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16/01/2017

E Viveram Felizes para Sempre por Julia Quinn

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580416374
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 256
Classificação:
Sinopse: Os Bridgertons – Livro 09.
Alguns finais são apenas o começo...
Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...


Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza. Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes? A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton. Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.

Quem leu a minha resenha de A Caminho do Altar deve se lembrar de como terminei a leitura decepcionada. Ao longo dos últimos anos acompanhado, a saga dessa família maravilhosa que aprendi a amar, eu realmente esperava aquele “algo a mais”. Por esse motivo, adorei me reencontrar com cada um dos Bridgertons nessa coletânea de epílogos e descobrir o que aconteceu com os meus casais favoritos depois da última página. Foi delicioso reencontrar com os personagens e com a escrita da Julia Quinn, nesse livro que se tornou um dos meus favoritos da série.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre cada epílogo individualmente por que senão corro  risco de dar algum spoiler e também deixar a resenha muito extensa. 

Confesso que ao pegar E Viveram Felizes para Sempre para me fazer companhia no dia de Natal, senti um misto de expectativa e receio. Expectativa para saber o que a autora Julia Quinn tinha preparado e medo de acabar me decepcionando com o que encontraria. Porém para minha surpresa fiquei tão envolvida com a leitura que passei o dia todo como os Bridgertons (). Claro que assim como aconteceu com os livros anteriores gostei mais de algumas histórias do que de outras. Mas não há como negar que senti uma vontade imensa de reler a série inteira conforme fui lendo esse livro.

Foi encantador reencontrar com a Daphne e com o Simon, na verdade nem tinha me dado conta de como senti falta deles até reencontra-los aqui. O Colin () como sempre rouba a cena sempre que aparece, apesar de continuar achando tanto o livro solo dele assim como o seu segundo epílogo ficou um pouco “abaixo” do potencial do personagem. Sophie e Benedict continuam sendo meu casal favorito, mas adorei a forma como a autora acabou deixando eles em “segundo plano” dando aos leitores a oportunidade de conhecer melhor outro personagem que foi tão importante para o final feliz dos dois.

O mesmo acontece no epílogo da Eloise que junto com a Francesca foram as personagens mais “esquecidas” na série em minha humilde opinião. Achei interessante a mudança de foco e estilo que a Julia Quinn deu ao narrar os novos acontecimentos de Para Sir Phillip, Com Amor. E fiquei ainda mais emocionada com o final feliz da Francesca e do Michael. Já Hyacinth e Gareth protagonizam cenas cheias de paixão e cumplicidade. Muito amor esses dois viu ().

Os segundos epílogos que menos gostei por assim dizer foi o do Anthony com a Kate, por que não achei que ele de fato trouxe algo novo. E como peguei birra com A Caminho do Altar, (por que sou dessas) mesmo a narrativa tendo uma carga dramática forte, ela não chegou a me emocionar completamente.  Só que sem sombra de dúvidas a história mais linda é a da querida Violet Bridgerton. Foi incrível conhecer um pouco mais dessa personagem que ao longo da série conquistou um espaço especial não somente na história como no meu coração. Como não amar Violet Bridgerton? Digo que é impossível, - apenas.

E Viveram Felizes para Sempre é um presente maravilhoso que a autora Julia Quinn deu para seus leitores e fãs da série Os Bridgertons. Embora ele não vá acrescentar muita coisa às histórias que já conhecemos, ele é uma opção perfeita e nostálgica de nos reencontrarmos com personagens queridos. Esse é aquele típico livro que escorre açúcar de todas as páginas de tão doces, leves e emocionantes que são suas histórias, ou quase todas elas.

 “Como disse, não foi amor à primeira vista, já que não acredito nessas coisas. Não foi à primeira vista, na verdade, mas havia algo... uma identificação... um senso de humor. Não sei ao certo como descrever.”

Me despeço por hora dos Bridgertons com um enorme sorriso no rosto e com o coração quentinho. Para quem assim como essa que vos escreve já se sente parte da família, vai se encantar com esse tempinho a mais que passará com eles ().

O Conde Enfeitiçado.
Um Beijo Inesquecível.
A Caminho do Altar.

22/12/2016

Ligeiramente Pecaminosos por Mary Balogh

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580416176
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas:
Classificação: Muito Bom
Sinopse: Os Bedwyns – Livro 05.
Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia. Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos. Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão. Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.

Iniciei a leitura de Ligeiramente Pecaminosos, quinto livro da série Os Bedwyns da Mary Balogh com aquele aperto do peito. Afinal ele é o penúltimo capítulo dessa série que chegou de mansinho e conquistou o meu coração. Tive que me segurar bastante para não passar ele na frente em minha fila de leituras de dezembro, mas a espera valeu a pena.  Com uma narrativa ágil e personagens cativantes Mary Balogh novamente nos presenteia com uma linda história de amor e transformação.

Rachel York foi enganada. Não somente ela, mas suas amigas também.  Por esse motivo é uma questão de honra, as cinco damas partirem o mais rápido possível de Bruxelas para encontrar o cretino que as roubou. Mas o problema é que elas estão sem dinheiro algum para isso. Em uma medida desesperada elas decidem ir até o campo de Batalha de Waterloo ver se conseguem encontrar algo de valor entre os mortos.  Porém a ideia que pareceu perfeita no primeiro momento acaba se revelando um verdadeiro tormento para Rachel. Ela jamais teria coragem de roubar alguém, estando ele vivo ou não.

Quando já se prepara para dar meia volta e admitir sua covardia diante das amigas, ela encontra um jovem rapaz vivo em meio a tantos cadáveres. Sem pensar duas vezes Rachel leva o desconhecido para casa e passa cuidar dele. Assim que o jovem acorda descobre-se que devido ao ferimento em sua cabeça ele não se lembra de nada, nem de seu nome. Sem saber quem é e para onde ir, o desconhecido se oferece para ajudar Rachel e as outras a encontrarem o patife que as deixou com uma mão da frente e outra trás.

Ao mesmo tempo em que colocam um arriscado plano em prática, Rachel e o desconhecido de quem salvou a vida se dão conta que há uma irresistível atração entre eles. E conforme os dias se passam fica cada vez mais difícil ficarem um longe do outro. Mas o que ninguém desconfia enquanto o mirabolante plano está curso é que o jovem é lorde Alleyne Bedwyn, irmão mais novo do podereso Duque Bewcastle e que sua família está sofrendo por achar que ele está morto. 

As histórias de Ligeiramente Pecaminosos e Ligeiramente Seduzidos acontecem exatamente no mesmo período. Então para quem leu e assim como eu sofreu no livro anterior aqui o nosso coração foi “acalmado” por assim dizer.  Gostei muito como a Mary Balogh estruturou toda a narrativa e o fato de permitir que histórias paralelas acontecessem deu a trama um toque especial.

Alleyne é o meu segundo Bedwyn favorito, por que o primeiro claro é ninguém menos do que o Duque Bewcastle (). E por esse motivo é óbvio que eu estava bem curiosa para conhecer melhor o personagem. E justamente o fato do Alleyne  não se lembrar de quem realmente é que torna tanto o personagem como o enredo ainda mais interessante. O Alleyne pelo menos em minha opinião é aquele "amorzinho" e foi muito gratificante ver o amadurecimento dele.  Por que é impossível passar pelo o que ele passa e não sair de certo modo “transformado” disso. E é exatamente o que acontece aqui.

