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outubro 24, 2013

Filme– Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos



Olá leitores!

Como promessa é divida, hoje vou compartilhar como vocês a minha opinião sobre a adaptação do livro Cidade dos Ossos para os cinemas.

Antes de tudo tenho que deixar bem claro, que há algum tempo evito fazer as “famosas” comparações livro x filme, afinal eu sei que com raras exceções a adaptação acaba sendo a mais fiel possível. Então para que me estressar, não é mesmo?

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Com Cidade dos Ossos não foi diferente. Mesmo antes de o filme ser oficialmente lançado, eu já tinha lido muitos comentários negativos sobre a escolha do cast. O que até certo ponto eu acho normal. Afinal ao ler um livro sempre imaginamos o personagem do nosso jeito. Aposto que o Jace que eu tinha em mente, não é o mesmo Jace que vocês tinham, e por ia vai. Os atores escolhidos nunca são como imaginávamos o personagem ao ler o livro, isso é fato.

Por isso mesmo com todo o “negativismo” visível a respeito do filme, resolvi arriscar e fui assistir sem muitas expectativas, apesar de ter gostado muito do livro. E querem saber a verdade? Eu gostei bastante do que eu vi. Assim não é o filme mais fantástico que eu já assisti na minha vida, porém se você evitar ficar comparando ele com o livro a cada segundo, você acaba percebendo que não há motivos para temer ter gasto seu dinheiro à toa.

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Uma das coisas que mais gostei, foi que no filme os roteiristas não perderam tempo com os detalhes pequenos presentes no livro. Eles partiram direto para ação, dando ao filme uma dinâmica mais rápida e sem tanta “enrolação”. Claro, que algumas coisas foram mudadas e que talvez aquela parte que em sua opinião é essencial pode ter sido cortada, mas é só comparar com outras adaptações e ver que isso acontece em praticamente todas.

Os atores escolhidos também não deixaram tanto a desejar como muitos estavam comentando e temendo. Eu gostei bastante da atuação do Robert Sheehan, que conseguiu de certa forma deixar o Simon muito mais legal do que realmente ele é no livro. Kevin Zegers (Alec) e Jemima West (Isabelle) me surpreenderam bastante, pois eles são muito diferentes do Alec e a Isabelle que eu tinha em mente. Mas, como dizem eles realmente “encarnaram” os personagens e não me decepcionaram.
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Meus suspiros foram para o Godfrey Gao, que acabou sendo meu Magnus Bane perfeito () e para o Jonathan Rhys Meyers (Valentim). Eu gosto bastante do Jonathan Rhys Meyers, desde a atuação dele em “O Som do Coração”.

Como pode ser tão lindo? *-*  imagem: Divulgação.
Já as atuações do casal principal de protagonistas Lilly Collins (Clary) e Jamie Campbell Bower (Jace), também não deixaram tão a desejar, embora eu tenha que confessar que achei a Lilly Collins uma atriz um pouco “fraca”. Assim eu tenho certo “amor” pelo Jamie Campbell Bower desde que ele apareceu em Harry Potter, então podem me condenar por achar que ele como Jace ficou uma graça (só acho que ele está muito magro, mas...).

Os efeitos especiais são bastante convincentes e o filme possui uma atmosfera sombria e mágica ao mesmo tempo. A forma como lugares foram retratados do filme superaram a ideia que eu tinha deles quando li o livro. Eu os imaginava de uma maneira mais simples e intimidadora, enquanto no filme eles realmente são bem mais fantásticos.

Simplesmente amei a trilha sonora! Não a “POP” e sim a instrumental. Eu não conhecia o trabalho do compositor Atli Örvarson, mas posso garantir que me tornei fã. Estou apaixonada pela trilha que ele compôs para o filme. Maravilhosa, perfeita ()!

Em fim, pode não ter sido o filme mais surpreendente e emocionante que vi na minha vida, porém superou em muito as minhas baixas expectativas.  Valeu a pena!

Ficha Técnica.
Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos – 2013
Título Original: The Mortal Instruments: City of Bones
Diretor: Harald Zwart
Duração: 2h 10min
Gênero: Fantasia, Ação, Aventura

Sinopse: Clary Fray (Lilly Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas ela não sabe o que fazer porque o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desapareceu sem deixar vestígios e agora ela precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros grupos igualmente fantásticos. Para ajudá-la, Fray conta com os amigos Simon (Robert Sheehan) e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower), mas acaba se envolvendo também em uma complicada paixão.


