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março 27, 2014

Contos da Seleção por Kiera Cass: O Guarda

ISBN: 9788565765329
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2014
Número de páginas: 257
Classificação: Bom
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.

Sinopse: Contos da Seleção: O Príncipe & O Guarda. Os dois contos que se passam no universo criado por Kiera Cass, autora da trilogia A Seleção, agora estão disponíveis em edição impressa. Em “O Príncipe e O Guarda”, o leitor pode acompanhar de perto os pensamentos e emoções dos dois homens que lutam pelo amor de America Singer. Antes de America chegar ao palácio, já havia outra garota na vida do príncipe Maxon. O conto O príncipe não só proporciona um vislumbre das reflexões de Maxon nos dias que antecedem a Seleção, como também revela mais um pouco sobre a família real e as dinâmicas internas do palácio. Descobrimos como era a vida do príncipe antes da competição, suas expectativas e inseguranças, assim como suas primeiras impressões quando as trinta e cinco garotas chegam. Para America, a vida antes da Seleção também era muito diferente. A começar pelo fato de que ela estava completamente apaixonada por um garoto chamado Aspen Leger. Criado como um Seis, ele nunca imaginou que acabaria se tornando membro da guarda do palácio. Em O guarda, acompanhamos Aspen a partir do momento que o grupo de trinta e cinco garotas da Seleção é reduzido para a Elite, conhecemos sua rotina dentro das paredes da casa da família real — e as verdades sobre esse mundo que America nunca chegou a conhecer.

Quem acompanha o blog há mais tempo, sabe que A Seleção é uma das minhas trilogias favoritas e que já postei uma “resenha resumo” dos dois primeiros livros: A Seleção e A Elite como também do conto do O Príncipe aqui no blog.  Por esse motivo, essa resenha será apenas do conto O Guarda. Ah! Podem ler ser medo, que a resenha não tem spoiler, - eu acho pelo menos.

Um fator que diferencia a trilogia A Seleção de outras que já li, é que aqui eu não consigo “escolher um lado”. Enquanto eu vejo os fãs se dividindo entre ser Team Maxon ou Team Aspen, confesso que nenhum dos protagonistas conseguiu me conquistar para o seu time. Porém, - sim a um “porém”. Algumas atitudes do Aspen me deixam mais irritada com ele, do que com Maxon. Mas, não sei se isso dá alguma vantagem para o príncipe.

Enquanto o conto, O Príncipe nos apresenta o ponto de vista do Maxon no período que antecedeu A Seleção e o principio dela, em O Guarda temos a visão do Aspen dos acontecimentos narrados em A Elite. É interessante conhecer a história por outro ponto de vista, em especial por que em A Elite, a America foi um pouco “chatinha” praticamente o livro todo.

Aspen, está no castelo para proteger a família real, mas isso não quer dizer que ele concorda com a forma que as coisas funcionam. Através de suas percepções, nos é apresentado outra realidade do castelo. Conhecemos melhor não somente a sua rotina, mas o dia a dia dos demais empregados. Eles deixam de ser “sombras”, para se tornarem personagens mais ativos na narrativa. E de certa forma eu gostei bastante de conhecer esse lado história, pois os fatos me pareceram mais reais e, e com isso a narrativa ganhou um toque mais verdadeiro.

 Determinado a se redimir, Aspen está disposto a fazer de tudo para reconquistar o amor de America. Até ai tudo bem, afinal quem nunca tentou reconquistar um grande amor (?). Só que a forma como ele faz isso, é o que me incomoda.  Uma coisa é ele querer mostrar para America que o Maxon, não é tão encantador como ele parece. Sim, por que é óbvio que ele não é perfeito. Mas, depois de tudo o que aconteceu após o baile de Halloween, ter atitudes que podem colocar tanto a America com ele em risco, é algo completamente desnecessário em minha opinião. Ao menos eu, não vejo nada de romântico nisso.

Outro detalhe em especial é que neste conto, ficou muito perceptível que autora tenta fazer com que o leitor se encante pelo Aspen. Ela realça muito as qualidades dele, e o quanto ele é bom para a America e com todos que o cercam. Entendam, - não é que eu não goste dele e prefira o Maxon. Só achei um pouco forçada essa visão, “encantadora” que a Kiera tenta passar do Aspen aqui.  Após concluir a leitura de Os Contos da Seleção, algo me leva a crer que talvez o final da trilogia, não será bem o esperado e sinceramente, eu ainda não sei como me sinto a respeito disso (...).

"America era familiar para mim por mil razões. E, sob os vestidos de gala e as joias, essas razões ainda estavam lá."

Com extras exclusivos, Os Contos da Seleção é uma leitura obrigatória para os fãs da trilogia, que promete deixar os já ansiosos, ainda mais desesperados pelo lançamento de A Escolha. Please, Kiera Cass não me decepcione.

dezembro 17, 2015

Felizes para Sempre por Kiera Cass

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788565765619
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 464
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: Esta coletânea traz os contos A Rainha, O príncipe, O guarda e A favorita ilustrados e com introduções inéditas de Kiera Cass. Conheça o príncipe Maxon antes de ele se apaixonar por America, e a rainha Amberly antes de ser escolhida por Clarkson. Veja a Seleção através dos olhos de um guarda que perdeu seu primeiro amor e de uma Selecionada que se apaixonou pelo garoto errado. Você encontrará, ainda, cenas inéditas da série narradas pelos pontos de vista de Celeste e Lucy, um texto contando o que aconteceu com as outras Selecionadas depois do fim da competição e um trecho exclusivo de A sereia, o novo romance de Kiera Cass. Este é um livro essencial para os fãs de A Seleção, que poderão se aprofundar mais nesse universo tão apaixonante.

Felizes Para Sempre é o livro que reúnem todos os contos da série A Seleção, anteriormente lançados além de contar com alguns bônus especiais. Como já tem resenha aqui no blog dos contos, O Príncipe e O Guarda, no post de hoje vou apenas compartilhar com vocês as minhas impressões sobre os outros contos.

A Rainha.
O conto A Rainha, nos apresenta a mãe de Maxon ainda jovem vivendo a sua própria Seleção. Amberly assim como America vem de uma família humilde, e acaba conquistando o que toda a garota de Illéa sempre sonhou, - ser a princesa.  Esse conto não é somente interessante por nos mostrar como os pais do Maxon eram antes de se tornarem os governantes de Illéa, mas sim por que lança uma luz diferente sobre alguns fatos que acontecem durante a Seleção de Maxon. Quando você lê A Rainha você percebe por que foi mais fácil Amberly aceitar as escolhas do filho e de onde vem à tirania do rei.


