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18/09/2019

Meu Outro Lado #01 - A Dra. Chaveirinho

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Nada como um projeto novo para deixar a nossa vida mais animada, não é mesmo? E hoje trago para vocês o primeiro post do projeto, Meu Outro Lado. Criado pelos blogs: Eu Insisto, Poesia na Alma, Tudo o que Motiva e o My Dear Library, o Meu Outro Lado é um projeto de postagem coletiva que tem como principalmente objetivo mostrar um lado mais humano de nós blogueiros. Aquele lado, que fica mais no offline e que até então não tinha muito espaço para ser pauta nesta nossa linda e maravilhosa blogosfera. 

E para começar com o pé direto o projeto aqui no blog, escolhi compartilhar com vocês um pouco do meu trabalho voluntário na ONG, Cia Anjos da Alegria.

imagem: Cia Anjos da Alegria.
Sei que parece clichê, mas realmente acredito que todos nós precisamos ter um propósito de vida. Em tempos sombrios, onde parece que as pessoas simplesmente se esqueceram do que é ter empatia, poder levar um pouco de amor, luz e alegria para quem mais precisa foi o que motivou a ser voluntária.

Fundada em 2006 a Cia Anjos da Alegria, realiza visitas em vários hospitais de Sorocaba e região, além de UPHs, entidades assistenciais, asilos e entre outros. Em dezembro vai fazer três anos que participo da ONG e posso garantir para vocês que, os meus melhores domingos são aqueles que coloco meu nariz vermelho e me transformo na Dra. Chaveirinho.

imagem: Cia Anjos da Alegria.
Ser voluntária é um aprendizado constante. É sair da sua zona de conforto, da bolha em que vivemos e olhar de verdade para o nosso próximo. Quando você vê uma pessoa no hospital lutando pela vida, se dá conta de como seus problemas são pequenos e insignificantes. Quando você vê no olhar de um idoso o quanto ele está feliz por receber uma visita, se dá conta de como a família é importante em nossas vidas. Ser voluntária me mostrou que de fato, não somos autossuficientes como na maioria das vezes gostamos de pensar.

São duas horas do mês, apenas duas horas. Porém, no decorrer desses anos elas contribuíram para que eu me tornasse uma pessoa melhor. Menos egoísta e apegada, mais consciente e grata. A cada história que escuto, a cada abraço que recebo me sinto abençoada por tudo o que tenho.

imagem: Cia Anjos da Alegria.
Há um ano sou voluntária fixa na Vila dos Velhinhos, e eu recebo tanto mais tanto amor quando vou lá, que meu coração volta transbordando para casa.

Como fui criada longe de meus avós é como se cada idoso (a) com quem converso na Vila, acabasse meio que se tornando minha avó ou avô "postiço". É uma verdadeira festa quando tocamos uma boa e velha moda de viola e eles cantam e dançam junto conosco. Me divirto com os bingos e aprendo muito com suas histórias.

imagem: Cia Anjos da Alegria.
Entrar para a Cia Anjos da Alegria, foi a forma que encontrei para seguir o meu propósito e assim tentar nem que seja um pouquinho, fazer a diferença no meio onde vivo. Doar meu tempo e principalmente meu amor ao próximo, me traz felicidade e deixa meu coração quentinho em paz. E se vocês pararem para pensar, cada um de nós pode ajudar a transformar o mundo de alguma forma. Só é preciso dar o primeiro passo.

Espero que vocês tenham gostado, desse primeiro post do projeto Meu Outro Lado e principalmente, que de algum modo ele tenha inspirado vocês a participar de algum voluntariado em sua cidade. Agora se você já é voluntário, compartilha aqui nos comentários a sua experiência.

Vamos espalhar amor, luz e alegria pelo mundo? Juntos somos mais fortes!



31/03/2019

05 Perfis good vibes para você acompanhar no Instagram

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Como já comentei nas postagens anteriores, estou limitando cada vez mais o meu uso das redes sociais. Porém, como trabalho com marketing digital e tenho o blog muitas vezes acabo precisando passar mais tempo do que eu gostaria conectada.

Por isso uma solução que encontrei para deixar o meu feed mais harmonioso e menos tóxico foi selecionar alguns perfis que falam de espiritualidade e evolução pessoal. Esses perfis funcionou como inspiração, reflexão e até mesmo como calmante para àqueles dias mais complicados que tudo o que mais quero é jogar tudo para o alto e sair correndo.

imagem: Shutterstock

Além disso, nos meus destaques salvei frases “estratégicas” que nos momentos que estou triste ou ansiosa me ajudam a respirar fundo e lembrar que tudo é passageiro, e que sempre tenho motivos para sorrir e principalmente agradecer.

Então no post de hoje, vou compartilhar com vocês os meus cinco perfis favoritos, para que assim como eu, vocês possam se inspirar e refletir entre uma foto bonita e outra.


| Perfis Good Vibes para você acompanhar.

O Paz e Equilíbrio foi o primeiro perfil com esse tipo de conteúdo mais espiritualista que comecei a acompanhar. Gosto muito da linguagem utilizada pela Larissa Oliveira, a criadora do perfil, pois são publicações que nos levam a refletir sobre como olhamos e cuidamos de nós mesmo.

O Vida em Sintonia sempre traz aquelas frases motivacionais certeiras, que nos lembram que sempre temos motivos para continuar caminhando em direção a realização dos nossos sonhos.

Tenho um carinho muito especial pelo perfil do Seja Posittivo. Todos os dias uma mensagem que deixa meu coração quentinho, cheio de fé e gratidão.

Sabe quando Deus e o Universo encontram uma forma de falar exatamente aquilo que você precisa ouvir por mais que doa? É exatamente essa a sensação que eu tenho quando leio as publicações do Foco de Luz. É tipo um: "Acorda menina", que me lembra que eu não posso controlar o caos do mundo, mas sim que posso evitar que ele me atinja.

E a minha última indicação é o perfil super fofo do Flávio Wetten, o Lifeonadraw. Além das ilustrações serem lindas, amo como o Flávio consegue através delas passar sempre uma mensagem positiva.

Esses são alguns dos perfis mais inspiradores que acompanho, e espero que vocês tenham gostado de eu ter compartilhado eles aqui no blog hoje. E claro, indicações são sempre bem-vindas! ()

Uma semana de muita luz para vocês e até o próximo post!

