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agosto 18, 2015

A Filha do Império por Raymond E. Feist e Janny Wurts

| Arquivado em: Resenhas.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788567296340
Editora: Saída de Emergência Brasil
Ano de Lançamento: 2015
Número de páginas: 464
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar: Submarino.

Sinopse: A Saga do Império - Livro 01.
Mara, a filha mais nova da poderosa Casa dos Acoma, estava destinada a uma vida de contemplação e paz. Mas quando seu pai e seu irmão são mortos, sua vida muda de um dia para outro. Apesar do sofrimento, cabe a ela a tarefa de vestir o manto da liderança e enfrentar as dificuldades e os inimigos implacáveis. Inexperiente na arte de governar, Mara terá de recorrer a toda a sua força e astúcia para sobreviver no Jogo do Conselho, recuperar a honra da Casa dos Acoma e assegurar o futuro de sua família. Mas quando percebe que os inimigos que quase aniquilaram a sua casa vão voltar a atacar com fúria renovada, Mara só tem uma dúvida: será que ela, apenas uma mulher, ainda quase menina, poderá vencer em um jogo perigoso no qual seu pai e seu irmão falharam?

Não é segredo para ninguém que acompanha o blog há mais tempo que fantasia é um dos meus gêneros literários favoritos. Por esse motivo, acredito que não seja nenhuma surpresa eu ter ficado ansiosa para conferir a nova saga do autor Raymond E. Feist lançada no Brasil. E embora a Saga do Império a primeira vista prometa uma viagem de volta ao reino de Midkemia, ela na verdade nos apresenta outro lado da história narrada na Saga do Mago.  Agora embarcamos rumo a Kelewan, o Império de Tsuranuanni, e somos convidados a conhecer esse misterioso mundo através dos olhos de uma jovem e destemida herdeira.

Mara dos Acoma estava preste as fazer os votos sagrados que selariam o seu destino. Ela seria uma das servas da deusa da Luz Interior, Lashima quando recebe a noticia que muda a sua vida para sempre. Seu pai e seu irmão estão mortos e a partir desse momento ela é senhora da casa dos Acoma. Porém, além de lidar com a dor da perda e como o futuro das famílias que moram em suas terras, Mara precisa descobrir meios de escapar dos perigosos inimigos que tramam para que ela tenha o mesmo fim que sua família.

Criada para uma vida de paz e contemplação Mara terá que recorrer a toda a sua astúcia, se quiser vencer as artimanhas e intrigas do império. Quando as peças do Jogo do Conselho são colocadas no tabuleiro o destino de todos os seus jogadores é posto em xeque. Mara dos Acoma descobrirá que a cada manobra bem sucedida esconde-se um novo perigo eminente. E que nem sempre a vitória é doce. Poderá a jovem e inexperiente herdeira de uma das cinco famílias mais antigas do império sobreviver sem que suas mãos também se manchem de sangue?

A Filha do Império traz um enredo bem amarrado e cheio de reviravoltas, o que torna história completamente imprevisível.  Não vou ficar tecendo elogios à escrita do autor Raymond E. Feist, tanto para não parecer fangirl, como também por que vocês já sabem que dentro do gênero ele é um dos meus autores favoritos.  Só que não sei se pelo fato, da Saga do Império ser escrita em parceria com a autora Janny Wurts, dessa vez eu senti que a história demorou e um pouquinho mais para me envolver e cativar.

Um dos motivos foi que a narrativa em muitos momentos se perdia em detalhes desnecessários, quando o “melhor” da história era abordado de forma muito rápida. Outro ponto é que ao começar a leitura eu confesso que esperava uma coisa e encontrei outra totalmente diferente. Tipo, enquanto a Saga do Mago tinha uma presença muito forte de magia, de seres mágicos como elfos e anões, aqui nós temos uma trama basicamente estrategista e por esse motivo mais “lenta”. Mas, se o desenvolvimento da narrativa “peca” um pouco no ritmo, os autores acertaram em cheio na construção dos personagens.

A Mara é uma personagem extremamente inteligente, que sabe manipular a situação para que ela se reverta ao seu favor, fazendo com que tudo pareça apenas à vontade dos deuses, ou uma mera “questão de sorte”.  Claro que aqui temos outros personagens marcantes como o Keyoke, Papewaio, Lujan, Arakasi e a rabugenta Nacoya. Só que a Saga do Império se destaca pela figura imponente da Mara.  E não somente por ela ser aquela protagonista forte que segura bem história, e sim por ela não ter vergonha de se mostrar frágil e “arrependida” das decisões difíceis que toma para salvar a legado de sua família.

A evolução da Mara de uma menina inocente a mercê dos seus inimigos, para uma mulher a quem os outros devem temer é fantástica. E há muito tempo eu não lia um livro em que o crescimento de um personagem tem tanto peso e significado dentro da sociedade em que ele está inserido. Estou bastante animada para vê-la mudando a ordem das coisas e principalmente encontrando a felicidade. Por que mesmo cometendo erros, a Mara merece viver em paz e ser muito feliz.

“Não queria falar; era como se o silêncio pudesse esconder a verdade”.

A Filha do Império se apresenta como um prelúdio de uma história que tem tudo para ser grandiosa. E confesso que esse meu coração de leitora, não vê a hora da Saga do Império e a Saga do Mago se encontrarem, por que é evidente que isso vai acontecer em algum momento. E acompanhar a Guerra do Portal por outro ponto de vista, tem tudo para ser uma experiência bem interessante.

janeiro 25, 2014

Resenha - O Mago: Aprendiz por Raymond E. Feist.

ISBN: 9788567296005
Editora: Saída de Emergência
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 432
Classificação: Ótimo

Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.



Sinopse: Saga do Mago - Livro 01.

Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.

Desde que fique sabendo do lançamento da Saga do Mago no Brasil, fiquei ansiosa esperando a oportunidade de ler essa série que é considerada, um dos clássicos da literatura fantástica mundial. Embora, há principio eu tenha começado a minha ultima leitura do ano (2013) um tanto apreensiva por medo de me decepcionar, no decorrer de cada capítulo já foi ficando evidente que ali estava, mais uma saga que se tornaria uma das minhas favoritas. E dificilmente eu me engano quanto a isso.

Para o jovem e órfão Pug, a vida nunca se mostrou repleta de oportunidades. Criado pelos serviçais da cozinha do castelo do Duque de Crydee, o que Pug mais teme é o dia da Escolha, pois ele sabe que suas chances de se tornar um aprendiz são mínimas.  Mas, quanto Tomas seu melhor amigo é escolhido como aprendiz por Fannon o Mestre das Armas, deixando Pug sozinho sobre os olhares de pena de toda corte de Crydee, o mago do duque, Kulgan surpreende a todos revelando o seu desejo de ter o pequeno órfão como seu primeiro aprendiz.

Porém, as mudanças na vida de Pug estavam apenas começando.  Enquanto estuda para despertar e entender a sua magia, ele descobrirá a beleza do primeiro amor, o valor da amizade ao mesmo tempo em que a aproximação de povo misterioso, ameaça não só a sua recente segurança e felicidade adquirida, como também a vida de todos a quem ele ama e todo reino de Midkemia. Pug e Tomas estão prestes a enfrentar a maior aventura de suas vidas, mas será que a amizade de infância e o reino irão conseguir sobreviver a ela?