Um detalhe que é importante salientar aqui, é que o conto nos mostra uma Amberly romântica, sonhadora, e até certo ponto "submissa". Amberly sentem por Clarkson uma devoção quase cega, quando o mesmo nunca dá certeza alguma sobre o que sente por ela, ou o futuro dos dois.  Kiera Cass trabalhou esse ponto do conto com muita sutileza, deixando o leitor livre para fazer seu próprio julgamento sobre a questão.  Confesso que o conto não me fez mudar a visão que eu tinha do pai de Maxon, mas gostei bastante de conhecer a Amberly e seu coração generoso capaz de ver a bondade e o amor onde ninguém mais enxergaria.

A Favorita.

O conto A Favorita é narrado por Marlee, melhor amiga de America. Nele Kiera Cass nos conta uma história de amor paralela a de America e Maxon, a história de Marlee e Carter. Adorei descobrir como os dois se apaixonaram e principalmente como juntos eles passaram por todos os obstáculos que a vida colocou no caminho desse amor. Como uma ajudinha do fofo do Maxon, - é claro.


Esse é um daqueles contos leves, que nos deixam com um sorriso bobo no rosto. Doce, encantador, mas sem perder a carga dramática da história. Pois antes de colher a flores do amor, Marlee e Carter tiveram que colher muitos espinhos. Sempre gostei da Marlee, porém depois de conhecer a sua história ela se tornou uma das minhas personagens favoritas da série. Sendo esse o conto que mais gostei da antologia ().


Felizes para Sempre traz também alguns extras interessantes como os breves relatos da Celeste, que por mais que a autora tente torna-la uma pessoa “melhor”, não me convence de jeito nenhum.  Sim peguei implicância com a personagem (sou dessas, admito). Desses extras gostei bastante de saber mais sobre o relacionamento da Lucy com o Aspen e do que aconteceu com as outras finalistas da Seleção.

Em toda a série que leio sempre fico esperando por conhecer e saber mais dos personagens secundários que conseguem às vezes cativar mais durante a leitura do que os próprios protagonistas.  E através dessa reunião de contos isso foi possível. O livro é lindíssimo em capa dura e com belas ilustrações. Sem sombra de dúvidas um verdadeiro presente para os fãs da série A Seleção.

“Fechei os olhos e fiz que sim com a cabeça enquanto lágrimas desciam pelo meu rosto. Viver com ou sem amor dele: para mim, as duas opções significavam flertar com a morte.”

Nessa antologia, Kiera Cass não apenas mostrou a amplitude da sua obra, mas como também conhece bem cada um dos seus personagens e suas histórias.  Em cada conto e autora nos leva de volta ao mundo que ela criou, através novos olhos e sobre outros pontos de vistas, e nem por isso menos emocionante e mágico.

outubro 08, 2013

Na Livraria - 01




Olá leitores!

Como vocês já puderam perceber hoje é dia de estreia da nova coluna aqui do blog, a Na Livraria. E para começar com o pé direito, vou compartilhar com vocês quais foram as minhas impressões da Trilogia A Seleção, da autora Kiera Cass, lançada no Brasil pela Editora Seguinte.

Admito que eu, estava receosa com essa série pelos velhos e bons motivos de sempre. Todo mundo falando super bem, resenhas com inúmeros elogios e todo aquele blá,blá,blá que já estamos acostumados. Porém, para minha imensa felicidade me surpreendi muito com a história. A escrita da autora Kiera Cass é muito bem estrutura o que torna praticamente impossível não se encantar com a história e seus personagens. 

No post de hoje eu vou comentar vocês um pouco, sobre os dois livros A Seleção e A Elite e o conto O Príncipe. Isso mesmo leitores, eu já li os três. Será que me tornei fã?

O cenário dessa história é Illéa, ou o que sobrou dos Estados Unidos depois que foi tomado pela China. Como toda distopia, A Seleção tem aquela sutil crítica ao modo de vida da sociedade atual, afinal se não fossem os abusos que levaram o “antigo” Estados Unidos a se afundar em dividas o país jamais teria sofrido o golpe que sofreu.

Em Illéa, a população é dividida pelo regime de castas, sendo que a “Um” a mais elevada, a que pertencem os membros da nobreza e a “Oito” a casta mais baixa na qual se “rotulam” todas as pessoas com deficiência, algum tipo de vicio ou sem teto, triste eu sei. Só essa denominação por número é um fator que deixa você com raiva do governo de Illéia já. Sei lá, parece ser tão injusto (...).

A protagonista da vez é América Singer, pertencente à casta “Cinco”, a casta dos artistas. Ou seja, em Illéia não é o seu talento que define qual a profissão você vai ter, e sim a casta a que você pertence. América é cantora (qualquer dica dada no sobrenome dela é mera coincidência), e para ajudar a família ela costuma se apresentar nas festas e eventos das castas mais altas. Mas, América possui um grande segredo. Há dois anos ela mantém um namoro proibido por lei com o Aspen, um simples trabalhador braçal da casta “Seis”.

Perdidamente apaixonada, América está disposta a se tornar uma seis desde que passe o resto da sua vida ao lado do seu grande amor. Quando ela está dando por quase certo isso, a competição que elegera a nova princesa de Illéa é anunciada, e Aspen sabendo o quanto a vida ao seu lado poderia ser difícil para América, resolve “desistir” dela. Nada como um pouco de drama e corações partidos não é mesmo?

Sendo uma das trinta cinco garotas selecionadas para tentar conquistar não apenas o coração do jovem príncipe Maxon, mas como também a aprovação e aceitação de todo o povo de Illéa, América vai para o palácio, só que ao contrário das demais candidatas ela não está interessada em conquistar o coração do príncipe. A única intenção dela é permanecer o máximo de tempo possível ajudar a sua família. Porém, após um breve encontro com o príncipe, e a eliminação das primeiras candidatas, ela começa a perceber que não fazer parte do jogo pode ser mais difícil do que ela imagina. Em especial quando o grande prêmio é um belo, charmoso e atencioso príncipe.

A Seleção é um livro bem rápido de se ler, sendo mais um tipo de apresentação da história em si e de seus personagens centrais. A narrativa conta com muitos momentos fofos e a disputa nesse primeiro livro é mais velada por conta da quantidade de garotas participando. Claro que como toda história, aqui também temos aquele personagem “adorável” que no caso se chama Celeste a top model da casta “Dois”. Se você assim como eu tem gastrite, é melhor preparar seu estômago para ela.  É sério! E lógico que não podia faltar, o bendito triângulo amoroso Maxon, America e Aspen.  Bem, tem aquele velho e bom ditado diz: “Nem tudo é perfeito”.