Gostei bastante da Rachel também, por que ela não é o tipo de mocinha que fica sentada esperando as coisas acontecer. Com todas suas mágoas e inseguranças ela vai a luta por aqueles que ama, além de ser  pessoa justa que se coloca no lugar dos outros e por conta disso muitas vezes acaba assumindo responsabilidade que não são suas. Sem falar que ela e o Alleyne formaram um casal muito bonitinho.

Porém acredito que quem rouba a cena em Ligeiramente Pecaminosos é o quarteto fantástico formando por Bridget, Geraldine, Phyllis e Flossie. Que personagens incríveis cheias de alegria e coragem.  A presença delas, assim como do sargento Strickland tornaram a leitura deliciosa. Só que obviamente um dos momentos mais lindos é à reunião dos Bedwyns. Fico me perguntando, como pode  mesmo tendo uma participação tão pequena o Wulfric conseguir roubar toda a cena para ele.  Ou seja, essa que vos escreve está agora ainda muito mais  curiosa para conhecer a história desse duque de “coração gelado”.

Mary Balogh conseguiu não apenas me surpreender como me emocionar nesse quinto livro da série os Bedwyns. A autora que sempre optou por uma escrita mais sóbria em que o romance e o drama estão alinhados com temas que para época eram considerados verdadeiros tabus nos trouxe uma história leve e de uma delicadeza única.  E tudo isso com personagens maravilhosos e momentos divertidíssimos.

“- Por que sempre guardamos as coisas de valor para mais tarde? Quero viver o agora. Talvez seja tudo o que eu tenha.”

Com uma narrativa fluida e ótimos personagens, Ligeiramente Pecaminosos é o típico livro que nos deixa com um gostinho de quero mais e um sorriso bobo no rosto.  Confesso que já estou me preparando para sofrer na despedida dessa família aristocrática de “narizes empinados” e de corações enormes().

Veja Também:

17/11/2016

Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter por Sarah MacLean

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580415292
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 352
Classificação: Bom
Sinopse: Os Números do Amor – Livro 02.
Isabel Townsend não é exatamente o que se espera da filha de um conde. Apesar de ter a pele delicada e de saber se portar como uma dama quando necessário, a jovem também monta a cavalo, conserta telhados, administra a propriedade e cria o irmão caçula desde que a mãe faleceu – tudo isso sem despertar a menor suspeita de que não há um homem sequer para cuidar de sua família. Para o pai dela, que só queria se divertir e gastar dinheiro em jogatinas, pouco importava o que ela fizesse. Porém, quando ele morre, Isabel se vê sem recursos e precisa defender os direitos do irmão, ameaçados pela chegada iminente de um tutor. Assim, não lhe resta saída senão vender sua coleção de estátuas de mármore, o único bem que herdou. Para sorte sua, um especialista em antiguidades acaba de chegar ao condado. Inteligente e sensual, lorde Nicholas St. John é um solteiro convicto que deixou Londres para se livrar das jovens que passaram a persegui-lo desde que foi eleito um dos melhores partidos da cidade. Em poucos dias, fica claro para Nick que Isabel é a mulher mais obstinada e misteriosa – além da mais interessante – que já cruzou seu caminho. Ao mesmo tempo, ao conhecê-lo melhor, a independente Isabel percebe que há homens em que vale a pena confiar. Enquanto eles põem de lado suas antigas convicções, seus corações se abrem para dar uma chance ao amor.

Quem leu a resenha de Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar deve se lembrar de que essa que vos escreve terminou a leitura levemente “decepcionada”. Mas, como sempre procuro dar uma segunda chance a autores que não me encantaram tanto assim a primeira vista, resolvi dar uma nova oportunidade para a escrita Sarah MacLean me conquistar. Porém embora a leitura de Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter, segundo livro da trilogia Os Números do Amor tenha se mostrada satisfatória, ele ainda sim, me deixou com a sensação de que faltou alguma coisa.

Lady Isabel Townsend está longe de ser o que se espera de uma dama e principalmente da filha de um conde. Apesar da aparência delicada, Isabel desde muito jovem aprendeu a se virar sozinha administrando a propriedade, consertando telhados, cuidando do irmão pequeno e acolhendo mulheres que assim como ela estão completamente sozinhas.  Por muito tempo Isabel conseguiu esconder o fato que na casa em que mora não há uma figura masculina para cuidar de tudo, porém agora com a morte de seu pai, o Conde Perdulário, seu segredo pode vir à tona a qualquer momento com a chegada de um tutor designado para cuidar do futuro do jovem conde e da propriedade por ele herdada.

A vida de Lorde Nicholas St. John, irmão gêmeo do marquês de Ralston se torna um inferno quando a revista Pérolas e Peliças divulga uma nota apontando que ele era o melhor partido disponível na temporada. Em todos os lugares que Nick vai, jovens moças em idade de casar e suas mães fazem de tudo para chamar a sua atenção. Por esse motivo a ideia de se afastar de Londres para fazer um favor a um amigo lhe parece a fuga perfeita e claro a mais honrosa possível.

Durante a parada em uma pequena vila em Yorkshire, Nick e Isabel se conhecem em uma situação no mínimo inusitada. Só que St. John não pode imaginar que ele é exatamente a pessoa que Isabel procura. Desesperada para proteger aquelas que dependem dela, cuidar do irmão e manter seu segredo a salvo, Isabel decide  vender sua coleção de estátuas de mármore, a única coisa de valor que tem. E Lorde Nicholas St. John, além de ser um ótimo partido também é um renomado especialista em antiguidades.

Desse encontro inesperado uma forte atração surge colocando em risco as defesas que ambos levaram anos para construir em volta de seus corações. Será que Isabel deixará de lado todas as suas convicções sobre o amor para se permitir amar? E St. John  finalmente entregará o seu coração a uma jovem dama? Nesse duelo de vontades e segredos tudo pode acontecer, o problema é saber se tanto Isabel como Nicholas estão preparados para lidar com as consequências.

Novamente Sarah MacLean nos apresenta uma história com uma premissa interessante, mas que conforme a leitura foi avançando apresentou os mesmos pontos que me incomodaram no livro anterior. Além disso, em muitos momentos eu tive a impressão de que a história não saía do lugar. Sabe quando você lê, lê e lê, mas não sente que a narrativa está evoluindo? Foi exatamente isso que senti aqui.

E tenho que confessar que estou começando a achar que a autora tem algum “problema” para desenvolver suas protagonistas.  Ao ler a sinopse somos levados a acreditar que a Isabel será protagonista forte, determinada e independente. Porém no decorrer da trama essa mesma personagem se mostra autodepreciativa, insegura e completamente irritante. Mas como ando em uma leva de protagonistas pouco carismáticas, esse foi um ponto que consegui relevar. Na verdade o que mais me incomodou foi à falta de química do casal e principalmente a rapidez como tudo aconteceu.