Talvez qualquer coisa que eu vá comentar a partir de agora, soe como empolgação de uma leitora que ficou muito fascinada pelo o que leu, mas não posso deixar de mencionar o quanto me encantei pela narrativa do autor Raymond E. Feist. Ok! Em alguns pontos, a história realmente me lembrou de outro mundo maravilhoso criado pelo “mestre” J.R.R Tolkien, mas o que me cativou na escrita do Raymond E. Feist foi à destreza como ele criou tudo.  Durante a leitura é praticamente impossível não de imaginar nos lugares presentes na narrativa.  Da mágica terra dos Elfos Elvandar, aos sombrios tuneis dos Anões, a perigosa Coração Verde e a exuberante Rillanon, tudo é descrito com uma riqueza de detalhes tão grande, que eu me senti literalmente dentro da história.

Mesmo Pug e Tomas sendo os protagonistas, os demais personagens são tão cativantes e outrora odiosos que fui me afeiçoando a cada um deles sem perceber. Até mesmo a mimada princesa Carline que no começo me dava nos nervos, no final conseguiu conquistar a minha admiração. E por falar em admiração, como não se apaixonar pelo príncipe Arutha? Mesmo com todo o seu humor “negro”(adoro), ele ao longo da história demonstra toda a sua coragem e bravura se tornando o meu personagem favorito (). Até parece injusto citar apenas alguns personagens quanto temos Martin do Arco, Padre Tully, o duque Borric, o mago Kulgan, Meecham e tantos outros incluindo, Fantus um dragonete super fofo que fazem com que a leitura de O Mago – Aprendiz seja tão envolvente e especial. 

A minha única “reclamação” é em relação às passagens de tempo na história. Tipo durante o desenvolvimento do enredo, eu como leitora não conseguia identificar as passagens dos anos na história. Parecia que tudo acontecia ao mesmo tempo, o que me deixava surpresa e confusa quando apareciam diálogos mencionando que já tinham se passado um ou dois anos, já que muitos capítulos ficam focados apenas em alguns personagens e em um determinado local. Eu ficava tipo assim: “Mas já passou tudo isso? O que aconteceu com fulano e ciclano?” E que final foi aquele?! Inesperado, confuso, surpreendente? Não sei de verdade, (...) só sei que não é justo me deixar tão curiosa assim para ler a continuação.

"- Há amores que chegam como a brisa do mar, enquanto outros crescem devagar das sementes da amizade e da bondade.”

Um enredo que mescla com maestria aventuras épicas, magia, grandes paixões e mais uma boa dose de surpresas pelo caminho, a Saga do Mago conquistará o coração de leitores de literatura fantástica, ao mesmo tempo em que deixará os não fãs curiosos para conhecer as belezas e os mistérios do reino de Midkemia. Recomendo!

fevereiro 15, 2014

Mago: Mestre por Raymond E. Feist

ISBN: 9788567296036
Editora: Saída de Emergência
Ano de Lançamento: 2014
Número de páginas: 432
Classificação: Ótimo
Onde Comprar: Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Submarino - Compare os Preços.
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.







Sinopse: Saga do Mago - Livro 02.
A saga épica de Midkemia continua… Passaram-se três anos desde o terrível cerco a Crydee. Mago Mestre é recheado de aventura, emoção e ameaças tão antigas quanto o próprio tempo. Com o segundo volume de A Saga do Mago, Raymond E. Feist volta a provar que é um dos maiores nomes da literatura fantástica na atualidade.



Sempre tenho dificuldade em escrever uma resenha quando ainda estou muito empolgada com o livro. Normalmente espero a minha agitação passar um pouco, para que os meus sentimentos pessoais não sejam tão perceptíveis. Porém, não posso esperar nenhum segundo para compartilhar com vocês o quanto eu adorei essa obra prima literária. Sério leitores, -  é muito amor no coração desta blogueira por uma série só.

Ok! Admito que até o quarto capítulo pairou sobre minha cabeça a ameaça da tão conhecida e temida “maldição do segundo livro”. Mas, só foi o susto afinal esse segundo livro conseguiu ser ainda mais fantástico do que o anterior. Como isso foi possível? Não sei, só posso garantir a vocês que a narrativa do autor Raymond E. Feist me conquistou de vez.

Quem não quer correr o risco de ler spolier pulando agora para terceiro parágrafo.

Após três anos desde que a terrível guerra entre o Reino de Midkemia e os exércitos do Império dos tsuranis começou, muita coisa mudou na vida de Pug, Tomas e do príncipe Arutha. Pug o jovem aprendiz do mago Kulgan, agora é escravo do exército inimigo, seu melhor amigo Tomas defende o reino do Elvandar ao lado de elfos e anões, já o príncipe Arutha lida com as responsabilidades de governar Crydee no lugar de seu pai.  Mas, a guerra e suas consequências não são os únicos problemas que os três jovens terão que enfrentar.

Enquanto nenhum oponente sai vitorioso da guerra que não parece ter fim, Tomas luta para manter sua própria humanidade, pois ele nunca esteve tão próximo de se tornar tudo o que seu adorado povo élfico teme.  Em Kelewan, Pug sofre o mais perigoso e grandioso revés da vida, ao mesmo tempo em que Arutha enfrenta os planos traiçoeiros de alguns nobres de Midkemia. O futuro é incerto, porém um quarto personagem será fundamental no desenrolar do destino não apenas desses três jovens heróis, como também se mostrará peça chave no desfecho da guerra. Porém cuidado, pois nem tudo é o que parece.

Nesse segundo livro da Saga do Mago, fica evidente que para se criar uma boa história, o autor precisa antes de tudo construir personagens fortes e marcantes. Comparando ambos os livros da série, é visível o quanto os personagens amadureceram entre um livro e outro. Cada um enfrentando suas lutas e dramas particulares e vencendo obstáculos aparentemente intransponíveis, muitas vezes ficando face a face com a morte.  E mesmo seus feitos sendo grandiosos, todos possuem uma simplicidade, algo tão humano que os tornam cativantes e reais.

Confesso que fiquei um pouco com “raivinha” do Tomas, da mesma forma que fiquei realmente impressionada com o Pug e a Carline. Foram tantas perdas e tantos desencontros, mas os dois conseguiram manter a essência.  E o que falar do Arutha gente? Ele já tinha me encantado no primeiro livro, mas agora estou completamente apaixonada (). Tão corajoso, determinado, sem falar no humor negro e no sacarmos que fazem dele um personagem único.  Simplesmente meu príncipe encantado (). Na verdade os personagens são tão bem construídos que é impossível você não gostar até dos vilões, pois todos tem esse lado humano que eu mencionei no parágrafo acima.

Outro detalhe é que por mais que os fatos narrados aparentemente não tenham muita ligação entre si, no desfecho final da história cada peça se mostra importante e esses mesmos fatos se unem. Raymond E. Feist conseguiu dar repostas sem fechar o enredo, ao contrário ele deixou muitos outros mistérios para serem desvendados. É como se ele tivesse finalizado uma era na história e preparando o leitor para o começo de outra. São poucos autores que conseguem fazer isso e Raymond E. Feist conseguiu com maestria. Ok! Estou sendo muito fangirl assumo.