30/01/2019

Astrologia e autoconhecimento

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Quem leu último post do projeto da Sociedade Secreta Literária aqui no blog, deve se lembrar que um dos objetivos que tracei para o My Dear Library em 2019 é trazer conteúdos mais pessoais.  E como esse é primeiro post dessa nova fase do blog, essa blogueira que vos escreve achou que seria interessante compartilhar com vocês o papel que a Astrologia tem em sua vida.

Sei que tem muita gente que não acredita em Astrologia, algumas por motivos religiosos e outros por que acham bobagem, charlatanismo ou perda de tempo. E de verdade, eu respeito a opinião de todos e espero que se você for esse tipo de pessoa leia e entenda esse post da forma como eu me propus a escrever ele. Que é compartilhar uma experiência, uma parte da minha vida com vocês. ()

imagem: Shutterstock
Mencionei várias vezes aqui no blog que entre 2016 a 2018 passei por muitos momentos conturbados. Tanto no campo pessoal como no profissional. E essas situações acabaram se refletindo na minha saúde física e emocional prejudicando inclusive os meus relacionamentos.

Um dia lá em 2016 quando desabafava com o meu melhor amigo que aquela típica pessoa esotérica e zen, ele me falou que tudo aquilo estava acontecendo em minha vida porque eu estava passando pelo meu primeiro retorno de Saturno.  Eu fiquei tipo: “What?”. E ele me explicou por cima o que era o tal retorno de Saturno, citando inclusive a música Vinte Nove do Legião Urbana. Sempre gostei de astrologia, pois elementos esotéricos são traços presentes em minha personalidade desde criança. O que nunca tinha me passado pela cabeça é que eu entendia e usava a astrologia de forma “errada”.

Depois dessa conversa com meu amigo fui pesquisar o que era o bendito retorno de Saturno e acabei descobrindo o canal do Encontros Astrológicos da maravilhosa Débora Mechica. () E lá eu não encontrei só uma explicação concisa do que se tratava o retorno do Senhor do Tempo como Saturnão é conhecido, mais um curso completo de Astrologia. E foi aí que a minha visão sobre o tema mudou completamente. Afinal, como dizem: “Conhecimento é poder”.

Eu, Ariane fui descobrindo que não tenho só as características de Touro, o signo de nascimento. Então não adiantava nada eu ir lá nas revistinhas de horóscopo e ler só as “previsões” do meu signo. Até porque, quantas pessoas de Touro tem no mundo? É um pouco óbvio que aquela previsão não pode se aplicar para todos os taurinos do planeta. É tão óbvio que a gente nem se dá conta disso, não é mesmo? E conforme eu fui estudando, porque sim eu me tornei uma estudante de astrologia nas horas vagas, fui me autoconhecendo também. O mais importante, percebendo o quanto eu me autossabotava me colocando sempre em uma posição de personagem de apoio em minha própria vida.

Por isso, hoje quando eu assisto vídeos sobre o céu da semana, ou as previsões para o novo ano astrológico e para os eclipses, a minha leitura é diferente. Não vejo mais: “O que vai acontecer para o nativos de Touro” e sim, quais os aspectos os planetas e as estrelas estão se formando juntos no céu e fico mais atenta aos sinais que o Universo dá. Porque mesmo que você não seja, a (o) louca (o) dos signos como eu, e não acredite em nada disso. Deus, Alá, Jeová, Buda, Krishna a divindade na qual você crê, sempre encontra meios de se comunicar com você. De mandar exatamente a mensagem que você está precisando no momento, e cada um tem sua forma de interpretar essas mensagens.

Sou muito grata pela mensagem que recebi do Universo através do meu amigo em 2016, pois foi a partir dela que comecei a minha caminhada para me tornar a pessoa que quero ser. Uma pessoa mais serena, disciplinada e de bem consigo mesma e com o mundo a sua volta. E a Astrologia aliada com as minhas aulas de piano, terapia e principalmente o amor que recebo da minha mãe e dos meus amigos, está me ajudando durante todo esse processo de transformação.

A Astrologia me ajudou a enxergar os pontos fortes e fracos da minha personalidade, além de perceber que não adiantava eu fugir de certos problemas/traumas. Eles só iam se resolver quando eu os encarasse de frente e os enfrentasse. Passei a valorizar o que tinha de bom na minha personalidade vendo esses traços como qualidades que me destacam, e aquilo que não é tão legal (como a minha falta de filtro) como algo que precisa ser trabalhado e melhorado.

Por isso se me perguntam hoje se eu acredito em signos a minha resposta é não. Mas se me perguntam se eu acredito em Astrologia a resposta é sim. Pois hoje sei que não sou signo x como ascendente no signo y. Hoje eu sei que trago dentro de mim constelações inteiras e que de forma indireta uma parte do sistema solar vive em mim.

Reencontrei com uma parte de mim que passou anos adormecida e com o despertar dela me reconectei com a minha fé. E se a Astrologia foi o meio com que Deus e o Universo encontraram de conversar comigo e de fazer com que eu entenda mensagem, sou infinitamente grata pela bagunça que Saturno fez em minha vida.

06/01/2019

12 livros para ler em 2019

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Olá, pessoas!

Primeiro post de 2019 e eu, a pessoa que evita estabelecer metas está aqui para compartilhar uma meta para esse novo ano, - 12 livro para ler em 2019.


Em 2013 eu cheguei a fazer uma lista de doze livros que eu precisava ler durante o ano. Consegui ler sete livros que estavam na minha lista, ou seja cerca de 60% da meta foi cumprida.

Então nos últimos dias de 2018 enquanto me organizava pensei: “Por que não tentar de novo?”. Afinal, faltou pouco para eu bater a meta. Portanto, aqui está essa blogueira compartilhando com vocês a lista dos 12 livros que ela colocou como meta ler em 2019.

12 livros para ler em 2019: 

Como você puderam perceber os 12 livros que separei para ler são todos romances de época. Confesso que propositalmente evitei os livros do gênero no ano passado, porque senti que estava tudo meio igual, ou seja eu estava um pouco “saturada” dos romances de época.

Porém, esse é um dos meus gêneros favoritos e por conta dessa minha “abstinência” auto imposta, não conclui várias séries que eu estava lendo. Então, a minha “prioridade literária”, por assim dizer é ler esses 12 livros.

Tem outros livros na minha estante que precisam ser lidos também, mas como tudo da vida é foco quando criei a lista optei por focar em um estilo que eu amo e livros que na teoria a narrativa fluem melhor. Até por que como vocês sabem, não sou do tipo que faz metas mirabolantes, mesmo sabem que sim, preciso sair da minha zona de conforto literária. Porém, como já diz o velho ditado; Um passo de cada vez.