"- Maxon, espero que encontre uma pessoa sem a qual não possa viver. Espero muito. E desejo que nunca precise saber como é tentar viver sem ela.”

Entre o lançamento de A Seleção e A Elite, a Editora Seguinte disponibilizou gratuitamente o conto O Príncipe, que em minha humilde opinião é totalmente desnecessário. Ok! Você conhece um pouco mais do Maxon e de como era sua vida antes das garotas chegaram ao palácio. Mas, de verdade o conto é tão superficial que se a intenção era o leitor ter uma visão diferente do Maxon, pelo menos no meu caso não funcionou. Eu fui conhecer o Maxon melhor e gostar realmente dele após ler A Elite.

A Elite começa exatamente no ponto em que A Seleção parou. Agora são apenas seis garotas na disputa e a competição começa de verdade. Embora o segundo livro mantenha o mesmo ritmo de primeiro, alguns detalhes aqui conseguiram me deixar levemente irritada. Eu gostei muito de A Elite tanto quanto gostei de A Seleção, mas algumas coisas foram difíceis de aguentar viu.

Uma delas foi o comportamento infantil da América em quase todo o livro. Outro foi à cara de pau do Aspen. Sem falar que o Maxon também muitas vezes ficava naquela, “não sei se caso ou compro uma bicicleta”. E a Celeste, bem prefiro nem comentar. O fato é que o livro só consegue se salvar da “terrível maldição do segundo livro”, por que ele começa a ganhar mais ritmo de distopia mesmo. Os conflitos com os rebeldes são mais constantes e certo personagem que até então era meio "neutro" coloca suas terríveis garras de fora.

Em A Elite, conhecemos um pouco mais da antiga história de Illéa e por mais que o Maxon tenha me deixado com “raivinha”, no final ele mostra quem ele realmente é. Algo que eu estava esperando para ver em O Príncipe, mas que a autora deixou guardado especialmente para o final do segundo livro. Assim, não tenho preferência entre o Maxon e o Aspen, só depois do final de A Elite eu admito que, o Maxon ganhou uns pontinhos extras comigo.

“Não podia imaginar nada forte o bastante para roubar aquela felicidade”.


Estou ansiosíssima pelo último livro da trilogia, A Escolhida que será lançado no dia 06 de maio de 2014 (dia no meu niver). Antes do lançamento do livro, será lançado em fevereiro o conto O Guarda que vai mostrar o ponto de vista do Aspen sobre os acontecimentos de A Elite. O que será que ele tem para nos contar heim?

A minha dica é: Se você ainda não leu A Seleção, pode parar de perder tempo!  Com uma narrativa envolvente e personagens que mesmo tirando o leitor do sério, ainda conseguem ser apaixonantes, a trilogia A Seleção é mistura perfeita para quem adora romances de ”conto de fadas” com uma pitada de ação e um pouco de drama para deixar tudo mais nervosamente divertido.

Recomendadíssimo!

junho 09, 2016

A Coroa por Kiera Cass

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788555340048
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 310
Classificação: Bom
Sinopse: A Seleção – Livro 05.
Em A Herdeira, o universo de a Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.  Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.  America Singer e o Príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.  Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Nunca escondi que em minha humilde opinião a série A Seleção da autora Kiera Cass, devia ter parado no terceiro livro, ou pelo menos a autora deveria ter dado um intervalo maior para “apresentar” a Eadlyn ao mundo.  Tanto que não fiquei muito surpresa quando as primeiras resenhas que saíram de A Coroa, quinto e ultimo livro da série, tinham um certo "que" de decepção. Eu mesma não espera um grand finale, tendo em vista o que a autora já tinha mostrado em A Escolha. E talvez, justamente por ter começado a leitura sem “grandes expectativas”, foi que no contexto geral, eu gostei do que encontrei aqui.

Podem ler a resenha sem medo que ela não contém spoilers. Até por que, procurei através dela compartilhar todos meus sentimentos, também um pouco “conflitantes” em relação ao que li.

Sinceramente, a sensação que tive é que a própria Kiera já estava “cansada” do universo que criou. A Coroa era para ser livro mais "expressivo" da série, afinal potencial para isso o seu enredo tinha. Porém, infelizmente a sua estrutura apresentou inúmeras falhas de desenvolvimento. A narrativa é extremamente corrida, tanto que para um livro que vem fechando uma série a autora acabou deixando muito mais perguntas do que de fato trazendo respostas.

Kiera Cass é uma autora um tanto óbvia e entre ousar e ser clichê, ela prefere ser clichê. Então para quem prestou atenção nas “entre linhas” de A Herdeira, meio que já desconfiava do rumo que a história teria aqui.  Pelo menos para essa que vos escreve, não foi nem um pouco surpreendente quem foi o rapaz  que ganhou o coração da princesa no final. E confesso que por ele ser um dos meus personagens favoritos eu fiquei feliz com a escolha da Eadlyn ().

E como já falei inúmeras vezes em minhas resenhas, não tenho problema com o “previsível” desde que ele seja bem desenvolvido, e A Coroa peca exatamente nisso.  Muitos personagens foram mal aproveitados, até mesmo os que tiveram algum destaque anteriormente, acabaram ganhando um desfecho bem “mais ou menos”.  O que reforçou ainda mais a minha impressão de que autora estava com pressa de escrever o livro.

Kiera Cass simplesmente “esqueceu” dar continuidade no desenvolvimento do relacionamento da Eadlyn e seu príncipe consorte como casal, nesse livro.  Isso fica ainda mais nítido quando a Eadlyn finalmente se dá conta de seus sentimentos. A forma fast como tudo acontece torna o que poderia ser, um dos momentos mais lindos da trama em algo superficial e sem emoção. Em especial para quem não tinha percebido essa "possibilidade" no livro anterior, o romance  realmente deixa a sensação de não ter muita "credibilidade" mesmo.

Como ponto alto A Coroa tem o amadurecimento de sua protagonista. Eadlyn finalmente sai da sua redoma e deixa a arrogância de lado por um bem maior. Ela se torna uma líder confiante e determinada a seguir o legado dos pais, e principalmente trazer as mudanças de que seu reino precisa. Acredito que se entre um capitulo e outro, a autora tivesse dado uma atenção maior aos personagens secundários, e explorado melhor algumas histórias paralelas o resultado final teria conseguido agradar mais pessoas.

Embora a história da Eadlyn, não seja tão apaixonante quando comparada a história de seus pais, ela ainda sim tem seus méritos. É inegável que mesmo como todas as falhas presentes na narrativa, Kiera Cass é aquele tipo de autora que consegue criar uma trama envolvente e cativante. Eu mesma admito que virei a noite lendo o livro de tão entretida que fiquei com história. Ou seja, para quem não tinha lá muitas expectativas, acabou se surpreendo de uma maneira bem positiva.