Tudo bem que em romances do gênero, os relacionamentos costumam ser "relâmpagos", só que você não descobre que ama uma pessoa em poucos dias de convivência especialmente quando você é uma pessoa que foge de relacionamento como o diabo foge da cruz. Por isso me desculpe a sinceridade tia Sarah, mas você forçou a barra aqui.  Gostei do Nick, mas não nego que esperava mais do personagem já que sua participação no livro anterior tinha me deixando bem curiosa em relação ao passado misterioso dele. E quando esse passado foi revelado, bem fiquei meio desapontada.

Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter foi aquele típico livro “morno”, em que a cada capítulo eu ficava esperando algo emocionante acontecer. Mas como vocês podem imaginar se passaram capítulos o livro acabou e em nenhum momento a narrativa conseguiu me envolver por completo.  É com dor no meu coração que admito que mais uma vez terminei um livro da Sarah MacLean levemente decepcionada por não ter encontrado a escrita cativante e maravilhosa de que tanto ouço falar. Talvez o problema seja comigo e minha "chatice literária". Mas vou continuar tentando (...).

 “- Não sei do que está se escondendo, Isabel, mas vou descobrir. E, se estiver em meu poder mudar isso, vou mudar. ”

Mesmo com um ritmo lento e personagens não tão carismáticos, Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter é uma leitura agradável indicada para quem procurara algo leve e despretensioso para ler. 

01/08/2016

A Caminho do Altar por Julia Quinn

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580415735
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: Arqueiro
Número de páginas: 320
Classificação: Bom
Sinopse: Os Bridgertons - Livro 08.
Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece. O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la. Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele? A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.

Às vezes acontece que ao finalizar um livro essa que vos escreve não sabe bem como se sente relação ao que acabou de ler. A Caminho do Altar, ultimo livro da série Os Bridgertons da Julia Quinn é um desses casos.  Não é segredo para ninguém que acompanha o blog há mais tempo, que essa é uma das minhas séries favoritas. Porém, infelizmente não vou negar que nesse momento sinto um misto de saudades e decepção.

Gregory Bridgerton é um jovem romântico que acredita na força do amor. Nascido em uma família que tantos os pais como os sete irmãos se casaram perdidamente apaixonados, não tinha como ser diferente. Por esse motivo no instante em que ele coloca os olhos na estonteante Hermione Watson, Gregory acredita que encontrou o amor de sua vida. O problema é que a Srta. Watson está perdidamente apaixonada por outro cavaleiro.  Mas nem tudo está perdido para o nosso jovem enamorado, Lucinda Abernathy melhor amiga de Hermione parece estar disposta a ajuda-lo a conquistar o coração da jovem.

Tudo ia bem até que Lucy percebe que quem está se apaixonando por Gregory é ela. Mas mesmo que Gregory pudesse retribuir seus sentimentos, os dois jamais poderão ficar juntos. Afinal o tio de Lucy a prometeu em casamento ao filho do Conde de Davenport, um rapaz com qual ela durante a vida toda trocou apenas algumas palavras.  Entre encontro e desencontros nossos jovens apaixonados vão descobrindo que os caminhos para o verdadeiro amor, podem conter alguns espinhos. E principalmente que a pessoa certa às vezes esta a uma pequena distancia de nós.

A Caminho do Altar possui uma narrativa fluida e um enredo que nos deixa curiosos para saber do seu desfecho. Ou seja, não é que eu não tenha gostado da história em si, o problema foram os pequenos detalhes que me incomodaram um pouco durante a leitura. Primeiro é que senti falta do toque de humor presente nos livros anteriores, com exceção do O Visconde que me Amava e Para Sir Phillip, Com Amor que foram livros mais “sérios”, por assim dizer.

De verdade eu achei a história aqui muito "melodramática" e com uma sucessão de acontecimentos no final que, tipo foram um pouquinho “exagerados” na minha humilde opinião. Tanto que me vejo obrigada a fazer uma pequena confissão. Eu torci para o Gregory ficar com outra pessoa. Rezei por uma passagem de tempo, qualquer coisa, menos que ele terminasse com a Lucy. E nada contra a mocinha em questão, só que por todo o contexto da trama e pelo que aconteceu no final (que me deixou realmente muito, mais muito brava mesmo) eu cheguei a conclusão que ela não merecia o Gregory. Sério, uma lágrima escorreu desses olhinhos e ela foi de raiva. 

Porém, de todos os detalhes que me incomodaram o que mais me deixou com essa pontinha de decepção ao final da leitura foi a ausência de alguns personagens. Foi à falta dos Bridgertons como família. Ok! O Anthony e a Kate fazem uma participação especial, a Hyacinth e o Colin também, e claro a Violet.  Mas cadê o resto dos Bridgertons, Julia Quinn? Cadê a Eloise e a Francesca? E me desculpe se a meu ver citar a Daphne e o Benedict não conta como “participação” na história. Sério eu estou tão frustrada com isso, que não tem como colocar em palavras. Especialmente pela Eloise e a Francesca que simplesmente puff, desapareceram por completo da série depois de seus livros.

Eu sei que o conto Felizes para Sempre será lançado no final do ano e que provavelmente ele nos presenteará com uma linda reunião da família Bridgerton. Só que infelizmente essa sensação, que a autora simplesmente “abandonou” alguns personagens no meio do caminho não passa gente. A Francesca mesmo é a personagem mais excluída da série assim como o Benedict. E por mais que eu tenha amado acompanhar a saga dessa família maravilhosa e que ela sempre vá ter aquele lugarzinho especial no meu coração, esse detalhe por menor que seja vai continuar me incomodando.

A Caminho do Altar é uma leitura agradável, porém não me cativou tanto como eu esperava. Talvez as minhas expectativas estivessem altas demais, ou eu apenas esteja sendo chata e detalhista demais. Só que ficou faltando alguma coisa. Ficou faltando um algo a mais para que eu sentisse que a Julia fechou a série com chave de ouro. Gostei do que encontrei, porém queria ter gostado mais. Acontece (...).

“ – Ele olhava para ela como se pudesse ver até a sua alma, e não era nem um pouco esquisito. Na verdade era estranhamente ... bom.”

Com uma narrativa que deixará os românticos de plantão suspirando, A Caminho do Altar encerra da série Os Bridgertons de forma simples nos deixando com aquele gostinho de quero mais. Pode não ter sido o meu livro favorito, já que esse posto continua sendo dividido entre Um Perfeito Cavalheiro. e Um Beijo Inesquecível.  Mas que apesar dos detalhes ou da falta deles que não me deixaram tão encantada, ainda sim possui uma história envolvente e gostosa de acompanhar. Já estou com saudades ().

O Conde Enfeitiçado.
Um Beijo Inesquecível.

23/06/2016

Sedução da Seda por Loretta Chase

| Arquivado em: RESENHAS.

ISBN: 9788580415698
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 288
Classificação:
Compare os Preços:
Sinopse: As Modistas – Livro 01.
Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas. Primeiro livro da série As Modistas, Sedução da seda é como um vestido minuciosamente desenhado por Loretta Chase: de cores suaves e românticas em alguns trechos, mas adornado com os detalhes perfeitos para seduzir.

[ALERTA FANGIRL]

De todas as autoras de romance de época que acompanho, Loretta Chase conquistou o primeiro lugar em meu coração. Tanto que até achei melhor avisar logo no começo da resenha, que sim, estou correndo o risco de parecer fangirl. E de verdade não me importo, por que gente, - que livro maravilhoso! Em Sedução da Seda, primeiro livro da série As Modistas, somos presenteados com uma narrativa sedutora e que nos surpreende a cada capitulo.

