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08/04/2018

SoSeLit #4 – Como me tornei uma chata literária

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Uma coisa é fato, quanto mais você lê mais crítica (o) e exigente você fica em relação as suas leituras. E pensando nisso o tema proposto para o SoSeLit desse mês é: O que mudou no meu gosto literário depois do blog.

imagem: Shutterstock
Confesso que em questão de gosto propriamente dito, pouca coisa mudou. Continuo dando preferência por fantasias e romances gracinhas, porém hoje alguns autores que antigamente eram os meus favoritos acabaram passando o bastão outros autores que fui conhecendo ao longo dos últimos anos. Um exemplo, é a Nora Roberts que lá no começo dos anos 2000 era a minha autora de romances favoritas, mas que recentemente as obras recentes que li dela, não me encantaram tanto assim.

Outra autora que hoje em dia os livros não chamam mais tanto a minha atenção é a Meg Cabot. Li e reli muito os livros da autora na minha adolescência, porém hoje por mais que a narrativa seja fluida, sinto que estou “velha demais” para as histórias que a autora escreve, e isso atrapalhou bastante o meu envolvimento com as últimas obras que li dela.

Além disso, admito que antigamente eu amava livros como, Entrevista com o Vampiro e qualquer história em que os vampiros fossem protagonistas. Porém, não sei se a série Crepúsculo realmente me traumatizou, ou se foi o estilo que ao menos para essa leitora aqui “perdeu a graça”, ao ponto de fazer anos que não leio nada com essa temática. Tudo bem que nos livros da Cassandra Clare, os vampiros são criaturas presentes, mas eles não são o foco das histórias, até por que se não fosse por isso com certeza eu já teria desistido de ler os livros.

Admito que me tornei meio chata em relação as minhas leituras de uns tempos para cá, e que sim, - tenho um "pré-conceito" com livros da modinha. Alguns se mostram justificáveis outros acabo mordendo a língua, mas o que fica muito claro quando comparo as minhas leituras de três ou mais anos atrás com as de agora, é que está ficando cada vez mais “difícil” encontrar aquele livro “perfeito”.

Acho que um pouco dessa mudança é normal, afinal vou fazer trinta e três anos e por mais que algumas histórias infantojuvenis ou young adult sejam interessantes, não sou o público-alvo dos autores que escrevem esses tipos de obras.  Outro ponto é que a minha percepção em relação ao mundo também acabou evoluindo no decorrer dos anos, e com isso muitos livros que li no passado e foram maravilhosos, hoje não são tão maravilhosos assim.

Como leitora sei que preciso sair um pouco da minha zona de conforto literária e me arriscar em gêneros que não leio com tanta frequência. A verdade é que por mais que na adolescência, livros da Agatha Christie fossem presença constante na minha lista de leitura, com o tempo livros do gênero também deixaram de chamar a minha atenção. É algo que preciso mudar? Com certeza, mas enquanto romances fofos e fantasias continuarem a fazer esse coração de leitora bater mais rápido, sei que vou sempre dar preferência aos livros do gênero.

Através do blog tive e tenho a oportunidade de conhecer novos autores e histórias que às vezes lembram algo que já li, ou que realmente apresentam uma proposta original. Tem livros e séries que chegam de mansinho e conquistam meu coração e outros que só leio para “falar mal”, com propriedade (sim sou dessas). Porém, sei que hoje busco narrativas que além de me entreter, passem alguma mensagem importante que me façam refletir e principalmente, que me emocionem e que suas histórias permaneçam comigo por um bom tempo.

Vai ser difícil encontrar os tais livros perfeitos? Talvez. Provavelmente dos cinquenta/sessenta livros que eu vá ler esse ano dois ou três se destaquem. Só que se tem uma coisa que esses anos todos de blog e livros me ensinou, é que mais vale a qualidade do que a quantidade, e tudo bem se em alguns momentos a minha chatice literária acabar falando mais alto.

Por que isso, é apenas a evolução natural pela qual todo mundo passa na vida, seja no mundo real ou no literário. Nós crescemos, mudamos e com isso nossos gostos e por que não dizer amores acompanham essas mudanças também. Então não se assuste, quando você perceber que as histórias daquele seu autor ou autora favoritos, não conseguem mais deixar o seu coração quentinho. Isso é super normal e com certeza, você vai encontrar novas histórias e autores fantásticos.

Até o próximo post!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Bela Psicose, Eu Insisto, La Oliphant, Literasutra, Um metro e meio de Livros e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

15/03/2018

SoSeLit #3 – Consciência Social x Literatura de Ficção

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Pensei em liberar esse texto no dia 08 de março, porém não quis ser clichê e esperei toda a comoção do dia Internacional de Mulher passar, para compartilhar com vocês o SoSeLit desse mês. Afinal como anda a nossa consciência social em relação aos livros que lemos?

imagem: Shutterstock
Levantar a bandeira da igualdade entre homens e mulheres é mais do que compartilhar textos feministas nas redes sociais. É mais do que se indignar com casos de abuso e violência contra a mulher que aparecem nos telejornais. É lutar todos os dias para nossas palavras se tornem ações, e isso se aplica a forma como consumimos a literatura, música e até mesmo filmes e séries, e por que não novelas.

Em vários livros é possível ver o quanto o relacionamento abusivo é romantizado, e   o mais tristes, - por autoras. Livros quem que os personagens masculinos seguem o estereótipo do “macho alfa”, o bad boy e a personagem feminina é retratada como frágil, submissa e que precisa de proteção.

Não acho nada romântico quando o personagem masculino pega a mocinha e a beija força. Não acho nada romântico quando ele a trata como propriedade, tendo crises de ciúmes quando a vê conversando com outros homens. Não acho nada romântico quando na narrativa durante as cenas de sexo os atributos físicos da mulher são levados mais em conta do que como ela se sente naquele momento.

