve que escutar palavras bem duras da sua amiga Clara para acordar para realidade e perceber que ela tinha se tornando tudo o que mais abominava nas outras pessoas. Mariana começa a mudar suas atitudes? Sim, ela começa a demonstrar que está arrependida de tudo que fez e encontra em seu próprio sofrimento e desilusões forças para encarar a vida, sem ser o mundo encantado da Barbie que sempre sonhou. 

Talvez a intenção da autora Leila Rego fosse criar uma personagem irritante e superficial, para que no final tivesse a lição de moral clichê que fica bem em qualquer livro. Pelo menos para mim é esse apelo “emocional” que fez com que a história no final fosse até boa. Em minha opinião a autora podia ter se aprofundado um pouco mais em outros personagens. A participação de alguns é tão vaga que acaba parecendo que eles foram simplesmente jogados na história.

Sempre gostei de chick-lit e Pobre não tem Sorte é o primeiro livro que leio do gênero, depois de uns três anos sem pegar nenhum livro com esta temática para ler. Foi em partes decepcionante, foi, mas valeu apena pelas poucas partes engraçadas e risadas que dei durante a leitura. Pode não ter sido um livro surpreendente, porém foi uma leitura boa para passar o tempo.

Bem, em um contexto geral mesmo que o livro não tenha atingido e nem superado as minhas expectativas ele não é um livro ruim, mas em nenhum momento os personagens me cativaram, ou eu me senti envolvida pela história. E mesmo com esta incompatibilidade a leitura até fluiu bem, tanto que terminei o livro em um dia, o problema é que até agora eu não consigo definir em palavras o que sinto pelo livro. Não gostei, mas também não desgostei apenas achei muito fraco, se é que vocês me entendem.

Pobre não tem Sorte é livro morno, talvez neste momento seja a melhor definição que consigo dar a ele. Para quem gosta de chick-lit e não tem problemas com personagens excessivamente fúteis é uma ótima leitura. Agora para quem é assim, com está que vos escreve sem um pingo de paciência para frescuras e pessoas artificiais, sugiro que comece a leitura sem muitas expectativas e, claro em um dia que seu estoque de paciência tenha sido renovado, por que acredite você vai precisar.




junho 17, 2012

Fazendo o meu Filme – O Roteiro Inesperado de Fani por Paula Pimenta


Fazendo o meu Filme – O Roteiro Inesperado de Fani por Paula Pimenta.

• ISBN: 9788589239394
• Editora: Gutenberg /Autêntica
• Ano: 2010
• Número de páginas: 419
• Classificação: 4 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, Submarino - Compare os Preços.


Sinopse:

Um turbilhão de sentimentos e emoções. Assim podemos definir o terceiro volume de Fazendo meu filme. No mais intenso livro da consagrada série, Fani, agora com dezoito anos, volta da terra da rainha mais segura, mais madura, e logo se dá conta de que já não é mais a mesma menina que viajou para a Inglaterra, cheia de anseios e temores. Agora, as expectativas estão voltadas para o vestibular e o tão sonhado namoro, com Leo. Mas, como em um bom filme, sua vida é cheia de surpresas, alegrias, decepções e conflitos. Estefânia Castelino Belluz terá de fazer escolhas difíceis e corajosas. Seja em confusões no namoro, nas dúvidas do vestibular, nas relações com a família ou com as amigas, Fani passa por várias novas experiências e continua a fazer o seu filme, por caminhos às vezes cheios de romance e felicidade, às vezes duros e nebulosos. A envolvente série, que já conquistou milhares de leitores e leitoras em todo o Brasil, promete, neste terceiro livro, muito mais emoções. E o comovente filme de Fani continua a ser escrito...

Eis mais uma de minhas séries favoritas. Encantei-me por Fazendo o meu Filme no primeiro livro e deixei para ler o terceiro só agora, por que não queria ficar muito ansiosa esperando o lançamento do último livro da série. Assim como nos dois primeiros livros a história de Fani e companhia me levaram a momentos de alegria e as lágrimas como a vida real é de fato. Porém este terceiro livro ficou um pouco abaixo dos anteriores por pequenos detalhes, que no contexto geral não prejudicam tanto a história, mas me incomodaram um pouco.

A principal delas preciso pegar um trecho da sinopse emprestado para explicar melhor o que quero dizer: “Fani, agora com dezoito anos, volta da terra da rainha mais segura, mais madura, e logo se dá conta de que já não é mais a mesma menina que viajou para a Inglaterra, cheia de anseios e temores”, eu tenho que discordar desta parte por que de verdade não vi nenhuma mudança significativa no temperamento de Fani. Ela voltou da Inglaterra a mesma "rainha do drama", cheia de inseguranças e com uma tendência insuportável para cair no choro por coisas bobas que nos dois primeiros livros não era tão frequente.

Realmente se esperava que uma pessoa que passa um ano fora do Brasil, longe da família e dos amigos volte mais madura. Porém em meu ponto de vista não sei se foi pelo namoro com Leo, e a pressão do vestibular ou os dois juntos, mas ao contrário do que diz a sinopse eu nunca percebi a Fani tão insegura como neste terceiro livro, e isso me decepcionou um pouco.

Leo por outro lado se mostrou um ciumento de mão cheia. Talvez vocês, podem até me achar um pouco insensível às vezes, mas gente é um absurdo uma pessoa sentir ciúmes de uma situação que ela mesma criou. Não vou dar mais detalhes para não parecer spoiler já que, acredito algumas pessoas aqui ainda não leram o FMF2, porém que leu sabe o motivo por que a Fani começou a namorar o Christian durante o intercambio. Então não venha o Leo agora querer que a garota esqueça o passado dela por que ele fica nervoso em imaginar a Fani e o Christian juntos.

