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08/06/2017

Victoria e o Patife por Meg Cabot

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501401748
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2017
Número de páginas: 256
Classificação: Bom
Sinopse: Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

Fazia muito tempo que não lia nada da  Meg Cabot. Por isso, após ler a sinopse de Victoria e o Patife fiquei bastante curiosa em conferir esse romance de época juvenil da autora. Porém apesar de ter se mostrado uma narrativa rápida e fluida, tenho que confessar que nem tudo foram flores durante a leitura.

Criada por seus tios na Índia, Lady Victoria Arbuthnot está a caminho de Londres para conseguir um marido. Mas durante a longa viagem a filha do falecido Duque acaba conhecendo o nono Conde de Malfrey, Hugo Rothschild que a pede em casamento sob a luz do luar. Lady Victoria está certa de que encontrou o amor de sua vida, afinal Hugo é tão charmoso e bem, ele é um Conde. Quem imaginaria que ela fosse conseguir o noivo perfeito então pouco tempo?

Tudo podia estar correndo as mil maravilhas, mas Victoria precisa lidar com as constantes interferências do capitão Jacob Carstairs em sua vida. Jacob está decidido a abrir os olhos da jovem em relação ao noivo, ao mesmo tempo em que ela tenta fazer o possível para manter o capitão enxerido longe de seus assuntos. Só que o problema é que aparentemente Jacob Carstairs, tem o dom de aparecer sempre nos mesmos lugares que ela. E o pior, o capitão parece saber um segredo que pode fazer com que o casamento de Victoria com o Conde de Malfrey não aconteça.

Victoria e o Patife possui uma narrativa totalmente clichê e até certo ponto acabou sendo uma leitura divertida. Só que o meu grande problema aqui foi a protagonista. Em nenhum momento consegui sentir empatia pela Victoria, muito pelo contrário em muitas situações eu quis dar uns tapas nela. Lady Victoria Arbuthnot é o tipo de pessoa prepotente e intrometida, que acha que sabe o que é melhor para todo mundo, porém não consegue ver o que é melhor para si mesma.  Confesso que alguns capítulos foram um tanto “sofridos”, especialmente quando a protagonistas destacava suas qualidades de interferir na vida dos outros.

Gostei do modo como o Jacob foi desenvolvido. Há principio ele passa a impressão de ser rapaz arrogante que quer apenas se divertir implicando com a Victoria. Só que conforme a narrativa avança vamos percebendo que a preocupação dele com ela é genuína. E tipo mesmo ele merecendo uma “pessoa melhor”, não nego que ficava com um sorriso bobo no rosto todas as vezes que Jacob e Victoria protagonizavam uma cena mais fofa.

Senti falta de um aprofundamento maior nos personagens secundários em especial no Conde de Malfrey. Não sei, mas senti que ele foi meio que “mal aproveitado”, na história. Os outros personagens possuem uma participação relativamente pequena, deixando a narrativa muito focada na Victoria, o que acabou me incomodando um pouco também.

Sempre gostei da escrita da Meg Cabot, pois suas histórias são despretensiosas, leves e divertidas. Porém, infelizmente não nego que esperava mais de Victoria e o Patife. Além disso, fato do meu santo não bater com o santo da protagonista fez com que eu não conseguisse me envolver tanto com a história como gostaria. Victoria e o Patife possui um enredo clichê e super bonitinho, mas me deixou com aquela terrível sensação de que faltou alguma coisa.

“– Na verdade – continuou ele, ainda usando aquele tom grave e sério –, acho que seria bem emocionante se casar com alguém que não precisa de você, mas que apenas... deseja estar com você. ”

Para quem está buscando uma leitura leve, com momentos engraçados e um romance fofo, Victoria e o Patife se apresenta como uma boa opção. E mesmo que alguns pontos não tenham me agradaram tanto como gostaria, não nego que ao final terminei a leitura com o coração mais quentinho.

13/02/2017

O Bosque Subterrâneo por Colin Meloy

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501095077
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 432
Classificação: Muito Bom
Sinopse: Crônicas de Wildwood - Livro 02.
Um clássico para o século XXI, O bosque selvagem só poderia ter nascido da imaginação de Colin Meloy, celebrado vocalista da banda Decemberists. Vida de Prue Mckeel é bem normal até seu irmãozinho ser sequestrado por um bando de corvos. Nos mapas de Portland, no Oregon, existe uma imensa área verde às margens da cidade conhecida como “F.I.”, ou “Floresta Impassável”. Ninguém nunca cruzou seus limites, ou pelo menos nunca voltou de lá para contar. É exatamente nesse lugar que os corvos pegam o irmão de Prue. E é onde começa a aventura que levará a menina e seu amigo, Curtis, até o coração da Floresta Impassável e seus perigos e maravilhas.

O Bosque Subterrâneo foi um daqueles livros que me chamou atenção primeiro pela capa. Afinal como fã de ilustrações foi praticamente impossível, não ficar apaixonada por um trabalho tão lindo como esse. Mas depois de ler a sinopse tive a certeza que precisa ler esse livro. Claro que fiquei um pouco preocupada de me sentir perdida na narrativa por pegar o “bonde andando”. Só que esse receio logo foi deixado de lado, pois bastaram somente algumas páginas para que essa que vos escreve se visse envolvida por uma história cheia de aventuras fantásticas.

Depois de ter resgatado seu irmão e conseguido o que até então era considerado impossível, retornar da Floresta Impassável, Prue Mckeel tenta voltar a ter uma vida normal novamente. Só que isso não é tão fácil. Ela que antes era uma das melhores alunas da sala agora anda desatenta, pois por mais que Prue se esforce a sua mente continua a leva-la de volta para o Bosque Selvagem, e ao seu melhor amigo Curtis que continua morando por lá.

No Bosque Selvagem, Curtis segue com o seu treinamento para ser um habilidoso bandido. Enquanto isso suas irmãs, Elsie e Rachel Mehlberg são deixadas pelos pais temporariamente em um orfanato, para que eles possam partir em busca de uma suposta pista sobre o paradeiro do menino. Só que esse orfanato não é o que parece ser e seu dono tem terríveis planos tanto para os órfãos que abriga, como para a Floresta Impassável.

Quando o perigo se torna eminente, Prue volta para Bosque Selvagem, só que agora o desafio dela e de Curtis é ainda maior. Juntos eles vão ter que explorar o Bosque Subterrâneo, ao mesmo tempo em que precisam salvar seus amigos, a si mesmo e unir um povo dividido. Serão eles capazes de realizar tal feito? E as irmãs de Curtis, conseguiram escapar da tirania do Lar Unthank e reencontrar o irmão? Nessa história cheia de magia e fantasia tudo é possível, especialmente o impossível.

Confesso que a trama de o Bosque Subterrâneo me fez relembrar de As Crônicas de Nárnia. É perceptível em vários momentos que o clássico de C.S Lewis serviu um pouco de inspiração para a história de Colin Meloy. Essa inspiração está nos pequenos detalhes e na construção de alguns personagens e elementos, o que torna Bosque Subterrâneo uma mistura perfeita entre o clássico e o moderno.

Gostei bastante de como o autor desenvolveu os personagens. Mesmo com a pouca idade todos são corajosos e mesmo quando a situação fica ainda mais complicada, eles não perdem a esperança e seguem em frente. Outro ponto positivo, é que o modo como Colin Meloy descreve a floresta nos leva a realmente sentir que estamos nela . E o mais legal é que o autor não peca nem pelo exagero e nem pela falta de detalhes. A narrativa aqui é equilibrada o que torna tudo ainda mais empolgante.