E me perdoem, mas sinceramente comigo não cola mais a velha formula literária de que “o amor muda as pessoas”, até por que para começar essas atitudes não podem ser chamadas de amor.

Belo Desastre foi o primeiro livro New Adult que li, e não escondo de ninguém a minha “aversão” a história de Jamie McGuire, por não aceitar o relacionamento de Travis com a Abby como algo emocionalmente saudável. Não vi romance algum durante a leitura, e sim uma tentativa de justificar o comportamento agressivo do protagonista, romantizando suas atitudes abusivas.

Do mesmo modo que não consigo ver nada de romântico na trilogia Cinquenta Tons de Cinza, por que não tem nada de romântico um cara fazer, a mocinha assinar um contrato em que uma das cláusulas diz: “Dominador aceita a Submissa como propriedade sua, para controlar, dominar e disciplinar durante a Vigência”. As coisas começam errado quando uma pessoa trata a outra com propriedade.

E esses são apenas dois exemplos tristes do que encontramos na literatura New Adult e Erótica (...). O que me faz questionar, até quando vamos achar romântico as autoras retratando outras mulheres como o sexo frágil que caem de amor pelo primeiro homem másculo e poderoso que quer “protege-la”

Que a vida dela só vai ter sentindo se ela estiver em um relacionamento. Que a mocinha deve se sentir muito sortuda pelo “deus grego” estar afim dela, afinal ela é tão sem graça. Por que não trazer para literatura mulheres que estão em busca do amor sim, mas que não se colocam abaixo de nenhum homem. Por que não trazer os dois em pé de igualdade nos relacionamentos.

A resposta é simples, - por que infelizmente são histórias com machos alfas e mocinhas frágeis que vendem mais. Nós fomos criadas para idealizar que o “me joga da parede e me chama de lagartixa”, é de demonstração de paixão e amor. Nós fomos criadas para aceitar como normal que o cara, “calar” a boca de uma mulher durante uma discussão com um beijo é romântico.

Somos nós que consumismo músicas em que a letra nos trata como objetos e filmes/séries/novelas que tratam o estupro de forma banal e aceitável dentro de um relacionamento.

Enquanto continuarmos a aceitar isso tudo como normal e romântico, nossas palavras de protestos vão sempre soar contraditórios. Sabe aquela história de prática x teoria? É assim que funciona. Não adianta nos revoltarmos quando vemos atitudes abusivas no mundo real, se aceitamos as mesas atitudes no mundo literário. Não adianta discutir com o colega de trabalho por causa de um comentário dele, mas aceitar o mesmo tipo de comentário em músicas e outras formas de entretenimento.

Somos responsáveis por aquilo que cativamos e consumimos e se queremos um futuro melhor para a próxima geração, precisamos começar a mudança hoje e principalmente por nós mesmos.

Pensem nisso, e até o próximo post!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Bela Psicose, Eu Insisto, La Oliphant, Literasutra e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

19/02/2018

SoSeLit #2 – Resenhar ou não resenhar, eis a questão

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

“Por Júpiter que livro chato! Não sei nem por onde começar a escrever a resenha dele.”
“Será que devo escrever uma resenha não muito positiva de um livro que recebi de parceria?”
“E se autor (a) ficar chateado (a) comigo?”
“Todo mundo amou, menos eu (...).”

Ao menos uma vez na vida, todo blogueiro literário passou ou vai passar por uma dessas situações. E por isso o tema proposto pela Sociedade Secreta Literária em fevereiro é justamente essa dúvida que assola muitas vezes a nossa mente após a leitura de um livro, - Resenhar ou não resenhar, eis a questão.

imagem: Shutterstock
Nunca tive problemas em expressar a minha opinião sobre os livros que leio, mesmo quando essa opinião é diferente da grande maioria, afinal ninguém é obrigado a gostar de tudo. Além disso, não sei quanto a vocês, mas sempre fico com um pé atrás quando um livro só têm críticas positivas. Por que cá entre nós, agradar todo mundo nunca foi uma tarefa fácil. Então sempre que vejo que algum livro está sendo meio que uma “unanimidade” no momento, começo a leitura dele sem muitas expectativas.

Outro ponto a ser levando em conta é que nada nesse nosso mundo é perfeito e isso vale para os livros que lemos e amamos também. Precisamos ter o bom senso e aceitar que nem todo mundo vai amar Harry Potter ou odiar Cinquenta Tons de Cinza. E é justamente isso o que torna o muito literário tão incrível, sua diversidade de gêneros e estilos.

Eu, Ariane, pessoalmente não gosto de escrever resenha negativas. Tanto que a “menor” nota/classificação que dou a um livro é Regular. Em minha concepção regular é aquele livro que li na época errada da minha vida, ou que simplesmente não sou público alvo do autor (a) para aquela obra especifica.

Tem vários livros que leio e que não faço posto a resenha no blog. Alguns são de astrologia, música e marketing, já outros por que sinto que estou falando o mais do mesmo como por exemplo, a trilogia Divergente. Li todos os livros e no geral gostei bastante da história, só que na época era tanta, mais tanta gente falando dos livros e dos filmes que não vi a necessidade de eu como blogueira falar trilogia também. Fiquei com medo de criar um conteúdo cansativo e repetitivo, então achei melhor não resenhar os livros.

Já recentemente a história foi um pouco diferente. Li um livro de um autora que sempre gostei bastante, porém dessa vez a leitura acabou sendo decepção gigante. Fique semanas pensando em como escrever a resenha de um livro em que nada, absolutamente nada na história tinha cativado. Não vou falar qual é o livro em questão, mas a minha decisão final foi de não resenha-lo. E para quem está se perguntando, sim ele era de parceria.