“ – Você precisa aceitar a ideia de imperfeição, mesmo naquilo que considera perfeito.”

Em suma apesar de nem tudo ser flores, A Coroa se mostrou uma leitura satisfatória dando a série senão o final grandioso que era esperado, ao menos um desfecho digno e condizente com tudo o que a Kiera Cass se propôs a trazer para sua obra. E por mais difícil que seja dizer adeus, me despeço da série A Seleção, sabendo que tanto a sua história como seus personagens terão para sempre um lugar especial em meu coração.

maio 26, 2014

Escolha por Kiera Cass


ISBN: 9788565765374
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2014
Número de páginas: 352
Classificação: Muito Bom
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.








Sinopse: The Selection - Livro 03. A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer.

Que A Escolha era um dos livros mais esperados por mim esse ano, acredito que não é nenhum segredo para vocês. Confesso que às vezes, até eu mesma fico surpresa ao perceber o quanto eu me encantei por uma trilogia que relutei tanto em começar a ler, por acreditar que não passava de mais uma “modinha literária”. Sim, - mordi a língua novamente e isso não foi nem um pouco legal, mas posso garantir a vocês que aprendi a lição.

Cheguei a comentar na minha resenha de Contos da Seleção (O Guarda), que eu estava um pouco receosa com o desfecho que a autora Kiera Cass daria para história, e durante a leitura de A Escolha passei por uma enorme contradição de sentimentos. Mas embora nem tudo tenha sido “perfeito”, acredito que o final foi bem condizente com o que a autora se propôs a escrever.

Se você ainda não leu os livros da série pule quatro parágrafos. Risco de spoiler.

America Singer finalmente parece saber quais são os seus verdadeiros sentimentos em relação ao príncipe Maxon, mas o problema é que a Seleção ainda não terminou e o rei Clarkson está mais do que empenhado em não deixar que ela se torne próxima princesa de Illéia.  Enquanto ela se esforça ao máximo para ficar longe da tirania do rei e mostrar que ela é a escolha certa para Maxon, os conflitos entre os rebeldes e o governo aumentam.

Os rebeldes estão cada vez mais próximos dos salões do palácio, ameaçando a vida de todos aqueles que se colocam em seu caminho. Em meio à tensão que cresce a cada dia, Maxon e America estão dispostos a descobrir a verdade do que está acontecendo fora dos holofotes de a Seleção. Mas, como toda escolha seguir seus corações pode ser a decisão mais arriscada que ambos já tomaram em suas vidas. O tempo está acabando e apenas uma garota ficará com a coroa e com o coração do príncipe.

Quem já leu os livros anteriores vai concordar comigo que em partes, toda a história gira em torno das “crises sentimentais” da America. É desesperador o dom que ela tem de por os pés pelas mãos nas situações mais decisivas. Em alguns momentos o comportamento dela é tão infantil e egoísta que eu ficava: “Não, America você não fez isso”. Sério! Cheguei a quase chorar de raiva dela às vezes. Eu esperava que em A Escolha, a America se comportasse de uma maneira mais madura e houve várias ocasiões que as atitudes dela foram nobres, ao ponto de me deixar orgulhosa dela. Porém, em outras ela complicava tanto o que era simples, que quase colocava tudo a perder. 

É triste constatar que justo a personagem que tinha tudo para crescer durante a história não amadureceu. A verdade é senti que todos os demais personagens da trama, até mesmo a Celeste passaram por algum tipo de mudança significativa, menos a America (...). O Maxon, durante o desenvolvimento da história foi deixando a imagem superficial de “príncipe encantado”, se revelando por completo como uma pessoa “comum”. Admito que após a leitura de A Elite a minha visão dele já vinha sofrendo uma pequena mudança. Só que foi durante a leitura do ultimo livro, é que eu acabei percebendo como ele é um personagem especial para mim. Gosto do Aspen também, e acredito que ele tinha tudo para ser um personagem mais decisivo, se tanto ele como todo potencial da história tivessem sido mais bem explorados.

No meu ponto de vista a grande falha da trilogia A Seleção foi ser “vendida” como uma distopia. Mesmo ela possuindo alguns poucos elementos do estilo, infelizmente ela está muito longe de ser de fato uma distopia. Durante todo o desenvolvimento da trilogia eu fiquei esperando que a autora deixasse um pouco de lado o romance de “conto de fadas” e se aprofundasse mais na questão política da história. Em seus primeiros capítulos, A Escolha realmente prometia que isso iria acontecer, pois comparando este com os livros anteriores ele possui um ritmo muito mais rápido e dinâmico. Houve muitos momentos de ação e tensão que me deixaram com o coração na mão e ansiosa pelo capítulo seguinte.

Mas, depois de um determinado ponto eu senti que a autora preferiu seguir por um caminho mais ”confortável” focando no romance e em todo drama que cerca o triângulo amoroso Maxon,America e Aspen, não dando mais detalhes do que sem sombra de dúvidas seria o ponto mais alto e emocionante de toda a trilogia. O final embora fofo (sim é óbvio que eu chorei) foi apressado me deixando com aquela sensação inquietante que apesar de ser bom, ele poderia e deveria ter sido infinitamente melhor. 

“Você disse que, para acertar as coisas, um de nós teria que dar um salto de fé. Acho que encontrei o abismo que devo saltar, e espero encontrar você à minha espera do outro lado.”

Longe de ser o final perfeito, A Escolha fecha uma história que conquistou meu coração apesar de suas inúmeras falhas. Amei, odiei e amei de novo.  E sim Maxon, meu é todo seu.

junho 15, 2015

A Herdeira por Kiera Cass

| Arquivado em: Resenhas.


Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788565765657
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 390
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: The Selection - Livro 04.
Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.




S
abe quando você fica com receio de ler um livro por medo de acabar se decepcionado?  Foi justamente assim que comecei a leitura de A Herdeira da autora Kiera Cass. Por que mesmo que o final de A Escolha não seja um dos melhores, em minha opinião a autora tinha fechado bem a história ali. Mas para minha felicidade apesar das minhas “baixas expectativas”, acabei me surpreendo e gostando muito com o que encontrei aqui.

A própria sinopse já dá um “pequeno” spoiler para quem ainda não leu os livros anteriores, então vamos direto aos fatos.

Antes de qualquer coisa, é importante ter em mente a autora não está retomando a história do ponto em que parou. Por esse motivo esperar que a Eadlyn, ou qualquer um dos filhos que o Maxon e a America tiveram sejam como os pais é um erro enorme. E logo no inicio já é visível que eles possuem personalidades bem definidas e diferentes de seus pais. 