Porém o que mais me chamou a atenção, é que Colin Meloy não é um autor óbvio. A verdade é que ele do tipo que deixa mais perguntas do que dá respostas, e isso faz com que se torne praticamente impossível largar o livro. O final, e que final, me deixou praticamente desesperada para ler logo o terceiro volume das Crônicas de Wildwood. Porém antes, é claro que vou voltar um pouquinho e ler o primeiro livro, por que O Bosque Subterrâneo só atiçou a minha curiosidade para descobrir como a jornada de Prue e Curtis começou. E sim, você pode ler um livro sem ter lido ou não o outro, pois embora as histórias estejam relacionadas, elas são independentes.

“- Tenho alguns erros que preciso corrigir, mestiça – disse o urso. – E percebi que me juntar a você seria meu primeiro passo. Não fazia sentido fugir.”

Com ilustrações de Carson Ellis que dão o livro um toque ainda mais mágico, O Bosque Subterrâneo é uma história que encanta tanto todos os públicos. Dos pequenos que vão querer recriar no jardim de casa as aventuras de Prue e Curtis, aos mais “velhos” que vão desejar fazer parte dessa história também. Recomendo!

06/02/2017

Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.

ISBN: 9788501107671
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas:
Classificação: Ótimo
Sinopse: Contada na Linguagem das Flores
Em Uma história de notáveis Caçadores de Sombras e seres do Submundo - contada na linguagem das flores, Cassandra Jean mergulha nos personagens criados por Cassandra Clare nas séries Os Instrumentos Mortais, As Peças Infernais e Os Artifícios das Trevas, reunindo características e ficha técnica de nomes como Jace Wayland, Magnus Bane e Tessa Grey. Comparando cada um deles a uma flor, e com belas ilustrações, ela cria um guia para os amantes dessas histórias... e para os que desejam começar a conhecê-las.

A resenha de hoje vai ser uma pouquinho diferente do que vocês estão acostumados a encontrar aqui no blog. Afinal, Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo não é apenas mais um livro, e sim  presente maravilhoso da autora Cassandra Clare, para todos os fãs desse universo mágico que ela criou.

Confesso que fui uma daquelas leitoras que no começo torceu o nariz quando Cidade dos Ossos, o primeiro livro da série Instrumentos Mortais foi lançando. Sempre fico com o pé atrás quando uma obra se torna uma espécie de a “queridinha da nação”, mas bastaram somente alguns capítulos para eu querer ser uma Shadowhunter também. E mesmo sem ainda ter terminado de ler a série Instrumentos Mortais (shame) ou ter lido Peças Infernais posso dizer com toda certeza que depois de Harry Potter, o mundo criado por Cassandra Clare é um dos meus favoritos().


Acho incrível como a autora conseguiu transformar uma trama que a principio era só mais uma no meio de tantas que abordavam a temática, anjos e demônios em um universo tão rico e amplo. Além disso, a Cassandra é uma das poucas autoras que sabe trabalhar com vários personagens ao mesmo tempo, dando a cada um deles um papel de destaque no desenvolvimento da história. Tanto que não nego que tanto em Instrumentos Mortais como em Artifício das Trevas os meus personagens favoritos são os secundários.

Com ilustrações de Cassandra Jean, Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo, a autora nos apresenta cada personagem de um modo poético e belíssimo. Através da linguagem das flores vamos conhecendo e por que não dizer, desvendando as personalidades dos nossos queridos personagens. O livro é uma espécie de “guia ilustrado” do mundo fantástico dos Caçadores de Sombras.

E o mais legal aqui é que durante a leitura a maneira como cada personagem é apresentado e a flor com qual ele está relacionado, desperta ainda mais a curiosidade de quem ainda não leu todos os livros (culpada). São tantos personagens misteriosos e interessantes que não nego que estou pensando seriamente em fazer uma maratona da série.

Já o trabalho da Cassandra Jean dispensa comentários. É uma ilustração mais perfeita do que a outra e admito que fiquei várias horas só admirando essa lindeza toda. Acho que já deu para imaginar o dilema que essa vos escreve passou ao selecionar as fotos para o post ().


Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo é um livro que encanta os fãs das histórias de Cassandra Clare, como também é uma ótima forma de quem está conhecendo o mundo do Shadowhunters agora se familiarizar com os personagens. É simplesmente impossível não se encantar com a riqueza de detalhes e com a beleza desse livro. Como uma apaixonada pela série e por ilustrações estou perdidamente caída de amores por ele()!

11/12/2016

Novembro, 9 por Colleen Hoover

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501076250
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 352
Classificação: Ótimo
Sinopse: Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

S
empre que vejo um novo livro da Colleen Hoover sinto um misto de ansiedade para começar logo a leitura e receio de me decepcionar com o que vou encontrar. Acredito que seja “normal” se sentir assim quando o livro em questão é de um autor de quem gostamos muito. E por esse motivo, Novembro, 9 foi aquela leitura que comecei de mansinho e sem "grandes" expectativas, mas que a cada capítulo foi conquistando o meu coração.

9 de Novembro tem sido uma das piores datas do ano para a jovem Fallon  O’Neil.  Esse é o dia que a recordação de tudo o que ela perdeu se torna ainda mais dolorosa, porém isso está prestes a mudar. Benton Kessler entra na vida de Fallon de forma intempestiva, mas foi preciso apenas alguns minutos de conversa com o aspirante a escritor para ela perceber que quer passar seu último dia em Los Angeles com ele. Como a mudança da jovem é inevitável e nenhum dos dois pretende abrir mão do relacionamento que começaram, eles fazem um acordo. Eles prometem se encontrar todos os anos no mesmo dia, - 9 de Novembro.

Conforme os anos se passam e eles seguem com suas vidas em separado, Ben começa a escrever um romance que tem Fallon como protagonista. Já Fallon do outro lado do país, tenta retomar a sua vida do ponto em que ela parou.  Mas um ano é tempo demais para ficar longe de alguém e muita coisa pode mudar nesse período.  Quando mais fortes e profundos os sentimentos se tornam mais perto de uma dolorosa verdade Fallon se aproxima.  Afinal diferente dos livros, os romances na vida real nem sempre terminam com um, “E eles viveram felizes para sempre”.

Confesso que assim que li a sinopse de Novembro, 9 me recordei do livro Um Dia do autor David Nicholls. E me perdoem a sinceridade, mas infelizmente esse livro foi uma das minhas maiores decepções literárias. Então sim, essa que vos escreve estava morrendo de medo de se decepcionar aqui.  Porém Colleen Hoover soube pegar uma fórmula totalmente clichê e até mesmo previsível e transformá-la em uma história intrigante.

Novembro, 9  possui uma narrativa bem amarrada e cheia de reviravoltas, daquelas que nos deixam com o coração na mão. Senti que ao contrário dos livros anteriores em que o romance era o ponto central da história, nesse a autora optou em focar mais a história no drama e nos segredos dos personagens. Embora a Collen tenha abordado suas vidas em apenas uma data especifica do ano, a Fallon é uma personagem que “desvendamos” mais rápido. Já o Ben é nos capítulos finais que conhecemos sua verdadeira história e descobrindo suas reais motivações. E apesar  do relacionamento deles ser “indefinido” ainda sim ele consegue aquecer o nosso coração e nos faz ficar na torcida para que tudo acabe bem.

É visível também o quanto os personagens amadurecem durante a narrativa. Como mesmo sem se ver durante um ano todo eles conseguem manter a conexão que criaram um com o outro. Porém o que mais cativou durante a leitura foi o fato dos personagens não serem perfeitos. Tanto Fallon como Ben possuem cicatrizes, umas visíveis e outras, as mais dolorosas, escondidas para que ninguém as veja. Em muitas situações me identifiquei com os dois, o que tornou a leitura envolvente e emocionante. 

Gostei da forma como a Colleen desenvolveu Novembro, 9 no todo, mas não nego que senti  falta de alguns detalhes e achei o final um pouco corrido também. Claro que em muitos momentos meus olhos se encheram de lágrimas, mas ainda sim senti falta de alguma coisa aqui. Não sei se foi da intensidade de O Lado Feio do Amor ou da suavidade de Talvez um Dia. Novembro, 9   é uma boa mescla dos livros anteriores que li da autora, só que mesmo terminando a leitura satisfeita e até surpresa com o que encontrei, admito que esperava aquele "algo a mais" que deixa tudo ainda mais especial.