Agora quero saber de vocês, quais são suas metas literárias para 2019?

Até o próximo post!

20/12/2018

SoSeLit #12 – Retrospectiva e despedida

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Olá pessoas!

Enquanto pensava na forma de começar esse post senti um misto de alegria, tristeza e acima de tudo de dever cumprido. Esse é o último SoSeLit do ano e que o My Dear Library participa e apesar de ser “o fim”, eu não podia estar mais feliz com o resultado desse projeto lindo.

imagem: Dreamstime
Quando recebi o convite da Angel Sakura do blog Eu Insisto, de verdade não imaginei que ia dar conta de todo mês trazer um post com a temática proposta pelo projeto. Em especial, porque os temas debatidos pela Sociedade Secreta Literária sempre foram um tanto espinhosos, por assim dizer.

Além disso, participar do SoSeLit me ajudou a manter o blog ativo em meio aos períodos caóticos que tive em minha vida pessoal esse ano. Afinal, faz algum tempo que não consigo me dedicar tanto ao blog e as minhas leituras como eu gostaria e fazer parte de um projeto coletivo me ajudou a não desistir de vez desse meu cantinho aqui.

Outro ponto que vejo como bem positivo do projeto foi a possibilidade de trazer não somente um conteúdo diferente, mas poder mostrar um pouco da pessoa por trás do My Dear Library e sentir a receptividade de vocês aos textos publicados para a coluna, foi realmente muito gratificante. ()

Mas porque o SoSeLit não vai continuar em 2019, Ane? O que está acontecendo é que eu estou passando por uma fase de mudanças muito grande, tanto pessoal como profissionalmente. E o blog ao longo desses quase nove anos sempre acompanhou essas minhas mudanças e para 2019 entre alguns dos meus objetivos é voltar a ser uma blogueira mais ativa e trazer um conteúdo mais “intimista”, mais a Ane mesmo. Então, estou aproveitando esse restinho de 2018 dar uma revisão geral no conteúdo atual do blog e planejar os meus próximos passos.

E como esse além de um post de despedida da coluna é um post de retrospectiva, essa blogueira que vos escreve releu todas as publicações do SoSeLit e selecionou suas três favoritas.


Esse foi o primeiro post da coluna e foi muito divertido fazer esse comparativo do lado bom e não tão bom de se ter um blog com foco na literatura. Vocês se identificaram com alguns pontos citados? Qual ou quais foram eles?


No quarto post do SoSeLit eu compartilhei com vocês a minha mudança de gosto literário. E foi legal perceber que não passo sozinha por essa evolução literária. Mesmo que os meus gêneros literários favoritos continuem os de sempre, hoje é mais difícil eu me “deslumbrar” como uma história ao ponto dela entrar para os meus favoritos. Por isso, fiquem atentos porque quando eu favorito um livro é por que a leitura foi realmente surpreendente e emocionante.


O terceiro SoSeLit sem sombra de dúvidas foi o post que eu mais gostei de escrever justamente por ser um tópico que eu acredito que precisa ser muito debatido não somente no universo literário como em tudo o que consumimos como forma de entretenimento.

Acho que é preciso ter uma mudança de postura e não aceitar o relacionamento abusivo como forma de romance seja em livros, músicas, filmes e séries. Isso é muito sério, porque eu, você e muitas outras pessoas conseguimos separar a ficção da realidade e entender que aquilo por mais nojento que seja é apenas um “artifício” do autor ou autora para dar mais “emoção” a trama ou criar uma rima viciante.

O problema é que nem todo mundo consegue ter esse discernimento e acabam levando para suas vidas pessoais a idealização que esse tipo de relacionamento é normal, aceitável e romântico quando na verdade ele não é.

Então eu vou continuar batendo muito nessa tecla, vou continuar criticando autores que ainda insistem na fórmula macho alfa e mocinha ingênua, porque isso precisa mudar.

E vocês, quais foram os post favoritos da coluna. Clica aqui para conferir todos!

Para finalizar quero agradecer as meninas lindas do blog Eu Insisto pelo convite. Angel e Deh adorei fazer parte do projeto e caso vocês tenham mais projetos tão bacanas quanto o SoSeLit, é só chamar!  ()

Adorei conhecer os outros blogs participantes e descobrir que embora muitos blogs literários tenham ficado no meio do caminho ainda somos muitos e fortes, prontos para compartilhar o nosso amor pela leitura a quem estiver com o coração aberto para recebê-lo.

Vejo vocês no próximo post!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Diário de uma Leitora CompulsivaEu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera.  

19/11/2018

SoSeLit #11 – Porque me desapeguei das metas de leitura

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Quantos livros você estipulou que ia ler em 2018? Trinta, cinquenta ou cem? Fomos criados ouvindo que estipular metas é importante e que ter listas com o que precisamos fazer é fundamental. Porém, até que ponto estamos lendo por prazer ou para atingir uma meta? No SoSeLit desse mês, vou compartilhar com vocês como funciona ou não funciona minha meta de leitura, até porque para ser bem sincera estou em uma fase de desapego.

imagem: Shutterstock
Pode parecer ironia, mas sou uma pessoa que gosta de metas. Gosto de começar uma coisa sabendo quais serão os passos que vou precisar dar e qual ou quais objetivos vão precisar ser atendidos no final do processo. Faço listas para não esquecer o que preciso fazer e procuro seguir fielmente o meu planejamento. Porém comecei a perceber que o que funcionava bem para meu dia a dia no trabalho, não funcionava tão bem assim quando o assunto eram as minhas leituras.

Ler como escrever sempre funcionou como uma terapia, para essa blogueira que vos escreve. Livros são meus melhores amigos, mas para que uma amizade como qualquer relacionamento funcione as duas partes precisam querer estar juntas.

Houve uma época em que se tinha feriado prolongado eu me comprometi a ler um livro por dia. E não nego que adoro ler uma livro em uma sentada quando a gente diz, mas não porque me auto impus isso, e sim porque eu quis passar o dia inteiro vivendo aquela história. Antes a minha meta de leitura era de quatro a cinco livros por mês. Atualmente ando lendo de um a dois. E por mais que isso possa significar uma mudança drástica no meu ritmo de leitura, está sendo tão gostoso ler sem pressa e pressão.

Aos poucos estou redescobrindo o prazer que a companhia de um livro traz, algo que com as metas preestabelecidas e prazos para publicar resenhas tinham me tirado. Não nego que eu marco alguns livros como meta de leitura no Skoob, mas não por que de fato me sinto na “obrigação de ler eles” e sim para quando estou em dúvida sobre o que ler lembrar que aqueles livros estão esperando por mim.