Claro que sempre tem aquele livro que em que encontro uma “dificuldade” maior em escrever a resenha, seja por que a sua história é mais complexa ou por que algo na narrativa não me envolveu tanto. Por isso, antes de começar a resenha eu me pergunto; “Mesmo o livro não sendo como o esperado, consegui encontrar pontos positivos na obra durante a leitura?” Se a resposta for sim, escrevo a resenha buscando salientar de forma equilibrada os pontos que gostei e os que não gostei tanto assim. Agora se a resposta é não, valeu a tentativa mas não vai ter resenha.

Quando criei o blog a minha intenção era compartilhar coisas boas fossem elas livros, músicas, filmes, animes ou qualquer outra coisa que fizesse parte do meu dia a dia. E depois de quase oito anos isso não mudou. Por esse motivo resenhar um livro que não gostei só pela “obrigação de prestar contas”, ao meu ver significa que estou compartilhando algo ruim com quem acompanha o blog.  E isso além de  me deixar super desconfortável, vai principalmente contra a minha filosofia de vida que é espalhar coisas boas e amor pelo mundo.

Por esse motivo entre resenhar um livro que não gostei e não postar nada, fico com a segunda opção. Até por que o mundo já tem problemas e coisas chatas demais acontecendo para a gente perder tempo com aquilo que não agregou em nada nas nossas vidas.

E vocês, já deixaram de resenhar algum livro? Compartilhe o por que (sem dar nomes é claro) nos comentários.

Vejo vocês nos próximos posts!

A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Bela Psicose, Eu Insisto, La Oliphant e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera. 

31/01/2018

SoSeLit #1 – O Céu e o Inferno dos Blogs Literários

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Oie leitores, tudo bem com vocês?

Hoje eu trago o primeiro post de um projeto super maravilindo que fui convidada para fazer parte pela fofa da Angel Sakura, do blog Eu Insisto. A Sociedade Secreta Literária é formada pelos blogs: Bela Psicose, Eu Insisto, La Oliphant e o My Dear Library. A nossa intenção ao criar o grupo é falar de assuntos bons e “ruins”, e que normalmente as pessoas não falam abertamente na blogosfera.

imagem: Shutterstock
Além disso, acreditamos que a união faz a força, e por isso através do projeto queremos promover uma união maior entre os blogs literários (). E para esse primeiro post, nós listamos três pontos negativos ( o inferno) e três pontos positivos  (o céu)da blogosfera literária. E para começar essa blogueira que vos escreve, vai listar três pontos que em minha opinião são a verdadeira treva nosso pequeno universo literário.

The Hell
imagem: Giphy
 03 Adorei seu blog! Segue que eu te sigo.

Isso é uma das coisas que mais me chateada como blogueira e produtora de conteúdo. Afinal, “perco” horas escrevendo os post para o blog, para muitas vezes perceber que a pessoa comentou sem ao menos ler uma palavra do que escrevi.  E acredito que assim como eu, tem muitos passam por isso direto. Seja aqui no blog, no Instagram ou no YouTube.

Teve um caso que escrevi uma resenha não tão positiva e a pessoa comentar: “ – Que bom que você adorou o livro”. Fiquei tipo, “What!?”. Isso é uma baita falta de respeito pelo trabalho do outro.

02 Excesso de Ego.

Já vi autor (a) escrever textão ( fazer barraco) no Facebook falando mal de blogueiro que criticou seu livro.  Eu mesma já passei duas vezes por essa situação, do autor (a) vir tirar satisfação comigo, por que fiz uma resenha “negativa” do livro dele (a).

E isso acontece também com editora. Tem editora que coloca o nome do blogueiro em uma “lista negra”, caso a resenha dele não seja só flores. E isso muitas vezes acaba fazendo com que o blogueiro se sinta “forçado” a sempre dizer que a história é maravilhosa por medo de perder a parceria, quando na verdade se bobear ele nem leu o livro inteiro.

E claro, os blogueirinhos que se acham o último farelo do pacote de bolacha, só por que tem não sei quantos mil seguidores e dão aquela esnobada básica nos blogueiros pequenos ou em quem está começando. Complicado (...).

01 A competição tóxica no ambiente.

Sempre que sai o resultado de uma nova seleção de parceiros de editora x ou y as redes sociais são inundadas de comentários tóxicos, de blogueiros que se sentem “injustiçados” por não terem passado na seleção. Ficar chateado é triste e normal, eu mesma recebi vários "nãos" ao longo desses quase oito anos de My Dear Library.

Porém, o que não é nada legal é atacar algum blog que foi escolhido. Tem blogs que realmente não merecem passar na seleção? Talvez, mas ao invés de ficar destilando ódio nas redes sociais e apontando o dedo para o coleguinha, não é mais fácil continuar a compartilhar o amor pelos livros e tentar de novo da próxima vez?

Particularmente acredito que quando você trabalha duro em algo que acredita e ama fazer, cedo ou tarde acaba colhendo os frutos disso. 

The Sky
imagem: Giphy
03 Conseguir ter uma rotina de leitura mais organizada.

Sempre amei ler e por um bom tempo os livros foram meus melhores amigos. Porém, confesso que depois que criei o blog, eu não apenas passei a ler mais, como também comecei a ser mais organizada com as minhas leituras.

Antes do blog eu lia uma média de vinte a trinta livros por ano, e hoje leio bem mais que isso. Claro que ainda falta um pouco para minha meta de leitura chegar aos cem livros lidos por ano, mas um dia chego lá.

02 Compartilhar livros e autores maravilhosos que conhecemos.

Lembro que antes do blog, eu não tinha com quem conversar sobre os livros que lia e seus autores. E hoje poder fazer isso é realmente muito gratificante! Não só por que eu conheço livros e autores novos através das minhas leituras e dos blogs que visito, mas por que tem pessoas que conhecem livros e autores novos através do meu blog.