“- Amar alguém não inclui só a pessoa, Ben. Amar alguém significa aceitar todas as coisas e pessoas que este alguém também ama.”

Novembro, 9  não é apenas mais um romance clichê. Essa é uma história que fala de perdas e como elas nos ferem e nos transformam. É uma história que nos lembra de que todos nós cometemos erros e que é preciso saber perdoar os outros e a si mesmo. E principalmente que um dia é sim, capaz de mudar a nossa vida para sempre.

16/10/2016

Boa Noite por Pam Gonçalves

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501106698
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 240
Classificação: Muito Bom
Sinopse: Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.

Uma das metas que essa que vos escreve estabeleceu para 2016 é ler mais livros nacionais. E a oportunidade de não apenas alcançar essa meta, mas também de conhecer uma nova autora surgiu com Boa Noite da Pam Gonçalves. Já conhecia a Pam blogueira e booktuber, e claro que estava com aquela pontinha de curiosidade para conhecer a Pam escritora. Com uma história quase  clichê, Boa Noite se revelou uma leitura envolvente que consegue se destacar por abordar temas atuais de forma leve e ao mesmo tempo realista.

A boa filha, boa aluna, boa menina a nerd esquisitona, esses foram os rótulos que durante toda a adolescência acompanharam Alina. Porém agora prestes a começar o curso de Engenharia da Computação em uma cidade nova, morando em uma república com pessoas que não conhecem o seu passado, Alina vê a oportunidade perfeita de deixar todos os rótulos para trás e começar de novo. Não que ela tivesse algo para esconder ou se envergonhar,  mas ser sempre a boazinha nunca fez dela a garota mais popular do colégio e no fundo Alina sempre quis ser descolada e sentir que pertencia a um grupo.

O inicio dessa nova vida se mostra promissor para Alina, e nem mesmo o preconceito e as piadinhas sem graça dos rapazes do seu curso conseguem desmotiva-la. Muito pelo contrário fazem com que Alina se sinta desafia a mostrar que eles estão errados. Seus companheiros de república são maravilhosos, e logo ela está indo para as festas mais badaladas da Universidade com Manu, Talita, Bernardo e Gustavo. Nesse ambiente de festas, bebidas e romances curtos uma página de fofocas surge. Nela são postadas todo o tipo de fofocas sobre os universitários, mas são as mensagens de abusos e uso de drogas que realmente tornam a página popular.

De repente o sonho de ser uma pessoa diferente se torna um pesadelo para Alina, e ela se vê tragada para um lado não tão glamouroso da vida universitária. E mesmo que sua vontade seja voltar para casa e sua rotina tranquila de antes, Alina percebe que lá não é mais o seu lugar. E que agora é a sua chance de realmente fazer a diferença.

Com um plano de fundo que aborda temas como, abuso sexual e o uso de drogas nas universidades, preconceito racial, homofobia e o machismo que infelizmente ainda está muito presente em nossa sociedade, Boa Noite é uma leitura que prende nossa atenção logo nos primeiros capítulos. Pam Gonçalves trabalha bem como esses elementos, embora em minha opinião tenha faltado um aprofundamento maior em alguns. E o fato de tudo se desenvolver rápido demais na história foi algo que infelizmente me incomodou um pouco também.

Além disso, fiquei com a impressão que a personagem principal não tinha muita “personalidade” e que se deixava levar muito pelos outros.  Sabe aquela típica pessoa “Maria vai com as outras”? Foi exatamente essa a visão que tive da Alina. Ela tem uma necessidade tão grande de fazer amigos e se enturmar que acaba se permitindo ser arrastada para lugares e situações que no fundo a própria Alina sentia que não combinavam com ela. Igual quando você sabe que uma coisa não vai dar certo e faz mesmo assim (quem nunca?). E tudo bem, entendo que para ela é tudo novo e que de certa forma ela buscava esse novo começo.

O problema é que as coisas não acontecem de forma gradativa e sim em um intervalo relativamente pequeno, o que acaba reforçando ainda mais a sensação que a Alina deixa-se levar muito facilmente pelas outras pessoas. Tanto que os personagens secundários conseguem se destacar mais do que a própria protagonista na história, mesmo ela se “redimindo” um pouco no final.

Gostei especialmente da Manu e fiquei bastante curiosa para saber mais sobre ela. A Manu possui aquele tipo de personalidade intrigante em que é visível que tem muito do seu passado que ela busca esconder. Outro personagem que me chamou atenção é Gustavo, que além de ser um fofo tem uma história própria bem interessante. A Talita e o Bernardo também desempenham um papel importante na trama, apesar de ambos ficaram mais em segundo plano na narrativa.

Boa Noite foi um livro que me surpreendeu, pela forma leve como a autora abordou temas tão complexos e pesados. No contexto geral gostei bastante do que encontrei aqui, porém não posso negar que senti uma certa superficialidade e que teria gostado mais se alguns pontos tivessem tido um aprofundamento maior. As coisas vão evoluindo de forma muita acelerada e quando você se prepara para o grande clímax a história acaba. E isso me deixou um pouquinho frustrada, afinal sou aquele tipo de leitora que adora reviravoltas impactantes, momentos de tensão e cenas emocionantes.

Pam Gonçalves soube aproveitar o cenário atual para escrever uma história que mesmo possuindo um final bem clichê, nos deixa com aquele sorriso bobo no rosto. Só que o mais importante aqui é a mensagem que a autora passa, sobre a igualdade de gênero, você ser você mesmo e que no mundo não há mais espaço para nenhum tipo de preconceito. A caminhada é longa e ainda estamos andando devagar e a passos curtos, mas o importante é que essa mudança já começou.

“Sentirei saudade, mas ali realmente não é mais o meu lugar. Eu preciso encarar a situação. Não vou deixar que outras pessoas definam que sou.”

Com uma narrativa fluida, Boa Noite é um livro que traz reflexões importante e ao mesmo tempo que agrada quem está em busca de uma leitura rápida e despretensiosa. Um começo realmente promissor para uma jovem autora nacional. Recomendo!

29/09/2016

Magônia por Maria Dahvana Headley

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501105882
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento:  2016
Número de páginas: 308
Classificação: Bom
Sinopse: Magônia – Livro 01.
Aza Ray nasceu com uma estranha doença incurável que faz com que o ato de respirar se torne mais difícil. Aos médicos só resta prescrever medicamentos fortes na esperança de mantê-la viva. Quando Aza vê um misterioso navio no céu, sua família acredita que são alucinações provocadas pelos efeitos do medicamento. Mas ela sabe que não está vendo coisas, escutou alguém chamar seu nome lá de cima, nas nuvens, onde existe uma terra mágica de navios voadores e onde Aza não é mais a frágil garota enferma. Em ''Magônia'', ela não só pode respirar como cantar. Suas canções têm poderes transformadores e, através delas, Aza pode mudar o mundo abaixo das nuvens. Em uma brilhante e sensível estreia no gênero young adult, Maria Dahvana Headley constrói uma fantasia rica em nuances e cheia de simbolismo.

Acredito que um dos grandes problemas nas séries literárias ultimamente é o fato que poucas conseguem trazer uma proposta original.  Por esse motivo assim que li a sinopse de Magônia achei sua premissa intrigante e por que não dizer, - diferente. Em partes a autora Maria Dahvana Headley realmente consegue apresentar algo novo, porém acaba “derrapando” em alguns clichês do estilo.