Trailer.



bjus e até o próximo post;***


outubro 22, 2013

Liberta-me por Tahereh Mafi




ISBN: 9788581632353
Editora: Novo Conceito
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 444
Classificação:  Bom
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.


Sinopse: Trilogia Estilhaça-me - Livro 2

Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.

Quando eu mencionei na resenha de Destrua-me que a história só era tão legal por que a Juliette não aparecia, eu não podia imaginar que em partes essa minha “brincadeira” ia se virar contra mim. Não que o livro seja ruim ao contrário ele é bom. Mas, nem tudo são flores nessa vida e em alguns momentos admito que aguentar a personagem principal da história foi uma tarefa um pouco difícil.

Quem quiser fugir de spoilers do Estilhaça-me, pode pular para o antepenúltimo parágrafo.

Depois que Adam, Juliette e James conseguem fugir do Restabelecimento eles encontram abrigo com os rebeldes do Ponto Ômega.  O Ponto Ômega é dirigido Castle, e funciona mais ou menos como a escola do Professor Xavier em X-MEN (me desculpem, mas é inevitável fazer essa comparação), lá todos os humanos com alguma habilidade especial recebem treinamento para aperfeiçoar seus dons e dessa forma ajudar os rebeldes a lutar contra o regime autoritário imposto pelo Restabelecimento.

Só essa premissa dá a entender que o livro tem um potencial enorme de ser uma narrativa cheia de ação e aventura de tirar o fôlego do leitor. Porém, infelizmente não é isso que acontece até a metade do livro.  São exatamente trinta e quatro capítulos, curtos é verdade, mas que mesmo assim não deixam de ser ”longos capítulos”, cheios dos dramas de Juliette.  Ok! Confesso que o livro realmente só ficou bom depois que o Warner entrou em cena, e olha que nem sou assim tão fã dele. Mas, a verdade é que depois que o “malvado” da história (que nem é tão mau assim), aparece é que o livro realmente começa a ter toda a ação que prometia.

Outro personagem que me deixou levemente irritada aqui foi o Adam. Não sei se foi por que de certa forma ele resolveu acompanhar a Juliette no “drama show”, ou se é o amor tão desesperado que ele sente por ela que me incomodou tanto. O fato é que em muitos momentos ele estava mais chato que a própria Juliette. Casalzinho difícil de aturar viu (...). Sem falar que o triângulo amoroso que em Estilhaça-me apareceu sutilmente, aqui colocou suas garrinhas para fora de vez. E como eu mencionei no Café Literário desse mês, dona Juliette é bem “atiradinha”.

O lado bom é que para amenizar toda essa parte um tanto “chatinha”, a autora Tahereh Mafi, introduziu novos personagens da trama que deixaram a narrativa muito mais agradável e envolvente. Arrisco-me até a dizer que alguns desses personagens secundários se destacaram em certos momentos bem mais do que o trio de protagonistas. Gostei muito do Winston, Brendan e do Kenji, esse que já é personagem conhecido de Estilhaça-me, mas nesse segundo livro ganhou um destaque maior. Na verdade ele é personagem que mais gosto da série, pois o Kenji tem um jeito franco e direto de ser, além de aparentemente ser o único capaz de fazer a Juliette sair do seu “mundinho” particular.

Quem leu Destrua-me já foi devidamente apresentado ao amor de pessoa que é o Anderson (modo irônico on), o todo poderoso comandante do Restabelecimento e pai do Warner. Um doce de pessoa (só que não), então PRE-PA-RE-SE, para sentir muita, mais muita raiva em seu coraçãozinho desse ser. Eu já nutria certo desprezo por ele, mas depois de ler Liberta-me ele está devidamente riscado da minha lista de Malvados Favoritos.  O Anderson é tão cruel e sem escrúpulos que por mais que eu tenha procurado uma qualidade nele, sim sempre tento achar algo de positivo até mesmo nos vilões, eu não encontrei nenhuma.  Bem complicado (...).

Apesar de todo o nervoso que passei com a Juliette e com o Adam, e de ter achado a história em determinados momentos “sofrível”, eu gostei de Liberta-me. É perceptível que a escrita a autora Tahereh Mafi evolui bastante (inclusive no que diz respeito a metáforas sem sentido e repetições de palavras), mas mesmo o conjunto da obra em si não sendo perfeito, a Tahereh é o tipo de autora que sabe despertar a curiosidade do leitor. Você fica a todo momento se perguntando o que vai acontecer. Nesse livro em especial acaba tento uma grande revelação que você fica tipo: “Como isso é possível!”.  Preciso do último livro da trilogia para ontem, é sério!