Marcelline Noirot é uma ambiciosa modista que sempre soube o que quis e os meios para conseguir realizar esses desejos. Mesmo que para isso ela tenha que agir com poucos escrúpulos ou sair de Londres a caça de um duque extremamente rico que se esconde em Paris. Para Marcelline e suas irmãs, é quase um ato de caridade esvaziar os bolsos de Clevedon, tornando o guarda roupa de lady Clara Fairfax, sua noiva o mais refinado e belo da alta sociedade londrina. Porém, primeiro a modista precisa convencer o próprio Clevedon, que sua futura duquesa não pode continuar desfilando pelos salões de baile com “trapos”.

Clevedon que até então leva uma vida tranquila em Paris, não faz a menor ideia que um vestido é algo tão importante. Só que assim que ele coloca os olhos em Marcelline, o duque nota tudo, menos a beleza de seu vestido. Na verdade  Clevedon fica fascinado pela modista de tal modo que logo ambos se tornam o assunto principal dos fofoqueiros de Paris. Na mente de Marcelline o flerte inocente com Clevedon era necessário para os seus negócios, só que algo saiu um pouco errado nos planos dela.

Quando retornam a Londres, o falatório de Paris já tinha chegado as salas de chá da nobreza.  Marcelline não pode correr o risco de lady Clara achar que ela e o duque são amantes, afinal isso seria péssimo para sua loja. E para Clevedon é inadmissível a ideia de partir o coração daquela que durante anos foi sua melhor amiga, vivendo uma aventura amorosa com uma modista fria e calculista. Só que a vida tinha outros planos para dois, e agora que a primeira fagulha se espalhou, vai ser bem difícil controlar esse incêndio.

Uma das coisas que mais me agrada nas histórias da Loretta Chase é o fato dela fugir um pouco dos padrões que encontramos nos livros do estilo. Embora sua narrativa pareça clichê e nos encante com um romance gracinha, a autora se destaca pela forma como ela constrói seus personagens.  Suas mocinhas são fortes e decididas e não ficam esperando que as coisas caiam do céu, muito pelo contrário elas vão a luta por aquilo que acreditam.

Marcelline é o gênio criativo da família Noirot, e sabe o quanto suas irmãs e a pequena Lucie dependem dela. Por isso em muitos momentos ela se esquece de si mesma, ao colocar a necessidade dos outros acima das suas. Ela é determinada e não é o tipo que fica fazendo drama e nem chorando pelo leite derramado.  Marcelline está longe de ser perfeita e embora em determinadas situações ela tenha um “ego” maior que a Inglaterra é perceptível que por baixo de toda a sua pose, tudo o que Marcelline busca é dar um futuro melhor para sua família.

Já o Clevedon () começa como um tipo aristocrata com dinheiro sobrando no banco para se preocupar com coisas que fazem parte do dia a dia de Marcelline. E é muito bonito ver que a partir do momento em que a modista entra na vida dele, como ele “desperta” para o mundo.  E essa é uma das qualidades e diferencias na escrita da Loretta Chase, que me tornaram tão fã dos livros da autora.  Tipo apesar das histórias serem relativamente “curtas” a autora consegue desenvolve-las com tanta maestria que enquanto a narrativa evolui, você percebe os impactos que um personagem causa na vida do outro. Não é nada rompante ou rápido demais, são pequenas atitudes e gestos, que aos poucos moldam e transformam o relacionamento do casal.

Além disso, a autora dá aquela abertura que em minha opinião é a cereja do bolo em qualquer história, o destaque aos personagens secundários. Adorei a Sophia e a Leonie, as irmãs de Marcelline, como fiquei encantada pela Lucie. Até mesmo a Clara que tinha tudo para ser aquela personagem “sem graça”, conquistou não somente minha simpatia e respeito, mas principalmente a minha torcida para que ela encontre seu final feliz. De verdade fiquei muito orgulhosa da evolução da personagem aqui.

Confesso que depois que terminei a leitura de Sedução da Seda, senti aquele vazio enorme, do tipo que achamos que nenhum outro livro será capaz de preencher. Amo o fato da narrativa da Loretta Chase contar com personagens tão comuns que os tornam mais “humanos”. Amo como a autora explora o melhor e o pior deles e principalmente como ela ainda nos faz acreditar e sonhar com finais felizes.

“– Parece que a festa acabou – disse ele.
Noirot levantou o olhar e o fitou, o olhos negros brilhando.
– Pensei que estivesse apenas começando (...). ”

Sedução da Seda é aquele livro que te envolve, te deixa com um sorriso bobo no rosto e desejando que o livro tenha algumas paginas a mais de tão deliciosa que é sua narrativa. Com um equilíbrio perfeito de romance e sedução, drama e comédia e me arrisco dizer que sua história é daquelas, que todo mundo um dia sonhou em viver. Por isso leitores do My Dear Library, leiam Loretta Chase.

30/05/2016

Ligeiramente Seduzidos por Mary Balogh

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580415469
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 288
Classificação: Muito Bom
Sinopse: Os Bedwyns – Livro 04.
Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas. Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes - prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança. Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém.

Talvez pelo fato de uma amiga ter dito que de todos os livros da série Os Bedwyns, Ligeiramente Seduzidos foi a história da qual ela menos gostou, essa que vos escreve começou a leitura do mesmo sem tantas expectativas. Porém, logo nos primeiro capítulos me vi completamente envolvida pela narrativa e seus personagens, ou seja, para quem tinha iniciado a leitura um tanto quanto receosa, acabei me deparando com uma ótima surpresa.

Gervase Ashford, o conde de Rosthorn há nove anos não pisa na Inglaterra, por motivos que apenas o próprio, pessoas próximas e o temível duque de Bewcastle, Wulfric Bedwyn conhecem. Durante os longos anos de exílio Gervase levou uma vida digna de todo libertino, mas enquanto sua fama se espalhava em seu intimo, o conde nunca deixou de desejar um dia poder dar o troco em Bewcastle. A oportunidade finalmente se apresenta durante um baile da sociedade inglesa em Bruxelas na Bélgica. Assim, que Rosthorn coloca os olhos na doce e ingênua Lady Morgan Bedwyn, ele enxerga a oportunidade perfeita de finalmente se vingar do duque. Até por que, nada melhor do que usar a irmã mais nova de Wulfric para atingi-lo.

Para a surpresa de Gervase, apesar da pouca idade Morgan está longe de ser uma dama tola e fácil de manipular. Como uma Bedwyn, Morgan mostra para o conde que por de trás da aparência de jovem aristocrata afetada, ela possui uma personalidade forte e não permitirá que ninguém, muito menos ele a manipule. Porém o que começa com um jogo nada inocente de flertes está prestes a sofrer um grande revés.  Quando trágicos acontecimentos aproximam Morgan e Gervase, a vingança do conde é posta de lado, dando lugar a uma inimaginável amizade.