Aza Ray tem quinze anos e nunca soube como é ser uma pessoa "normal". Ela nasceu com uma doença desconhecida e incurável que afeta os seus pulmões. A única coisa que mantém Aza viva são os medicamentos fortes que usa e o amor incondicional de sua família. Certa manhã como outra qualquer, uma estranha tempestade se forma no céu e em meio às nuvens Aza vê um navio. Aza sabe que ao contrário do que todos pensam, ela não teve uma alucinação causada por algum dos remédios fortes que toma. Ela avistou um navio e alguém chamou seu nome. Jason o seu melhor amigo é único que acredita nela, mas antes que os dois possam encontrar alguma pista que explique o que um navio fazia entre as nuvens durante uma tempestade, algo ainda mais assustador acontece.

Aza acorda em um lugar estranho e  percebe que pela primeira vez na vida consegue respirar de verdade. Ela está em Magônia, uma terra encantada com navios voadores que sempre existiu acima de nós, mas que graças à magia é invisível aos olhos humanos. Aqui ela não é mais a frágil Aza Ray, ela é forte e possui um grande poder, seu canto pode mudar o mundo. Porém, enquanto ela navega pelos céus uma parte do seu coração a mantém firme na Terra e cedo ou tarde ela terá que decidir de que lado sua lealdade está. Nas nuvens com o magonianos ou no chão firme com aqueles que a ama?

Magônia possui uma narrativa rica e bem construída. Gostei da maneira como os personagens foram desenvolvidos e da forma que a Maria Dahvana Headley soube trabalhar os elementos mais complexos do enredo. Mas não nego que alguns pontos dele me remeteram a outros livros que li. Não é nada assim tão “absurdo”, só que no momento em que me deparei com esses detalhes na história, ela meio que perdeu um pouco de seu encanto inicial.

A Aza possui um humor sarcástico e apesar de todo o seu histórico médico nos dar a sensação que a qualquer instante ela vai pode quebrar, sua personalidade forte e determinada acaba se revelando uma agradável surpresa no decorrer da leitura.  Tudo bem que em algumas ocasiões ela tem seus momentos “drama queen” e a tentativa da autora inserir um triângulo amoroso na história me incomodou também. Mas esses são aqueles pequenos detalhes que quando olhamos no contexto geral da história, eles não interferem tanto em seu desfecho.

O Jason é um personagem carismático, mas em minha opinião a autora “forçou” um pouco a barra na construção de sua personalidade.  Maria Dahvana Headley deu a ele uma aura meio “exagerada” demais para um garoto de dezesseis anos. Não que pessoas de dezesseis anos não sejam capazes de grandes feitos. Só que o Jason é meio que uma mistura de James Bond, com Príncipe Encantado, Super-herói e bem, já deu para entender. E talvez por esse motivo eu tenha gostado mais do Dai, por que ele me pareceu mais humano, como defeitos e qualidades reais. Ele é menos onde o Jason é demais, por assim dizer.

Por ser o primeiro livro de uma série muitas perguntas ficaram sem respostas, ou deixaram parte da resposta solta no ar. Senti falta de um aprofundamento maior no simbolismo e na estrutura política de Magônia. A visão que a autora nos dá dessa terra mágica aqui é muito superficial, o que inevitavelmente fez com que eu não conseguisse me envolver por completo com a história. Outro ponto é que as motivações da “vilã” também não ficaram muito claras. E de verdade nem sei se posso chamar essa personagem de vilã, por que tudo sobre ela ainda é um grande  mistério.

Maria Dahvana Headley conseguiu até certo ponto trazer uma história diferente e envolvente. Magônia nos apresentou um mundo novo para ser explorado, mas para uma obra que se propõem mesclar fantasia e aventura ela possui um ritmo um pouco lento.  Isso se dá pela narrativa ser bastante descritiva do tipo que a autora guarda toda a ação propriamente dita para o final.

Faltou a autora explorar alguns pontos importantes da história? Faltou. Acho desnecessário o triângulo Jason, Aza e Dai? Com certeza. Mas Magônia se revelou um boa história, com uma trama que tem tudo para crescer e surpreender no futuro. Só me resta esperar pelo próximo capítulo dessa jornada e torcer para não me decepcionar.

“ Passei os últimos dez anos falando. Por que não pude dizer nenhuma das palavras certas? Não sei.”

Magônia se mostrou um bom prelúdio de uma série que pode não ser de todo original, mas que traz novos elementos inseridos em um mundo misterioso com personagens cativantes. Perfeita para fãs de fantasia que não abrem mão de histórias com um toque de romance e aventura.

22/08/2016

A Caçadora de Bruxos por Virginia Boecker

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501073006
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 308
Classificação: Muito Bom
Sinopse: The Witch Hunter – Livro 01.
Na Ânglia do século XVI, a prática da magia é ilegal e infratores são queimados nas fogueiras. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei: ela localiza e captura Reformistas, rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria para que sejam julgados e executados, conforme manda a lei. Até que, inexplicavelmente, ela é incriminada e acaba presa sob a acusação de praticar a arte que se dedicou a erradicar. A salvação, no entanto, acaba vindo na forma de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia. À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a uma contenda política de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir de qual lado está sua lealdade, afinal de contas?

Que sou uma apaixonada por História muitos de vocês, leitores do My Dear Library já sabem. Mas tenho que confessar que um dos meus períodos favoritos é a Idade Média. Por esse motivo quando soube do lançamento de A Caçadora de Bruxos fiquei curiosíssima para conhecer a trama.  Afinal, nada melhor do que uma boa fantasia envolvendo magos e bruxos, tendo como plano de fundo um período histórico que sempre adorei estudar. E mesmo que "previsível", a narrativa da autora Virginia Boecker é fluida e envolvente.

Elizabeth Grey cresceu acreditando que a magia era algo ruim. Tanto que dedica a sua vida a tarefa de prender qualquer pessoa suspeita de praticar feitiçaria. E na Ânglia do século XVI, magos e bruxos são condenados a morte. Elizabeth e seu amigo Caleb são os melhores caçadores de bruxos do reino. Juntos eles são imbatíveis, e conforme a ameaça dos Reformistas, grupo que luta contra as duras leis existentes ganha força, mais implacáveis eles precisam ser.

Elizabeth é leal a Blackwell, o Inquisidor e nunca questionou as leis ou a forma como tudo funciona, até que um dia isso muda. Ela é presa sobre a acusação de ser uma feiticeira. Jogada na prisão, sozinha e doente Elizabeth sabe que sua morte é questão de tempo. Sua última esperança é Caleb, porém quando o dia da execução se aproxima e seu melhor amigo não aparece, Elizabeth começa a se preparar para o pior. Só que as coisas estão prestes a mudar novamente.

Nicholas Perevil, líder dos Reformistas e o mago mais procurado de toda a Ânglia aparece na prisão e a salva. Enquanto tenta encontrar alguma justificativa para o abandono de Caleb, notícias vindas do reino fazem com que as crenças de Elizabeth fiquem fortemente abaladas. Será que tudo aquilo no qual ela acreditou a vida toda é uma grande mentira? Como a magia pode ser algo ruim, se foi justamente a magia que a salvou? Quanto as peças começam finalmente a se encaixar e Elizabeth fica cara a cara com a verdade, a caçadora de bruxos sabe que só há um lado a escolher, um caminho a seguir. E independente de sua escolha, ela provavelmente a levará em direção à morte.

A Caçadora de Bruxos segue a mesma fórmula usada em outras séries e sagas, o que faz com que o enredo em si não seja muito surpreendente. Em poucos capítulos você já "descobre" a trama toda. Os personagens também são "estereotipados". A Elizabeth é a típica "patinho feio" que do dia a para noite se tornar a única pessoa capaz de "salvar o mundo". Ela é insegura, porém acredita que é autossuficiente o bastante para resolver tudo sozinha. E óbvio que ela só complica tudo ainda mais. Todo mundo já vi uma Elizabeth em algum lugar por ai, não é mesmo?