“Vou contar um segredo para você. Eu não me arrependo do que fiz. Não me arrependo nem um pouco. Na verdade, se tivesse a chance de fazer de novo, sei que faria certo dessa vez”.

Como uma narrativa de altos e baixos, Liberta-me consegue superar o antecessor, deixando os fãs da trilogia ansiosos para o desfecho final dessa história que promete fortes emoções.

outubro 19, 2013

Química Perfeita por Simone Elkeles



ISBN: 8564025167
Editora: Underworld
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 307
Classificação:






Sinopse: Os garotos do instituto Fairfiel, do subúrbio de Chicago, sabem que South Side e North Side não se misturam. Assim, quando a líder de torcida Brittany Ellis e o marginal Alex Fuentes são obrigados a trabalhar juntos como parceiros de laboratório na aula de química, os resultados prometem ser explosivos. Mas nenhum deles estava pronto para a reação química mais surpreendente de todas: O amor. Poderão romper os preconceitos e estereótipos que os separam?

Se eu pudesse resumir esse livro em uma única frase essa seria: “Esse livro só pode ser enfeitiçado”, afinal fazia muito tempo que um livro não despertava tantas emoções em mim como Química Perfeita. Comecei a leitura por volta das oito da noite e acreditem quando dei por mim era cinco e meia da manhã. É isso mesmo que vocês estão pensando! Eu li a noite toda, pelo simples fato de que era praticamente impossível largar esse livro.

Acredito que Química Perfeita foi um dos primeiros livros do gênero New Adult lançado no Brasil, e confesso que a principio tive um pouco de receio de ler ele, por achar que a narrativa possuía alguma semelhança com Belo Desastre. Mas, se arrependimento matasse (...), eis mais um livro que deveria vir com o aviso de, “Leia-me agora!” na capa. Com uma narrativa que aborda vários temas complexos e polêmicos, Química Perfeita é um livro intenso, envolvente, imprevisível e apaixonante.

Brittany Ellis é o estereótipo da perfeição no colégio Fairfiel. Linda, rica, líder de torcida e namorada do capitão do time de futebol, ela é adorada e invejada com a mesma intensidade por todos. Porém o que poucos sabem, é que a vida de princesa que todos imaginam que ela vive não existe. Tudo não passa de uma fachada, para esconder o quando ela se sente triste e sozinha. Com exceção de sua melhor amiga Sierra e de seu namorado Collin, ninguém do Fairfiel pode imaginar quão conturbada é a vida de Brittany. Ser perfeita em seu caso não era uma escolha e sim sua maior obrigação.

Alex Fuentes é o extremo oposto de Brittany em tudo. Vindo de uma família pobre que mora longa das mansões, Alex desde cedo conviveu a violência na porta de sua casa. Ele é conhecido por seu temperamento forte, pelas várias tatuagens que tem pelo corpo e por ser membro da violenta gangue Sangue Latino. Porém, mesmo nunca fazendo nada que de fato intimide as pessoas Alex não é uma pessoa bem vista. Aliás, a sua fama e de seus demais amigos da zona noite é a pior possível. Só que quando o inimigo bate constantemente a sua porta, ameaçando a tudo o que você ama, o único jeito é se unir a ele.

Quando o último ano do colégio começa, Brittany tinha em sua mente que esse seria um ano perfeito e que nada iria atrapalhar isso. Até que graças senhora Peterson, ela se vê obrigada a fazer seu projeto de química com a pessoa mais imperfeita que existe em sua opinião, - o bad boy mexicano Alex Fuentes. Obrigados a cooperar um com outro ao mesmo tempo em que as diferenças sociais e as faíscas de um sentimento muito profundo aparecem a todo instante, Brittany e Alex estão prestes a viver um ano que poderá mudar tudo em suas vidas, de uma forma que eles jamais poderiam imaginar.

A principio a narrativa começa lembrando bem aqueles livros mais “teens”, e você meio que acaba não dando muito coisa para história. Só que, conforme os capítulos vão avançando a autora Simone Elkeles introduz de uma maneira muito direta o preconceito, a violência urbana e o problema das drogas. A narrativa deixa de ser “lúdica” e "bonitinha" e começa a realmente a abordar esses problemas de uma forma séria e até um pouco chocante, o que deixou a história muito parecida como é de fato o “mundo real”. A autora também não de preocupou em velar o linguajar mais pesado com diálogos contendo palavrões e referências bem explicita ao sexo. O que em alguns livros fica vulgar, aqui só serve para fazer com que o leitor entenda e se envolva ainda mais com a atmosfera da história.