Um exemplo, é a série Outlander, que a Ale do Estante da Ale leu a resenha aqui e hoje é mais fã da série que eu. E tipo, eu nunca teria dado outra chance aos livros do Colleen Hoover se não fosse à resenha maravilhosa de O Lado Feio do Amor da Cida no Moonlight Books.

Além disso, eu fico tão, mais tão feliz quando um texto que publico da coluna Divagando, toca o coração de quem lê. De verdade isso em minha opinião é uma das coisas mais fantásticas de se ter um blog. Compartilhar amor e receber amor.

01 Amizades.

Conheci uma das minhas melhores amigas  da vida, a minha gêmula, Fran do Diário de uma Leitora Compulsiva através do blog.  E ao longo desses anos o blog me apresentou muitas pessoas lindas. Pessoas que já tive o prazer de conhecer pessoalmente e outras que tenho certeza que um dia vou conhecer.

E no meu caso, que lá em 2010 resolveu criar um blog por que se sentia sozinha ter feito tantos amigos e criado tantos laços através desse meu cantinho é o que faz ter um blog realmente valer a pena ().

imagem: Giphy
Então, se identificou com algum ponto citado? Me conta qual foi ou foram eles nos comentários! Espero que vocês tenham gostado desse primeiro post da Sociedade Secreta Literária ().

Vejo vocês nos próximos posts!

03/08/2017

Um lado triste e feio do Mundo Literário

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Tudo começou com uma mensagem que recebi no Instagram. Uma menina me perguntou se eu dava livros. Respondi a ela que tenho o hábito de doar os livros que li e não gostei ou os que recebo, mas não tenho o interesse de ler para uma biblioteca comunitária aqui de Sorocaba. Até por que não vejo e nunca vi necessidade de ocupar espaço da minha estante com livros que não não tenho interesse em ler ou de reler.

imagem: Shutterstock
A menina me agradeceu e por mim a história tinha acabo ali. Porém, dias depois em um grupo literário que participo alguém publicou um print. A mesma menina entrou em contato com outra pessoa, e foi justamente à resposta que essa colega de grupo deu que me fez começar a repensar o blog e a imagem que passo para quem me segue.

Primeiro que achei errado expor a menina para o grupo, mas o que realmente me incomodou foi à resposta; “Não eu não dou livros, eu os coleciono”. Tipo quem coleciona conhecimento e histórias? Esses foram feitos para ser compartilhados, ainda mais em um país como o nosso em que o acesso à cultura é tão difícil.  Quem assistiu essa reportagem do Fantástico sabe como a grande maioria das pessoas em nosso país não tem acesso à leitura, por que os livros infelizmente ainda são muito caros. 

A verdade é que depois disso comecei a me questionar se eu e outros blogueiros literários realmente incentivamos a leitura, ou incentivamos o consumismo. O desejo de ter livros só para postar fotos bonitinhas no Instagram e conquistar números. Por que essa mesma pessoa que tem o Instagram Literário com um número considerável de seguidores, já confessou em uma conversa que não lê resenhas. Ou seja, ela publica resenhas em seu Instagram, mas não lê a resenha que os outros publicam. Isso sem falar àquelas pessoas que nem livros que recebem de parceira leem, só que a foto está lá bonitinha (...).

Sempre achei um desperdício de dinheiro quem compra todas as edições do mesmo livro. Exemplo, todas as edições já lançadas de Harry Potter. Gente para que? A história é a mesma. Se você quer uma edição mais recente sem problemas, mas por que não doar a sua antiga?

Nunca ostentei a quantidade de livros que tenho na estante. Nunca me senti uma pessoa “melhor” por ter um blog literário. O meu objetivo quando comecei o blog era compartilhar o meu amor pela leitura e nada me deixa mais feliz, quando recebo um e-mail em que a pessoa me diz que leu e amou um livro que indiquei no blog.

Nunca me importei com números ou em me tornar uma blogueira famosa. Só quero que mais e mais pessoas se apaixonem pelos mundos maravilhosos que a literatura pode nos levar. E se até hoje não desisti do My Dear Library é por que ainda tenho esse desejo. Porém fico arrasada quando vejo pessoas sendo tão mesquinhas e egocêntricas. Você ser famoso na internet não significa absolutamente nada, se no dia a dia você não é capaz de fazer a diferença na vida das pessoas que te rodeiam. 

Estamos vivendo em uma sociedade cada vez mais egoísta em que status e números se tornaram mais importantes do que o amor e a compaixão pelo próximo e isso me deixa profundamente entristecida. Me perdoem pelo textão. Acreditem que relutei muito em publica-lo no blog, mas se eu não puder desabafar aqui, no me cantinho especial, onde mais faria isso?

Fica meu apelo e meu questionamento aos meus amigos blogueiros literários. Estamos realmente incentivando a leitura ou apenas contribuindo para o consumismo? E principalmente, não colecione livros, histórias foram feitas para serem vividas e compartilhadas ().

08/03/2017

Vamos Juntos?

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Olá leitores tudo bem?

Confesso que pensei muito sobre escrever ou não escrever esse post. Afinal, não gosto de abordar assuntos "complexos" aka polêmicos aqui no blog. Porém depois de passar alguns dias refletindo percebi que se não colocasse para fora esses pensamentos, eles continuariam me perturbando como aquela ideia que às vezes temos e que não expressamos em voz alta por medo.

imagem: Jessy Rone
Quem me conhece pessoalmente ou acompanha o blog há mais tempo sabe que levanto a bandeira pela igualdade de gêneros e que sou contra qualquer forma de preconceito. Na verdade acho inadmissível ver certas coisas acontecendo em pleno 2017.  É inadmissível que durante o último Carnaval, uma mulher tenha sido agredida a cada três minutos no Rio de Janeiro.