Sem falar que há uma leve "insinuação" de triângulo amoroso e claro, aquela paixão avassaladora que surgi em poucas semanas. Porém, se Virginia Boecker “errou” um pouco a mão na hora de desenvolver um enredo tendo com base uma miscelânea de clichês, ela acertou ao dar a tudo isso uma boa dose de ação. A Caçadora de Bruxos possui uma narrativa em que o autor não se prende muito a detalhes e com isso a trama ganha um ritmo mais ágil.

Os personagens secundários também contribuem para que a narrativa, embora focada na Elizabeth fique mais interessante. Gostei muito da jovem feiticeira Fifer e do “ressuscitado” Schuyler. O George e o John também se revelam peças importantes em diversas situações, apesar do começo pouco promissor que tiveram. Mas confesso que o Nicholas foi o personagem que me deixou mais intrigada na história.  Fiquei com a leve impressão que ele não é exatamente aquilo que diz ser. Se é que vocês me entendem.

A Caçadora de Bruxos pode possuir vários elementos que me incomodam bastante nos livros do gênero, mas gostei do modo como a autora conseguiu usar o clichê ao seu favor. Tudo bem que essa não é a história mais original que li em minha vida. Mas ainda sim é aquele tipo de leitura que me envolveu aos pouquinhos e que mesmo já “sabendo” como tudo vai terminar torci por um final feliz.

“(...) Você ficaria surpresa com que as pessoas dizem quando acham que ninguém está ouvindo.”

The Witch Hunter é um duologia que possui dois contos entre cada livro. E não nego que Virginia Boecker deixou em mim, aquela pontinha de curiosidade para saber como história termina.  Que venha The King Slayer, pois essa leitora aqui precisa de algumas respostas.

17/07/2016

Silêncio por Richelle Mead

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501107381
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 280
Classificação: Bom
Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.  O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas. Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Não é segredo para ninguém que acompanha o blog há mais tempo, que essa que vos escreve adora cultura oriental. Por esse motivo, confesso que assim que vi a capa de Silêncio da Richelle Mead pensei comigo mesma, “preciso ler esse livro”. Sim julguei o livro pela capa, então podem me julgar também. E embora a narrativa tenha apresentado elementos interessantes, não nego que no final da leitura acabei com aquela sensação “chatinha” de que ficou faltando alguma coisa.

No alto na montanha existe um vilarejo pobre, onde o silêncio reina absoluto e as castas são respeitadas. A jovem Fei nasceu aqui e graças ao seu talento, tanto ela com a irmã escaparam do trabalho braçal nas minas,  tornando-se aprendizes na escola. Fei e Zhang Jing são artistas, pessoas responsáveis por retratar através da arte o dia a dia do povoado onde todos são surdos. Esse é o trabalho de maior prestigio na pequena comunidade, e por essa razão quando Fei perceber que assim como outras pessoas do vilarejo sua irmã também está perdendo a visão, ela começa a ficar aflita. Fei sabe que se os tutores descobrirem que Zhang Jing está perdendo a visão, o destino de sua irmã será as ruas.

Desesperada para proteger a irmã, Fei está disposta a quebrar todas as regras, ainda mais agora que ela ganhou uma vantagem, - o som.  Ninguém no pequeno vilarejo sabe o porquê as pessoas estão perdendo a visão e aparentemente Fei é a única em que o sentido da audição voltou. Após uma tragédia o seu amigo de infância Li Wei, um jovem e destemido mineiro decide descer a montanha em busca de respostas, Fei resolve ir com ele. Juntos eles partem para uma jornada perigosa em que não somente suas vidas, mas o futuro do seu pequeno povoado estão em risco.

O Silêncio foi o segundo livro que li da autora Richelle Mead e mesmo ele tendo sido uma leitura “rápida”, alguns pequenos detalhes em seu desenvolvimento me incomodaram um pouco. Para começar senti que até a metade do livro a autora estava com dúvida se escrevia uma fantasia ou uma distopia, pois a narrativa passeia bem pelos dois estilos.  Outro ponto é que em determinados momentos você fica com aquela impressão de que a história “não sai do lugar”. São capítulos em que não acontece nada, absolutamente nada que cause um grande impacto na trama, ou surpreenda o leitor de alguma forma.

Richelle Mead se “perde” em detalhes que no meu ponto de vista foram desnecessários, o que torna na narrativa em algumas situações repetitivas. Tipo, a premissa promete uma história cheia de mistério e aventura, e em partes a autora entrega isso. Só que aqui acontece aquele velho problema do autor “levar uma vida” para desenvolver todo o mistério da história e revelar tudo de "supetão" nas últimas páginas.  Além disso, estamos tão acostumamos com enredos que trazem a mitologia grega ou romana como pano de fundo, que eu realmente estava empolgada em ler algo que abordasse a mitologia e o folclore chinês. E bem, não vou negar que fiquei um pouco desapontada nesse quesito também.

Mas, apesar de nem tudo ter sido flores durante a leitura de Silêncio o livro conta com alguns pontos que me agradaram bastante. O primeiro e o principal deles são os protagonistas. Fei a principio pode passar aquela imagem de menina insegura e “bobinha”, mas nos momentos importantes ela encontra dentro de si mesma uma coragem tão grande, que fazem dela uma personagem forte e cativante. Já o Li Wei é o típico protagonista clichê dos livros do gênero, que por mais que você tente não se encantar, ele consegue conquistar aquele lugarzinho especial no seu coração. O romance entre os dois é muito sutil e delicado, o que faz com que o relacionamento deles seja ainda mais bonito.

Silêncio pode ter-me “decepcionado” em algumas partes, mas no final de mostrou uma leitura agradável que conseguiu manter a minha curiosidade e torcida pelo final feliz de seus personagens até o último capítulo. Tudo bem que fiquei com a sensação de que ficou faltando alguma coisa, mas nem tudo é perfeito, não é mesmo?

“Somente viver um dia depois do outro já não basta. Tem que haver algo mais nesta vida, algo mais que de possa esperar.”

Em suma Silêncio tem uma boa premissa e que consegue mesmo com algumas falhas em seu desenvolvimento, prender a o leitor em suas páginas. Não vou negar que esperava um pouco mais, porém ainda sim a sua história se mostrou uma leitura envolvente com os toques de certos de fantasia, aventura e romance.

30/06/2016

Talvez um Dia por Colleen Hoover

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501050311
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 368
Classificação:
Sinopse: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Confesso que tenho uma relação um tanto “conflitante” com alguns autores. Por esse motivo, apesar de O Lado Feio do Amor ser um dos meus livros favoritos, comecei a leitura de Talvez Um Dia sem grandes expectativas. Afinal já diz o ditado que é, “melhor se surpreender do que se decepcionar”. Porém tenho admitir que Colleen Hoover, me conquistou mais uma vez e claro, partiu meu coração em mil pedacinhos.

Tem fases na vida da gente que tudo parece dar errado, e para Sydney o seu momento atual é a prova viva disso. Ela acaba de ganhar um verdadeiro “presente de grego” no dia do seu aniversário. No lugar de uma linda festa preparada pelo seu namorado perfeito Hunter e sua melhor amiga Tori, ela descobre que os dois têm um caso.  Agora além do coração partido Sydney está desabrigada, pois não existe a mínima chance dela continuar a dividir o apartamento com Tori. Não depois de saber a verdade e de quebra ter dado um soco na ex-melhor amiga.

Ridge é o talentoso músico que encontra na varanda de seu apartamento o refúgio perfeito para tocar violão. Sydney passou vários finais de tarde ouvindo Ridge de sua própria varanda, e por mais que eles nunca tenham trocado se quer uma palavra, uma inimaginável ligação surgiu entre os dois. Por isso ao vê-la parada no meio da chuva sem ter para onde ir, Ridge oferece a Sydney um lugar para ficar. E mesmo com raiva do mundo e insegura Sydney acaba aceitando a ajuda.