Outro detalhe em Química Perfeita é que a maneira com a Simone Elkeles construiu e desenvolveu toda a narrativa torna praticamente impossível você não se afeiçoar pelos personagens. E eu não digo isso só dos personagens centrais a Brittany e o Alex, mas sim de todos os personagens. A irmã mais velha da Brittany, a Shelley é um dos personagens mais especiais do livro, por tudo aquilo que ela representa na história. Da mesma forma o Paco, melhor amigo do Alex, que apesar de todos os problemas e traumas familiares por qual ele passa consegue ser uma pessoa sempre animada e disposta a se sacrificar pelos outros.

Eu podia escrever uma resenha enorme (não que essa não esteja ficando), e mesmo assim eu não conseguiria traduzir em palavras o quanto esse livro é especial. E o quanto ele mexeu comigo. Durante suas trezentas e sete páginas, eu ri, senti medo, passei raiva, suspirei e chorei (...), chorei muito!  O que mais posso dizer? Química Perfeita é com certeza um dos melhores livros que li esse ano. É muito amor gente!

“ – Quero, da vida, as mesmas coisas que você- eu admito. – Apenas, vou por outro caminho. Você se adapta ao seu ambiente e eu ao meu”.

Leitura obrigatória para o fã de New Adult e um livro que vai surpreender aos que não são tão fãs assim, Química Perfeita possui ingredientes altamente viciantes que vão fazer você perder o sono e não conseguir parar de ler até chegar no “então ...” Ah! Acharam que eu ia contar o final, não é mesmo?

A minha dica final é: Leiam esse livro!


outubro 16, 2013

Sem arrependimentos


"Fecho meus olhos enquanto a chuva cai e se mistura com as minhas lágrimas.
Lágrimas que caem por tudo aquilo que sou, fui e por tudo aquilo que nunca serei.

Todos os sonhos,
Todos os planos,
Todas as metas anotadas em um papel que há muito se perdeu no caminho.

Um caminho feito à base de mentiras,
Um castelo de cartas sob a areia.
E veio à tempestade e o vento que levou (...)
Todos esses sonhos,
esses planos,
essas frágeis metas.

Posso parecer um fracassado, mas sou apenas um desiludido com o mundo.

Alguém que achou que era fácil alcançar as estrelas,
Alguém que se perdeu no caminho,
Alguém que acreditou em falsas promessas,
Alguém que escutou o conselho errado: [Que o amor nos torna fracos].

Hoje quero apenas chorar.
Quero me libertar de mal que fiz a mim mesmo.
Quero poder sentir que não vou virar cinzas quando a luz do sol brilhar novamente.

Eu preciso de forças para levantar,
Eu preciso de motivos para acreditar,
Me reconstruir do zero e assim construir um caminho concreto que a tempestade e o vento não podem levar.

Não vou mais me arrepender do que fiz e nem chorar pelo o que deixei de fazer.
Quero apenas sentir a brisa leve tocar meu rosto ao amanhecer.

Caminhar sem me preocupar com metas ou planos,
Não me iludir com os sonhos para os quais não tenho força para lutar, por que não são meus.

Ilusões e decepções são sentimentos que buscamos para a nossa vida,
Quando resolvemos esperar e ter mais fé nos outros do que em nós mesmos.

Viverei meus próprios sonhos, farei meus próprios planos e terei minhas próprias metas.
Ao fim quando olhar meu reflexo no espelho, poderei dizer que tive uma vida feliz,
E sem arrependimentos."
 
imagem: Tumblr

texto escrito por: Ariane Gisele Reis.  ©  Todos os Direitos Reservados.

outubro 12, 2013

Só tenho Olhos para Você por Bella Andre





ISBN: 9788581632384
Editora: Novo Conceito
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 256
Classificação: Regular
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva - Compare os Preços.
Este livro foi enviado como
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Sinopse: Os Sullivans - Livro 04

Sophie Sullivan, uma bibliotecária de São Francisco, tinha cinco anos de idade quando se apaixonou por Jake McCann. Vinte anos depois, estava convencida de que o bad boy ainda a via como a gêmea Sullivan boazinha. Isso quando ele se dava ao trabalho de olhar para ela. Ao se envolver na magia do primeiro casamento dos Sullivan, Sophie sente que já passou da hora de fazer o que quer que seja preciso para que Jake a veja como a mulher que realmente é. No entanto, ela terá dificuldade em mostrar a Jake que pode ser uma mulher forte e decidida, capaz de amá-lo para sempre. E não só porque ela é a inacessível irmã de seus melhores amigos, mas porque ele tem medo de tê-la perto demais. Na verdade, ele desconfia que seu segredo mais vergonhoso poderá ser desvendado.