Ler voltou a ser um hobby, algo que faço depois da minha prática diária de piano, já terminei meu trabalho, ou ainda não estou com sono o suficiente para dormir. Voltei amar passar finais de semana preguiçosos no sofá curtindo a companhia de um amigo e vivendo com ele histórias fantásticas, às vezes um pouco dramáticas também. Mas amigo que é amigo ri e chora junto, não é mesmo?

Admiro de verdade quem estipula metas de leitura e cumpre a risca. Quem consegue ler mais de cem livros no ano e quem participa dessas maratonas doidas de tantas horas sem dormir para ler. Eu infelizmente não consigo. Eu quero ler no meu tempo, nem que esse tempo signifique que vou ficar lendo um livro de poucas páginas em um mês.

Há muito tempo decidi que ia medir o sucesso de minha leituras pela qualidade delas e não pela quantidade de livros lidos no mês.  E vou contar uma coisa para vocês, - está sendo uma experiência maravilhosa!


A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Diário de uma Leitora CompulsivaEu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera.  

29/10/2018

SoSeLit #10 – As temíveis adaptações literárias

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Quem nunca ficou com medo de um filme ou série “estragar” o seu livro favorito que atire a primeira pedra. Afinal, ao ler uma história criamos em nossa mente uma visão dos personagens e do cenário, ao mesmo tempo em que interpretamos ao nosso modo os acontecimentos na narrativa. E pensando justamente nesse misto de emoções que sentimos como sabemos que um livro que amamos vai ganhar uma versão nas telas, o tema do SoSeLit de outubro é:  Adaptações Literárias.

imagem: Shutterstock
Essa blogueira que vos escreve é bastante a favor de adaptações literárias, desde que claro elas sejam bem feitas. Vou citar o exemplo de O Senhor dos Anéis, que quando estreou no cinemas eu tinha dezesseis anos (sim faz bastante tempo). Só que o fato é que a Ane de dezesseis anos não tinha a menor paciência de ler uma obra com O Senhor dos Anéis. Então o meu primeiro contato com a saga de Frodo e companhia foi através dos filmes, para só depois anos mais tarde eu me aprofundar na história através dos livros.

Acredito que isso aconteceu e acontece com muita gente, primeiro assistir ao filme para depois ler o livro, embora o “correto” seja o caminho inverso. Claro que quando pensamos em O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Jogos Vorazes e até mesmo Crepúsculo, estamos falando de adaptações que deram certo. Assim como A Menina que Roubava Livros, Quarto de Jack, Memórias de uma Gueixa, Para todos os Garotos que já Amei, The Games of Throne, Outlander e por ai vai. "E as adaptações que não deram tão certo Ane?".

Aqui podemos citar: Divergente, Dezesseis Luas, Academia de Vampiros, Fallen e claro Instrumentos Mortais. Isso que estou falando só de livros mais voltados para o público adolescente.  Inclusive desses o mais recente que assisti foi Fallen e me perdoe de todo o coração quem gosta dos livros, juro que tentei gostar, mas depois do segundo livro abandonei a série.  Mas independente da qualidade da história do livro, - Senhor que filme ruim! Sério gente, eu fiquei com vergonha pelos fãs da série de como a autora pode permitir que algo tão ruim baseado na história que ela escreveu fosse lançado.

Já a série Divergente eu nem perdi meu tempo assistindo Convergente, porque Insurgente já tinha sido um pequeno desastre. O mesmo acontece com minha amada série Instrumentos Mortais que não satisfeitos em fazer um filme meia boca, transformaram a história em uma série com um primeira temporada vergonhosa. “Mas, você assistiu todas as temporadas Ane.”. Assisti sim, afinal se é para falar mal vamos falar com propriedade.

Enfim entre esse mar de erros e acertos, tem muito filme que pelo menos em minha opinião conseguiu ser melhor que o livro (me julguem). Se eu Ficar, por exemplo, o filme conseguiu me passar toda a emoção que o livro não conseguiu, e mesmo aconteceu com Querido John. Estava em uma fase um tanto insensível da minha vida? Talvez. Mas, o que eu estou tentando dizer é que às vezes o modo como o roteiro foi adaptado conseguiu deixar a história “melhor”.

Claro que eu fico bem chateada quando um fato importante dos livros, como os Marotos em Harry Potter é esquecido no filme. Assim como o funeral do Dumbledore, mas eu consigo entender que certos cortes são necessários. O que eu não entendo é qual a dificuldade de se manter a base, a essência da história que é o que infelizmente aconteceu com Instrumentos Mortais. Fizeram uma bagunça tão grande na cronologia da série que chegou um ponto que eu desisti de tentar entender em qual ponto dos livros o seriado estava.

Outra polêmica quando falamos em adaptações é O Hobbit. *Atenção spoilers*. O Hobbit é um livro único que foi adaptado em três filmes. Ou seja tem muito personagem que não existe no livro (oi Legolas e Tauriel) como também uma série de acontecimentos que só existem nos filmes. Têm pessoas como eu que no geral gostaram de todos os filmes e gente que até hoje fica falando que não havia necessidade de ter tido mais dois filmes.

Para quem não sabe, O Hobbit é considerado um livro infantil escrito pelo divo J.R.R Tolkien para seus filhos John, Michael e Christopher como uma forma de entreter os pequenos. Então acho que fica um pouco óbvio o porquê foi preciso inserir e mudar algumas coisinhas para que a adaptação fosse vendida como uma fantasia épica nos cinemas.

Recentemente tivemos a notícia que Hush Hush, Sussurro da autora Becca Fitzpatrick também vai ganhar uma adaptação. Eu particularmente gosto muito dessa série, mas espero que role um resumão da história toda em um filme, porque quatro livros já foram um tanto quando “desnecessários” (beijos Patch).  Estou com medo dessa adaptação? Sim. Do mesmo modo que estou com medo da adaptação de Por Lugares Incríveis. Porém, vou torcer para que essas adaptações não seja um desastre e principalmente no caso de Por Lugares Incríveis o filme consiga passar a belíssima mensagem que o livro traz.

Outras adaptações que eu queria muito ver são: A Rebelde do Deserto, A Rainha Vermelha, O Lado mais Sombrio e acho que a série Amores Improváveis da Elle Kennedy daria um ótimo seriado. Quem sabe um dia não é mesmo?