A intenção dela é passar apenas uma noite e ir embora na manhã seguinte, só que Sydney vai ficando.  Conforme os dias se passam Sydney e Ridge vão se conhecendo melhor e tal proximidade faz com que os dois passem a compor juntos.  Logo a atração que sentem se torna ainda mais forte, porém Ridge tem namorada e Sydney simplesmente não pode aceitar a ideia de ela se tornar uma traidora como Tori. Talvez um dia, no futuro as coisas possam ser diferentes, - quem sabe (...).

Com uma narrativa simples e até mesmo clichê, Colleen Hoover nos apresenta um história comum de encontros e desencontros de duas pessoas que se conheceram no momento errado de suas vidas.  Enquanto Sydney tenta encontrar um modo de colocar tudo no lugar novamente, para Ridge as coisas estão perfeitamente onde devem estar, ou pelo menos era nisso que ele acreditava até Sydney entrar em sua vida. E mesmo ambos sabendo que não podem ter o que querem, eles simplesmente não são fortes o bastante para se afastar.

Mas antes que você pense que Talvez um Dia é mais uma história sobre traição e triângulo amoroso, preciso dizer que esse livro é muito mais que isso. Através de personagens extremamente humanos Colleen conseguiu criar um enredo que fala de escolhas e principalmente, de você colocar as necessidades e a felicidade do outro acima da sua. Em diversas ocasiões meus olhos se encheram de lagrimas, por saber o quanto aquilo que sentiam um pelo outro machucava a Sydney e o Ridge. Eles lutam o máximo que podem contra o que sentem ao mesmo tempo em que, esse sentimento vai transformando aos poucos a vida dos dois.

A maneira como eles evoluem como pessoas no decorrer a trama, deixa tudo mais “intimo” e belo, por que o modo como a Colleen desenvolveu a narrativa nos aproxima muito de seus personagens.  Aqui ninguém esconde suas emoções e todos os sentimentos são mostrados de forma intensa. Meu coração se partia sempre que Ridge se sentia frustrado por não conseguir demonstrar com palavras com o que estava sentindo. Do mesmo modo todos os arrependimentos da Sydney pareciam ser meus também. Por que apesar de toda dor e culpa que existe entre os dois, há também paixão e por que não dizer amor.

Outro ponto positivo é o papel que o Warren, melhor amigo do Ridge desempenha na história. Não vou negar que em um determinado momento fiquei "chateada" com ele, mas o Warren age como um amigo leal. Aquele que dá bronca quando é preciso e que mesmo sabendo que vai magoar, fala a “verdade”. Ele é aquele personagem coadjuvante que conquista pela leveza que traz para história.  Maggie a namorado de Ridge,também é uma personagem incrível e ao final conforme o passado dela é mostrado me vi torcendo para que ela encontrasse seu final feliz.

Com uma delicadeza enorme, Colleen Hoover escreveu uma história sobre os erros e acertos da vida. Em como é difícil seguir em frente, já que na maioria das vezes é mais fácil desistir de tudo quando o primeiro obstáculo aparece.  Pois a vida cedo ou tarde nos obriga a fazer escolhas que vão acabar magoado direta ou indiretamente alguém que amamos.  E que nada é melhor do que um dia após o outro para curar o nosso coração.

“Tentamos tanto esconder tudo o que estamos realmente sentindo daqueles que provavelmente mais precisam saber os nossos verdadeiros sentimentos.”

Ao final me vi surpresa em perceber o quando uma narrativa tão despretensiosa, cheia de música e melodia tinha conseguido me emocionar tanto. E acredito que são justamente esses pequenos detalhes que fazem de Talvez um Dia, aquele típico livro que chega de mansinho e nos arrebata. Seus personagens são pessoas comuns como eu, você e seus amigos. Pessoas que estão tentando alcançar a sua cota de felicidade em um mundo tão complicado. Buscando através dos encontros e desencontros da vida, talvez um dia encontrar o seu feliz para sempre.

12/05/2016

Dama da Meia-Noite por Cassandra Clare

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501401083
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas:  574
Classificação: Ótimo
Sinopse: Os Artifícios das Trevas – Livro 01.
Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada. O parabatai é o seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro mas eles nunca podem se apaixonar. Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira. Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

C
omo vocês podem perceber essa que vos escreve até tenta fugir das séries, mas elas simplesmente dão um jeitinho de me encontrar. Dama da Meia-Noite é o primeiro livro da nova série da autora Cassandra Clare, Os Artifícios das Trevas que se passa também no universo fantástico dos Shadowhunters. E gente, - que livro é esse? Sério, estou até “arrependida” de ter lido ele tão rápido, por que agora tenho que lidar com a saudade e com a ansiedade de esperar pelo próximo livro.

Emma Carstairs é uma sobrevivente. Depois de perder seus pais de forma trágica e de quase ter perdido a vida na guerra que praticamente devastou o Mundo das Sombras em um passado recente, ela é se tornou uma das melhores Caçadoras de Sombras de sua geração. Emma é uma lutadora implacável que não teme nada e nem a ninguém, afinal ela acredita que não tem mais nada a perder. Quando uma série de assassinatos envolvendo humanos e fadas parecem possuir alguma ligação com a morte de seus pais, Emma não pensa duas vezes e vai atrás de respostas sozinha.

Ou era o planejado, até que uma comitiva das fadas aparecer no Instituto de Los Angeles propondo uma perigosa, mas irrecusável aliança. Essa pode ser a última chance de Emma desvendar a verdade sobre a morte de seus pais e de Julian Blackthorn, seu parabatai ter o irmão de volta. Emma, Julian e Mark têm duas semanas para descobrir quem está por trás dos assassinatos e entregar o culpado as fadas. Mas embora para alguns, duas semanas possam parecer pouco tempo, para esses três guerreiros essas podem ser as semanas mais intensas e decisivas de suas vidas.

A cada nova pista que encontram mais próximo do assassino eles ficam. Mas será que esses jovens Caçadores de Sombras estão preparados para que certas verdades sejam ditas em voz alta? Em especial aquelas que escondem nos recantos mais sombrios de seus corações. Ainda mais agora que Emma e Julian tem consciência do que sentem um pelo outro, e de todas as leis que existem no mundo dos Shadowhunters, nenhuma é mais sagrada e rígida do que aquela que diz que parabatais não podem se apaixonar um pelo outro.

Sim, eu ainda não terminei de ler Instrumentos Mortais e nem cheguei perto de Peças Infernais, ou seja, peguei alguns spoilers aqui. Porém, se você é assim como eu que não liga muito para esse fato, posso garantir que a sua leitura não será prejudicada por esse “pequeno” detalhe. Em Dama da Meia-Noite, é visível mesmo para mim, que só li os dois livros de Instrumentos Mortais, o quanto a escrita da Cassandra Clare evoluiu. A narrativa é ágil, misteriosa e envolvente do tipo que faz como que você mergulhe em suas páginas e se sinta parte da história.

O enredo foi tão bem construído que nem a grande quantidade de personagens prejudicou o desenvolvimento da trama. Cassandra soube dar a cada personagem um traço único, o que faz com que seja praticamente impossível você não ama-los. Emma está longe de ser aquela mocinha frágil e indefesa, que fica chorando pelo leite derramado. Muito pelo contrário, Emma é movida pelo senso de justiça, ou de vingança dependendo do ponto de vista, e apesar da dor que carrega no coração, vai a luta  por aqueles que ama.

O Julian já é aquele mocinho que vem quietinho e quando você menos espera já conquistou aquele lugar especial em seu coração. Sério o Julian aquele personagem encantador e assustador, ao mesmo tempo de tão intenso que ele é. O Mark também é outro personagem cativante, mas a verdade é que todos os Blackthorns são. Adorei a Livvy e a Drusilla do mesmo modo que fiquei apaixonada pelo pequeno Tavvy. Porém, entretanto, toda via o meu coração foi totalmente conquistado pelo Tiberius Blackthorn (), ou Ty para os íntimos.