Em todo o Brasil o 180 registrou 2.132 atendimentos, sendo que mais da metade, 1.136 certa de 53,4% foram relativos a violência física (UOL). E esses são os dados só do último Carnaval. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a taxa de feminicídios no Brasil é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo.

É por isso precisamos sim, falar do Feminismo e da Igualdade de Gêneros

A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente. - Chimamanda Ngozi Adichie

Ninguém fala para um homem que desfila pela rua sem camisa que ele está pedindo para ser estuprado. Ninguém o julga se ele foi assaltado tarde da noite. Não questionam do por que ele estar na rua e não no conforto de seu lar. Ninguém o ameaça física o verbalmente pelo fato dele ser homem.

Um homem pode ter o direito de decidir focar na carreira ao invés de se casar e ter filhos. Ele jamais será chamado de vagabundo por sair aos finais de semana, beber e ficar com uma mulher por noite. Não vão taxa-lo de louco na TPM quando sua atitude for grosseira. Se sua mulher cuida da casa e dos filhos ela não faz nada além da sua “obrigação”. Quando ele faz exatamente as mesmas coisas, é visto por muitos com uma espécie herói, o marido e pai dedicado.

Eu poderia continuar listando tudo o que está errado, por que às vezes de verdade dói perceber o quanto nossa sociedade reprime e culpa a mulher. É estarrecedor ver como alguns homens acreditam que tem o direito de tirar proveito de uma mulher só por que cresceram achando que são uma raça superior. O quanto somos objetivadas em músicas, livros e filmes e isso é simplesmente aceito como normal. Como o abuso, opressão e o desrespeito são romantizados e ainda permitimos isso. 

Por esse motivo hoje 08 de março, Dia Internacional da Mulher, resolvi trazer esse textão. Por que precisamos sim, lutar por uma sociedade mais justa e segura para todos. Precisamos ensinar as crianças desde cedo a respeitar as diferenças. Que meninos, meninas, gays e transexuais têm direitos e deveres iguais.  Que perante Deus e o Universo somos todos iguais.

Vamos juntos construir um futuro melhor, por que juntos somos capazes de mudar as coisas.  Independente da sua religião ou das suas opiniões políticas. Vamos nos lembrar por um instante que somos todos humanos e que o mundo já está divido e caótico demais, para cultivarmos e espalharmos mais ódio gratuitamente.

Vamos espalhar respeito e amor. É de amor que o mundo precisa .

30/12/2016

Retrospectiva Literária 2016

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Olá pessoas!

E eis que chegou o último post do ano aqui do My Dear Library. E que ano foi esse senhor 2016 heim? Mas esse post é para falar de coisas boas, e nada melhor do que no fim de ano fazer uma retrospectiva de tudo de legal e não tão legal assim que aconteceu.

Há sete anos participo da Retrospectiva Literária organizada pela querida Angélica do  Pensamento Tangencial. E devo confessar para vocês que esse é um dos meus post favoritos do ano (). É uma delicia recordar de todos os livros que li e de histórias e personagens que mesmo que por poucos dias fizeram parte da minha vida.

Embora 2016 não tenha sido aquele ano de “grandes leituras”, me deparei com histórias incríveis e personagens cativantes que me fizeram rir e chorar com e por eles. Esse ano novamente fiquei em dúvida e sei que corro o risco de ser injusta com um livro ou outro. Faz parte, não é mesmo?

Mas agora chegou o grande momento de vocês conhecerem os melhores livros de 2016 para essa blogueira que vos escreve. Preparados? Confere ai!

1 O romance que me fez suspirar:
- Li romances maravilhosos esse ano, porém Volta para Mim da Mila Gray foi aquele que mais me encantou. A autora soube criar uma história em que romance e drama se mesclam perfeitamente. Um livro simplesmente lindo e apaixonante.

2
A saga que me conquistou:
- É aquela velha história de todo ano. Eu tentando fugir de sagas e séries, mas elas sempre dando um jeitinho de me conquistar. Esse ano as que mais me cativaram foram a A Rebelde do Deserto da Alwyn Hamilton e Amores Improváveis da Elle Kennedy.

O livro que me fez refletir:
- Amor Amargo da Jennifer Brown foi um livro que me marcou muito em 2016. Durante a leitura eu senti dor, desespero e muita raiva, e tudo isso junto ao mesmo tempo. Foi uma leitura dolorosa e difícil pelo contexto em que a personagem principal está inserida. Mas ao mesmo tempo ele é aquele tipo de livro que nos leva a refletir sobre nossos próprios relacionamentos e como no dia a dia conduzimos algumas situações.

4 O livro que me fez rir:
- Sem sombra de dúvidas foi Ninguém Vira Adulto de Verdade da Sarah Andersen. Quem ainda não leu precisa ler antes ele tipo antes de 2017 para começar o ano que o pé direito já.

5 O livro que me fez chorar:
- Esse ano por incrível que parece estive menos chorona com as minhas leituras. Posso contar nos dedos os livros que me levaram as lágrimas e um dele foi O Livro de Memórias da Lara Avery. Acompanhar a história da Sammie é ao mesmo tempo lindo e doloroso.

6 O melhor livro de fantasia:
- Também não li muita fantasia esse ano. Como mencionei no começo do post 2016 foi “o ano”. Mas das fantasias que li a que me conquistou foi o Meio Rei do Joe Abercrombie. Gostei da trama, da forma como o autor buscou fugir dos padrões do gênero e principalmente dos diálogos. Pensem em um livro recheado de diálogos inteligentes e um protagonista sarcástico. É esse!