Não sei dizer até que ponto foi positivo ou negativo a Kiera Cass investir na continuação de uma série que estava "finalizada". Em especial uma com tantos fãs pelo mundo. Só que o fato é que ela deixou bem claro que, por mais que tenhamos de volta em nossas vidas literárias o Maxon, a America entre outros personagens marcantes, essa é uma nova história. Essa é a história da Eadlyn, a seleção dela. E bem, - ela não está muito preocupada no momento em ser uma pessoa acessível e amável.

Confesso que estava preparada para odiar a Eadlyn com todas as minhas forças.  Sério, li tantas críticas negativas da personagem falando o quanto ela é egoísta, fria, prepotente e todo um blá, blá, blá que me parecia impossível ao menos “simpatizar” com ela. Porém, ao contrário de muitos, não consegui odiar a Eadlyn. Por mais que em muitos momentos eu não concordasse com a postura dela e até tivesse vontade de falar, “menos querida Eadlyn, você não é a ultima bolacha do pacote”, eu conseguia “entender” o porquê dela agir daquela forma.

Ela cresceu no luxo, em um mundinho protegido e particular sabendo que cedo ou tarde um dia a responsabilidade de manter o legado de seus pais vai recair em suas mãos.  Pensa na pressão que isso pode significar na vida de uma pessoa quando ela só tem dezoito anos? A Eadlyn é sim mimada e arrogante, pelo simples motivo que ela foi criada para ser assim. Claro que isso não justifica o fato de ela ser grossa com quase todo mundo o tempo todo, mas acredito que ao longo da história isso pode vir a mudar um pouco. Pessoas mudam, não é mesmo?

A escrita da Kiera Cass continua fluida, e a forma como ela constrói toda a narrativa deixa o enredo mais envolvente. Outro detalhe é que a autora consegue sempre inserir personagens cativantes na história, mesmo quando eles não são os grandes “protagonistas”. Gostei muito dos pequenos príncipes Kaden e Osten.  E entre os selecionados os que mais me chamaram a atenção foram o Kile e o Henry embora o meu personagem queridinho até aqui seja o Erik (). 

Só que o ponto mais legal é que trama aqui está mais dinâmica quando comparada aos livros anteriores.  E mesmo que hoje a série nem seja mais vista como uma distopia, eu ainda espero muito que a autora dessa vez trabalhe melhor a parte política dando um foco maior aos conflitos que acontecem fora dos muros protegidos do castelo. Afinal, Kiera Cass já mostrou que é ótima em escrever romances no estilo “conto de fadas”, então por que não colocar um pouco mais de ação na história? E em A Herdeira ela tem tudo para conseguir isso.

“Há coisas sobre nós mesmo que só aprendemos quando deixamos alguém se aproximar de verdade”.

A Herdeira é um bom livro e funciona bem como introdução para o que está por vir. A leitura é rápida que mesmo com algumas falhas a narrativa consegue se agradável deixando aquele clima de suspense no ar. Mas, tenha em mente aquilo que comentei logo no inicio da resenha. A Eadlyn não é como os pais dela, por isso é melhor não começar a leitura indo como muita sede ao pote. Fica a dica!

•  Veja também

maio 26, 2016

Wishliterária – Maio

| Arquivado em: LANÇAMENTOS.

Oi gente =D

O que vocês estão lendo de bom nesse feriadão? Eu no momento estou lendo um dos lançamentos desse mês. Adivinhem qual é? Quem acompanha o blog lá no Instagram sabe, mas não é muito difícil descobrir já que a capa do livro está aqui na siberbar do blog. Sim, estou lendo A Coroa da Kiera Cass e logo vocês vão poder descobrir a minha opinião sobre ele.

E já que estamos falando em lançamentos, chegou aquele momento do mês em que todos nos bookaholics de plantão nos damos a mãos e rezamos para ficarmos rycos. Afinal que sonho lindo é o de ter uma biblioteca que nem o de A Bela e a Fera em casa *-*.

Então vamos aproveitar que sonhar não paga imposto e vamos conhecer os lançamentos do mês. Confere ai!





Sinopse: Splintered – Livro 03.
Alyssa está tentando entrar novamente no País das Maravilhas. Os portais para o reino se fecharam, não sem antes levarem sua mãe. Jeb e Morfeu estão presos em Qualquer Outro Lugar, reino em que intraterrenos expulsos do País das Maravilhas estão vivendo. Para resgatá-los, ela precisa recorrer à ajuda de seu pai. Juntos, eles iniciam uma missão quase impossível para tentar resgatar entes queridos, restaurar o equilíbrio dos reinos e o lugar dela como Rainha. Alyssa precisa lutar não só com a Rainha Vermelha, um espírito malicioso que tem a intenção de refazer o País das Maravilhas à própria imagem, mas também reconstruir seu relacionamento com Jeb, o mortal que ela ama, e Morfeu, o ser fantástico que também reivindica seu coração. E, se todos tiverem sucesso e saírem vivos, eles poderão finalmente ter o felizes para sempre.







Sinopse: As Modistas – Livro 01.
Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon. Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.







Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro.Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas.  Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?








Sinopse: A Seleção – Livro 05.
Em A Herdeira, o universo de a Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava. America Singer e o Príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

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Lançamentos



Vou confessar que mesmo com "medinho" da sinopse estou bem curiosa para ler Anna Vestida de Sangue. Outro livro que está me deixando super ansiosa, afinal é Loretta Chase é A Sedução da Seda (). E o que dizer de Qualquer Outro Lugar, gente? Depois de quase dois anos, finalmente vamos poder conhecer o destino de Alyssa, Jeb e Morfeu().

E vocês, tem algum livro dessa lista que já estão lendo, leram ou estão esperando ansiosamente por ele como eu? Me contem qual é nos comentários =). Lembrando que já tem resenha de O Acordo aqui no blog.

Beijos e até o próximo post;**

fevereiro 04, 2016

A Sereia por Kiera Cass

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9780130427014
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 328
Classificação: Muito Bom
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

Acho que já comentei aqui no blog que de todos os seres míticos existentes, as sereias não estão entre os meus favoritos (sorry Ariel). Porém, sempre tive muita curiosidade em ler o primeiro livro escrito pela autora Kiera Cass, já que não é nenhuma novidade que apesar dos “pequenos” detalhes, sou fã da série A Seleção. Em A Sereia é perceptível o quanto a escrita da autora ainda estava “crua”, mas ao mesmo tempo a característica mais marcante dos livros da Kiera já estava presente. A narrativa rápida e envolvente.