Agora quero saber de vocês: qual foi a melhor e a pior adaptação que vocês assistiram. Me conta nos comentários. Até o próximo post!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Diário de uma Leitora CompulsivaEu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

14/10/2018

SoSeLit #09 – Como me tornei blogueira e o futuro do blog

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Olá pessoas!

Sei que dei uma sumida geral, mas para quem me acompanha no Twitter sabe que recentemente eu me mudei. Então como vocês podem imaginar, as últimas semanas foram bem tumultuadas e somente agora estou conseguindo sentar com calma na frente do notebook e começar a colocar as coisas aqui no blog em ordem.

E o tema de setembro do SoSeLit (sim, estou bem atrasada), tem tudo a ver com esse momento pelo qual estou passando, até porque o My Dear Library nasceu em um período de grandes e significativas mudanças em minha vida.

imagem: Shutterstock

No final de 2008, minha mãe e eu resolvemos fazer uma grande mudança em nossas vidas. Após quase vinte anos morando em Joinville (SC), nós decidimos nos mudar para São Paulo. Fazia um ano que meu pai tinha se tornado uma estrelinha, e como toda a nossa família mora no interior de São Paulo, achamos que não fazia mais sentido nós duas continuarmos lá “sozinhas”.

Porém, a minha adaptação não foi nenhum pouco fácil, afinal eu tinha passado praticamente a vida toda no mesmo lugar, convivendo com as mesmas pessoas tendo uma rotina definida. Eu passei por um longo período de depressão no qual nem de casa saía. Minha única comunicação com o mundo era a minha mãe e com pessoas que eu mantinha contato pela internet.

E como não vivo sem música, eu tinha o hábito de compartilhar no Twitter as músicas que não saiam da minha playlist. Só que ai essa blogueira que vos escreve, percebeu que ninguém conhecia os grupos, cantores ou projetos pessoais que ela ouvia. Foi aí que ela pensou: “Porque eu não criar um blog para falar sobre as minhas músicas favoritas?”, e assim nasceu o My Dear Library. Por isso, que sempre brinco que a coluna #naplaylist é a mãe do blog, pois foi ela que iniciou tudo isso há quase nove anos. 

O blog me trouxe coisas maravilhosas, entre elas amizades que vou levar comigo para sempre. E por um bom tempo, eu diria por uns sete anos o blog foi uma das prioridades na minha vida. Até que graças a um amigo comecei a perceber que ao invés de ser um hobby, algo que eu mantinha por passatempo o meu foco era tanto em estar presente aqui que acabei ficando ausente de onde eu era realmente necessária, - a vida real

Com isso, vocês devem ter percebido que o número de postagens aqui no blog caiu consideravelmente do meio do ano passado para cá. Por que a partir do momento que me dei conta disso, eu parei de ficar tipo: “Meu Deus, eu preciso ler tantos livros por mês para postar resenhas.” ou “Vou ter que passar o final de semana inteiro preparando posts para o blog.”.  Tanto que esse ano acabei optando por não ter parcerias fixas com nenhuma editora, até porque com toda essa auto análise que fiz comecei a ver que até mesmo ler estava se tornando uma “obrigação” e não algo que eu fazia por que queria.

Foi um período bem crítico mesmo, em que pensei seriamente em parar com o blog e ficar só com o Instagram. Porém, na hora que coloquei tudo na balança e pesei os prós e contras de manter o My Dear Library, o fato de amar escrever falou mais alto. Tanto que no dia que Deus e o Universo me ajudarem a viver só da escrita sem sombra de dúvidas eu vou ser uma das pessoas mais felizes do mundo.  

E é por isso que eu estou aqui ainda, apesar dos meus longos períodos distantes, saber que tenho esse cantinho onde posso compartilhar minhas leituras, músicas favoritas, minhas descobertas e principalmente meus sentimentos me traz um sensação de segurança e conforto muito grande. Sei que ainda falta bastante para eu encontrar um ponto de equilíbrio entre minha vida pessoal, meus projetos e o blog. Eu estou tentando organizar tudo, buscando me cobrar menos, e assim encontrar  uma forma em que eu não me sinta sobrecarregada e nem fique tão ausente daqui. 

É difícil? Sim e muito,  mas eu quis compartilhar isso com vocês para que sem perceber ninguém cometa o mesmo erro que eu. O de usar o blog como um ponto de fuga da vida real. Infelizmente a perda do meu pai, a mudança de estado e as decepções e frustrações que sofri entre 2007 e 2009 contribuíram para que eu me fechasse na minha bolha. Só que aí aquilo que era para ser algo saudável acabou se tornando prejudicial também.  Busquem sempre equilibrar a vida pessoal de vocês com a vida na blogosfera.

E lembrem-se que por mais que às vezes eu suma, quero que vocês tenham isso muito em mente: Eu sempre volto. 

Beijos e até o próximo post!



A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Diário de uma Leitora CompulsivaEu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

02/09/2018

Setembro Amarelo: A importância de falar e de saber ouvir

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Ninguém escolhe ter depressão. E quando a única solução que a pessoa encontra para deixar de sentir tudo é tirar a própria vida, não é porque ela foi fraca e não conseguiu lidar com os problemas, mas sim por que a dor que ela sentia era forte demais para suportar. E muitas vezes nós não percebemos que a pessoa ao nosso lado está precisando de ajuda.

imagem: Shutterstock
Às vezes essa pessoa está sofrendo tanto que tem medo de falar o que sente e ninguém compreender a sua dor. Ela tem medo que seus familiares e amigos a julguem e se afastem, ou que ela acabe se tornando um fardo na vida daqueles que ama. E na correria que a gente vive é difícil perceber as pequenas mudanças de comportamento, o quanto a pessoa aos poucos vai se afastando e se isolando. Ou às vezes a pessoa até procurou a nossa ajuda, porém estávamos ocupados demais para escutar, para prestar atenção nas mensagens de socorro que recebíamos.

Nos últimos anos a discussão sobre a depressão deixou os consultórios e muitas pessoas começaram a falar abertamente sobre seus problemas. Essa troca é importante, afinal é maravilhosa a sensação que não estamos sozinhos. A sensação que alguém se importa.

E pensando nesse tema e principalmente o quanto muitas vezes ao ler um livro, uma frase ou até mesmo um twitter, encontro uma resposta e  me sinto confortada, eu separei cinco livros que abordam a importância de falar sobre a depressão e de saber ouvir com carinho e amor quem está passando por uma situação difícil.

Setembro Amarelo: 05 livros que você precisa ler.