Não sei bem o que eu esperava ao começar a ler Só tenho Olhos para Você, mas com certeza não foi exatamente o que eu encontrei. De todos os livros que li da série Os Sullivans, esse foi o mais decepcionante. Não que eu estive com muitas expectativas, afinal já conheço a narrativa da autora Bella Andre então não espero um “romance gracinha”, ou uma história mais profunda.  O que eu talvez esperasse aqui fossem personagens mais intensos e seguros de si, algo que obviamente não aconteceu.

Sophie Sullivan é apaixonada por Jake McCann desde criança, paixão essa reprimida pela visível diferença de personalidade dos dois. Sophie ao contrário de sua irmã gêmea Lori, é a “boazinha da família”, e por conta disso sempre acaba se sentindo um pouco ofuscada. Porém, durante o casamento de seu irmão Chase, ela resolve que está na hora de ousar um pouco e principalmente admitir o que sente por Jake. Jake por outro lado, apesar de ser o típico “arrasa corações”, guarda um terrível segredo. Segredo esse que chega a ser um empecilho maior do que a previsível fúria dos Sullivans, caso esses descubram que ele nutre sentimentos não muito “honrosos” em relação à Sophie.

A proposta da história até que é “bonitinha”. Duas pessoas que são perdidamente apaixonadas uma pela outra desde a infância, mas que não conseguem admitir essa paixão por causa dos seus medos. Tudo o que era preciso é que alguém desse o primeiro passo, para viver esse grande amor. E isso realmente acaba acontecendo, só que não como o esperado, ou melhor, dizendo não como que eu esperava.

De verdade por todo o contexto da história em si, eu esperava personagens mais decididos com uma personalidade mais forte, e claro mais romance propriamente dito. A meu ver o que prometia ser uma história em que a mocinha que sempre se sentiu deixada de lado, dá a volta por cima e deixa o “bonitão cafajeste” implorando pelo seu amor se revelou uma narrativa bem chatinha com situações nem um pouco coerentes. Há todo momento a sensação que eu tinha era que a Sophie praticamente estava implorando pelo amor do Jake. Um tanto deprimente (...).

Já o Jake, bem ele não me cativou em nada. Em minha opinião ele é um personagem totalmente sem graça (...). O segredo “vergonhoso” descrito na sinopse na verdade é tão pouco convincente que quando ele foi finalmente revelado eu pensei: “Fala sério! Todo esse drama é por causa disso?”. Confesso que fechei meus olhos, contei até dez de tão indignada que fiquei com falta de criatividade da autora. Sério, é no mínimo sem sentido a tentativa dar emoção a história criada aqui. Simplesmente me pareceu forçada e não me emocionou em nada, ao contrário só me deixou irritada.

Até mesmo as cenas mais sensuais, com o passar dos capítulos se tornaram chatas e repetitivas ao ponto de parecer que o casal simplesmente ligou no “piloto automático”. O único ponto positivo do livro, - sim tem um ponto positivo. Apesar de tudo ao contrário dos outros livros que seguem o mesmo estilo, aqui houve uma grande passagem de tempo e você percebe que os personagens amadurecem por conta do amor que sentem um pelo outro. Mas fora isso, Só tenho Olhos para Você fica muito abaixo dos seus antecessores, sendo em determinados pontos uma história um pouco incoerente e monótona. O que foi realmente uma pena (...).

“Jake não pensou duas vezes antes de esticar o braço e puxá-la contra ele. Sabia que a ultima coisa que ela queria era que ele a segurasse, mas Sophie pertencia aos braços dele. – Os sete dias começaram agora.”

Com personagens fracos e uma história rasa, Só tenho Olhos para Você é uma leitura rápida, mas que não funcionou bem comigo. Minha dica é ler o livro sem criar muitas expectativas e de preferência ignorar a sinopse. Vai que você acaba se encantando com a história?

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