Outro ponto negativo de FMF3 é que ele ficou muito focado em Fani e Leo, Fani estudando para o vestibular e trechos de e-mails trocados. Senti falta dos diálogos e do cotidiano dos outros personagens, até o namoro do Alberto com a Natália era mais via e-mail do que na vida real. Claro que os e-mails tiveram um papel importante na história, já que graças a eles a Gabi e a Ana Elisa se tornaram amigas, mas eu senti falta de um contato mais pessoal entre os personagens. Imagino que a autora quis passar para o livro a nossa realidade, já que hoje em dia conversamos mais por e-mail, twitter, MSN e outras redes sociais do que pessoalmente. Mas mesmo assim, gostaria de ter visto mais encontros pessoais do que trocas de e-mails.

O livro tem muitos pontos positivos e entre eles o que mais se destaca é a capacidade que a autora tem de envolver o leitor em sua narrativa. Você fica lendo por horas e horas sem sentir o tempo passar e quando o livro está se aproximando do final aquela dorzinha de saudades dos personagens já aparece, fazendo com que você tente adiar ao máximo o fim.

A forma com que a autora abordou a sexualidade foi ao mesmo tempo delicada e realista.  As dúvidas e até mesmo alguns tabus são colocados com naturalidade na história. Sem precisar apelar para detalhes muito explícitos e que algumas vezes acabam sendo desnecessários, Paula Pimenta consegue fazer com que o leitor compreenda o que está acontecendo com muita simplicidade e sutileza.

Adoro também o fato de a série ser nacional. Sempre gostei de livros neste estilo, mas por mais que me identifica-se com uma personagem em questão, sempre ficava faltando alguma coisa e fui perceber isso quando li os livros da Paula Pimenta.  Faltava o jeitinho brasileiro, as nossas referências e costumes.  Mesmo tendo alguns traços do regionalismo mineiro na narrativa, a autora trabalha isso de uma forma que não sobrecarrega o livro.

Amei uma parte do livro em que Alberto comenta com a Natália a paixão de Fani por filmes, pois eu automaticamente lembrei na minha mãe falando da minha paixão por livros. Também consegui entender a Fani em relação à escolha do que cursar na faculdade, pois meus pais tinham sonhos de me ver formada na área Administrativa ou Contábil, mas no final assim como a mãe de Fani aceitou que o dom da filha era para o Cinema, meus pais aceitaram que o meu era para o Design. E são justamente estas coisinhas mínimas que tornam Fazendo o meu Filme uma série tão especial. É muito fácil você se visualizar, visualizar um amigo ou situações familiares, senão em todos, mas em alguns momentos especiais que surgem no livro.

Vou confessar que terminei a leitura de FMF3 com muita raiva de Leo. Eu fique me perguntando como alguém que se mostrava ser tão romântico conseguiu ser tão cruel com as palavras com ele foi. Na verdade eu ainda estou tentando entender que tipo de amor é o dele, mas é claro que só vou ter esta e outras respostas no último livro da série.

Será que Fani realizará seu maior sonho e se tornará uma grande cineasta? Será que Fani finalmente vai ter o seu “e foram felizes para sempre”?  E com que será este final feliz? Leo, Christian e por que não um novo amor? Façam as suas apostas por que FMF4 promete muitas emoções. Eu tenho certeza que estarei com muitas lágrimas nos olhos no final.

Quem ainda não leu a série FMF leia por que vale muito apena. Sou fã e recomendo!



maio 13, 2012

Até eu te Encontrar por Graciela Mayrink


Editora: Vermelho Marinho
Ano: 2011
Número de páginas: 312
Classificação: 5 estrelas
Onde Comprar: Site Oficial da Autora.


Sinopse:

Como você se sentiria se descobrisse que não gosta da sua alma gêmea?
O quanto uma mudança de cidade pode afetar uma vida? Você acredita em alma gêmea? Como você se sentiria se não gostasse do grande amor da sua vida? É o que Flávia vai descobrir ao deixar Lavras, onde mora com os tios desde o acidente que matou seus pais, quando era criança. Aos dezoito anos, ela decide estudar Agronomia na Universidade Federal de Viçosa, trocando o sul de Minas pela Zona da Mata do mesmo Estado na esperança de uma "mudança de ares". Em sua nova vida, ela conhece Sônia, amiga de infância de sua mãe e agora sua vizinha, que lhe conta a história de sua família materna, até então desconhecida para Flávia. Embora o passado não seja sua maior preocupação, Flávia reluta em aceitar seu destino e ainda precisa superar uma paixão não correspondida pelo seu melhor amigo. Para se ver livre dessa rejeição, ela tenta atrair sua alma gêmea para Viçosa e descobre que o grande amor de sua vida é uma pessoa que ela não suporta.


Até eu te Encontrar foi um daqueles livros que chegou de mansinho e acabou se revelando uma maravilhosa surpresa para mim. Logo nos primeiros capítulos a história foi me conquistando, e à medida que o livro ia chegando ao final eu já comecei a sentir saudade dos personagens e ficando com uma vontade enorme de ler o livro novamente.

A história é tão leve, divertida e romântica que você nem sente a hora passar. Os personagens são bem construídos, e cada um tem um traço marcante. Você pode de apaixonar pelo sorriso lindo de Felipe, ou pelo jeito fofo de Gustavo, talvez pela personalidade mais séria e Mauro ou pelos belos olhos verdes de Luigi. Se identificar com a determinação de Flávia, romantismo de Lauren ou com serenidade de Sônia. Durante a leitura é como se você criasse um laço com os personagens. Você sorri, sofre, passa raiva e vibra com eles.

Flávia é nova na cidade e se prepara para o seu primeiro ano na faculdade de Agronomia. Logo no primeiro dia ela conhece Felipe e Gustavo que em pouco tempo se tornam seus melhores amigos. Flávia perdeu os pais quando tinha cinco anos em um acidente de carro. Criada pelos tios paternos ela nunca soube muito sobre a sua mãe e seus parentes pelo lado materno.