O Mago – Mestre é tão cheio de aventuras, reviravoltas, revelações (tudo bem que de uma eu já desconfiava) e surpresas que foi impossível largar o livro. Não apenas o reino de Midkemia é desbravado durante a leitura, como também a história e os costumes do povo tsurani são revelados, mostrando que de certa forma, eles não são tão maus quanto pareciam. Os relacionamentos também foram mais aprofundados e há tantos acontecimentos marcantes que admito que chorei em algumas partes.  Pois é, leitores eu até tento ser “coração gelado” e não me apegar aos personagens, mas não consigo. Vida (...).  Senti raiva, medo, tristeza, alegria, surpresa e tudo isso junto em diversos momentos enquanto lia o livro. Estão entendo do por que muito amor por um livro só?

“Trata-se de uma visão de algo tão nítido, tão genuíno que só pode ser loucura. Você vê o valor da vida e conhece o significado da morte.”

Sem mais palavras! Simplesmente P-E-R-F-E-I-TO! Querida Editora Saída de Emergência, não demore muito para lançar “Espinho de Prata”, eu realmente necessito muito dele ().




outubro 31, 2016

A Senhora do Império por Raymond E. Feist e Janny Wurts

| Arquivado em: RESENHAS.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788580415995
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2016
Número de páginas: 752
Classificação: Ótimo
Sinopse: Saga do Império – Livro 03.
Em Kelewan, Mara, a Senhora dos Acoma, sente-se segura e em paz pela primeira vez na vida – até que seus inimigos tentam matá-la e acabam tirando a vida de seu filho. Abalada pela tragédia e cercada por espiões, assassinos e casas rivais, ela enfrentará o maior desafio de sua vida e sofrerá ainda mais perdas durante esse trajeto. Em busca de justiça, ela verá seus planos frustrados pela Assembleia de Magos, que detém o poder real do Império e mantém a população dócil e domesticada, e também pelos terríveis Mantos Negros, que encaram Mara como a ameaça suprema ao seu poder ancestral. Então, para assegurar a paz, Mara deverá viajar para além das fronteiras da civilização, desvendando antigos segredos até os portões de Chakaha, a cidade dos estranhos cho-ja. Reunindo toda a sua coragem e astúcia, a Serva do Império iniciará sua maior batalha em nome da sua vida e do seu lar.

Sempre que chego ao final de uma série sinto um misto de dever cumprido e aquela pontinha de tristeza por me despedir de personagens que ao longo da leitura se tornaram "meus amigos". E com a Saga do Império esse sentimento é ainda mais intenso, pois essa foi uma saga que me levou novamente para o mundo maravilhoso criado por Raymond E. Feist, que na companhia de Janny Wurts nos presenteou com uma história em que o único adjetivo que faz jus a toda a sua grandeza é, - épica.

Quem não quiser pegar spoilers dos livros anteriores, pode pular três parágrafos.

Mara, a Senhora dos Acoma venceu inúmeros obstáculos desde a fatídica noite que mudou completamente o seu destino e de sua casa. Jovem e completamente inexperiente, Mara precisou aprender a ser uma pessoa astuta e acima de tudo manipuladora, para sobreviver o terrível Jogo do Conselho para manter a todos e a si própria vivos e em segurança. Depois de muitas batalhas e agora como Serva do Império, e com cargo de Senhor da Guerra extinto, Mara possui um exercito poderoso e finalmente encontrou a sua tão sonhada paz.

Porém essa paz é passageira e alguém tenta matá-la. E embora o assassino tenha falhado no seu objetivo principal, Mara acaba perdendo seu filho.  Ela está devastada e seu único desejo é vingar-se, nem que para isso precise lançar uma terrível guerra sobre o Império de Kelewan. Mas em seu caminho ela tem os Grandes, os Magos que governam o Império. E mesmo que uma parte deles a apoiem, a outra ficará feliz de se livrar de uma vez por todas da influência e do poder da Senhora dos Acoma.

Estando ela e sua família sob a vigília dos Magos, Mara vai à busca de um caminho alternativo para fazer justiça e com isso começa uma jornada que a levará muito além das fronteiras do Império onde ela descobrirá segredos antigos. Em meio a conspirações e alianças perigosas, Mara e seu maior inimigo ficam frente e a frente. Só resta saber se dessa vez ela e aqueles que ama conseguiram sobreviver.

Diferente da Saga do Mago () escrita somente pelo Raymond E. Feist que me cativava logo nas primeiras páginas, A Saga do Império escrita em parceria com a Janny Wurts demorava um pouco mais para me envolver em sua a história. Durante a leitura dos dois livros anteriores sempre comentei que sentia que a narrativa era mais "lenta" e que em muitas ocasiões acabava se perdendo em detalhes “desnecessários”. Por esse motivo foi uma surpresa enorme ver como tudo aqui se desenvolve de forma mais fluida, apesar da narrativa conter e até mesmo precisar de um detalhamento mais profundo.

Ao contrário dos livros anteriores em que o ritmo na narrativa crescia gradativamente conforme a história avançava, A Senhora do Império foi um livro que desde o primeiro capítulo me vi arrastada para um mar de acontecimentos que me deixavam apreensiva e ao mesmo tempo curiosa. Um dos pontos que mais gostei era o modo como os autores criavam grandes reviravoltas e depois entrelaçam todos os fatos com perfeição. Eles não deixavam pontas soltas e por mais que alguns acontecimentos tenham partido o meu coração, eles foram extremamente necessários para a evolução enredo.

Porém o que mais me encantou durante a leitura de toda saga foi perceber o quanto os autores conseguiram criar e desenvolver uma personagem em todo o seu potencial. Acompanhar a trajetória da Mara de menina inocente a mulher que não tinha medo de sujar as “mãos de sangue” por quem amava foi incrível. Não que eu concorde com todas as atitudes que ela teve, só que em meio a tantas histórias com protagonistas superficiais, encontrar uma que foge completamente desse estereótipo é maravilhoso!

Outro ponto é que mesmo sendo sagas independentes, ou seja, você pode ler uma sem ter lido a outra em um determinado momento elas se encontram. E sim, eu fiquei extremamente feliz e até mesmo emocionada pela maneira como o Raymond E. Feist e a Janny Wurts amarram duas tramas tão complexas e grandiosas. A Saga do Mago sempre terá um lugar especial em meu coração, mas a Saga do Império mesmo que mais lentamente também me conquistou, provando ser uma leitura extraordinária.

A Senhora do Império foi uma leitura que me envolveu de tal modo que quando percebi que os capítulos finais se aproximavam, eu meio que “abandonei” o livro por uma semana. Sabe quando você não quer que algo acabe? Era assim que eu me sentia.  Quis evitar a hora de dizer adeus o máximo que pude, e quando ela chegou não consegui evitar as lágrimas. Que possam garantir a todos vocês que foram de felicidade e de orgulho.

“ – Vocês são do Império, humanos. A paz, para a sua espécie, não passa de um prelúdio para a traição.”