Não demora muito para que Morgan e Gervase percebam o quanto apreciam a companhia do outro. Só que o comportamento um tanto quanto indiscreto dos dois começa a gerar todo o tipo de especulação e fofocas, e quando retornam ao Londres, o conde e a jovem Bedwyn descobrem que são um dos assuntos mais comentados nas salas de chá da casa dos nobres ingleses.  Logo Gervase de dá conta que o que começou com um simples desejo de vingança despertou nele um sentimento novo, algo com que ele não esperava lidar. Mas será que Morgan estará disposta a perdoa-lo quando descobrir que ele se aproximou dela por motivos escusos?

Um dos principais diferenciais da escrita da autora Mary Balogh é o tom mais “sério” de suas histórias, em relação aos outros livros do estilo. Mesmo que o romance seja o ponto central da trama, a autora consegue abordar temas “tabus” e fatos importantes para época em que a história se passa, como a Batalha de Waterloo que temos como plano de fundo nesse quarto livro da série Os Bedwyns.  Mary Balogh constrói seu enredo de forma com que ele fique bem equilibrado, o que torna tudo ainda mais envolvente e interessante.

Gostei bastante do casal principal desse livro, em especial a Morgan que desde o principio demonstra para o Gervase que ela não é tão “boba”, como ele pensa. Além disso, ela é aquele tipo de pessoa que não se preocupa como que os outros vão pensar dela e age de acordo com sua consciência e principalmente com o seu coração. Morgan é decidida e mesmo quando está “destruída”, levanta a cabeça e segue em frente. Já o Gervase mantém a fachada de quem não está nem ai para vida, quando na verdade tudo o que ele quer é ter certeza que pode acreditar em um futuro melhor.

É linda a maneira como Morgan faz com que ele aprenda a perdoar, não apenas os outros, mas a si mesmo. E em minha opinião as mudanças que ela causa na vida do Gervase são um dos pontos altos da trama. Por que antes dos dois serem amantes, eles são acima de tudo amigos e é esse sentimento de amizade e de companheirismo que surgiu em um momento difícil que molda toda a relação deles. E aqui está mais um detalhe que difere a escrita da Mary Balogh das outras autoras do gênero. Por mais rápida que seja a leitura, você enxerga como aquele relacionamento surgi e como ele evolui com o tempo. Não é aquela coisa fast que acontece em questão de semanas, muito pelo contrário é algo que vai se desenvolvendo aos poucos.

Adorei rever os outros Bedwyns em especial o Aidan, que apesar do seu jeito mais sério em muitas situações é aquele que demonstra compreender os reais sentimentos da irmã caçula. Fiquei ainda mais curiosa para conhecer o passado do enigmático Wulfric Bedwyn, e descobrir quais são as surpresas que o destino reserva para o Alleyne (), afinal a autora deixou muitas perguntas sem respostas aqui. Please, não me decepcione Mary Balogh.

Ligeiramente Seduzidos possui momentos que nos deixam com lágrimas nos olhos, ao mesmo tempo em que nos leva a rir e a ficar completamente enredados em sua história. Realmente uma leitura que me surpreendeu da forma mais positiva possível e que antes mesmo do parágrafo final me fez sentir aquela pontinha de saudade dos meus queridos Bedwyns.

“- Opostos são apenas dois lados da mesma moeda. Um não existe sem o outro.”

Com doses certas de drama e sensualidade, Ligeiramente Seduzidos é aquele “romance gracinha”, irresistível que vai deixar você com um sorriso bobo no rosto. Leve, cativante e apaixonante. Os românticos de plantão e os fãs de boas histórias ficaram encantados. Recomendo!

Veja Também:
Ligeiramente Casados.
Ligeiramente Escandalosos.

28/04/2016

Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar por Sarah MacLean

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580415049
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 384
Classificação: Bom
Compare os Preços:
Sinopse:  Os Números do Amor – 01.
A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres. E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato. Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres. Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente.

Sempre li resenhas super positivas dos livros da autora Sarah MacLean, e como fã assumida de romances de época a cada nova resenha que lia mais curiosa ficava. Por isso quando soube que a Editora Arqueiro iria lançar uma nova série da autora no Brasil fiquei imensamente feliz. Então assim que o livro chegou em minhas mãos tive que controlar a ansiedade para não passá-lo na frente em minha meta de leitura do mês. E talvez, justamente por conta desse meu “excesso” de expectativas a leitura de Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar não foi bem aquilo que eu esperava (...).

Aos vinte oito anos Lady Calpúrnia Hartwell já desistiu do sonho de encontrar o seu príncipe encantado e se casar. Porém após o torturante jantar de noivado de sua irmã caçula e de uma conversar com seu irmão mais velho, Callie nota pela primeira vez, o quanto está cansada da rotina um tanto sem graça que é a sua vida. Callie percebe que não quer mais ser vista com uma mulher “passiva” e principalmente que ter sido um exemplo de dama perfeita durante uma vida, só trouxe a ela tristeza e solidão. Callie então resolve que está na hora de quebras algumas regras. Para isso ela escreve uma lista com nove coisas escandalosas que deseja fazer, mas que caso seja pega sua reputação não "sofra" muitos danos. 

A lista de Callie conta com os seguintes itens: 1. Beijar alguém... apaixonadamente -  2. Fumar charuto e beber uísque - 3. Montar com as pernas abertas - 4. Esgrimir - 5. Assistir a um duelo - 6. Disparar uma pistola - 7. Jogar (em um clube para cavalheiros) - 8. Dançar todas as danças de um baile - 9. Ser considerada linda. Pelo menos uma vez.

Callie não perde tempo em começar a missão de riscar os itens de sua lista e na mesma noite ela vai parar na porta do maior libertino da Inglaterra o marquês de Ralston, Gabriel St. John.  Tudo bem que tal atitude intempestiva foi tomada com algumas doses de xerez a mais na cabeça, mas Callie não podia se negar ao prazer que seu primeiro beijo e talvez o único fosse com aquele que há anos habita suas fantasias. Callie vai descobrir que quebrar as regras pode ser mais fácil do que ela imagina, ainda mais ser for na companhia de alguém tão experiente e perigoso para o seu coração como Lord Gabriel. 

A premissa do livro é super clichê, algo com que eu realmente não tenho nenhum problema. Adoro romances açucarados e previsíveis, por isso de um modo geral gostei bastante do que encontrei em Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar. A escrita da Sarah MacLean apesar de repetitiva em alguns momentos é fluida e envolvente do tipo que deixa na gente aquele gostinho de quero mais a cada final de capitulo. Porém, aqui novamente eu tive um enorme problema com a protagonista.

Todo mundo tem algum grau de insegurança, e em determinadas situações eu conseguia entender as “neuras” da Callie. Só que chegou um ponto que essa insegurança da personagem deixou ela muito “chata”. Sério é enervante ver como ela própria se menospreza e se autodeprecia. Quando a Callie começava a listar todas as razões por que o Gabriel ou nenhum homem se apaixonariam por ela, e a repetir pela milésima vez o quanto o corpo dela era fora de moda, ou como ela era sem graça e comum demais, minha vontade era de entrar no livro e falar; “Filha pare, apenas pare que ninguém vai ficar com dó de você. Você somente está conseguindo ser irritante.”  E não, não estou sendo insensível apenas estou reconhecendo, que tenho um baixo limite de paciência para pessoas que ficam fazendo drama sem necessidade.