Porém o primeiro ano de faculdade promete não só o inicio de uma nova etapa na vida de Flávia, mas a descoberta do seu passado e principalmente sobre si mesma. Além do tudo isso, Flávia acaba aprendendo da maneira mais difícil que o amor não é tão doce como ela sempre sonhou, e como muitas vezes o grande amor da sua vida pode ser justamente a pessoa que você mais detesta.

Flávia ainda teve que aprender a lidar com a Carla, namorada do Luigi, e que criou uma antipatia natural por ela. Carla é daquele tipo de pessoa histérica, que não tem capacidade de lutar pela vida e fica atrapalhando a vida dos outros.  E quantas “Carlas”, não existem por ai não é mesmo? Ela até tem uns momentos engraçados no livro, poucos mais têm.

Em um ano que parece que toda a sua vida vira de ponta cabeça, Flávia conta com o apoio de Sônia sua vizinha e amiga de sua mãe, além de Lauren sua melhor amiga. Flávia percebe que quanto mais se tenta evitar o destino, mas forte ele se mostra.

Até eu te Encontrar é um livro romântico no estilo que eu adoro! Eu me identifiquei em muitas partes com a história. O livro me deu certa sensação de nostalgia dos tempos de faculdade e de como é bom ter os amigos sempre por perto. Muitas coisas vividas pela Flávia e a “Máfia” no livro foram situações pelas quais eu passei com meus amigos, e foi muito bom poder reviver um pouco isso através do livro.

Quero dar os parabéns pelo trabalho de pesquisa feito pela autora Graciela Mayrink! É muito difícil você ler um livro que fale de bruxas sem apelar para o lado fantasioso e sobrenatural da coisa. Graciela escreveu de um modo muito simplificado, e realmente se atentado aos fatos sobre o que é conceito o Wicca, e isso foi algo que eu só tinha visto em O Livro perdido das Bruxas de Salem.

A forma com que a autora colocou esse conceito no livro é tão natural que mesmo ele sendo o plano de fundo da história, ele é apenas um detalhe e não o mais importante. Para mim durante toda a leitura o que realmente me prendeu foi à convivência e a amizade dos personagens, e não o fato do livro falar sobre bruxas. Acredito que isso se dê ao fato de que a forma como que a autora escreveu fez com que o enredo flui-se bem, sem precisar apelar para o sobrenatural como método de prender a atenção do leitor.

Só achei que a autora podia ter sido um pouco mais detalhista no final. Acho que a conclusão foi um pouco rápida demais. Não sei, mas não gosto muito quando um capítulo termina e vem o outro com uma longa passagem de tempo e fim. Isso me incomodou em vários livros já, e foi um detalhe que me incomodou neste também.

Porém mesmo com esse pequeno detalhe, devo confessar que simplesmente amei o livro! Até eu te Encontrar entrou para minha lista de livros favoritos pelo conjunto da obra em si, mas principalmente por me permitir matar um pouquinho as saudades de uma das melhores fases da minha vida.  O livro é realmente uma graça, e mesmo para quem não gosta muito de livros que falem de bruxas, ele tem várias partes engraçadas e vão fazer você rir muito.

Super recomendado!




abril 29, 2012

Reencontro por Leila Krüger

Reencontro por Leila Krüger.                                                                                                                 

Ficha Técnica.

Editora: Novo Século
Autor: Leila Krüger
ISBN: 9788576795339
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 496
Classificação: 3 estrelas
Onde Comprar:  Livraria Saraiva.

Sinopse:                                                                                                         

 “Está bem no fundo. Não se pode alcançar... aos poucos, vai roubando o ar.” Ana Luiza vai perdendo seu fôlego: o fim de (mais) um grande amor, um pai distante, uma mãe fútil, uma amizade complexa e "pessoas que sempre vão embora". Com suas músicas de rock, seus livros e seus cigarros, Ana Luiza vê sua vida desmoronar. "O amor é uma ferida”, ela sentencia. Mas a “garota de olhar longínquo” tem um encontro inesperado com um alguém aparentemente muito diferente dela: os “olhos imensos”, que tudo vêem... Presa em seu próprio mundo e rendida ao álcool e às drogas, Ana Luiza tenta fugir. Principalmente do temido amor, que tanto a feriu... Como encontrar, ou reencontrar o próprio destino? Até onde o amor pode ir, até quando pode esperar? O que há além das baladas de rock e dos poemas românticos? Poderá o amor salvar alguém de sua própria escuridão? Às vezes, é necessário perder quase tudo para reencontrar... e finalmente poder amar.

Resenha:                                                                                                                                                 

Reencontro foi um livro particularmente bem difícil de ler. Ele não é o tipo de livro bonitinho com personagens perfeitos e uma bela história de amor. Reencontro é dramático, tanto que a cada capítulo que passava confesso, que eu ia sentindo uma tristeza tão profunda que foi realmente muito difícil levar a leitura até o final.

Ana Luiza é uma garota completamente perturba que busca fugir da realidade a base de drogas e muito álcool. Sua vida amorosa é um desastre e a convivência familiar principalmente com o seu pai, pode-se dizer que é a pior possível. Ela se enquadra bem naquele tipo de descrição de pessoa rica que tem tudo, é linda, mas ao mesmo tempo não tem nada.

Ana é uma personagem difícil, até agora não sei se gosto dela, se sinto raiva, pena, sinceramente não sei. Por ser a primeira personagem depressiva e com tendências suicidas que encontro em um livro, tive a sensação que tudo para ela era difícil demais, extremo demais, como se simples o ato de abrir os olhos pela manhã fosse um sacrifício.

O livro tem personagens mais leves, como Rafael e Nana. Eles meio que dão uma equilibrada na história e talvez os poucos momentos em que Ana Luiza está mais lúcida são os momentos passados com eles. Rafael faz jus ao nome que tem, pois é justamente ele com toda a sua paciência, sua amizade e amor, que consegue após muito tempo penetrar no mundo sombrio de Ana Luiza. Rafael é o anjo que a salva, e um dos personagens mais sensíveis e verdadeiros que já vi em um livro.  Ele no começo chega a passar a sensação de ser um garoto bobo, mas no decorrer da leitura você acaba percebendo como ele é especial.