Com grandes batalhas e reviravoltas que tornam um capítulo mais envolvente que o outro, A  Saga do Império é uma leitura para quem ama fantasia, mas que também gosta de se aventurar por narrativas cheias de intrigadas e conspirações.  Sem sombra de duvidas uma das melhores trilogias que li na vida. Já posso pedir para a Editora Arqueiro mais livros do Raymond E. Feist e da Janny Wurts? Afinal, eu já estou com saudades.

dezembro 10, 2015

A Serva do Império por Raymond E. Feist e Janny Wurts

| Arquivado em: Resenhas.

Este livro foi recebido como
cortesia para resenha.

ISBN: 9788567296425
Editora: Saída de Emergência.
Ano de Lançamento: 768
Número de páginas: 2015
Classificação: Muito Bom
Onde Comprar: Submarino.
Sinopse: A Saga do Império – Livro 02.
Mara, a Senhora dos Acoma, conhece melhor que ninguém os segredos do Jogo do Conselho. Por meio de sangrentas manobras políticas, ela se tornou uma poderosa força no Império. Mas, rodeada de rivais impiedosos, terá que ser a melhor se quiser sobreviver. Como se isso não bastasse, a jovem precisa lutar em duas frentes. Na corte dos Tsurani, intrigas e traições desestabilizam o poder. Em seu coração, a paixão por um bárbaro do mundo inimigo de Midkemia a leva a questionar os princípios que sempre nortearam sua existência. Com seu filho em perigo e a continuidade de sua Casa ameaçada, Mara usa de todos os meios para tentar controlar a crueldade dos seus inimigos. Os desafios que terá que enfrentar dessa vez irão colocar em xeque as tradições dos Tsurani e suas próprias convicções. Neste jogo de sentimentos e poder, talvez ninguém saia vencedor…

Confesso que as minhas expectativas estavam nas alturas em relação A Serva do Império. Até comentei no snapchat (adiciona mydearlibrary lá) que esperava uma narrativa um pouco mais intensa, já que o primeiro livro da Saga do Império foi basicamente uma grande introdução para o que a história que viria a partir dele. E para a minha alegria, encontrei  uma história ainda mais surpreendente.

Quem não quer correr o risco de ler spolier pulando agora para quinto parágrafo.

Depois de derrotar um grande inimigo e ter conquistado uma posição de prestigio do Jogo do Conselho, Mara, a Senhora dos Acoma sabe que agora mais que nunca a sua vida e a honra da sua família estão correndo um grave perigo. O filho de Jingu dos Minwanabi, Desio está disposto a sacrificar o que for preciso para vingar a morte de seu pai. E desse confronto apenas uma, das mais antigas e poderosas famílias do Império sairá viva e com a honra intacta.

Enquanto Tasaio, um dos comandantes mais inteligentes e brutais de Kelewan traça um ardiloso plano ao lado do primo para a queda de Mara, ela corre contra o tempo para se fortalecer contra a ameaça iminente. O primeiro passo que a Senhora dos Acoma dá é a compra de escravos de Midkemia capturados pelo exercito tsurani na Guerra do Portal.  Os bárbaros como seu povo os chamam, há principio causam mais problemas a Mara do que a ajudam, em especial Kevin que desde o primeiro momento despertou o interesse da jovem governante.

Mara como senhora de uma grande casa pode fazer o que bem entender com seus escravos, já que pela lei dos tsurani esses são sua propriedade. Mas, o bárbaro ruivo consegue não apenas mexer com seus sentimentos como também faz com que ela passe a questionar as leis e códigos de honra com os quais foi criada. Mara tem medo de desafiar os deuses e trazer maiores infortúnios para sua casa, porém a cada conversar e noite que passa nos braços de Kevin suas certezas em relação ao seu mundo e seu lugar nele são testadas.

Quando a batalha decisiva se aproxima, Mara percebe o peso que uma decisão ou um passo errado tem em nossas vidas. E ela terá que escolher entre seu coração ou tudo aquilo pelo qual lutou para construir desde que se tornou a Senhora dos Acoma. E independente do caminho que ela escolher, Mara sairá perdendo algo que lhe é precioso.

A Serva do Império segue os mesmo moldes do livro anterior, com uma trama bem amarrada e nem um pouco óbvia. A cada capitulo o leitor é surpreendido por um novo desdobramento da história, em que autores Raymond E. Feist e Janny Wurts conseguem manter a curiosidade de quem lê a obra viva. Meio que sem perceber você acaba envolvido em todas as conspirações e planos do Jogo do Conselho. Juntos os autores fazem com que você mergulhe na história e se sinta realmente parte dela.

O que mais me cativa na Saga do Império é a força da protagonista. A Mara é uma personagem extremamente inteligente e determinada. E apesar de ter sido obrigada a se tornar governante de sua casa, por conta das artimanhas do destino, ela não perdeu sua delicadeza.  É muito legal você acompanhar a evolução da personagem que aos poucos vai descobrindo a si mesma e a força que tem.  Outro ponto marcante nesse segundo livro é que narrativa é mais ampla, sendo mostrada não apenas pelo ponto de vista da Mara, mas também pelos outros personagens envolvidos na história.

Foi bem interessante, mesmo sendo um pouco limitada, ter a visão do Desio sobre o que estava acontecendo, por que assim como a Mara ele é um personagem que evolui junto com a trama. Além disso, o livro possui uma grande passagem de tempo e com isso ele acaba abrangendo um pouco alguns fatos que conhecemos da Saga do Mago ().  Simplesmente adorei reencontrar com alguns personagens tão queridos aqui. Lembrando que não é preciso ler a série anterior para ler essa. Os fatos estão relacionados, mas as histórias são independentes.

Raymond E. Feist e Janny Wurts estão tecendo junta uma história incrível, com personagens fantásticos em um mundo fascinante e hostil. O único detalhe que posso considerar como “negativo” é o mesmo que já comentei na resenha do livro anterior. O excesso de detalhes “desnecessários” que em muitos momentos deixam a narrativa um pouco arrastada. Não é nada que prejudique a história como um todo, mas que pode tornar uma ou outra passagem um pouco mais “cansativa”.

“As melhores armadilhas são sutilmente tecidas e passam despercebidas até se fecharem.”

A Serva do Império é uma leitura envolvente, como uma narrativa recheada de intrigas, conspirações, batalhas e reviravoltas que fazem coma trama surpreenda a cada capitulo. Tudo isso com um toque de romance que me fez querer para ontem o ultimo livro da saga, - A Senhora do Império. Recomendo!

Veja Também:
A Filha do Império.

julho 10, 2014

Mago: Espinho de Prata por Raymond E. Feist


ISBN: 9788567296173
Editora: Saída de Emergência.
Ano de Lançamento: 2014.
Número de páginas: 416
Classificação:
Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.







Sinopse: O Mago – Livro 3.
Durante quase um ano, a paz reinou nas terras encantadas de Midkemia. Porém, novos desafios aguardam Arutha, o Príncipe de Krondor, quando Jimmy, a Mão - o mais jovem larápio do Zombadores, a Guilda dos Ladrões - surpreende um sinistro Falcão Noturno prestes a assassiná-lo. Que poder maléfico fez com que os mortos se levantassem para combater em nome da Guilda da Morte? E que magia poderosa poderá derrotá-los? Mas primeiro o Príncipe Arutha, na companhia de um mercenário, um bardo e um jovem ladrão, terá que fazer a viagem mais perigosa da sua vida, em busca de um antídoto para o veneno que está prestes a matar a bela Princesa no dia do seu próprio casamento.