Fale! da autora Laurie Halse Anderson é um livro denso e bastante profundo em especial para quem já sofreu ou sofre algum tipo de bullying. A forma delicada e tão realista com que a autora escreveu a história faz com que ela seja sufocante e ao mesmo tempo inesquecível. Fale! Não é apenas mais uma história, e sim a história que fará com que você repense a forma com trata e julga as pessoas.

Desde a festa no último verão, Melinda sente-se devastada.  Ela mudou muito e aparentemente ninguém percebeu ou ao menos tentou entender o motivo dessa mudança. Para seus colegas de colégio, ela é apenas a menina que chamou a polícia e acabou com a festa. Para seus pais e professores, ela é apenas mais uma adolescente complicada tentando chamar atenção.  Atormentada e completamente sozinha, ela passará por um ano difícil e aprenderá que por mais que doa, muitas vezes precisamos passar por cima de nossos medos e de nossa vergonha e simplesmente, - falar.




Em As Vantagens de ser Invisível o autor Stephen Chbosky explora temas como; homossexualidade, aborto, drogas e sexo de uma forma leve e até mesmo comovente.  Durante a leitura, a única coisa que eu conseguia sentir enquanto tentava entender o mundo a qual Charlie pertencia, ou tentava pertencer, era à apatia e melancolia dele em relação a tudo aquilo. Era como se cada carta que Charlie escrevia fosse um pedido de ajuda endereçado a mim. Charlie é aquele tipo de pessoa que tem um medo enorme de viver a vida, por conta de um circunstância sombria que foi imposta a ele. O toque sutil de realidade presente em todo o livro tornam As Vantagens de Ser Invisível um livro leve, tocante e atemporal.




A vida é um constante recomeço e para Laurel nunca recomeçar pareceu tão difícil. Sua irmã mais velha May partiu a seis meses de forma trágica, deixando ela sozinha para enfrentar não apenas os desafios do Ensino Médio, mas os que a vida sempre nos apresenta também.  Laurel não consegue entender por que a sua irmã fez isso com ela. O fato de sua mãe ter ido embora deixando ela com o pai e a tia Amy, faz com que seja ainda mais complicado lidar com a dor da perda.

A maneira como a autora desenvolveu o enredo fez com que a cada capitulo eu fosse desvendando os segredos da protagonista e com isso fui me sentindo mais próxima a ela. O final de Carta de Amor aos Mortos da autora Ava Dellairia, me deixou ao mesmo tempo orgulhosa e triste. Orgulhosa por que a sua maneira Laurel conseguiu sobreviver à dor, e triste por que ela não precisava ter passado por tantas coisas ruins.




Valerie Leftman sempre sofreu com o bullying no colégio em que estudava, e por um bom tempo ela suportou todas as piadas e brincadeiras sem graça calada.  Era um fardo pesado demais para alguém carregar sozinha, então era resolveu escrever em um caderno tudo e o nome de todos e a incomodavam como uma forma de desabafar o que sentia. Até que um dia, esse inocente caderno causa uma tragédia. Apesar de ser uma obra de ficção, já assistimos inúmeras histórias parecidas com a de A Lista Negra nos telejornais, e a maneira com a autora Jennifer Brown construiu a narrativa deixou tudo muito próximo e real.




Em Por Lugares Incríveis  a autora Jennifer Niven aborda sem medo temas atuais e complexos como a violência doméstica, bullying e a depressão. Tudo isso de uma forma muito delicada, o que deixa tudo ainda mais emocionante.

A história de Finch e Violet nos leva a refletir sobre pontos importantes de nossa própria vida. Sobre os nossos traumas e problemas, e principalmente que não somos os únicos com eles. Enquanto eu lia revi cada situação e escolha difícil pelo qual passei, e percebi que mesmo que algumas coisas não tenham acontecido como o esperado. Foram justamente essas andanças fora do trajeto planejado que me levaram a viver momentos incríveis.

Ninguém escolhe ter depressão. Por isso, não julgue quem está passando por esse momento difícil, e sim estenda a mão e faça com que essa pessoa se sinta especial e principalmente amada.

E lembre-se: Que você não está sozinho (a)! Fale o que sente e como se sente. Busque ajuda de amigos, familiares e terapia. Sério, terapia ajuda muito! Todo mundo devia ir a um terapeuta pelo menos uma vez por ano. E nunca se esqueça que: Você é especial, incrível e único (a)!

* Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

ps: Essa blogueira aqui está sempre com o E-mail, Twitter, Facebook e Instagram abertos para quando você quiser/precisar conversar e receber abraços quentinhos. ()

29/08/2018

SoSeLit #08 – Autores Nacionais x Blogueiros Literários

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Olá pessoas!

Alguém mais achou que esse mês passou voando? Sinceramente eu nunca vi um Agosto passar tão rápido. E apesar desse mês as atualizações do blog terem ficado um pouco “bagunçadas”, essa blogueira que vos escreve não poderia deixar de compartilhar com vocês esse tema por assim dizer “polêmico”, levantado pela Sociedade Secreta Literária. A relação de muitas rosas e espinhos entre autores nacionais e blogueiros literários.

imagem: Shutterstock
Eu, Ariane acredito que um dos grandes problemas da humanidade em geral é o ego. Infelizmente nós estamos vivendo em uma época quem que a grande maioria das pessoas estão egocêntricas e não conseguindo lidar direito com a opinião do outro.  E com isso surgem os textões nas redes sociais, as indiretas que são diretas e todo o blá,blá,blá que a gente já conhece. Mas quem está errado nessa história, o autor (a) que não soube aceitar uma crítica ou o blogueiro que não conseguiu fazer ela de forma “construtiva”?

Escrever resenhas é algo complicado, afinal você está tentando transmitir através do seu texto todos os sentimentos que o livro despertou durante a leitura. E às vezes realmente esses sentimentos não são positivos. Às vezes você pode acabar discordando da ideia do autor (a), ou da forma como ele desenvolveu a narrativa e os personagens, algo que é super normal e saudável até. Afinal, pensem como o mundo seria um porre se todo mundo gostasse das mesmas coisas?

O problema está em como esses comentários “negativos” vão soar na resenha. Pois, da mesma forma que você pode não ter gostado de ponto x e y, outra pessoa pode ler o livro e adorar justamente esses pontos. Adoro quando leio resenhas, que mesmo sendo perceptível que a leitura não foi tão envolvente como o esperado, o blogueiro consegue apontar as partes positivas da história. Ou seja, eu não gostei mas você pode gostar.  Além disso, eu como leitora acredito que há “momentos certos” para você ler um livro e que se você ficar forçando a ler algo que não está afim o resultado será um leitura não tão proveitosa.