Nana por sua vez consegue ser igual e diferente de Ana Luiza ao mesmo tempo. Igual na falta de juízo, mas diferente por que ao contrário da amiga, Nana tinha fé. Mesmo que no geral ela passe a impressão de ser uma personagem com uma participação meio vaga no livro, o que ela representa no contexto geral da história é de grande importância.

Gostei do livro mesmo ele tendo me deixado um pouco deprimida, a mensagem que a autora passa é muito bonita. Acredito que ter fé em nós mesmos é uma das tarefas mais difíceis que existe, e você vê Ana Luiza aprendendo a voltar a acreditar em si mesma durante o livro todo. A evolução da personagem ao todo no decorrer da história é muito marcante. Além disso, cada começo do capítulo vem com um pequeno trecho de poemas ou textos de Vinicius de Morais, Clarice Lispector, Mario Quintana entre outros.

A autora Leila Krüger escreve bem, mas em alguns trechos a narrativa é extremamente cansativa e repetitiva. Você lê várias vezes às mesmas frases como, por exemplo, “garota de olhar longínquo” que parece que você está lendo a mesma página. O excesso regionalismo no livro também é algo que me incomodou um pouco. Acho super válido quando um autor coloca os costumes e consegue levar para um livro o “sotaque” do lugar. Só acho que o uso de gírias típicas de uma cidade ou estado é desnecessário. Eu não tive muita dificuldade para entender alguns termos, pois fui criada no sul do país então eles não eram estranhos para mim. Tipo o autor quer regionalizar bem o seu livro sem problemas. Desde que ao final dele tenha espécie de glossário para o leitor saber o que de fato quer dizer aquele termo ou gíria que ele usou.

Não sei quanto às outras pessoas que já o leram, mas eu realmente fiquei deprimida durante a leitura. E acreditem estou revivendo este sentimento enquanto escrevo a resenha. Se eu recomendo o livro? Pergunta difícil viu, mas vou procurar responder da melhor forma possível. Baseada na minha experiência pessoal com ele, eu diria não, porém em uma visão geral por todo seu contexto, pela mensagem final que o livro passa e pela própria lição de vida que dá para se tirar dele, faz com que a sua leitura seja muito válida.

O mais importante é ter em mente antes de começar é que o livro não se trata de uma história meiga, ele não vai te arrancar suspiros ou gargalhadas e muito menos vai fazer você sonhar acordada (o) enquanto você lê. Ele é sim um livro triste, com personagens muito comuns, com problemas comuns que podem ou não fazer parte da sua realidade. Por isso abra bem seu coração antes de começar a ler Reencontro, você vai precisar de muita esperança e fé que as pessoas podem mudar para levar o livro até o fim.



abril 15, 2012

Garota Replay por Tammy Luciano

Garota Replay por Tammy Luciano.                                                                                                     
Ficha Técnica.

Editora: Novo Conceito
Autor: Tammy Luciano
ISBN: 9788581630076
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 144
Classificação: 3 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, SubmarinoCompare os Preços.


Sinopse:                                                                                            

O que você faria se encontrasse você mesma?

Thizi é uma garota do bem, apaixonada pela vida. Mas, após uma madrugada trágica, sente que tudo à sua volta desmorona. Descobre que Tadeu, seu namorado, beijou uma garota em uma noitada e quebrou o nariz de Tito, melhor amigo de Thizi, quando soube que ele fotografou a prova da traição. Na mesma noite, Tadeu dirigiu bêbado e causou grave acidente, que deixou o amigo Gabiru em coma. Em meio a tanta decepção, Thizi encontra uma Replay de si mesma, uma igual. Agora, não mais a única do planeta, ela se sente a pessoa mais solitária do mundo e precisa entender que só o amor tem o poder de provocar as melhores mudanças. Garota Replay trará reflexões para desvendar os segredos da vida de Thizi. E da sua também...

Resenha:

Confesso que assim com a leitura a resenha deste livro não vai ser fácil. Eu sei que muitos de vocês devem estar pensando: “Mas Ane o livro é fininho é super rápido de ler”.  Sim, eu até concordo que olhando por este lado a leitura é rápida mesmo, porém a minha falta de identificação tanto com a história e com a personagem principal tornou o que era para ser uma leitura divertida em algo um pouco cansativo.

Thizi tem vinte anos e leva uma vida que para muitos é considerada ideal. Ela é uma garota bonita, tem um apartamento de frente para o mar da Barra da Tijuca (Rio de Janeiro) e recebe todo mês uma bela mesada dos pais que vivem viajando pelo mundo.  Mas mesmo com essa vida tão “pefeita” Thizi está confusa e vê sua vida virar completamente de cabeça para baixo.

Primeiro foi à traição do seu namorado Tadeu, depois o desprezo do seu melhor amigo Tito e agora ela tem que lidar com o surgimento de uma garota igual a ela. Thizi começa a se questionar quem seria aquela garota. Uma irmã gêmea de quem seus pais nunca tinham falado? Seria está outra Thizi apenas fruto da sua mente que anda tão confusa?

O enredo da história realmente chama a atenção do leitor, já que a sinopse promete um livro cheio de mistérios há serem descobertos, mas infelizmente não é bem assim. Como disse no começo da resenha, em nenhum momento eu consegui me identificar com a Thizi ou com a história toda em si.  Em minha opinião o comportamento dela em algumas situações era um tanto fútil e até mesmo infantil. E o fato que mais me incomodou em toda a narrativa, foi que a história dá muitas voltas e não sai do lugar.