Já o Gabriel, apesar  da terrível fama que tem, consegue demonstrar com pequenas atitudes que por de traz da mascará de libertino que usa, está disposto a lutar por aqueles que ama. Mesmo ele próprio fazendo de tudo para fugir do amor. Seu relacionamento com Callie é cheio altos e baixos, com momentos cheios de paixão tórrida a de desentendimentos sérios onde ambos saem machucados. Ou seja, o relacionamento deles não é um "conto de fadas", perfeitinho e isso tornou tanto a história mais real como também "humanizou" seus personagens.

Porém o que realmente me encantou na história, ao ponto da narrativa ficar mais interessante,era quando a autora mudava o foco dando um destaque maior para as relações familiares. Adorei os personagens secundários, com os irmãos da Callie, a Mariana e o Benedick e principalmente os irmãos do Gabriel, o Nick () e a Juliana.  Quando eles parecem na história ela se torna mais leve e divertida. Gosto quando um autor consegue integrar os demais personagens no enredo em especial nos romances, quando a narrativa tende a ficar centrada no casal principal. E a Sarah MacLean consegue fazer isso muito bem aqui.

Em suma Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar foi aquele livro que me lembrou de nunca criar altas expectativas em relação a uma leitura. Afinal é sempre melhor se surpreender do que acabar, nem que seja minimamente como foi o meu caso, um pouco decepcionada. Gostei do que encontrei, mas não nego que esperava algo mais. Um pena realmente (...)

“ – A senhoria está em meu quarto, pedindo-me para beijá-la. Acho que já passamos um tanto dos limites do decoro. Agora, vou perguntar de novo: por quê?”

Uma ótima opção para quem busca leituras mais leves, Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar possui uma mistura perfeita entre uma paixão avassaladora e momentos embaraçosos, porém divertidos.  E mesmo não tendo me apaixonado tanto com a história da Callie e do Gabriel, estou bem curiosa para ler Dez Formas de Fazer um Coração Derreter que terá o Nick como protagonista. Mas dessa vez, podem ter certeza que irei com menos cede ao pote.

15/02/2016

Um Beijo Inesquecível por Julia Quinn

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788576864721
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 272
Classificação:
Compare os Preços:
Sinopse: Os Bridgertons – Livro 07.
Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.

Sempre espero com a maior ansiedade pelo lançamento dos livros da série Os Bridgertons, afinal depois de praticamente quatro anos acompanhando as aventuras dessa família já me sinto parte dela também. Em Um Beijo Inesquecível, Julia Quinn não apenas me presenteou com um romance encantador, como nos apresenta personagens fortes e decididos que conquistam nosso coração logo nas primeiras páginas.

Hyacinth Bridgerton a caçula da família se encontra em sua quarta temporada na alta sociedade, e até agora não recebeu nenhuma proposta que se possa considerar digna de casamento. Conhecia por sua franqueza ela não se deixa impressionar por qualquer pretendente. Mas, tudo muda quando durante um recital ela conhece Gareth St. Clair, neto da terrível, porém sua amiga Lady Danbury. Gareth é capaz não de somente manter uma conversa inteligente por mais de cinco minutos, como por incrível que pareça faz com que a jovem Bridgerton fique sem palavras. Algo que qualquer pessoa que a conheça bem sabe que é praticamente impossível.

Hyacinth como quase toda Londres, conhece a terrível fama de libertino de Gareth, por esse motivo a atitude mais sensata é não demonstrar nenhum interesse nele. Porém quando Gareth aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da falecida avó paterna do moço, todo escrito em italiano, Hyacinth simplesmente não consegue resistir ao desafio.

Desse momento em diante os dois são sempre visto em meio a cochichos, gerando todo o tipo de mexerico em especulações a respeito do promissor casal. Conforme mais se aproximam Gareth e Hyacinth vão aos poucos desvendando os mistérios da família St. Clair e se tornando mais próximos do que seria aconselhado para a reputação da dama. E depois um beijo que pode ser considerado tudo menos inocente, vai ficar ainda mais difícil para esse jovem casal negar a irresistível atração que sente um pelo outro. 

Pode até parecer exagero, mas Um Beijo Inesquecível foi aquele tipo de leitura que imediatamente roubou o meu coração. Hyacinth é uma daquelas personagens fortes e decididas, que não se deixa intimidar pela opinião dos outros e que junto com o Gareth formou uma dupla divertida e encantadora. Sabe aquele tipo de casal que você se apaixonada por eles, antes mesmo deles perceberem que são perfeitos juntos?   Hyacinth e Gareth são assim. Julia Quinn, mas uma vez me surpreendeu com uma história fofa e super bem humorada com os toques certos de mistério e sensualidade.

E se não bastasse o casal principal ser cativante, a autora dá a narrativa um destaque mais que merecido a maravilhosa Lady Danbury. Desde o inicio da série ela foi uma personagem de quem gostei muito.  Tipo, eu adoro essas personagens que fazem o tipo “megera”, mas que no fundo tem um bom coração. E ninguém se enquadra mais nessa descrição do que Lady Danbury.  O livro conta com participações rápidas da Daphne e do Anthony, ao mesmo tempo em que o caçula dos Bridgertons, Gregory também desempenha um papel maior na trama.

E apesar de uma narrativa totalmente previsível, Julia Quinn construiu novamente uma história doce, leve  e envolvente que ao final conseguiu fugir um pouco dos clichês da própria autora. Na verdade, não imaginaria final melhor e mais inusitado para Hyacinth e Gareth . Apenas muito amor (). Confesso que uma parte de mim já está se sentindo órfã dessa família incrível, visto que agora só falta um livro para finalizar a série.  Saudades (...).

“-Você é uma boa mentirosa, Hyacinth Bridgerton – murmurou ele, tomando-a nos braços -, mas não tão boa quanto pensa ser.”

Com uma narrativa inteligente e personagens cativantes, Um Beijo Inesquecível é uma daquelas histórias que nos deixa com um gostinho de quero mais e um sorriso bobo no rosto. Sem sombra de dúvidas o meu favorito da série Os Bridgertons ().

O Conde Enfeitiçado.

18/01/2016

O Último dos Canalhas por Loretta Chase

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580414752
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 304
Classificação:
Compare os Preços.
Sinopse: Scoundrels - Livro 2
O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela. Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça. Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais. Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.

O
que dizer da minha primeira leitura do ano, que já chegou roubando o meu coração ()? E o que dizer de Loretta Chase, essa autora *linda* que escreve histórias apaixonantes com personagens tão maravilhosos? Sim, leitores do My Dear Library, o fangirl dessa que vos escreve está ligado no máximo. Mas posso garantir a vocês que, O Último dos Canalhas merece todo esse amor.

Para muitos, o atual duque de Ainswood não passa de um nobre encrenqueiro que adora chamar a atenção para si mesmo. E com tal fama não é de se admirar que, Vere Mallory seja um alvo fácil para os mexeriqueiros de plantão da alta sociedade londrina. Porém o que a maioria das pessoas não sabe, é Vere nunca desejou o ducado e todas as responsabilidades que o titulo traz junto. E claro, que isso inclui qualquer tipo de relacionamento que possa leva-lo para o altar.