Não tenho mais parceira com autores nacionais e esse ano decidi que não teria mais parcerias fixas com editoras, justamente por que comecei a perceber que estava lendo por “obrigação” e não pelo prazer de ler. E sinceramente, está sendo ótimo ler quando eu quero e se quero ler.

Por que eu estou falando tudo isso? Porque eu já tive problemas com autores nacionais. Problemas desde de me pedirem para mudar minha resenha, até e-mails nada educados sugerindo que eu não tinha “entendido direito” a história. Tanto que eu confesso que por um bom tempo eu sentia medo de resenhar livros nacionais aqui no blog e o autor (a) ficar chateado alguma crítica que eu pudesse fazer.

Entendo que o autor possa ficar com medo que por causa de uma resenha não tão positiva, alguns leitores vão desistir de conhecer a história. Mas, também acho que ao invés de bater boca com o blogueiro, ou ficar reclamando da crítica, ele (a) pode ver essa resenha não tão positiva como uma forma de melhorar sua escrita para o próximo livro.

E é aqui que volto a falar novamente de um dos grandes problemas de hoje, o ego. Ego por parte do autor que acha que escreveu o livro do século e ego do blogueiro que acha que só por que ele não gostou o mundo inteiro precisa não gostar também. Tipo, eu não gosto de Belo Desastre, mas há quem goste. Eu amo O Clã dos Magos, mas há quem nem terminou o primeiro livro da trilogia.

O blogueiro não é obrigado a gostar de um livro só porque recebeu ele de cortesia para resenha, porém esperasse que ele tenha o mínimo de bom senso e de educação para apontar os pontos negativos da resenha sem desmerecer o trabalho do autor.  Do mesmo modo que o autor tem sim, o direito de ficar chateado com uma avaliação não tão boa, mas isso não dá direito a ele de ofender o blogueiro.

É uma questão simples de diplomacia em que cada lado cede um pouco para manter nossa linda blogosfera harmonizada ().

Beijos e até o próximo post!


A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Diário de uma Leitora CompulsivaEu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

26/07/2018

SoSeLit #07 – Livros realmente são caros no Brasil?

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Olá pessoas, tudo bem?

E cá estamos nós no sétimo mês do SoSeLit, a Sociedade Secreta Literária. Essa blogueira que vos escreve não poderia estar mais feliz () com esse feito, afinal vemos tantos projetos literários que meio que param pelo caminho não é mesmo? E o tema que escolhido esse mês é um que afeta diretamente o nosso bolso, em especial nesse momento de crise econômica que o nosso país passa, - os preços.

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Talvez o grande problema não seja o preço dos livros, e sim o fato da renda no Brasil ser mal distribuída e nós sempre precisamos viver na corda bamba de manter as contas em dia e comprar aquilo que desejamos. No geral, acho que o acesso à cultura no Brasil é caro e não somente o preço dos livros. E se analisarmos a renda do brasileiro e a alta taxa de impostos que pagamos não é difícil entender por que tantas pessoas acham livros caros. Um livro custa em média entre R$ 25,00 e R$ 50,00 as “edições simples” e levando em conta a região que a pessoa mora, comprar pela internet acaba saindo ainda mais caro por causa do valor do frete.

Como comentei no SoSeLit do mês passado eu entendo o lado das editoras, pois como trabalhei quase cinco anos em uma revista sei o custo que um material impresso de qualidade tem. Assim como, as livrarias e lojas virtuais também precisam de alguma formar bancar com as despesas com funcionários e toda a estrutura de logística que elas possuem. Isso sem falar de toda a carga tributária absurda que eles e obviamente nós pagamos. Ou seja, é um conjunto de fatores que acabam encarecendo o valor final do livro.

Existem formas gratuitas como bibliotecas comunitárias e municipais. Mas, falta uma maior iniciativa por parte do governo de realmente incentivar a leitura e atualizar os acervos nas bibliotecas escolares e públicas. E claro, de nós leitores que temos um acesso maior às vezes fazer aquela boa ação e doar os livros que não queremos mais a essas instituições.

Há outras alternativas também como os sebos. Em sebos, garimpando é possível encontrar bons livros por um preço “justo”, mas dependendo do título que você procura muitas vezes acaba compensando comprar uma edição nova. É aquela velha conta de custo versus benefícios. Além disso, existem os sistemas de trocas como o do Skoob e as feiras de livros, onde dando sorte você consegue encontrar aquele livro tão desejado por um preço que cabe no seu bolso.

Porém uma coisa que realmente não entra em minha cabeça é o porquê e-books são tão caros no Brasil. Às vezes a diferença entre o valor do livro impresso para o digital é tão mínima que acaba valendo a pena gastar um pouco mais com o frete e comprar o livro físico, ou como atualmente está sendo o meu caso deixar a época do lançamento passar, mesmo querendo muito ler o livro, para fazer a compra. É chato é, mas como esse ano decidi priorizar outras coisas em minhas vida e entre elas ler os livros que estão parados na minha estante, essa foi a melhor opção que encontrei.

E fica uma dica gente, não se iludam com promoções. “Mas por que você está falando isso Ane?”. Por que a verdade você não está pagando mais “barato” por aquele livro, e sim pagando o preço que de fato ele vale. É só você parar e analisar que alguns livros na época do lançamento custam em média R$ 50,00 e depois de uns meses você já consegue encontrar ele por R$ 30,00 ou até menos.

Nessa conta entre os livros que desejamos e o quanto estamos disposto a pagar por eles, precisamos ter na ponta do lápis e principalmente em mente o que de fato no momento é mais importante para nós. Até por que quando falamos de valores o que é caro para uma pessoa, pode ser um trocado para outra. No final, tudo é uma questão de ponto de vista (...).




A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Diário de uma Leitora CompulsivaEu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Macchiato, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

20/06/2018

SoSeLit #06 - Lucro editorial vs. Leitor

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Você encontra o livro da sua vida. Sim, aquele em que tanto a história como seus personagens conquistaram o seu coração. Só quem então, você descobre que esse livro não está sozinho e que na verdade ele é o primeiro uma série. Porém, eis que vem a notícia; “a editora não tem previsão ou a intenção de lançar a continuação da sua série queridinha”. Já passou por isso? Então abraça, que esse SoSeLit é para você!