Acredito que não é segredo para ninguém que a saga do Mago é uma das minhas séries favoritas. Porém, eu mesma não podia imaginar que nessa brilhante continuação o autor Raymond E. Feist me surpreenderia mais uma vez. O Mago: Espinho de Prata é repleto de ação e magia com um toque de mistério que deixou à narrativa ainda mais envolvente e apaixonante. O melhor livro da série até aqui em minha opinião.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre certos pontos da história, por que a própria sinopse já entrega algumas coisas.  Mas, para quem não quiser correr o risco de algum spoiler, pode pular um parágrafo.

Um ano se passou desde que aquela que ficou conhecida como a Guerra do Portal acabou. Durante esse período os irmãos Lyam, o Rei dos Reinos das Ilhas, Arutha, o Príncipe de Krondor e Martin, o Duque de Crydee viajaram pelo reino todo, se apresentando ao povo como os novos governantes de Midkemia. Só Arutha, o mais novo dos três era o mais ansioso para que a viagem chegasse logo ao seu destino final. Pois, em Rillanon capital do reino a sua espera está princesa Anita. Porém enquanto a população celebra a felicidade de seus governantes e a paz alcançada, uma nova e perversa ameaça começa a surgir pelas sombras colocando tudo em risco mais uma vez.

O Mago: Espinho de Prata é um livro sombrio, o que levou o enredo para um lado mais místico que timidamente já vinha aparecendo nos livros anteriores que tinham a narrativa focada na guerra. Agora temos um inimigo que além de desconhecido e perigoso é assustador. O mais interessante é que a partir daqui, a história toma um novo caminho tendo não apenas príncipe Arutha () como protagonista, mas com a participação maior de personagens conhecidos, e a inserção de novos personagens e elementos que se tornam decisivos no decorrer da história.

Conforme a narrativa avançava o autor ia revelando aos poucos os muitos mistérios que cercam a origem de Midkemia, instigando em mim um desejo de descobrir quem era o ser maligno dono de uma magia tão poderosa capaz de superar a morte. Não vou negar que em alguns momentos fiquei com “medinho”, mas a maneira como Raymond E. Feist construiu a história é tão fantástica, que a minha curiosidade era infinitamente maior que meu medo, fazendo com que fosse impossível eu desgrudar do livro.

Gostei bastante dessa troca de protagonistas, mas não somente por que o Arutha é meu personagem favorito (que isso fique bem claro). Em meu ponto de vista, não apenas a narrativa se desenvolveu de uma forma mais rápida e dinâmica, como também ficou mais visível a real importância que o Mago Pug em toda a trama. Afinal, por mais que desde o principio o Pug seja o personagem central da história, ainda não estava muito claro o papel dele e de outros personagens em todo o contexto geral da saga, e com essa mudança o autor conseguiu mostrar um pouco dessa amplitude total da história.

Sei que pode soar um tanto repetitivo e que com certeza eu já citei isso nas resenhas anteriores. Porém é impossível não me encantar com a riqueza de detalhes e a beleza com que o autor descreve o reino de Midkemia.  Minha imaginação vai a mil durante a leitura, sempre fazendo como que eu me sinta mais uma personagem da história. Sofro, luto, comemoro e vivo cada instante narrado, como a mesmo intensidade dos personagens. É simplesmente fantástico!

“Desde que parti, pouco mais fiz além de pensar em você. (...) Você é minha alegria. É o meu coração.”

O Mago: Espinho de Prata foi uma leitura deliciosa, com as doses certas de ação, aventura, magia, suspense e romance.  O autor brilhantemente deixou várias pontas soltas, que prometem um final épico e eletrizante para a saga. Mal posso esperar!Eu já estou aguardando ansiosamente por Mago: As Trevas de Sethanon.


Veja também:

março 10, 2013

A Aprendiz por Trudi Canavan

A Aprendiz por Trudi Canavan.

ISBN: 9788581630250
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Número de páginas: 544
Classificação: 4 estrelas
Onde Comprar: FNAC, Livraria Cultura, Livraria Saraiva, Livraria da Travessa - Compare os Preços

Sinopse:  Trilogia do Mago Negro - Livro 2

Sozinha entre todos os aprendizes do Clã dos Magos, somente Sonea vem de uma classe menos privilegiada. No entanto, ela ganhou aliados poderosos, como Lorde Dannyl, recentemente promovido a Embaixador. Ele terá, agora, de partir para a corte de Elyne, deixando Sonea à mercê dos boatos maliciosos e mentirosos que seus inimigos continuam espalhando... até o Lorde Supremo entrar em cena. Entretanto, o preço do apoio de Akkarin é alto porque, em troca, Sonea deve proteger seus mistérios mais sombrios. Enquanto isso, a ordem que Dannyl está obedecendo, de buscar fatos sobre a longa pesquisa abandonada de Akkarin sobre o conhecimento mágico antigo, o está levando a uma extraordinária jornada, chegando cada vez mais perto de um futuro surpreendente e perigoso.

Resenha: O Clã dos Magos

Mesmo tendo achado O Clã dos Magos um livro desnecessariamente longo e com diálogos “pobres” eu fiquei bastante interessada para ler a sequência da Trilogia do Mago Negro, principalmente por que o final do primeiro livro conseguiu despertar a minha curiosidade. Porém quando A Aprendiz chegou aqui em casa levei um susto. O livro é um pouco maior que o anterior, o que me deixou com receio dele ter esses mesmos pontos fracos. Só que para minha felicidade A Aprendiz não sofreu da “maldição do segundo livro”, ao contrário ele é muito melhor.

A entrada de Sonea para o Clã foi um fato historio, afinal era a primeira vez que os poderosos magos de Imardin consentiam com o ingresso de um aprendiz de uma classe inferior na Universidade.  Mesmo com medo Sonea se sentia preparada para a grande mudança em sua vida, afinal o tempo que ela passou ao lado do seu amigo e guardião Rothen já tinha dado a ela uma boa noção de como seria sua vida dentro dos murros do Clã. Porém mesmo tendo o seu potencial mágico reconhecido e estando sobre a proteção de um mago respeitado o ano não será fácil para Sonea. 

Ela terá que lidar não apenas como o preconceito por parte dos outros aprendizes, mas também por parte de alguns professores que não a julgam merecedora de estar ali. Sonea precisará provar constantemente que é capaz de ser uma boa maga, mesmo que para isso tenha enfrentar seus próprios medos. Quando ela achar que as coisas não podem piorar o destino lhe pregará uma peça fazendo com que Sonea conviva diretamente com o seu pior pesadelo para proteger não apenas aqueles que ela ama, mas tudo que se tornou importante em sua vida.