Para mim faltou à autora explorar um pouco mais os outros personagens e as relações deles entre si. É tudo muito vago e você tem aquela impressão que é garoto perfeito versus o bad boy tentando conquistar o coração da princesa. Outro ponto é a relação da Thizi com seus pais, esta sem sombra de dúvidas é a parte mais artificial do livro até por que se a protagonista tinha uma empregada que para ela era como uma mãe, Nill deveria ter sido mais citada no livro.

A forma com que a autora Tammy Luciano escreve é simples e agradável, porém ter deixado todas as respostas para o último capítulo fez com que a leitura em alguns momentos fosse um pouco difícil. No conjunto total da obra o livro Garota Replay não é ruim, mas também não é um livro que surpreende muito. Gostei particularmente da forma com que a autora descreveu certas experiências espirituais no livro, e para mim este foi o ponto alto da história.

Garota Replay é aquele livro que você lê em um final de tarde, e que ao final da leitura mesmo que você acabe não gostando muito da história, você consegue entender e até aceitar algumas atitudes da Thizi. Vale com leitura? Claro que sim, mas a minha dica é começar a ler o livro sem muitas expectativas.



março 11, 2012

Um peixe de calça jeans e outras histórias para unir por Allan Pitz

Um peixe de calça jeans e outras histórias para unir por Allan Pitz.                                                   

Ficha Técnica.

• Editora: Livro Novo
• Autor: Allan Pitz
• ISBN: 9788562426780
• Ano: 2010
• Edição: 1
• Número de páginas: 26
• Classificação: 3 estrelas

Sinopse:                                                                                            

As crianças precisam aprender o sentido de união, igualdade e respeito desde o início da jornada. Atuando nesse pensamento, Um peixe de calças jeans e outras histórias para unir traz em sua linguagem simples e acessível histórias curtas e assimiláveis que visam eliminar os preconceitos sutilmente. Agindo no subconsciente formador das crianças. Enriquecendo-as moralmente. A ideia desse livro brotou pelas inspiradoras teorias de Dr. Joseph Murphy (1898 – 1981), autor do livro O Poder do Subconsciente (título original em inglês: The Power of your Subconscious Mind, onde defende a tese de que a mente subconsciente (responsável pelo sono, memória, batimentos cardíacos e outras muitas funções do corpo) ao aceitar uma idéia, começa imediatamente a pô-la em prática. Segundo Murphy, a mente subconsciente aceita tudo que lhe é sugestionado de forma vigorosa e constante; assim, podemos adicionar as informações boas e benéficas sobre o que quisermos. Em Um Peixe de Calças Jeans, a teoria subconsciente é usada para o bem mais pacífico e precioso de todos: o amor fraterno de nossas crianças. A paz. E a união incondicional entre as pessoas. A proposta maior deste livro é ajudar na diminuição da ocorrência de bullying (repetidas agressões psicológicas e/ou físicas) não só nas escolas, preparando o futuro cidadão de bem para as diferenças que o mundo oferece, construindo uma nova geração mais fraterna, livre dos bloqueios preconceituosos gradativamente impostos.


Resenha:                                                                                                                                                    

A resenha de hoje será um pouco diferente já que o livro que chegou até mim pelo Booktour Selo Brasileiro é voltado para o público infantil e tem como enredo a formação social das crianças. Como vocês puderam ver ele é um livro super curtinho, divido em cinco histórias que abordam assuntos como as formas de preconceito social que enfrentamos diariamente.

O autor usou de toda a sutileza e artifícios que estimulam a imaginação das crianças com pequenos contos em que os temas principais eram; amizade, união e o mais importante respeito para com todos.

Um peixe de calças jeans e outras histórias para unir é um ótimo meio de comunicação entre adultos e crianças, pois mostra que qualquer tipo de preconceito é um erro e, que as diferenças jamais devem ser usadas como forma de desunião entre as pessoas.

Acredito que cada um de vocês já devem ter sofrido algum tipo de preconceito na escola. Uns por ser quietos demais, outros por serem magros, altos, baixos ou gordinhos (meu caso) demais. As pessoas como eu que freqüentaram a escola na década de 90, época em que o termo Bullying não era tão conhecido, vão ter aquela sensação que se na sua época certas palavras fossem encaradas como “agressões verbais” e não simples brincadeiras de crianças sua vida escolar teria sido mais fácil.

Os desfechos de cada história são objetivos e de um simplicidade que faz com que as crianças assimilem com facilidade a mensagem do livro e desta forma se tornem no futuro cidadãos melhores e mais conscientes de seus atos.

Amor ao próximo, respeito, compaixão, amizade e união. Palavras tão comuns, mas que quando valorizadas e principalmente aplicadas no dia a dia são capazes sim, de transformar o mundo em um lugar melhor. Parabéns ao autor pela iniciativa de mostrar com uma obra tão simples e criativa isso aos leitores de todas as idades!



fevereiro 05, 2012

Teia Virtual por Carlos Eduardo R. Bonito


Teia Virtual por Carlos Eduardo R. Bonito.                                                                                         

Ficha Técnica:

• Editora: Literata
• Autor: Carlos Eduardo R. Bonito
• ISBN: 9788563586063
• Ano: 2010
• Edição: 1
• Número de páginas: 260
• Classificação: 3 estrelas

Sinopse:                                                                                            

A Internet é realmente um dos maiores veículos de comunicação já criados na atualidade. Nela podemos ser o que queremos, fugindo assim do mundo real, criando um mundo paralelo, onde figuramos de anjos a demônios, podendo até alimentar o ódio de não ser aceito pela sociedade no mundo real. Assim começa a elaboração de uma teia nociva, permissiva e a falsa impressão de se conseguir tudo o que se quer, pela lei do menor esforço. Pessoas emocionalmente vulneráveis, de alma fraca, que transitam do mundo real ao virtual, na busca das soluções para seus problemas ou do sucesso pessoal, como, por exemplo, ser bem sucedida, como a invejada prima, sem nenhum esforço, acabar com a depressão, por ser um astro de rock e não saber lidar com o sucesso e a fama, ou alcançar a felicidade, estabilidade financeira e ser aceito como homossexual, no seio de uma família com valores que não aceitam esse comportamento, ou até mesmo, indo mais além, aos olhos da crença de uma ex –atleta, a palavra de Deus é distorcida e usada para se libertar e “libertar” a alma do seu marido, onde, na verdade só há o desejo de vingança. Afinal, a indução ao ódio é possível? Devemos ou não libertar os nossos demônios? Tudo é possível, quando se deixa cair e se prender a uma TEIA VIRTUAL doentia criada por um ser humano com uma inteligência fora do comum, mas renegado pela sociedade.