Acho que já deu para perceber que sempre, acabo gostando mais dos personagens secundários do que dos principais. Tipo eu fico naquela expectativa que o autor os desenvolva melhor durante a série. E aqui a Cassandra nos apresenta uma gama de personagens incríveis com um potencial enorme para crescer nos próximos livros. E não são só os membros da família Blackthorn, mas como também a Cristina e o Diego, que se mostraram peças fundamentais no desfecho desse primeiro livro.

Mas, nem tudo são flores nessa minha vida literária. Tia Cassie já chegou partindo meu coração e me deixando desesperada pela continuação. Dama da Meia-Noite foi uma leitura tão maravilhosa que ao final me vi que nem uma boba abraçada no livro e dizendo até logo para meus novos e queridos amigos Shadowhunters. I miss you (...).

“ – Não – disse ela. – Sou quem sou por que faço parte dessa família. Nunca se esqueça, Jules. As escolhas que fazemos também nos fazem.”

Dama da Meia-Noite se apresenta como um começo bem promissor para mais uma série tem tudo para arrebatar corações. Com uma narrativa fluida e personagens cativantes, Cassandra Clare prova mais uma vez por que a cada novo lançamento, vem se consagrando com um nos maiores nomes da literatura fantástica para jovens.  Mal posso esperar por Lord of Shadows.

01/05/2016

A Profecia do Paladino por Mark Frost

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788501401427
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 420
Classificação: Ótimo
Sinopse: A Profecia do Paladino – Livro 01.
Will West faz de tudo para não chamar a atenção. A pedido dos pais, ele se esforça para tirar notas medíocres e não se destacar. Mas quando sua escola o obriga a fazer uma prova de desempenho geral, ele acaba se esquecendo de errar algumas respostas. Seu resultado espetacular atrai o interesse de uma das escolas particulares mais exclusivas do país, que o procura para oferecer uma bolsa de estudos. No entanto, assim que recebe essa oferta, começa a ser seguido por homens misteriosos e sedãs pretos. Ao tentar escapar de perseguidores, seus pais desaparecem e Will acaba se matriculando às pressas no misterioso colégio. Chegando à sua nova escola, ele percebe possuir talentos físicos e mentais que beiram o impossível e descobre que suas habilidades estão conectadas a uma batalha milenar entre forças épicas.

Alguns livros nos deixam meramente curiosos. Outros nos deixam intrigados. Ai você olha a capa e pensa: “Será?”.  Na dúvida você lê a sinopse novamente e algo te diz que aquele livro merece uma chance. E então você se arrisca e o melhor se surpreende. A Profecia do Paladino de Mark Frost é esse tipo de livro. Que nos deixa com aquela pontinha de curiosidade, intrigados e dispostos a correr riscos ao nos aventurar pelo desconhecido.

Will West é um adolescente comum que aos quinze anos nunca ficou por muito tempo no mesmo lugar para ter amigos, ou ser lembrado. Seus pais a vida toda o ensinaram a não chamar muita atenção para si mesmo, algo que ele sempre cumpriu a risca até que o resultado de uma prova muda tudo em sua vida. Quando ele atinge uma nota acima de qualquer média já registrada ele desperta o interesse de uma das escolas mais exclusivas do país e também de um pessoal nada legal que passa a persegui-lo em sedãs pretos.

Quando a situação fica complicada a única solução que resta a Will é se matricular as pressas se refugiando na segurança que a misteriosa escola oferece. Ao chegar lá ele descobre possuir habilidades únicas tanto físicas como mentais, porém Will não é o único. Logo ele percebe que seus colegas também possuem algum talento especial e que todos foram "achados" pela escola de uma forma um tanto quanto peculiar. Quanto mais perto da verdade Will chega mais perigo ele corre, e um passo errado seu pode colocar tudo a perder.

A Profecia do Paladino é aquele tipo de livro que faz sua mente dar um giro de 180°, formular mil e uma teorias a cada capitulo e mesmo assim chegar a conclusão que como Jon Snow, “você não sabe de nada”. Mark Frost escreveu uma história ágil em que a todo o momento nos deparamos com algo novo e tudo isso em um ritmo tão alucinante que nos deixa sem fôlego. É claro que durante a leitura você acaba fazendo algumas pequenas associações com livros que já leu. Tipo eu particularmente achei a estrutura da escola bem parecida com Hogwarts, só que uma Hogwarts muito mais high-tech. Aqui também temos como base da trama a eterna batalha entre o bem e o mal, anjos e demônios e todo o clichê de sempre.

Porém o que torna a história de Mark Frost “diferente” é modo como o autor mesclou vários estilos dentro do mesmo enredo. Ou seja, tem fantasia, ficção científica, suspense, romance tudo isso tendo como pano de fundo, fatos e “lendas” históricas e diálogos divertidíssimos. De verdade em muitos momentos as situações “inusitadas” criadas pelo autor me fizeram dar muito risada.  Os personagens são carismáticos e a forma como o autor deu para cada, um traço único de personalidade faz como que durante a leitura a gente se torne próximo daquele com que nos identificamos mais.

Will, apesar da idade é um jovem bastante maduro que não hesita na hora de agir e lutar por aqueles que ama e ajudar seus amigos.  Já o Ajay() é o típico pequeno/grande gênio, que por de trás da fachada de bom aluno, está sempre quebrando as regras. O Nick é sem sombra de duvidas o personagem mais divertido e "sem noção" da trama com que cria um bom equilíbrio, com a personalidade certinha e o tipo boa moça da Brooke. Só que de todos os personagens a minha personagem favorita é a Elise. Adoro personagens que se fazem de megera, mas que no fundo tem coração. Me identifico, sabe?

A Profecia do Paladino foi um livro que me tirou o sono e me deixou tão envolvida, que quando cheguei ao capitulo final me vi querendo mais.  Até por que o final é bem “cretino”, diga-se de passagem. E tudo bem que para os fãs de fantasia, assim como eu algumas coisas aqui são bem previsíveis, só que o autor soube trabalhar os pequenos detalhes, - e isso fez toda a diferença.

“Mas de uma coisa eu estava certa: perguntas poderiam ser ainda mais perigosas do que segredos.”

Com uma narrativa inteligente e cheia de ação, A Profecia do Paladino é um daqueles livros que  nos faz ficar com os olhos grudados em suas paginas e a viver junto com seus personagens uma aventura mágica e misteriosa. E aqui entre nós, mal posso esperar pela continuação dessa história. Recomendo!

26/11/2015

O Lado Feio do Amor por Colleen Hoover

| Arquivado em: RESENHAS.

ISBN: 9788501105738
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento:  2015
Número de páginas:  336
Classificação:
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Confesso que tinha um pé atrás com a autora Colleen Hoover, já que fui uma das poucas pessoas que conheço que não caiu de amores por Métrica. Porém depois que li a resenha da Cida do Moonlight Books, do livro O Lado Feio do Amor, fiquei bastante curiosa para conhecer a história. Por isso mais uma vez passei a frente na minha meta de leitura, um livro que não estava nela. E como vocês já puderam perceber valeu a pena cometer essa pequena “travessura”.

Miles Archer é um jovem e belo piloto de avião que passou os últimos seis anos assombrado pelos fantasmas do passado. Miles se fechou para o mundo e principalmente para o amor. Ele acredita que não é mais capaz de amar ninguém e por isso faz de tudo para se afastar desse sentimento. À noite em que ele e Tate Collins se conhecem é apenas um bom exemplo de como ele deixou que a amargura tomasse conta do seu coração e de sua vida.

Tate é a irmã caçula de Corbin, amigo e vizinho de Miles, que por necessidades financeiras precisa passar um tempo no apartamento do irmão enquanto cursa seu mestrado em enfermagem. Tate não é uma jovem inexperiente quando o assunto é relacionamentos, por isso ela logo percebe que a atração que sente por Miles pode ser perigosa para o seu coração. Afinal Miles faz questão de deixar bem claro que não está em busca de um grande amor. Ele quer um relacionamento casual, sem perguntas a respeito do seu passado e muito menos planos para o futuro.