Para muitos as sereias são apenas um mito e os desastres que acontecem em alto mar, quando não explicados por alguma forte tempestade, ou qualquer outra alteração climática, simplesmente se tornam um grande mistério. Mas, Kahlen há oitenta anos sabe o que realmente causa a perda de tantas vidas, - a Água. A mesma Água que a salvou de morrer afogada no passado e aquela a quem ela prometeu servir por cem anos.

Kahlen sempre foi a mais obediente das sereias, característica essa que a tornou a favorita da Água. Porém, tudo começa a mudar quando Kahlen conhece o jovem e gentil Akinli. Mesmo com a comunicação “limitada”, afinal a voz de uma sereia é fatal, uma estranha e forte ligação surge entre os dois. Kahlen sabe que precisa se afastar o quanto antes de Akinli. Mas como dar as costas para a voz de seu coração? Em especial quando ela parece sempre querer leva-la em direção a Akinli. Pela primeira vez em anos de obediência cega Kahlen está prestes a quebrar a principal regra imposta a uma filha da Água, - a de nunca se apaixonar .

A Sereia é uma daquelas leituras que nos fisga logo em suas primeiras páginas. Kiera Cass criou uma história doce que consegue cativar e transmitir a emoção de seus personagens. Porém, não espere encontrar uma narrativa focada no mito das sereias, pois assim como na série A Seleção o ponto alto da trama está nos personagens e suas próprias histórias. Na verdade no quesito mitologia, o enredo é um pouco “fraco”, sendo que ele deixa mais perguntas do que nos dá respostas.

A Água, por exemplo, é ao mesmo tempo a vilã da história e uma vitima de suas próprias fraquezas. É interessante à forma como a autora estabelece a ligação dela com as sereias. A Água em muitos momentos age com um toque de “crueldade”, mas em outros ela é como uma “mãe” amorosa tentando apenas proteger suas “filhas”.  Bem tipo aquelas relações de amor e ódio, carinho e dependência que muitas vezes vemos nas relações humanas.

E mesmo que a premissa nos leve a acreditar que A Sereia é mais um romance jovem açucarado, a história  aqui é mais voltada para a relação entre Kahlen e suas irmãs sereias Miaka, Elisabeth e Padma. Acreditem quando eu digo que o romance aqui fica praticamente em segundo plano, o que dá a narrativa um toque mais singelo. Adorei a forma como as meninas se apoiam e protegem uma a outra. Mesmo nos momentos mais complicados quando as emoções são conflitantes, em que cada uma precisa lidar com seus próprios fantasmas, elas estão unidas.

A história de amor entre Kahlen e Akinli é bonita, daquelas que a gente fica torcendo logo por uma final feliz. Mas, no entanto ela fica um pouco “ofuscada” pelos outros elementos presentes na trama. Não que isso seja um ponto negativo, ao contrário eu gostei muito do fato da narrativa não ficar tão centralizada nos dois, dando aos personagens secundários uma chance de se destacarem também na história. Essa é sem sombra de dúvidas uma característica na escrita que a Kiera precisa resgatar em seus livros.

O único ponto em que A Sereia “peca“ um pouco é no seu desenvolvimento. Alguns trechos são muito corridos e muitas vezes a autora se perde em detalhes que não agregam em nada na narrativa. Além disso, como mencionei alguns parágrafos acima ficou faltando a Kiera dar algumas respostas, já que o final além de abrupto é um tanto quando superficial.

É engraçado pensar nas coisas a que nos apegamos, nas coisas que lembramos quando tudo se acaba.

Com uma história despretensiosa e  personagens cativantes, A Sereia é aquele tipo de leitura perfeita para quem está em busca de narrativas mais leves com um toque de magia. É o tipo de livro que você deve ler sem grandes expectativas, e assim acabar se surpreendendo.

janeiro 31, 2018

SoSeLit #1 – O Céu e o Inferno dos Blogs Literários

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Oie leitores, tudo bem com vocês?

Hoje eu trago o primeiro post de um projeto super maravilindo que fui convidada para fazer parte pela fofa da Angel Sakura, do blog Eu Insisto. A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Bela Psicose, Eu Insisto, La Oliphant e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera.

imagem: Shutterstock
Além disso, acreditamos que a união faz a força, e por isso através do projeto queremos promover uma união maior entre os blogs literários (). E para esse primeiro post, nós listamos três pontos negativos ( o inferno) e três pontos positivos  (o céu)da blogosfera literária. E para começar essa blogueira que vos escreve, vai listar três pontos que em minha opinião são a verdadeira treva nosso pequeno universo literário.

The Hell
imagem: Giphy
 03 Adorei seu blog! Segue que eu te sigo.

Isso é uma das coisas que mais me chateada como blogueira e produtora de conteúdo. Afinal, “perco” horas escrevendo os post para o blog, para muitas vezes perceber que a pessoa comentou sem ao menos ler uma palavra do que escrevi.  E acredito que assim como eu, tem muitos passam por isso direto. Seja aqui no blog, no Instagram ou no YouTube.

Teve um caso que escrevi uma resenha não tão positiva e a pessoa comentar: “ – Que bom que você adorou o livro”. Fiquei tipo, “What!?”. Isso é uma baita falta de respeito pelo trabalho do outro.

02 Excesso de Ego.

Já vi autor (a) escrever textão ( fazer barraco) no Facebook falando mal de blogueiro que criticou seu livro.  Eu mesma já passei duas vezes por essa situação, do autor (a) vir tirar satisfação comigo, por que fiz uma resenha “negativa” do livro dele (a).

E isso acontece também com editora. Tem editora que coloca o nome do blogueiro em uma “lista negra”, caso a resenha dele não seja só flores. E isso muitas vezes acaba fazendo com que o blogueiro se sinta “forçado” a sempre dizer que a história é maravilhosa por medo de perder a parceria, quando na verdade se bobear ele nem leu o livro inteiro.

E claro, os blogueirinhos que se acham o último farelo do pacote de bolacha, só por que tem não sei quantos mil seguidores e dão aquela esnobada básica nos blogueiros pequenos ou em quem está começando. Complicado (...).

01 A competição tóxica no ambiente.

Sempre que sai o resultado de uma nova seleção de parceiros de editora x ou y as redes sociais são inundadas de comentários tóxicos, de blogueiros que se sentem “injustiçados” por não terem passado na seleção. Ficar chateado é triste e normal, eu mesma recebi vários "nãos" ao longo desses quase oito anos de My Dear Library.

Porém, o que não é nada legal é atacar algum blog que foi escolhido. Tem blogs que realmente não merecem passar na seleção? Talvez, mas ao invés de ficar destilando ódio nas redes sociais e apontando o dedo para o coleguinha, não é mais fácil continuar a compartilhar o amor pelos livros e tentar de novo da próxima vez?