A Aprendiz possui uma narrativa rápida e envolvente. Dividido em duas partes ele consegue ser um livro rico em detalhes sem ser cansativo e o melhor de tudo, o enredo se mostra uma caixinha de surpresas a cada capitulo. Quando finalizei a primeira parte da história eu fique: COMO ASSIM? COMO ISSO É POSSIVEL? O QUE VAI ACONTECER AGORA? AH!!!! EU PRECISO DESCOBRIR COMO ISSO FOI ACONTECER! A virada que a autora dá na história é tão inesperada e “brusca” que você fica um tanto “desesperado” para entender qual situação levou a aquela ação, e fazia muito tempo que um livro não despertava isso em mim.

Outro detalhe é que dessa vez os personagens conseguiram me cativar. Eu já tinha gostado dos magos Rothen, Lorlen e principalmente do Dannyl. Mas nesse livro por ele ser passado praticamente quase todo dentro do Clã intercalando a narrativa com as viagens e pesquisas de Dannyl, foi possível conhecer melhor cada um deles.  A autora também acrescentou mais dois personagens bem legais, o assistente de Dannyl, Tayend e o filho do Rothen, Dorrien.  Também tem o Regin, um aprendiz sem escrúpulos e detestável, capaz de tirar qualquer um do sério. O único ponto negativo da entrada desses novos personagens foi que o Cery praticamente sumiu na história. Eu tinha gostado tanto dele no primeiro livro, mas paciência.

O todo poderoso Lorde Supremo, Akkarin também ganhou mais destaque aqui. Ele é o personagem mais intrigante de todo o enredo. Particularmente eu até gosto dele, mesmo sendo uma figura bastante enigmática e não agir muito “às claras”, o fato dele possuir essa aura de mistério o torna um personagem bastante interessante. Tenho a sensação que o Akkarin ainda trará muita ação e surpresas até o final da trilogia. Espero não me decepcionar, por que potencial para isso o personagem tem.

Trudi Canavan é uma autora que sabe não ser óbvia, e gosto muito disso na escrita dela. Ela sempre deixa aquela ponta solta, aquela duvida no ar e isso faz com que você vá buscando desvendar os mistérios da história a cada capitulo. Outro ponto positivo na narrativa da autora é a forma com que ela trabalha temas mais pesados como o preconceito em relação a classes inferiores e a homossexualidade. Ela introduz esses temas na história de uma maneira sutil, porém muito realista o que me faz acreditar que essa é uma forma da autora criticar “delicadamente” a sociedade atual, que infelizmente ainda é cheia de “pré-conceitos”.

Admito que dessa vez, eu fui completamente conquista pela Trilogia do Mago Negro e que meus olhos já brilham ao olhar o ultimo livro da saga, O Lorde Supremo me esperando na minha estante. Por isso se você leu O Clã dos Magos e não gostou muito; não desista! Como eu falei no começo da resenha, A Aprendiz é muito melhor. Para quem gosta do estilo fantasia e ainda não conhece a saga fica a dica de uma história que pode surpreender você.

Quem está busca de uma história cheia de ação, aventura e mistério vale apena ler A Aprendiz.

Eu recomendo!

fevereiro 26, 2015

Mago: As Trevas de Sethanon por Raymond E. Feist

| Arquivado em: Resenhas.


Este livro foi enviado como
cortesia para resenha.
ISBN: 9788567296258
Editora: Saída de Emergência
Ano de Lançamento: 2014
Número de páginas: 480
Classificação:
Sinopse: Ventos malignos sopram sobre Midkemia. As legiões negras ergueram-se para esmagar o Reino das Ilhas e escravizá-lo com o terrível poder de sua magia. A batalha final entre a Ordem e o Caos está prestes a começar nas ruínas de uma cidade chamada Sethanon. Agora Pug, o mestre conhecido por Milamber, terá à sua frente a incrível e perigosa missão de viajar até a aurora do tempo e lidar com um antigo e temível inimigo. O destino de mil mundos dependerá apenas dele. Enquanto o Príncipe Arutha e os seus companheiros reúnem as suas hostes para a batalha final contra um misterioso demônio ancestral, o temido necromante Macros, o Negro, libertou mais uma vez a sua magia negra. O destino de dois mundos será decidido numa luta colossal sob as muralhas de Sethanon, quando são restaurados os laços entre Kelewan e Midkemia.


V
ou começar essa resenha com uma pequena confissão, “adiei o máximo que pude a leitura desse livro”. Tipo, eu queria muito ler e ao mesmo tempo não me sentia preparada para me despedir do reino de Midkemia e principalmente de personagens tão queridos. Mas, a hora de “dizer adeus” chegou e só posso afirmar que em, As Trevas de Sethanon, Raymond E. Feist conclui de forma magistral essa saga épica que terá para sempre um lugar especial em meu coração.

Pode conter spoilers dos livros anteriores. Quem não quer se arriscar pode pular dois parágrafos.

Após um ano de tranquilidade o perigo volta a rondar o Príncipe Arutha em Krondor. Porém agora que ele conhece o verdadeiro inimigo e o real perigo que todos correm, Arutha não está disposto a ficar de braços cruzados esperando pelo próximo ataque. Não, desta vez Murmandamus que será surpreendido. Enquanto isso Pug e Tomas partem em uma arriscada jornada por mundos desconhecidos. Começa então uma corrida contra o tempo, a procura de uma forma de derrotar esse terrível mal que ameaça a todos.

E o inimigo que vem do norte não mede esforços e vidas para alcançar seus objetivos.  Ele marcha para as muralhas da cidade de Sethanon, destruindo tudo e a todos que atravessam seu caminho.  Ele está em busca de um poder capaz de trazer das sombras do tempo, um mal tão nefasto que uma vez liberto não poderá ser mais contido. Antigas rixas serão deixadas de lado e mistérios serão revelados. A batalha final entre a Ordem e o Caos começa a ser travada, e o vencedor terá em suas mãos o destino de mil mundos.

Sinceramente não sei definir como me sinto a respeito desse livro. Talvez um pouco brava por causa da “pegadinha” sem graça que o autor faz e que me levou as lágrimas para depois me deixar feliz novamente. Ou extremamente orgulhosa por perceber o quanto os pequenos Pug e Tomas evoluíram no decorrer da história se tornando peças fundamentais para o desfecho dela.  Deslumbrada com toda a beleza de um mundo místico e seus deuses e deusas de uma assustadora crueldade. Triste por que mesmo sabendo que esse é o fim, ainda sim ele me pareceu um começo do qual não fui “convidada” a participar. De verdade não sei o que sentir (...).

O fato é que Raymond E. Feist foi esplêndido aqui. Desde o primeiro livro o autor vem construindo uma trama que encanta por possuir uma narrativa que além de ser rica em detalhes, ainda mescla aventura, fantasia, mistérios e romance sem se tornar cansativa. Porém em minha opinião uma história só se torna realmente grandiosa por causa de seus personagens. E na saga Mago não existem protagonistas, pois todos são peças únicas e especiais na composição desse enredo tão rico. Arutha, Martin, Jimmy, Pug, Tomas, Laurie, Gardan, Kulgan, Carline, entre outros, só posso agradecer pela maravilhosa companhia e dizer que vocês estarão para sempre em meu coração ().