Resenha:                                                                                                                                                

Esta resenha vai ser um pouco complica de fazer, já que o gênero do livro não é o meu favorito. Livros policiais raramente entram em minha lista de leitura, e a Teia Virtual chegou até mim pelo booktour Selo Brasileiro.

Em resumo o livro é uma trama policial dos tempos modernos, já que como próprio nome e sinopse sugerem o plano de fundo principal é a internet. O enredo foi muito bem pensando e executado pelo autor, embora algumas falhas da edição do livro comprometam em determinados trechos o entendimento da história, o autor soube criar bons personagens.

Temos o clássico serial killer muito inteligente que usa as nossas queridas redes sociais e a rapidez das interações virtuais para cometer seus crimes. Como ele consegue fazer isso é o faz com que o livro seja interessante e aguce a curiosidade do leitor.

Gostei muito da Beth ela é a personagem mais equilibrada da história em minha opinião, já que Helena e Alexandre são bem inconstantes. Álvaro com o decorrer da leitura também ganha um bom destaque, chegando a ser em alguns pontos mais fundamental para o enredo do que qualquer outro personagem.

A Teia Virtual é uma trama que funciona bem por que o autor soube criar personagens carismáticos, com um “vilão” que mesmo seguindo os velhos e bons estereótipos que vemos por ai, prende a nossa atenção. Além disso, a um pelo emocional  que ajuda bastante o leitor a desenvolver certa afeição pelos personagens.

A única coisa que realmente me incomoda no livro é a capa. Ela é muito sem graça e a única coisa nela que remete ao livro é a teia, e nada mais. 

Mesmo não sendo o meu gênero de literatura favorito, como eu disse no começo da resenha, gostei bastante do livro. Falar de assuntos atuais de uma forma inteligente, dinâmica e que acima de tudo desperte a atenção do leitor é muito difícil e aqui temos uma tentativa que deu certo.  Fica a minha dica para quem busca um bom livro policial.


dezembro 31, 2011

Fazendo meu Filme - Fani na Terra da Rainha por Paula Pimenta


Fazendo meu Filme 2 (Fani na Terra da Rainha) por Paula Pimenta.                                                   

Ficha Técnica:

Editora: Autêntica/ Gutenberg
Autor: Paula Pimenta
ISBN: 9788589239806
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 327
Classificação: 5 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa, SubmarinoCompare os Preços.


Sinopse:                                                                              


Depois de conquistar milhares de leitores e leitoras, a nossa doce e querida Fani volta ainda mais divertida e encantadora. O segundo volume do livro Fazendo meu filme apresenta as aventuras de Estefânia Castelino Belluz na terra da rainha. Sim, na Inglaterra! Longe do grande amor, ela passa por momentos de alegria, dor, saudade, tristeza e, mais do que isso, pode conhecer melhor a si mesma. Sem deixar de lado suas amigas inseparáveis e sua família, ela consegue, no outro continente, viver momentos cheios de suspense, revelações, aventuras, descobertas e emoções fortíssimas! Feliz, triste, preocupada, ansiosa, temerosa, otimista, insegura, cheia de si, apaixonada, desiludida, seja como estiver, Fani mostra a cada página deste livro que não é mais aquela menina tão frágil que muitas vezes se escondia por trás de sua timidez. Mais do que a história de uma adolescente que se encoraja a fazer intercâmbio e morar fora por um ano, este livro fala de um grande e delicado amor. Em meio a uma avalanche de sentimentos e acontecimentos surpreendentes, ela consegue viver intensamente na Inglaterra, conhecendo pessoas que conquistam seu coração e sua amizade para toda a vida. Porém, o melhor filme de sua vida ainda está para ser contado, ou melhor, vivido…

Resenha:                                                                                                                                                 


Achei que não tinha como gostar mais da série Fazendo meu Filme, mas eis a deliciosa surpresa. Após ler o segundo livro da série fiquei mais encantada ainda!

Acredito que é uma soma de dois fatores responsável por isso. Personagens bem construídos que cativam o autor desde as primeiras páginas e, uma narração maravilhosa que nos deixa tão envolvidos com a história que nem vemos à hora passar.

Neste segundo livro, consegui sentir todas as alegrias, medos, angustias e tristezas de Fani. Temos uma Fani perdida descobrindo um novo país, aprendendo uma cultura diferente e se adaptando a uma nova família. Longe de seus pais, de seus amigos e do seu primeiro amor.

Fani nos mostra que crescer não é uma tarefa nada fácil e que muitas vezes justamente as escolhas mais difíceis que tomamos em nossas vidas são as mais acertadas. Sentir dor, tristeza e até raiva faz parte disso.  Na Inglaterra, Fani descobre o valor da família, das amizades fortemente construídas e principalmente; que o amor quando verdadeiro sempre dá um jeito de alcançar a gente.

Além dos nossos personagens queridos do primeiro livro, Paula Pimenta nos apresenta novos personagens cativantes, que são fundamentais para ajudar a nossa heroína a passar por tudo que o intercâmbio reservava para ela.

Ler Fazendo o Meu Filme é voltar aos meus 17 anos e reviver todos aqueles sonhos “bobos” que toda adolescente tem. É dar risada e pensar: "Eu faria o mesmo". É sentir aquela pontada de nervosismos com um encontro, a decepção por uma mentira, a tristeza que a saudade causa e principalmente a felicidade de viver todos esses momentos junto com as pessoas que amamos.