7 O livro que me decepcionou:
- É chato falar de decepção, mas é preciso. Não é um livro, embora tenha lido um e outro que poderia estar aqui. A minha escolha foi baseada no meu grau de decepção com a Trilogia Os Números da Sarah MacLean. Eu sei que o último livro ainda não foi lançado e que ele pode “salvar” a trilogia. Porém por tudo o que tinha lido e ouvido falar dos livros da Sarah MacLean, eu esperava mais. Na verdade esperava muito mais e acabei me decepcionando bastante com o que encontrei. Uma pena (...).

8 O livro que me surpreendeu:
- Quando Três Coisas Sobre Você da Julie Buxbaum foi lançando ele não chamou muito a minha atenção. Só que depois de ler tanta resenha positiva, resolvi dar uma chance ao livro e acabei me surpreendendo com uma história muito fofa *-*.

9 O (a) personagem do ano:
- O Quarto da Emma Donoghue foi uma leitura bem intensa, talvez a mais intensa que tive esse ano. E pelo fato de toda história ser mostrada através do olhar de uma criança, o pequeno Jack é sim, ao menos para essa blogueira o personagem do ano.

10 A frase que não saiu da minha cabeça:
“Tentamos tanto esconder tudo o que estamos realmente sentindo daqueles que provavelmente mais precisam saber os nossos verdadeiros sentimentos.”Talvez Um Dia. (Colleen Hoover).

11 O casal perfeito:
- Essa foi a categoria mais difícil de decidir esse ano, por que passaram pelo blog muitos casais inesquecíveis. Só que por tudo o que eles passaram e por se permitir a amar e se amados novamente o prêmio casal MDL2016 vai para a Elizabeth e Tristan Cole de O Ar que Ele Respira.

12 O (a) autor (a) revelação:
- Mesmo com pequenos detalhes que me incomodaram durante a leitura e de sentir que o final foi bem corrido, Boa Noite da Pam Gonçalves acabou se revelando uma ótima surpresa esse ano. Sem dúvidas um começo bem promissor para a autora.

13 O melhor livro nacional:
- Esse ano consegui ler mais livros nacionais. (Ouviram um amém?). E de todos o que se tornou o meu favorito não só entre os nacionais, mas no ano é o Quando Amor Bater à sua Porta da Samanta Holtz.

14 O melhor livro que li em 2016:
- Como comentei logo no começo do post, esse ano não tive “grandes leituras”. Li livros maravilhosos, mas senti falta daquela historia que me arrebatasse por completo. Tenho a sensação que conforme o tempo passa mais exigente aka chata fico em relação aos livros que leio. Mas se teve um livro que conquistou um lugarzinho especial em meu coração foi O Ar que Ele Respira da Brittainy C. Cherry ().

15
Li em 2016:
- Minha meta era de 50 livros, mas acabei lendo 63. Li 12 livros a mais em relação ao ano passado. Porém somando os mangás que li esse ano o total dá 70 ;).

16 A minha meta literária para 2017 é:
- A mesma de todos os anos, 50 livros até por que eu prezo mais a qualidade de que quantidade. Prefiro ler menos, mas encontrar histórias que sejam marcantes e emocionantes do que ler muitos livros e encontrar o mais do mesmo.

E vocês? Compartilhe nos comentários quais os livros mais marcantes de 2016 e quais as metas literárias para 2017 =D

Quero agradecer imensamente a cada um de vocês por tornarem o meu ano mais suportável. Esse foi um ano bem difícil em todos os sentidos em minha vida e mesmo que em algumas semanas eu tenha ficado mais “ausente” daqui. Saber que vocês estavam ai do outro lado me deu razões e motivos para continuar vindo aqui. Meu muito obrigada de !

Desejo a todos um maravilhoso 2017! Que seja um ano mais tranquilo e repleto de muito trabalho e luz para todos. E principalmente um ano de paz, menos intolerância e de sonhos realizados.

Lá vamos nós rumo ao sétimo  ano do My Dear Library ()!

Beijos e até o próximo post ;***

ps: O blog, ou melhor dizendo essa blogueira aqui vai tirar duas semanas de férias. Afinal todo mundo precisa recarregar as baterias depois desse 2016 tão tenso. Vejo vocês em breve ().

18/03/2016

Precisamos falar sobre Caroline Piasecki

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Olá leitores, tudo bem?

A Wishliterária ainda não foi ao ar esse mês, mas quem acompanha a Editora Arqueiro nas redes sociais, já deve estar sabendo do lançamento da duologia, Profundo e Intenso da autora Robin York.

E para quem estava pensando só de olhar para as capas que a história se trata de apenas mais um Young Adult, está bem enganado. A autora Robin York aborda em sua trama um tema bem atual e que infelizmente está se tornando cada vez mais comum, - vingança pornô (revenge porn). 

imagem: Shutterstock
“A pornografia de vingança (em inglês, revenge porn) é uma expressão que remete ao ato de expor na internet fotos e/ou vídeos íntimos de terceiros sem o consentimento dos mesmos, geralmente contendo cenas de sexo explícito que mesmo quando gravadas de forma consentida, não tinham a intenção de divulgá-las publicamente. Após o fim do relacionamento, uma das partes divulga as cenas íntimas na internet como forma de "vingar-se" da pessoa com quem se relacionou. No Brasil, o ex-jogador de futebol e atualmente senador Romário apresentou em outubro de 2013 um projeto de lei que transforma em crime a divulgação indevida de material íntimo. Em junho de 2015, Google começou a aceitar pedidos de usuários para remoção de buscas que tenham relação com pornografia de vingança”.

No Brasil mesmo com a Lei Carolina Dieckmann em vigor desde 2013, segundo o SaferNet, só em 2014 foram registrados mais de 200 casos de revenge porn no Brasil. É um crescimento quatro vezes maior dos casos registrados em 2012.  Nos Estados Unidos o governo da Califórnia, lançou em parceria com Google, Facebook, Yahoo e Twitter um programa que tem como objetivo ajudar as vítimas de cyberexploração, cujas fotos íntimas são divulgadas sem consentimento.