Particularmente acredito que quando você trabalha duro em algo que acredita e ama fazer, cedo ou tarde acaba colhendo os frutos disso. 

The Sky
imagem: Giphy
03 Conseguir ter uma rotina de leitura mais organizada.

Sempre amei ler e por um bom tempo os livros foram meus melhores amigos. Porém, confesso que depois que criei o blog, eu não apenas passei a ler mais, como também comecei a ser mais organizada com as minhas leituras.

Antes do blog eu lia uma média de vinte a trinta livros por ano, e hoje leio bem mais que isso. Claro que ainda falta um pouco para minha meta de leitura chegar aos cem livros lidos por ano, mas um dia chego lá.

02 Compartilhar livros e autores maravilhosos que conhecemos.

Lembro que antes do blog, eu não tinha com quem conversar sobre os livros que lia e seus autores. E hoje poder fazer isso é realmente muito gratificante! Não só por que eu conheço livros e autores novos através das minhas leituras e dos blogs que visito, mas por que tem pessoas que conhecem livros e autores novos através do meu blog.

Um exemplo, é a série Outlander, que a Ale do Estante da Ale leu a resenha aqui e hoje é mais fã da série que eu. E tipo, eu nunca teria dado outra chance aos livros do Colleen Hoover se não fosse à resenha maravilhosa de O Lado Feio do Amor da Cida no Moonlight Books.

Além disso, eu fico tão, mais tão feliz quando um texto que publico da coluna Divagando, toca o coração de quem lê. De verdade isso em minha opinião é uma das coisas mais fantásticas de se ter um blog. Compartilhar amor e receber amor.

01 Amizades.

Conheci uma das minhas melhores amigas  da vida, a minha gêmula, Fran do Diário de uma Leitora Compulsiva através do blog.  E ao longo desses anos o blog me apresentou muitas pessoas lindas. Pessoas que já tive o prazer de conhecer pessoalmente e outras que tenho certeza que um dia vou conhecer.

E no meu caso, que lá em 2010 resolveu criar um blog por que se sentia sozinha ter feito tantos amigos e criado tantos laços através desse meu cantinho é o que faz ter um blog realmente valer a pena ().

imagem: Giphy
Então, se identificou com algum ponto citado? Me conta qual foi ou foram eles nos comentários! Espero que vocês tenham gostado desse primeiro post da Sociedade Secreta Literária ().

Vejo vocês nos próximos posts!

março 05, 2019

Graça & Fúria por Tracy Banghart

| Arquivado em: RESENHAS.

Graça & Fúria da autora Travy Banghart foi sem sombra de dúvidas um dos lançamentos mais comentados de 2018.  Li diversas resenhas positivas que me deixaram bem curiosa para conhecer a história. Porém, embora seja perceptível todo o potencial que a obra possui, a mesma escorrega em uma sucessão de clichês que já vimos em outras séries do gênero.





ISBN: 9788555340703
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2018
Número de páginas: 304
Classificação: Bom
Sinopse: Graça & Fúria – Livro 01:
Duas irmãs lutam para mudar o próprio destino no primeiro volume de uma série de fantasia repleta de romance, ação e intrigas políticas. Em Viridia, as mulheres não têm direitos. Em vez de rainhas, os governantes escolhem periodicamente três graças — jovens que viveriam ao seu dispor. Serina Tessaro treinou a vida inteira para se tornar uma graça, mas é Nomi, sua irmã mais nova, quem acaba sendo escolhida pelo herdeiro. Nomi nunca aceitou as regras que lhe eram impostas e aprendeu a ler, apesar de a leitura ser proibida para as mulheres. Seu fascínio por livros a levou a roubar um exemplar da biblioteca real — mas é Serina quem acaba sendo pega com ele nas mãos. Como punição, a garota é enviada a uma ilha que serve de prisão para mulheres rebeldes. Agora, Serina e Nomi estão presas a destinos que nunca desejaram — e farão de tudo para se reencontrar.

A premissa de Graça & Fúria nos promete uma história de força e empoderamento feminino, algo que em partes é entregue ao leitor. Os capítulos são curtos e intercalados entre a Serina e a Nomi o que dá a narrativa certo dinamismo e um bom ritmo. A escrita da Travy Banghart é leve e conseguiu me deixar bastante envolvida com a história durante boa parte da leitura. Os “problemas” começaram a partir do momento em que a sensação do; “Já vi isso antes” foi ficando mais forte.

Fazendo uma comparação bem simples, Graça & Fúria é uma mescla de A Seleção com A Rainha Vermelha. E de verdade é impossível ler alguns trechos do livro e automaticamente não se lembrar da história da autora Victoria Aveyard. Tanto que chega em um determinado ponto que você lê já sabendo exatamente o que vai acontecer. E isso foi uma das coisas que mais me incomodou na obra. Travy Banghart não apresenta nenhum bom elemento surpresa, ao ponto que no momento em que acontece a grande reviravolta da história ela soa como rasa, pois estava “óbvio” que era aquilo que ia acontecer.

Em minha opinião o ponto alto do livro foi a construção e a inversão de papéis das irmãs Tessaro durante o desenvolvimento da narrativa.  Serina passou grande parte de sua vida sendo preparada para ser uma das graças do rei. Tudo nela é delicadeza e submissão, e ver a personagem descobrindo a sua força e poder foi algo bem interessante de se acompanhar, especialmente porque o modo como a personagem é apresentada me fez acreditar que ela possuía todas as características que normalmente geram uma implicância minha com protagonistas do gênero.

O mesmo não posso falar da Nomi, afinal se pudesse definir a personagem em uma só palavra seria, desgosto. Fico me perguntando até quando os autores vão continuar confundido comportamentos impulsivos com rebeldia.  Por ser totalmente o oposto da irmã e contra a forma como as mulheres são tratadas em Viridia era esperado que Nomi fosse uma pessoa mais madura e bem, - inteligente. Só que infelizmente com a Nomi, eu senti uma decepção atrás da outra. Enquanto lia as partes narradas por ela me perguntava onde estava o tal espírito rebelde, já que a única coisa que encontrei foi uma sucessão de atitudes imaturas e precipitadas.

Gostei muito do fato da autora ter dado aos personagens secundários certo protagonismo na construção da narrativa. Estou bem curiosa para ver como a relação da Serina e do Val será desenvolvida no próximo livro da série, do mesmo modo que espero que a Maris ganhe um espaço maior na obra, já que é visível que a personagem possui um bom potencial para ser explorado. Além disso, é impossível você não sentir a força das mulheres que a ilha de Monte Ruína forjou. A Oráculo e a Petrel são personagens incríveis e ao seu modo inspiradoras.