Crente que nenhuma mulher consegue resistir ao charme do último canalha da família Mallory, Vere tenta seduzir a bela jornalista Lydia Grenville. Mas a jovem de mente afiada consegue enganar o duque fazendo com que ele sofra uma terrível humilhação pública. Fato esse que Ainswood não pretende deixar por isso mesmo. Afinal uma coisa é ser o assunto principal das fofocas em Londres por ser um libertino incorrigível, outro é por ter sido nocauteado por uma dama. Mesmo que a dama em questão seja uma beldade com punhos de aço e uma língua venenosa.

Para Lydia, Vere representa tudo àquilo que ela despreza na sociedade. Forte e determinada, tudo o que a jornalista menos deseja no momento é se envolver em um relacionamento romântico. Ainda mais se o pretendente for um pervertido e irresponsável como o duque de Ainswood. Porém como uma verdadeira praga, parece que em todo o lugar que ela vai, lá está o duque com a clara intenção de importuna-la. Só que nos raros momentos em que Lydia é sincera consigo mesma, ela constata uma terrível verdade. A que infelizmente ela não é assim tão imune ao charme de Vere, como demonstra ser.

Lydia e Vere dão inicio a uma verdadeira "batalha de gigantes", em que um tenta infligir ao outro uma humilhação maior. Porém o destino aparentemente tem outros planos para essa dupla de encrenqueiros. E no final dessa batalha quem tropeçar primeiro na armadilha do inimigo corre o risco de perder muito mais do que a sua reputação.  O primeiro cair pode acabar perdendo o seu coração para sempre.

Desde que li O Príncipe dos Canalhas o ponto que mais me chamou a atenção na escrita da Loretta Chase, é o fato dela fugir dos padrões dos livros do gênero. Loretta cria protagonistas fortes e independentes, que não tem medo de enfrentar os desafios e lutar por aquilo que acreditam. Lydia é destemida ao ponto de se colocar em risco em diversas situações, por defender aqueles que a sociedade finge não ver. Ela é corajosa e até mesmo vista como fria e durona por alguns, mas em seu coração Lydia é apenas mais uma pessoa tentando fazer do mundo um lugar melhor para as pessoas menos favorecidas viver.

Já Vere apesar de toda a má fama que o acompanha e da indiferença que aparenta levar a vida, guarda em seu coração uma tristeza profunda. Um sentimento de que não é digno de tudo que tem e isso o mantém afastado do amor e daqueles que o amam. É interessante ver como a autora consegue de certa forma “inverter” os papéis em suas histórias dando aos canalhas convictos personalidades mais frágeis, enquanto suas mocinhas estão longe de serem delicadas e indefesas.

O Último dos Canalhas consegue mesclar com perfeição momentos românticos e sensuais com drama e ação. Os personagens secundários se destacam na narrativa dando a história um ritmo agradável e descontraído. Foi maravilhoso reencontrar com Dain () e a Jéssica, da mesma forma que adorei a maior participação de Bertie na trama.  Outro personagem que se destaca aqui é a Susan, o cão mastim de Lydia. Susan é diva e deixa à narrativa ainda mais solta e divertida.

Adorei o modo como a autora costurou todos os fatos aqui. O enredo é bem amarrado, com cada capitulo revelando uma nova surpresa deixando claro que desde o principio Loretta Chase já sabia por quais caminhos guiaria sua trama. Por que mesmo que a premissa se apresente como mais uma romance de época clichê, a autora consegue inserir pequenos detalhes que fazem toda diferença, tornando sua história única.

“– Você precisaria de mais motivos. Você me odeia.
– Não fique tão lisonjeada. – Ele franziu a testa. – Você é apenas irritante.”

Com uma narrativa deliciosa regada a diálogos inteligentes e personagens cativantes, O Último dos Canalhas é uma daquelas leituras que nos deixa encantados e mais apaixonados pela história a cada capítulo. Loretta Chase sem sombra de dúvidas conquistou um lugar especial em minha estante e no meu coração de leitora. Recomendo ().

Veja Também:
O Príncipe dos Canalhas.

23/10/2015

Ligeiramente Escandalosos por Mary Balogh

| Arquivado em: Resenhas.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580414547
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 288
Classificação: Ótimo
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: Os Bedwyn: Livro – 03.
Freyja Bedwyn é uma mulher diferente das outras damas da alta sociedade: impetuosa e decidida, ela preza a independência e a liberdade acima de qualquer coisa – até mesmo do amor. Até que o destino lhe apresenta Joshua Moore, o marquês de Hallmare, um homem cheio de charme e mistério, dono de uma beleza estonteante e de uma reputação terrível. Quando ambos se encontram a caminho da pacata cidade de Bath, a química entre os dois é imediata. Entre encontros e desencontros, conflitos e provocações, Joshua faz uma proposta inusitada: pede que Freyja finja ser sua noiva, para evitar que uma artimanha de sua tia o leve a se casar com a própria prima. Para uma dupla que acha graça das convenções sociais, esta parece ser a oportunidade perfeita para se divertir. Mas a brincadeira acaba trazendo consequências inesperadas. Aos poucos, suas máscaras vão caindo e ambos se revelam pessoas bem diferentes do que aparentam.

Que sou uma apaixonada por romances históricos, não é segredo para ninguém que acompanha o blog há mais tempo. E se tem uma autora que está conquistando um espaço especial nesse meu coração de leitora a cada novo livro é a Mary Balogh. Ligeiramente Escandalosos é uma daquelas histórias que chegam de mansinho e quando nos damos conta, estamos completamente apaixonados por ela.

Lady Freyja Bedwyn está longe de ser uma dama convencional. A irmã do poderoso Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle preza acima de tudo a sua independência e liberdade, e desde que teve o seu coração partido se fechou para o amor. Joshua Moore, o marquês de Hallmare não está em busca relacionamento sério e gosta do estilo de vida descompromissado que leva. Ao se conhecerem pela primeira vez em uma hospedaria de beira de estrada, a atração entre os dois a imediata. Porém sendo uma moça de personalidade forte e um tanto arrogante como todo Bedwyn, Freyja não está disposta a se render tão facilmente ao charme de qualquer um, - mesmo ele sendo um belo homem.

Com encontros explosivos que logo se tornam o principal assunto da pacata cidade de Bath, Freyja e Joshua começam uma “estranha” amizade até que por uma manobra ardilosa do destino, ou melhor, dizendo de sua tia, ele se vê obrigado a fazer um pedido inusitado a Freyja. Josh pede que ela finja ser sua noiva, dessa forma frustrando os planos da megera de casa-lo com sua prima. Mas, a divertida “brincadeira” acaba tendo desdobramentos inesperados, e agora Freyja e Josh correm o sério risco de terem de subir ao altar de verdade.  Poderá um relacionamento que começou com tanto tumulto e mentiras, transformar- se em algo sereno, como o amor?

Confesso que desde Ligeiramente Casados, primeiro livro da série Os Bedwyn, a Freyja sempre foi aquela personagem que me deixava intrigada. Longe de ser o estereótipo da mocinha frágil e indefesa, Freyja sempre demonstrou o quanto é "mal-humorada" e determina. Ela foi criada sabendo qual é o seu lugar no mundo, afinal ela é uma Bedwyn e só isso é capaz de fazer com que muitas pessoas a temam.  Por outro lado Joshua Moore, o novo marquês de Hallmare teve uma infância sem tantos luxos e solitária, que fizeram dele um homem leal e integro. Enquanto Freyja está acostumada a desfilar com toda a sua altivez pelos nobres salões de baile, Josh não perdeu sua simplicidade vem adiando o máximo possível assumir o título que herdou com a morte do tio.