Além disso, o programa visa também a ensinar as pessoas como a se proteger e a denunciar os vazamentos.  Desenvolvido pela Procuradora Geral da Califórnia, Kamala Harris, o programa oferece guias para ajudar policiais na investigação de crimes cibernéticos. Segundo Kamala, “Haverá punição severa para quem cometer esses crimes, ao mesmo tempo em que também devemos focar no que podemos fazer para prevenir que o crime ocorra.”
imagem: Editora Arqueiro

Na obra de Robin York, Caroline Piasecki vê sua vida se transformar em um pesadelo quando o ex-namorado espalha fotos dela nua na internet. Desesperada, ela tenta fazer com que as imagens sumam da rede e, ao mesmo tempo, tem que se defender da multidão de pessoas que a julgam.

Adoro tecnologia e confesso que “não sou nada” sem meu smartphone, já que além de usa-lo para me comunicar com o mundo ele também é minha ferramenta de trabalho. Mas, obras como de Robin York e principalmente os casos reais que acontecem e chegam à mídia, me lembram do fato que toda essa tecnologia nas “mãos erradas” pode se tornar uma arma cruel. Afinal, vivemos em uma era dominada pelo avanço tecnológico, em que temos apenas uma “falsa” ilusão de privacidade.

E quando casos assim vêm à tona o que mais me entristece, é a vitima ser julgada e condenada. A culpa nunca é da vitima, nunca! Relacionamentos acabam, e por mais triste que o termino possa ser, isso não dá direito a nenhuma das partes a agir de modo tão baixo e repulsivo como esse. Em muitos casos a vitima se vê tão perdida, com tanta vergonha que acaba tirando a própria vida. Ao invés de julgamento essas pessoas precisam de apoio.

Pensar que histórias como a de Caroline acontecem na vida real, me faz pensar no quanto às vezes não conhecemos a pessoa que está do nosso lado. E principalmente como precisamos de penas mais duras para esse tipo de crime.

Lembre-se, a culpa nunca é da vitima.

Sobre os Livros:




Caroline Piasecki vê sua vida se transformar em um pesadelo quando o ex-namorado espalha fotos dela nua na internet. De uma hora para outra, sua reputação é arruinada e o futuro promissor que a aguardaria após a faculdade já não parece tão garantido. Desesperada, ela tenta fazer com que as imagens sumam da rede e, ao mesmo tempo, procura se defender da multidão de pessoas que a julgam. Um dia, quando um cara que ela mal conhece sai em sua defesa e dá uma surra em seu ex-namorado, tudo muda. À primeira vista, West Leavitt é a última pessoa de quem Caroline deveria se aproximar – ele tem um ar sombrio e ganha a vida de forma ilícita. Ela, por sua vez, é o tipo de garota que West sempre tentou evitar. Rica e privilegiada, jamais entenderia as dificuldades pelas quais ele já passou. Mesmo com todas as diferenças, os dois se tornam amigos. Com Caroline, West sente que fará de tudo para ser um homem melhor, e ela encontra nele a força para reagir. Quando parece impossível resistir à paixão avassaladora, West e Caroline descobrem que às vezes a única opção que resta é ir mais fundo.






A vida de West Leavitt foi do céu ao inferno em poucos meses. Ele achava que era possível ter um futuro melhor, mas acabou retornando para os dramas diários de sua família. Agora, em meio a uma tragédia, o rapaz não sabe o que fazer para ajudar Frankie, sua irmã caçula. Quando ele está prestes a desmoronar, só uma pessoa lhe vem à mente: a jovem segura e determinada que ele um dia pensou merecer. Longe dali, Caroline Piasecki sonha mais uma vez com West: a pele contra o seu corpo, o cheiro dele, a mão deslizando pela sua barriga... Mas sonhos são apenas sonhos. Ela sabe que o ex foi embora e não vai voltar. Por mais doloroso que seja, Caroline precisa se esquecer do tempo que passaram juntos. Até que seu celular toca e um West transtornado está do outro lado da linha. Sem pensar duas vezes, Caroline vai ao seu encontro. Só que muita coisa mudou desde que eles terminaram. West tenta afastar Caroline de sua vida de todas as maneiras. Ao mesmo tempo, o desejo que sentem um pelo outro parece ter ficado até mais forte no período em que estiveram separados. West ainda sente algo por ela, mas não se considera uma boa companhia para ninguém. Caroline quer estar nos braços de West, mas sabe que deve partir para que ele não sofra. Nesse embate de emoções, eles precisarão encontrar os próprios caminhos e descobrir: por mais intenso que seja o laço que os une, ainda é possível um recomeço?



Fontes:
Wikipédia | SaferNet | Ciber Exploitation |End Revenge Porn.

31/12/2015

Retrospectiva Literária 2015

| Arquivado em: CAFÉ LITERÁRIO.

Bom dia leitores =)

E chegamos ao final de mais um ano em que muita coisa aconteceu. Umas boas e outras nem tanto, mas o que vale na vida é tudo o que aprendemos com ela, não é mesmo? Quem acompanha o blog há mais tempo já está habituado a Retrospectiva Literária, afinal esse é o sexto ano consecutivo que o My Dear Library participa dessa iniciativa linda criada pela Angélica do Pensamento Tangencial.

A parte mais divertida em se fazer a Retrospectiva Literária é recordar das leituras que ganharam aquele lugar especial em nossos corações. E em 2015 apesar de ter lido menos, foi um ano em que fui surpreendida várias vezes com histórias que começaram despretensiosas, e que ao final me conquistaram por completo.