Se eu tenho alguma “critica” a fazer a respeito de As Trevas de Sethanon, é que tudo acabou rápido demais. Não me importaria com mais cinquenta, cem, duzentas páginas de história. Fiquei tão envolvida com a leitura, naquela enorme ansiedade para saber como tudo iria terminar que quando dei por mim o fim chegou (...). Por mais que tenha adiado a despedida ela chegou e foi implacável. Deixando-me ainda com perguntas não respondidas, mesmo que de certa forma todas elas tenham sido dadas no decorrer na narrativa. Talvez eu esteja sofrendo de “apego literário” (...), quem sabe.

Só me resta torcer para que a editora Saída de Emergência lance em breve as demais obras do Raymond E. Feist que se passam no mesmo universo de Midkemia. Ai pode ser que eu “encontre“ as minhas repostas e me reencontre com meus amigos para viver novas, perigosas e fantásticas aventuras. 

“ – Nunca mais seremos os rapazes que éramos, Tomas. Mas nos tornamos mais do que aquilo que algumas vez sonhamos. Ainda sim, poucas coisas de valor são eternamente simples ou fáceis.”

Sempre acho mais difícil resenhar um livro do qual gostei muito, pois tenho receio de ficar parecendo muito fangirl. Mas, desde o primeiro livro me vi conquistada por uma história fantástica, que está entre as minhas favoritas ao lado de Harry Potter e Senhor dos Anéis.  É muito amor por uma saga só leitores ().

Veja Também.
•  Mago: Aprendiz.
•  Mago: Mestre.
•  Mago: Espinho de Prata.

dezembro 28, 2013

Retrospectiva Literária 2013




Olá leitores! Tudo bem como vocês?

Como já virou tradição no blog há quatro anos, hoje vou fazer a minha Retrospectiva Literária.

Para quem não sabe a Retrospectiva Literária, é promovida pela Angélica do blog Pensamento Tangencial e quem quiser participar ainda dá tempo heim =D

Quando analiso as minhas leituras de 2013, percebo que apesar de ter lido uma quantidade maior de livros em relação aos anos anteriores, foi um ano em que a qualidade das minhas leituras deixou muito a desejar.  Li poucos livros que mereceram uma “menção honrosa” e de serem marcados como meus favoritos esse ano.  Uma pena realmente (...).

Então, sem mais divagações vamos ao que interessa. A minha Retrospectiva Literária 2013!


1 O romance que me fez suspirar:
- Eu não li muitos romances que me fizeram suspirar esse ano. Mas acho que é por que eu não estava em um clima muito romântico em 2013, porém se é para escolher um livro fico com, Anna e o Beijo Frances da Stephanie Perkins que é super fofinho e que achei uma gracinha mesmo.

2 A saga que me conquistou:
- Tentei fugir um pouco de sagas esse ano, embora elas continuassem a me perseguir rs... Tem cinco sagas que me conquistaram esse ano, porém uma eu comecei a ler ano passado (...), será que vale? Acho que vale, até por que ela não pode ficar de fora dessa retrospectiva. As sagas que me conquistaram foram ... A Trilogia do Mago Negro da Trudi Canavan , Trilogia A Seleção da Kiera Cass, Saga A Queda dos Reinos da Morgan Rhodes, Série O Protetorado da Sombrinha da Gail Carriger e a Saga Instrumentos Mortais da Cassandra Clare.

3 O livro que me fez refletir:
- Essa é difícil por que li três livros realmente muito bons e que me fizeram refletir muito durante e após a sua leitura. Mas, por todas as emoções que esse livro em especial me fez sentir no final, meu voto vai para Passarinha da Kathryn Erskine.

4 O livro que me fez rir:
- Li alguns livros divertidos esse ano, mas o que me fez dar ótimas gargalhadas foi Cadê Você Benadette? da Maria Semple. Recomendo heim!

5 O livro que me fez chorar:
- Tudo bem que chorei bastante em  Passarinha e Extraordinário, mas de verdade o livro que me fez chorar desesperadamente esse ano foi O Destino do Tigre da Colleen Houck. Chorei dois capítulos seguidos, ao ponto de quase passar mal de tanto chorar. E sim, eu continuo de “birra” com a autora por causa disso.

6 O melhor livro de fantasia:
- Jura que vocês ainda tinham duvida qual seria a minha resposta? O Lord Supremo da Trudi Canavan ♥♥♥♥♥. Muito amor por um livro só minha gente!

7O livro que me decepcionou:

- Primeira pergunta fácil de responder rs... sem dúvidas Um Dia do David Nicholls. Esperava muito mais do livro.

8 O livro que me surpreendeu:
- Eu não tive lá grandes surpresas esse ano, mas um livro que me surpreendeu e se tornou meu xodozinho foi Química Perfeita da Simone Elkeles. Muito !

9 O(a) personagem do ano:
- Lord Akkarin da Trilogia do Mago Negro. (Ok! Estou muito fangirl admito).

10 A frase que não saiu da minha cabeça:
 “Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.”
Extraordinário (R.J Palácio).

11 O casal perfeito:
- Na verdade se eu fosse falar o meu casal perfeito de 2013, ia dar um spoiler gigante aqui no post e vocês iriam ficar muito bravos comigo. Por isso o posto vai ficar com o meu segundo casal favorito que é ... Phaedra Blair e Elliot Rothwell de Lições do Desejo da Madeline Hunter.

12 O (a) autor (a) revelação:
- Confesso que essa está sendo a ultima questão que estou respondendo, por que foi difícil pensar em um autor ou autora em especial, já que 2013 não foi um ano de “grandes” leituras.  Mas uma autora que merece destaque é a Gail Carriger da série O Protetorado da Sombrinha. Gosto muito da forma como ela desenvolve a narrativa e, para quem ainda não conhece, vale a pena dar uma conferida.

13 O melhor livro nacional:
- Li apenas dois livros nacionais esse ano (shame), mas um livro que não pode ficar de fora da minha retrospectiva é o lindíssimo Quero ser Beth Levitt da Samanta Holtz.

14
O melhor livro que li em 2013:
- Momento suspense ... O melhor livro de 2013 foi: Um Hotel na Esquina do Tempo do Jamie Ford. Simplesmente perfeito! Sem mais comentários

15Li em 2013:
- Até o momento li 66 livros, mas como estou de férias acho que devo ler um ou dois livros ainda.

16 A minha meta literária para 2014 é:

- Para 2014, não estou estipulando muitas metas de leitura em razão de outras prioridades que tenho e que talvez vão me limitar um pouco o tempo disponível para os livros. Também pretendo fazer releituras, para matar a saudade de alguns personagens, por isso vou deixar a quantidade de livros que pretendo ler em 2014, não definida ainda. Até por que esse ano foi à prova que quantidade, não é qualidade (...).

É isso leitores. Espero que vocês tenham gostado da minha Retrospectiva Literária 2013 e que também se anime em fazer a de vocês também. Afinal, esse tipo de balanço é super importante para que a gente consiga avaliar o grau de amadurecimento das nossas leituras e focar nos livros que realmente tem mais chances de fazer nossos coraçõezinhos literários felizes.