Os dois possuem personalidades totalmente diferentes e esse embate de temperamentos, é o que torna a história tão interessante. A evolução do relacionamento dos dois é ao mesmo tempo encantadora e divertida. A troca de fartas e ironias entre Freyja e Josh, foi a responsável por dar a narrativa o toque de humor, que até então não tinha aparecido nos livros da Mary Balogh. Embora aqui mais uma vez encontramos uma história e personagens maduros, a inserção desse novo elemento entre os diálogos deixou a narrativa mais leve e com os contornos dos tradicionais “romances gracinhas”.

Uma das coisas que mais gosto da escrita da Mary Balogh é  forma como a autora constrói suas historias em especial como ela traça a personalidade dos personagens, transformando suas fraquezas e defeitos em suas melhores qualidades. E em Ligeiramente Escandalosos não foi diferente. Conforme a narrativa avança os personagens vão de despindo das muitas camadas que usam para encobrir suas verdadeiras personalidades, mostrando todos os medos e sonhos que mantinham escondidos por baixo de suas máscaras. A autora soube trabalhar com maestria os conflitos pessoais, como também os obstáculos pelos quais a relação deles passa.

A participação da família Bedwyn, aqui é mais expressiva quando comparada ao livro anterior, o que fez com que o ritmo da narrativa fosse fluido e não “exageradamente” tão focado no casal. E esse é mais um ponto a favor para a autora, já que mais uma vez ela conseguiu inserir pequenos detalhes que além de aguçar a curiosidade durante a leitura, colaboram para que a história fique ainda mais rica. Detalhes esses que em sua soma tornaram Ligeiramente Escandalosos o meu livro favorito da série até aqui.

“- Coração - disse ele, baixinho -, você é uma fraude. (...) Mas, não precisa temer. Seu segredo está seguro comigo.”

Com personagens cativantes e diálogos inteligentes, Ligeiramente Escandalosos nos traz uma história que mescla com perfeição, humor, grandes reviravoltas com um romance que aquece nossos corações. Mary Balogh me surpreendeu mais uma vez. Recomendo!

Veja também:

17/09/2015

O Conde Enfeitiçado por Julia Quinn

| Arquivado em: Resenhas.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580414400
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 304
Classificação: Ótimo
Onde Comprar: Amazon | Saraiva
Sinopse: Os Bridgertons - Livro 06.
Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton. Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele. Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite. Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.

Acredito que não preciso comentar que de todas as séries que acompanho no momento Os Bridgertons tem um lugar mais que especial em meu coração. Por esse motivo sempre que um novo volume é lançado fico na expectativa de ter ele logo em minhas mãos, e assim passar um tempo maravilhoso e divertido ao lado dessa família tão querida. E confesso leitores que eu mal terminei a leitura de O Conde Enfeitiçado e já estou com saudades de seus personagens.

Francesca Bridgerton conheceu a alegria de ter encontrado o verdadeiro amor e a tristeza de perdê-lo ainda muito jovem. A Condessa de Kilmartin ficou viúva de John no segundo ano de seu casamento e a dor de perder o amado marido tão cedo a desestabilizou por completo. Se a situação já não fosse dolorosa o bastante Michael Stirling primo John e melhor amigo do casal escolhe justamente esse momento para se afastar dela, deixando Francesca ainda mais arrasada. Mas o que Francesca não podia imaginar é que Michael estava perdidamente apaixonado por ela.

Sentindo-se culpado pelas reviravoltas do destino que do dia para a noite o fizeram não somente herdar o titulo e a riqueza de John, Michael não consegue lidar com uma realidade ainda mais cruel. Finalmente a mulher que ele tanto ama está livre, graças à morte prematura do primo. Ele nunca desejou isso e ficar tão próximo a Francesca faz com que ele se senta o pior dos homens. Ele então foge para a Índia na tentativa de esquecê-la.

Quatro anos se passam e quando os dois se reencontram Michael percebe que seus sentimentos continuam os mesmos. Ele faz de tudo para disfarçar o amor que ainda sente e tenta reatar os laços de amizade que ele e a condessa viúva tinham antes de tudo mudar.  Porém, o retorno de novo Conde de Kilmartin vai mexer com os sentimentos de Francesca também. Ela começa a olhar para Michael de uma maneira nova e a sentir coisas que ela jamais imaginou que sentiria por outro homem depois da morte de John.  Conseguirá Michael agora esconder seus reais sentimentos por Francesca? E ela será forte o suficiente para resistir ao charme desse conde devasso?

Estava bem curiosa para ler O Conde Enfeitiçado, pelo fato da Francesca ter sido a Bridgerton que menos tinha aparecido nos livros da série até aqui. E apesar de ter demorado um pouco para me “simpatizar” com a “misteriosa” Francesca, admito que depois de O Perfeito Cavalheiro esse é o meu livro favorito da série por vários pequenos detalhes presentes em sua narrativa. Gostei especialmente do Michael, pois além de ser um personagem carismático ele possui uma personalidade forte e marcante. Não que a Francesca seja uma personagem apatia, na verdade ela evolui bastante conforme a história avança. E se levarmos em conta tudo pelo qual ela passou na vida, algumas atitudes dela são compreensíveis.

Michael e Francesca formam aquele casal que faz a gente sofrer e a torcer por eles o tempo todo, por que é visível desde o começo que eles são perfeitos juntos. A escrita da Julia Quinn é maravilhosa com uma riqueza de detalhes que nos transportam para as paginas do livro.  Talvez a grande diferença entre esse livro e os anteriores é que a relação do casal é mais “madura”, o que deixou a narrativa um pouquinho mais sensual. Mas sem deixar de lado é claro, a leveza e o romantismo na história.

Outro detalhe que me agradou muito foi à maneira como a autora conseguiu interligar os as histórias do quarto e quinto livro aqui. Julia Quinn apresenta os acontecimentos de ambos os livros com naturalidade, não apenas confirmando que as três histórias se passavam no mesmo período, como também deixando claro o quão forte são os laços que unem essa família. Simplesmente adorei ver o meu amado Colin Bridgerton () por aqui.  Até por que me desculpem os outros membros masculinos da família, mas não tem como não amar Colin Bridgerton.

Minha única queixa é o fato da editora não ter inserido o segundo epílogo ao final do livro. Mesmo dando alguns spoliers dos livros que ainda não foram lançados, esse epílogo simplesmente faz toda diferença no contexto geral da história, além de que fecha-la com chave de ouro. Sim, fiquei muito, mais muito chateada com isso.

“- Se é para isso terminar, você terá que fazê-lo. Terá de ir Francesca. Por que agora...depois de tudo...Eu não sou forte o suficiente para dizer adeus.”

Com uma narrativa envolvente e um romance encantador, O Conde Enfeitiçado é um daqueles livros que aquece nosso coração e nos faz ficar com um sorriso bobo no rosto. Recomendo!

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