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Nessa triste realidade que muitas vezes nos pega de surpresa, a blogueira que vos escreve consegue entender os dois lados da questão. O do leitor que acaba de certa forma de sentindo “desrespeitado”, afinal ele investiu dinheiro e tempo para acompanhar a história. E da editora que investiu dinheiro, planejamento e divulgação de marketing em algo que não trouxe o resultado esperado.

Trabalhei por quatro anos em uma revista, e sei o quanto é caro o material impresso no Brasil. A verdade é que como consumidores finais, muitas vezes não fazemos ideia do custo que aquele nosso livro favorito teve até chegar em nossas mãos. E levando em conta que a maioria das gráficas no Brasil utiliza matéria-prima importada e a alta taxa de impostos que nós pagamos, já dá para imaginar que o custo realmente é muito, mais muito alto.

Só que como leitora, também fico super chateada quando pergunto para uma editora quando a continuação de uma série vai sair e a resposta é, - sem previsão. E mais frustrante ainda é receber a notícia que a série foi cancelada.

Fazendo uma conta rápida aqui, eu mesma tenho quatro séries que comecei a ler, e que as editoras já sinalizaram que não tem a intenção de lançar a continuação tão cedo. São elas Poseidon, Vango, Era X e Na Companhia de Assassinos. Fora aquelas séries como Os Canalhas que além, dos dois volumes lançados não seguirem a ordem cronológica de lançamento, a editora “aparentemente” se esqueceu dos outros livros.

Como comentei lá no início do post, eu entendo o lado da editora. Afinal, como uma empresa ela precisar lucrar com um produto lançado. Principalmente, por que ela tem toda uma estrutura para manter e isso inclui pessoas que assim como nós têm contas no final do mês para pagar. Porém, isso não justifica na era digital em que vivemos, o total descaso com os leitores de uma série.

Um exemplo, é o caso da Editora Abril que passou a lançar algumas de suas principais publicações somente em plataformas digitais. O que me faz pensar se uma solução para resolver esse impasse, não seria lançar esses livros no formato de e-books. Eu mesma confesso, que por conta da praticidade e por falta de espaço físico ando consumindo muito mais livros digitais atualmente.

“Ane os livros digitais custam praticamente o mesmo que os livros físicos.” Sim eu sei, e isso vai ser assunto para outro post.  O que quero dizer, é que nessa briga entre o lucro editorial e leitor precisa-se encontrar o famoso caminho do meio. Aquele ponto de equilíbrio em que cada lado “perde um pouco”, mas que ao final todos saiam ganhando de alguma forma. Especialmente agora, que em que estamos passando por mais uma crise no mercado editorial, é que tanto as editoras como nós leitores precisamos unir forças para que o acesso à leitura no Brasil seja de fato democratizado.

Ficar sem a conclusão de uma série parte não só o meu ou o seu coração. Mas, de certa forma também parte o coração de uma equipe inteira que apostou naquele título e não obteve o retorno esperado. Ao final todos nós saímos perdendo (...).

Até o próximo post!


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28/05/2018

SoSeLit #05 – Gostar de ler não faz você ser melhor que ninguém

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Desculpe-me chegar já jogando certas “verdades” na cara da sociedade, mas gostar de ler realmente não nos tornar melhores do que pessoas que não gostam de ler, ou que gostam de gêneros diferentes dos nossos. O fato é que infelizmente nem o mundo da literatura consegue fugir do "pré-conceito" e dos padrões preestabelecidos por nós mesmo. E sim, - existe preconceito literário. 

imagem: Shutterstock
“– Nossa você ainda lê revista em quadrinhos? Isso é tão infantil.”
“– Romance de banca? Credo isso nem pode ser chamado de literatura.”
“– Eu só leio livros com mais de 500 páginas, menos que isso nem considero livro.”
“– Ai, eu não leio romances eróticos por que só tem sexo e nada de história."
“– Não leio livros da modinha, só gosto de clássicos.”

Vamos deixar uma coisa clara; cada um lê o que quiser, quando quiser e se quiser. E é muito errado julgar os gostos e preferenciais de outras pessoas por que elas não são as suas.  E tudo bem se fulano está lendo as revistas em quadrinhos dele, sicrano os romances de banca ou beltrano adora livros da "modinha". O importante é que cada um leia o que gosta e que traz algo de positivo para sua vida.

Tem muita gente que se acha mais “cult” por que só lê livros clássicos, mas se esquece que esses livros só se tornaram o que são hoje anos depois da morte de seus autores. E aqui vai mais uma verdade; provavelmente aquele livro que você fala mal agora, daqui uns cem anos pode se tornar um clássico. E sim, isso serve para essa blogueira que vos escreve também, quando falamos da saga Crepúsculo e da série Belo Desastre. E tudo bem! Afinal, o fato de eu não gostar não significa que eu esteja certa, e sim apenas que o autor (a) não conseguiu me cativar com a sua história.

E podem me julguem por achar os livros na Jane Austen um porre e  ter "pesadelos" com as obras de Machado de Assis. Porém, isso não significa que eu não goste de clássicos. Amo toda a tragédia de Romeu e Julieta, assim como já li e reli várias vezes Caninos Brancos, O Morro dos Ventos Uivantes e adoro as obras de Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade.

Amo ler revistas em quadrinhos, mangás e graphic novels, e isso não faz de mim uma leitora melhor ou mais descolada. Na verdade só reforça o fato que eu gosto de ler. E vamos ser honestos, até bula de remédio eu leio e detalhe, sabe aqueles efeitos colaterais raríssimos? Sim, eu automaticamente começo a sentir todos.

Como mencionei na SoSeLit do mês passado, tem gêneros que não leio e sempre fico com o pé atrás quando vejo um livro recém-lançado se tornar “unanimidade”.  Porém, antes de sair falando mal ou de ficar olhando torto para pessoa que leu e amou aquele livro, eu procuro conhecer a história antes de expressar minha opinião. Afinal, o que pode ser um livro “ruim” para um, pode ser o livro da vida para outra. E essa regrinha de boa convivência vale para tudo em nossa vida. 

Ser leitor independente do gênero literário, gosto e número de páginas que lemos não nos tornam melhores que os outras pessoas não curtem o mesmo que a gente, ou que simplesmente preferem ter outro hobby do que ler.  Por que aquilo que nos torna melhor são nossas atitudes em relação ao próximo e ter qualquer tipo de preconceito não combina com isso ().

Até o próximo SoSeLit!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Barba Literária , Eu Insisto, La Oliphant, LivrosLab, Pétalas de Liberdade, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

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