Quero muito ler a continuação da série, pois já me tornei uma fã de carteirinha. Quem ainda não leu fica a dica para começar o ano com o pé direito. A série Fazendo o meu Filme é linda, divertida e garante momentos maravilhosos de leitura!



             

dezembro 28, 2011

A Bandeja – Qual Pecado te Seduz? por Lycia Barros

A Bandeja – Qual Pecado te Seduz? por  Lycia Barros.                                                                        

  Ficha Técnica:

Editora: Danprewan
Autor: Lycia Barros
ISBN: 978857760246
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 251
Classificação: 4 estrelas            


Sinopse:                                                                                   


"A Bandeja" conta a história de Angelina, jovem de 19 anos, que ao entrar para a universidade, inicia um apaixonado envolvimento amoroso com um de seus professores, Alderico - mais conhecido por Rico. Por conta de toda a avassaladora e descontrolada paixão que envolve esse relacionamento, Angelina começa a viver somente para Rico, colocando seus estudos, seus amigos, sua família, sua religião e até mesmo a si própria em segundo plano. Angelina é evangélica por tradição familiar e não exatamente por convicção religiosa. Porém, inesperadamente, tem um estranho sonho, cujas revelações possuem um forte e marcante significado, que ela somente conseguirá compreenderá mais tarde. Quando a grande verdade é revelada para Angelina no momento certo, ela finalmente compreende o que significa o amor de Deus em sua vida.


Resenha:                                                                                                                                                     


Sempre tive a impressão que este livro era mais um que falava de vampiros e anjos, mais um livro entre tantos que se tornaram modinha nos últimos tempos. Fui surpreendida e confesso; Adorei a surpresa!

O livro debate questões como valores morais, éticos, a criação que recebemos de nossos pais e principalmente o papel da religião em nossas vidas. Tudo é uma questão de escolha e de como você interpreta os sinais que a vida ou o “divino” nós dá todos os dias.

A narração é envolvente e faz com que seja difícil parar de ler o livro. Você fica se perguntando o que Angelina vai fazer? Qual caminho ela vai tomar? E quando você percebe está tão envolvido na história que a cada passo que ela dá é como se fosse seu passo.

Uns dos pontos com que mais me identifique com o livro, foram às mudanças da personagem. Temos três Angelinas durante o livro, o que prova como as experiências que passamos nos moldam.

Mesmo não sendo uma pessoa “religiosa”, apoio a proposta da autora de resgatar alguns princípios e valores que há muito tempo parece que os jovens esqueceram.  Acredito que a fé tem um papel importante na vida de qualquer pessoa e que muitas vezes uma crença molda não só o caráter de uma pessoa, como também e define suas escolhas.

Com um romance de plano de fundo a autora Lycia Barros, nos conduz a uma história que para mim a lição mais importante que deixou, foi a de sempre ser fiel a si mesmo e principalmente aos seus ideiais.
Ótima leitura recomendadíssimo!


dezembro 26, 2011

DRACO SAGA: O Despertar por Fábio Guolo

DRACO SAGA: O Despertar por Fábio Guolo.                                                                                    Ficha Técnica:

Editora: Selo Brasileiro 
Autor: Fábio Guolo

ISBN: 9788591078905

Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 254
Classificação: 3 estrelas


Sinopse:                                                                            

Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que sua sociedade e sua cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter. A praga, porém, somos nós. Humanos, mortais, gananciosos, sedentos por poder e riqueza em um mundo novo. Mundo este já anteriormente dominado por seres de inteligência muito superior que nos permitiram viver em paz em seus domínios por muito tempo. No entanto, não valorizamos a liberdade que nos fora dada. Agora o preço a pagar pode ser alto demais!



Resenha:                                                                                                                                                 


Outro dos livros que mais aguardei receber do Booktour Selo Brasileiro, Despertar correspondeu as minhas expectativas por um lado, mas deixou a desejar por outro.  No meu ponto de vista, falta um pouco de emoção no livro.

Talvez um dos maiores problemas que tive para gostar da leitura, foi à narração. Gosto de autores diretos que não usam de muita firula para descrever personagens, cenários e acontecimentos. Adoro autores detalhistas, e posso citar inúmeros autores que sabem ser detalhistas sem ser chatos.  O começo do livro é realmente difícil, a leitura é maçante e isso tirou um pouco o brilho do livro.

O autor debate no mesmo livro, temas religiosos com algumas influências do espiritismos e com isso consegue criar um novo conceito de guerra dos finais dos tempos em que a praga a ser eliminada da face da terra somos nós os seres humanos.

Até gosto do tema, tanto que sou fanática por documentários desse estilo, mas em minha opinião o que poderia render mais ação na história, se tornou muito metafórico e filosófico.  Eu esperava um livro com mais ação, uma leitura mais rápida e o livro em si é muito descritivo e parado.

Despertar é um livro que empolga (pelo menos a mim não empolgou), mas é uma leitura interessante, principalmente para quem gosta de livros mais críticos e pouco fantasiosos. O livro pode até ter com plano de fundo personagens e cenários de fantasia, mas o enredo não tem nada disso. Em resumo o primeiro livro da saga Draco é bom, infelizmente eu espera um pouco mais dele.



novembro 14, 2011

Apátrida por Ana Paula Bergamasco


Apátrida por Ana Paula Bergamasco.                                                                                                     

Ficha Técnica:
Editora: Todas as falas
Autor: Ana Paula Bergamasco
ISBN: 9788599721148
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 338
Classificação: 4 estrelas

Sinopse:                                                                                     

Uma pequena vila na Polônia. Uma menina repleta de vida. Um encontro. Vidas Ceifadas. Sonhos Destruídos. Infâncias Roubadas. As recordações da personagem Irena amarram o leitor na História do Século XX. Baseado no estudo dos fatos que marcaram a época, o palco da narrativa é a conturbada Europa pós Primeira Guerra Mundial, culminando com a eclosão da Segunda Grande Guerra e a destruição que ela provocou na vida de milhões de pessoas. A narradora conduz a exposição em primeira pessoa, e remete o leitor a enxergar, através de seus olhos, o cotidiano a que ficou submetida. É um relato humano, sincero e envolvente que revela a passagem da vida infantil feliz da menina, para o tumulto da existência adulta, cheia de contradições.