Porém quando duas pessoas se tornam muito próximas, acordos e regras podem ser facilmente quebradas e mudadas. Será Tate capaz de romper a muralha que Miles construiu em volta de si, fazendo o jovem piloto voltar a acreditar no amor? Ou ela sairá dessa relação arruinada e com seu coração partido? Tate descobrirá que amar, nem sempre acaba sendo uma experiência boa para algumas pessoas. Ao contrário, pode ser algo sombrio e triste deixando cicatrizes profundas demais em quem conhece esse lado “feio do amor”.

Sabe aquele livro que você ama e odeia ao mesmo tempo? Pois bem, nesse momento esse livro para essa que vos escreve é O Lado Feio do Amor.  Mas, antes que vocês achem que estou "maluca", vou explicar os motivos para tamanha confusão de sentimentos nesse meu coração de leitora. Vamos começar pelo fato que eu praticamente devorei o livro. Li ele em apenas um dia tamanha era a minha necessidade de decifrar o introspectivo Miles e de ver a Tate colocando ele e suas regras egoístas no seu devido lugar.

Só que em muitos momentos odiei a forma “passiva” com Tate aceita o que Miles quer dar a ela. Odiei quando mesmo sabendo que poderia terminar com o coração partido ela continuou insistindo na relação.  Odiei que Tate tenha se “humilhando” por migalhas de atenção sabendo que era exatamente isso que ela estava fazendo, - se humilhando. Mas, eu amei a sua coragem de jogar as verdades na cara do Miles quando era necessário. Amei quando a ela seguiu em frente quando foi preciso e principalmente por ela não ter desistido dele

Odiei o Miles por ter deixado que o seu passado quase o destruísse. Odiei quando ele se fechava e agia como um cafajeste. Odiei quando ele dava falsas esperanças para Tate e para mim. Odiei pensar nele muitas vezes como um covarde egoísta. Porém, todo esse enigma que é Miles Archer me fez ama-lo e querer cuidar dele também. Colleen Hoover não escreveu uma história “bonitinha” aqui. O Lado Feio do Amor possui uma narrativa fluida e intensa em que autora soube como trabalhar as fraquezas dos personagens para criar uma história triste, melancólica e acima de tudo tocante.

Gostei de ver como Tate e Miles se aproximaram e se envolveram mesmo achando que a principio o relacionamento dos dois não era algo muito saudável para ela. Gostei como a autora foi revelando o passado de Miles, trazendo a tona os acontecimentos que o tornaram o homem triste, amargurado e com tanto medo de amar que Tate conhece. Os personagens secundários também tem um papel importante no desenvolvimento da história em especial o fofo do Corbin e o Cap, pois ambos a sua maneira deixaram a narrativa mais interessante.

Todos esses elementos fazem do O Lado Feio do Amor um livro que nos conquista aos poucos.  A autora soube trabalhar com a sensualidade na relação dos dois sem deixa-la vulgar, enquanto a cada capitulo ia deixando tudo mais tenso e dramático. Esse foi aquele livro que fez meu coração andar por uma corda bamba de sentimentos e sensações. Eu pressentia que tudo podia ruir de uma hora para outra e quando isso aconteceu meu coração se partiu junto. Foi triste, feio, belo e libertador. Tudo ao mesmo tempo e com a mesma intensidade.

“O amor nem sempre é bonito, Tate. Algumas vezes você gasta todo o seu tempo esperando que finalmente algo seja diferente. Algo melhor. Então, antes que você saiba você está de volta ao primeiro quadrado, e você perdeu seu coração em algum lugar do caminho.”

O Lado Feio do Amor é um livro que fala de dor, de perdas, de medos e recomeços.  E por mais clichê que possa parecer, ele consegue emocionar mesmo você odiando e amando tudo nele.  Mesmo que não concorde com nada e ache que tudo está errado, você ainda assim vai torcer por um final feliz. Recomendo!

03/03/2015

Cidade das Cinzas por Cassandra Clare

| Arquivado em: Resenhas.


ISBN: 9788501087157
Editora: Galera Record
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 404
Classificação: Muito Bom
Sinopse:  Os Instrumentos Mortais - Vol. 2
Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace.

Quem leu a minha resenha de Cidade dos Ossos deve se lembrar que comentei o quanto fiquei surpresa com a história. Sempre tenho um pouco de receio de ler essas séries que são muito comentadas, e acabar não gostando. Então meio que propositalmente acabo deixando para lê-las depois que a “febre” abaixa. 

Como imagino que muitos de vocês já devem conhecer por alto a história, além de ter lido várias resenhas de Cidade das Cinzas em outros blogs.  Vou compartilhar apenas as impressões que tive do livro durante a minha leitura. Ok, para todo mundo?

O que mais gostei em Cidade das Cinzas em relação ao livro anterior é que nele a narrativa é mais ágil. A inserção de novos personagens também colabora para que a história se torne mais intrigante. Essa aura de mistério que a série tem é uma das coisas que mais gosto dela. É um tipo de sombrio que não te deixa com “medo”, ao contrário te instiga a mergulhar ainda mais fundo na narrativa.

Clary está tentando voltar a sua vida normal, mas aparentemente a normalidade não anda querendo fazer parte da vida dela de novo. Confesso que em alguns momentos essa atitude dela me incomodou um pouco. Tipo, em meu ponto de vista mais parecia que ela estava se esforçando para complicar ainda mais as coisas. Também não sei se concordo muito com o comportamento do Jace nesse segundo livro.  Assim como a Clary mais parecia que ele estava tentando arrumar problemas do que encontrar uma solução para o que estava acontecendo.

Só que por mais irônico que isso possa parecer em Cidades das Cinzas consegui sentir um pequeno “encantamento” por ele. Ok! Pode ser que eu tenha uma queda por “meninos rebeldes”, mas aqui o Jace demonstrou um lado mais vulnerável da sua personalidade, e isso fez com que ele me parece-se menos convencido e arrogante.

Gostei muito do crescimento que alguns personagens como o Simon, por exemplo, tiveram.  Por outro lado achei que tanto o Alec como a Isabelle ficaram um pouco “apagados” aqui em relação ao primeiro livro. Entendo que o núcleo da história sofreu uma pequena mudança, mas senti falta de uma participação maior de dois dos meus personagens favoritos. Quando ao Magnus meu amor permanece firme, forte e magnífico ().

Continuo encantada com a maneira como a Cassandra Clare trabalha com os vários mitos da literatura sobrenatural. Para algumas pessoas pode até parecer que a série Os Instrumentos Mortais não traz nada de novo. Só que a meu ver é como se a autora “brinca-se” com o previsível ao mesmo tempo em que cria um novo mundo para esses seres. Por mais que você já tenha visto algo semelhante em outro lugar, acaba surpreendido com a forma como ela mescla todos esses elementos deixando a narrativa ainda mais envolvente.

Quando terminei a leitura de Cidade dos Ossos a pergunta que não me saída da cabeça era, “Por que não li esse livro antes?”. E sim, eu estava morrendo de medo que Cidade das Cinzas acabasse caindo na “terrível maldição do segundo livro”. Mas, para minha felicidade não apenas gostei desse livro da mesma forma que gostei do anterior, com qualidade da história melhorou muito aqui. Mal posso esperar para ver o que vem por ai!

“ – Você as vezes desaparece completamente na sua própria cabeça. Gostaria de poder segui-la.”

Em Cidades das Cinzas a autora Cassandra Clare deixa bem claro que o universo do Shadowhunters é muito maior e perigoso do que parece a primeira vista.  E é justamente isso que torna a série tão fascinante! Pois é leitores, depois de “morder a língua” em Cidade dos Ossos, posso afirmar com toda a certeza que a autora Cassandra Clare ganhou mais uma fã.

Veja também:
Cidade dos Ossos.


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