Beijos e até o próximo e ultimo post (...)












do Ano!

dezembro 31, 2015

Retrospectiva Literária 2015

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Bom dia leitores =)

E chegamos ao final de mais um ano em que muita coisa aconteceu. Umas boas e outras nem tanto, mas o que vale na vida é tudo o que aprendemos com ela, não é mesmo? Quem acompanha o blog há mais tempo já está habituado a Retrospectiva Literária, afinal esse é o sexto ano consecutivo que o My Dear Library participa dessa iniciativa linda criada pela Angélica do Pensamento Tangencial.

A parte mais divertida em se fazer a Retrospectiva Literária é recordar das leituras que ganharam aquele lugar especial em nossos corações. E em 2015 apesar de ter lido menos, foi um ano em que fui surpreendida várias vezes com histórias que começaram despretensiosas, e que ao final me conquistaram por completo.

Espero não ter sido “injusta” com ninguém, mas esse ano foi muito difícil fazer essa seleção, eu fiquei na dúvida em várias categorias tanto que acabei precisando reler algumas resenhas para tomar uma decisão final. Decisão essa que vocês conferem agora!

1 O romance que me fez suspirar:
- 2015 foi sem sombra de dúvidas o ano do Romance de Época aqui no blog. Li muitos livros do gênero, mas se tem um que merece um lugar especial na minha estante e em meu coração é, O Príncipe dos Canalhas da Loretta Chase. Esse foi um dos poucos livros que favoritei no ano, e gente (...) é muito amor em um livro só ()!

2 A saga que me conquistou:
- A saga que me conquistou foi uma que após ter “desistido” duas vezes da leitura no passado, esse ano acabei levando ela até o fim e me apaixonando tanto pelo livro como pela série de TV. Já descobriram de qual saga estou falando?  É Outlander da Diana Gabaldon. Sério, estou muito ansiosa para ler o terceiro livro e assistir a segunda temporada. 

3 O livro que me fez refletir:
- Essa foi uma escolha simples e ao mesmo tempo difícil, por que li muitos livros que de uma forma sutil me fizeram refletir. Livros esses que vou carregar um bom tempo comigo, mas por tudo que essa pessoa representa hoje no mundo, eu não poderia escolher outro livro senão Eu Sou Malala, da Malala Yousafzai. Esse livro é mais que uma lição de vida é uma centelha de esperança.

4 O livro que me fez rir:
- Sempre tenho enorme dificuldade de responder esse item já que normalmente acabo dando preferência para livros mais “dramáticos”, por assim dizer.  E por esse motivo a autora Caroline Carlson vai levar o “prêmio” pelo segundo ano consecutivo com O Terror das Terras do Sul, a continuação da série A Quase Honrosa Liga de Piratas. Essa série é muito divertida, quem ainda não leu, não sabe o que está perdendo viu.

5 O livro que me fez chorar:
- Como tenho uma quedinha por drama li alguns livros que me levaram as lágrimas, mas nenhum foi tão marcante como Por Lugares Incríveis da Jennifer Niven. #heartbreak

6 O melhor livro de fantasia:
- Eu li bem poucos livros de fantasia esse ano, mais uma prova que o Romance de Época dominou o My Dear Library em 2015. Mas, por ser parte de uma das minhas sagas favoritas e ter fechado esplendidamente bem ela, o prêmio vai para Mago: As Trevas de Sethanon do meu querido Raymond E. Feist. Quem acompanha o blog sabe o quanto eu sou apegada a essa saga. É muito amor envolvido ().

7 O livro que me decepcionou:
- Esse foi o primeiro livro que li no ano, e muito de vocês já devem estar pensando:
“Poxa a Ane já começou o ano com o pé esquerdo.” Mas, a leitura não foi assim de todo o ruim. O problema aqui foi o excesso de expectativa, pois como eu tinha amado o livro anterior da autora eu meio que esperava amar esse mais ainda. E infelizmente isso não aconteceu com Paixão da Nicole Jordan. #chatiada.

8 O livro que me surpreendeu:
-  Tive boas surpresas esse ano, só que depois de quebrar a cabeça tentando decidir qual foi a maior delas acredito que nada mais justo do que esse posto ficar com duas autoras que por conta de uma experiência ruim eu meio que tinha pegado certa “birra” com elas. São a Cecelia Ahern com o seu Simplesmente Acontece e a Colleen Hoover com O Lado Feio do Amor.

9 O (a) personagem do ano:
- Apenas um nome me veio a mente e foi o de Theodore Finch de Por Lugares Incríveis.

10 A frase que não saiu da minha cabeça:
 – “Na verdade, só desabamos diante de quem sabemos que podem nos reconstruir.” - Os Bons Segredos (Sarah Dessen).

11 O casal perfeito:
- Perdoem-me Sebastian Ballister e Jessica Trent, eu amo vocês também, só que o prêmio de casal perfeito 2015 vai para Claire e Jaime Fraser de A Viajante do Tempo ().

12 O (a) autor (a) revelação:
- Conheci ótimos autores esse ano, mas a Ryan Graudin de A Cidade Murada foi a que mais me surpreendeu.  O livro possui ótimos personagens e a narrativa foi muito bem construída. A Cidade Murada é outro livro que recomendo bastante para quem gosta de histórias cheias de ação e mistério.

13 O melhor livro nacional:
- Momento shame on da Retrospectiva.  Essa que vos escreve leu apenas um livro nacional esse ano. Gente eu me sinto profundamente envergonhada, por que não é a primeira vez que isso acontece. Eu prometo que em 2016 vou tentar ao máximo me redimir dessa enorme falha minha.  Então não é surpresa nenhuma esse posto ser ocupado por Perdida da Carina Rissi.

14 O melhor livro que li em 2015:
- Sei que muitos dos livros maravilhosos que li em 2015 mereciam receber esse “prêmio”, porém por ainda ser uma história que mexe comigo e que sempre terá um lugar mais que especial em meu coração, mesmo tendo deixado ele partido em mil pedacinhos. O melhor livro que li em 2015 foi Por Lugares Incríveis da Jennifer Niven.

15 Li em 2015:
- Minha meta era de 50 livros, mas acabei lendo 49. Porém somando todos os mangás e HQs que li esse ano o total dá 59 ;).

16 A minha meta literária para 2016 é:
- No geral minha meta para 2016 é não ter metas, pelo menos não a longo prazo. Mas, levando em conta o meu ritmo de leitura e outros fatores, vou estipular a mesma meta de 2015, ou seja, 50 livros

E antes de finalizar a Retrospectiva Literária 2015 preciso fazer duas menções honrosas de livros que li, mas que acabei não resenhando aqui no blog. São eles A Vida do Livreiro A.J. Fikry da Gabrielle Zevin e Como Eu Era Antes de Você da Jojo Moyes. Essas foram duas leituras muito especiais e emocionantes e eu não podia deixar de menciona-las nesse post.

E por esse ano é só gente, lembrando que até a meia noite ainda dá tempo de participar da Retrospectiva Literária 2015. Muito obrigada a todos que me acompanharam durante esse ano. Vocês não tem noção de como cada um de vocês teve um papel importante na minha vida em 2015. Meu muito obrigada de !

Vejo vocês em 2016 e desejo que esse ano novo que se inicia venha com muita saúde, trabalho e paz para todos nós !

Beijos e até o próximo post;***

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