Ainda não tenho a minha opinião totalmente formada sobre os dois príncipes o Malachi e o Asa, até porque o triângulo amoroso que a autora inseriu aqui me deixou bastante irritada. E não por causa do triângulo amoroso Malachi, Nomi e Asa propriamente dito, mas sim porque me remeteu muito A Rainha Vermelha. De verdade esse foi o núcleo que mais me incomodou no desenvolvimento todo de Graça & Fúria, pois tudo nele é clichê e terrivelmente previsível.

 “– Vocês devem ser tão fortes quanto essa prisão, tão fortes quando a pedra e o oceano que as cercam. Vocês são concreto e arame farpado. Vocês são feitas de ferro.”

Como leitora acredito muito no potencial da série Graça & Fúria, já que a bandeira principal levantada pela autora na obra é a igualdade de gêneros e o modo como muitas sociedades ainda enxergam a mulher como um "ser inferior” aos homens. Como um livro introdutório, apesar das diversas derrapadas Graça & Fúria funciona bem. Agora só resta saber se autora vai dar voz própria a sua história ou vai continuar investindo nos clichês do gênero.

julho 28, 2015

A Rainha Vermelha por Victoria Aveyard

| Arquivado em: Resenhas.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788565765695
Editora: Seguinte
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 424
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: A Rainha Vermelha- Livro 01.
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Sinceramente não sei ao certo como começar essa resenha. Sabe quando você desenvolve uma relação de amor e ódio por um livro? Bem, essa é a melhor forma de descrever os meus sentimentos em relação A Rainha Vermelha da autora Victoria Aveyard.

O tempo corre contra Mare Barrow. Nascida como uma vermelha onde o mundo é governado pelos poderosos prateados, logo ela terá que partir para a linha de frente de uma guerra que dura há anos. Mare não possui nenhum “talento” que garanta um trabalho e a torne útil impedindo assim que ela seja obrigada a servir a seu reino no exercito. Seus irmãos mais velhos já partiram e ela sabe que será a próxima. Porém por um acaso de destino, tudo o que Mare tinha por certo em sua vida está prestes a mudar.

Graças à ajuda de um desconhecido, Mare consegue um emprego no palácio real. Isso seria motivo de comemoração senão fosse o fato de que a partir de agora ela terá que servir aqueles que escravizam seu povo. Mas, as reviravoltas na vida da jovem ladra estavam apenas começando. Durante um evento em que toda a nobreza dos prateados estava reunida, Mare sofre um acidente que desperta nela um poder misterioso. Poder esse que até então se acreditava ser exclusivo dos nascidos prateados. Em meio a consternação que isso causa ao Rei Tiberias VI, a única forma de Mare proteger aqueles que ama e si mesma é fingir ser aquilo que ela sempre odiou, - uma nobre prateada.

Em meio a intrigas reais e uma revolta cada vez mais próxima dos portões do palácio, Mare precisa ser uma prateada perfeita, aprendendo a controlar e usar  seu poder recém descoberto. Além disso, ela se vê cada vez mais dividida entre o carinho e lealdade que sente pelo amigo de infância Kilorn, e a atração que os dois príncipes, Cal e Marven despertam nela.  As peças estão postas no tabuleiro e um perigoso jogo está prestes a começar. Será Mare capaz de sobreviver, quando ao mesmo tempo no reino de Norta todos podem ser aliados e traidores?

Bem vamos aos fatos, - A Rainha Vermelha é aquele tipo de livro que consegue deixar você completamente desesperado para saber o que vai acontecer no próximo capítulo. Mesmo que para quem acompanha a série Games of Thrones, algumas coisas possam parecer óbvias demais. Sim, é visível a influência que a aclamada série tem no enredo da Victoria Aveyard. E o que em alguns casos podia ser um fator negativo, aqui pelo contrário faz como que a leitura tenha um ritmo rápido em envolvente.

Outro ponto que chama muito atenção, mesmo que não tenho sido tão bem explorado e explicado nesse primeiro livro é a questão dos superpoderes dos prateados. Na verdade a autora além de ter “forçado” um pouquinho à barra em um determinado momento, ainda deixou muitas questões soltas no ar aqui.

Tipo não dá para saber se o mundo em que Mare vive é a nossa Terra depois de um acontecimento apocalíptico ou se é um mundo “paralelo” criado pela autora.  Por que a narrativa possui tanto a estrutura de uma distopia, como também apresenta traços de fantasia. A autora ainda não apresenta nenhuma “explicação” sobre a origem da divisão por sangue desse mundo. Ou seja, você fica sem saber como surgiram os prateados e seus superpoderes. O que deixa tudo mais intrigante e ao mesmo tempo um pouco confuso. Claro que conforme a série for evoluindo essas serão repostas que a autora precisará dar, mas nada a impedia ela de ter lançado uma “luz” sobre elas aqui. E confesso que tenho as minhas teorias.

Só que o que realmente me incomodou nem foi tanto dessa “ausência” de respostas, e sim a personagem principal. Isso por que nem vou entrar em detalhes sobre a tentativa de criar um quadrilátero amoroso na história, por que tipo é patético. Já a Mare (...). A Mare é uma personagem extremamente enervante. Primeiro por que ela tem o péssimo costume de agir sem pensar direito e em todas as ocasiões isso colocou outras pessoas em perigo. Segundo é que ela se acha tão esperta que não consegue enxergar o que está debaixo o nariz dela. Sério, tinha horas que eu não sabia se ria o chorava dos planos “brilhantes” dela.

Gostei bastante do Cal, e acredito que ele tem um potencial enorme para crescer na história. Assim como os demais personagens que ainda não mostraram realmente para o que vieram na trama. E mesmo ela sendo uma peste a Rainha Elara consegue ser uma personagem mais marcante do que a Mare (...). Não, não é a minha "tendência" de gostar dos malvados que está falando mais alto. Estou apenas sendo sincera e constatando que a mocinha da história ainda está muito sem sal e sem açúcar, para ser considerada uma personagem forte. Mas, assim como tenho fé no Cal, tenho fé na Mare. Por isso é bom eles não me decepcionarem, por quero ver um certo personagem chorando lágrimas de sangue aqui.

“Sou uma mentira (...). Uma vermelha atrás de uma cortina prateada que não pode jamais ser aberta. Se eu cair, se escorregar, morro. E outros morrerão por causa de minha falha.”

Em suma A Rainha Vermelha possui um enredo que passeia por séries como A Seleção, Estilhaça-me e a já citada Games of Thrones, com a diferença de ainda não possuir um personagem que realmente se destaque e cative na narrativa. Como um livro introdutório ele funcionou bem, deixando claro que esse é apenas o primeiro capítulo de uma grande e emocionante história. Já estou esperando ansiosamente por Glass Sword.

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