Resenha:

De todos os livros listados no Book Tour Selo Brasileiro, Apátrida era um dos que eu mais esperava. Li tantas criticas e resenhas positivas, e sendo um romance de guerra (gênero que adoro) a muito tempo este livro me chamava atenção. E as minhas expectativas foram atendidas.

O livro é emocionante, com uma narrativa precisa que prende o leitor do começo ao fim da leitura. A história causou em mim um impacto tão grande que mesmo depois de ter terminado a leitura as lagrimas não paravam de cair.

Mesmo com tantos personagens a autora conseguiu com cada um tivesse uma personalidade marcante e com isso eu realmente me envolvi com a história. Senti dor, tristeza, raiva, alegria e justamente esse é um diferencial que busco em uma leitura. Se não consigo me sentir dentro da história dificilmente vou conseguir gostar do livro.

Irena teve uma vida muito sofrida, mas mesmo com todo o sofrimento e marcas que inevitavelmente a guerra nos deixa, a vida dela teve momentos de romance e principalmente a determinação dela em viver e ajudar os outros é uma verdadeira lição de vida.

Nunca é fácil para eu ler mesmo que seja ficção, relatos sobre os campos de concentração da Segunda Guerra. Fome, lágrimas, perdas esse é um assunto que me sensibiliza bastante. Não consigo entender como um ser humano pode infligir tanto sofrimento ao outro e ainda conseguir dormir. Guerra só traz sofrimentos e ninguém sai como vitorioso.

Quero também parabenizar a autora pelo trabalho de pesquisa realizado. Detalhes do cotidiano e as palavras em polonês mostra que a autora se preocupou não em apenas escrever um grande romance com base em uma temática até um pouco batida, mas de realmente mostrar a rotina de um povo que sofreu e viveu um dos períodos mais vergonhosos de nossa história.

Para quem anda querendo fugir um pouco da futilidade do mundo e repensar um pouco o que de fato é importante na vida, eu recomendo Apátrida.  Um livro que superou todas as minhas expectativas e certamente pretendo ter e reler um dia.



Bjus!!

agosto 31, 2011

A Morte do Cozinheiro por Allan Pitz

A Morte do Cozinheiro por Allan Pitz.                                                                                                   

Ficha Técnica:

Editora: Above Publicações
Autor: Allan Pitz.
ISBN: 8563080059
Ano: 2010
Edição: 1
Páginas: 80
Classificação: 3 estrelas

Sinopse:                                                                                                  

É verdade, eu matei o cozinheiro. Em momento algum deste livro negarei que matei o sórdido cozinheiro com minhas próprias mãos de escrever versos. Havia motivo claro em saciar-se com a sua morte, morte de quem por carne e gozo objetou-se ao incomensurável amor que me tornava tão puro. Eu estripei-o com suas facas imundas de trabalho banal, e escalpelei por mimo infantil, de criança brincalhona, ao ver os índios e escalpes na TV. Matei o demônio com noventa facadas, cultivando um novo demônio sanguinário em mim, portanto não negarei ter feito a coisa mais maravilhosa que eu poderia fazer por minha inconsequência gloriosa naquele momento: Eu matei o cozinheiro. A morte do cozinheiro já deve ser considerada uma das obras literárias mais intensas e atuais sobre a dor de cotovelo e o ciúme.

Resenha:                                                                                                                                                  

A Morte do Cozinheiro
é o quinto livro que recebi do booktour Selo Brasileiro. Ele é bem curtinho 80 páginas que li em menos de uma hora. O livro é para quem gosta do velho e bom humor negro, ou para quem não liga muito para histórias em que o tema principal é dor de cotovelo.

Os personagens centrais da trama são Luiz o escritor, Carmem a perfeita e Lucas o cozinheiro. Nada como um bom triangulo amoroso não é mesmo?

Luiz e Carmem se conhecem em um evento literário, e tudo parece perfeito. Parece afinal por que, Carmem podia ser um anjo, mas a mãe é uma megera.  E como em todo bom drama romântico a mãe  da mocinha não permite namoro. Ela enfrenta a mãe e vai morar com ele em uma casinha pequena e simples. Tudo lindo até aqui.

Com o tempo Carmem engravida, mas acaba perdendo o bebê. A tristeza é tanta que ela joga tudo para o alto e volta para a casa da sua mãe.

Luiz acaba entrando em depressão profunda, nada mais na sua vida faz sentido sem sua amada Carmem.  Porém ela se recupera rápido e para surpresa de Luiz, não demora muito ela está com um novo namorado Lucas o cozinheiro. Acho que se contar mais algumas coisa deste ponto em diante, vou acabar contando toda história, então melhor parar por aqui rs...

O livro é narrado na primeira pessoa, e muitas vezes a narração se torna tensa e violenta. Confesso que em alguns momentos o livro me deu certa repugnância, (violência excessiva não faz muito meu estilo) o que alivia um pouco a tensão é que me meio a paranóia e dor de cotovelo de Luiz a história tem seus momentos engraçados. O que é claro, ajudou em muito há descontrair um pouco o livro não deixando a leitura tão pesada.

O autor só pecou no fato de não ter explorado mais o suspense durante a história. O livro é intrigante, mas principalmente no final achei que ficou faltando alguma coisa. Allan Pitz conseguiu unir em poucas páginas; humor, amor, ironia e ódio o que faz do livro a leitura perfeita para os amantes do humor inteligente.

Se você se encaixa neste gênero fica ai a dica!





Bjinhos!!

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