Espero não ter sido “injusta” com ninguém, mas esse ano foi muito difícil fazer essa seleção, eu fiquei na dúvida em várias categorias tanto que acabei precisando reler algumas resenhas para tomar uma decisão final. Decisão essa que vocês conferem agora!

1 O romance que me fez suspirar:
- 2015 foi sem sombra de dúvidas o ano do Romance de Época aqui no blog. Li muitos livros do gênero, mas se tem um que merece um lugar especial na minha estante e em meu coração é, O Príncipe dos Canalhas da Loretta Chase. Esse foi um dos poucos livros que favoritei no ano, e gente (...) é muito amor em um livro só ()!

2 A saga que me conquistou:
- A saga que me conquistou foi uma que após ter “desistido” duas vezes da leitura no passado, esse ano acabei levando ela até o fim e me apaixonando tanto pelo livro como pela série de TV. Já descobriram de qual saga estou falando?  É Outlander da Diana Gabaldon. Sério, estou muito ansiosa para ler o terceiro livro e assistir a segunda temporada. 

3 O livro que me fez refletir:
- Essa foi uma escolha simples e ao mesmo tempo difícil, por que li muitos livros que de uma forma sutil me fizeram refletir. Livros esses que vou carregar um bom tempo comigo, mas por tudo que essa pessoa representa hoje no mundo, eu não poderia escolher outro livro senão Eu Sou Malala, da Malala Yousafzai. Esse livro é mais que uma lição de vida é uma centelha de esperança.

4 O livro que me fez rir:
- Sempre tenho enorme dificuldade de responder esse item já que normalmente acabo dando preferência para livros mais “dramáticos”, por assim dizer.  E por esse motivo a autora Caroline Carlson vai levar o “prêmio” pelo segundo ano consecutivo com O Terror das Terras do Sul, a continuação da série A Quase Honrosa Liga de Piratas. Essa série é muito divertida, quem ainda não leu, não sabe o que está perdendo viu.

5 O livro que me fez chorar:
- Como tenho uma quedinha por drama li alguns livros que me levaram as lágrimas, mas nenhum foi tão marcante como Por Lugares Incríveis da Jennifer Niven. #heartbreak

6 O melhor livro de fantasia:
- Eu li bem poucos livros de fantasia esse ano, mais uma prova que o Romance de Época dominou o My Dear Library em 2015. Mas, por ser parte de uma das minhas sagas favoritas e ter fechado esplendidamente bem ela, o prêmio vai para Mago: As Trevas de Sethanon do meu querido Raymond E. Feist. Quem acompanha o blog sabe o quanto eu sou apegada a essa saga. É muito amor envolvido ().

7 O livro que me decepcionou:
- Esse foi o primeiro livro que li no ano, e muito de vocês já devem estar pensando:
“Poxa a Ane já começou o ano com o pé esquerdo.” Mas, a leitura não foi assim de todo o ruim. O problema aqui foi o excesso de expectativa, pois como eu tinha amado o livro anterior da autora eu meio que esperava amar esse mais ainda. E infelizmente isso não aconteceu com Paixão da Nicole Jordan. #chatiada.

8 O livro que me surpreendeu:
-  Tive boas surpresas esse ano, só que depois de quebrar a cabeça tentando decidir qual foi a maior delas acredito que nada mais justo do que esse posto ficar com duas autoras que por conta de uma experiência ruim eu meio que tinha pegado certa “birra” com elas. São a Cecelia Ahern com o seu Simplesmente Acontece e a Colleen Hoover com O Lado Feio do Amor.

9 O (a) personagem do ano:
- Apenas um nome me veio a mente e foi o de Theodore Finch de Por Lugares Incríveis.

10 A frase que não saiu da minha cabeça:
 – “Na verdade, só desabamos diante de quem sabemos que podem nos reconstruir.” - Os Bons Segredos (Sarah Dessen).

11 O casal perfeito:
- Perdoem-me Sebastian Ballister e Jessica Trent, eu amo vocês também, só que o prêmio de casal perfeito 2015 vai para Claire e Jaime Fraser de A Viajante do Tempo ().

12 O (a) autor (a) revelação:
- Conheci ótimos autores esse ano, mas a Ryan Graudin de A Cidade Murada foi a que mais me surpreendeu.  O livro possui ótimos personagens e a narrativa foi muito bem construída. A Cidade Murada é outro livro que recomendo bastante para quem gosta de histórias cheias de ação e mistério.

13 O melhor livro nacional:
- Momento shame on da Retrospectiva.  Essa que vos escreve leu apenas um livro nacional esse ano. Gente eu me sinto profundamente envergonhada, por que não é a primeira vez que isso acontece. Eu prometo que em 2016 vou tentar ao máximo me redimir dessa enorme falha minha.  Então não é surpresa nenhuma esse posto ser ocupado por Perdida da Carina Rissi.

14 O melhor livro que li em 2015:
- Sei que muitos dos livros maravilhosos que li em 2015 mereciam receber esse “prêmio”, porém por ainda ser uma história que mexe comigo e que sempre terá um lugar mais que especial em meu coração, mesmo tendo deixado ele partido em mil pedacinhos. O melhor livro que li em 2015 foi Por Lugares Incríveis da Jennifer Niven.

15 Li em 2015:
- Minha meta era de 50 livros, mas acabei lendo 49. Porém somando todos os mangás e HQs que li esse ano o total dá 59 ;).

16 A minha meta literária para 2016 é:
- No geral minha meta para 2016 é não ter metas, pelo menos não a longo prazo. Mas, levando em conta o meu ritmo de leitura e outros fatores, vou estipular a mesma meta de 2015, ou seja, 50 livros

E antes de finalizar a Retrospectiva Literária 2015 preciso fazer duas menções honrosas de livros que li, mas que acabei não resenhando aqui no blog. São eles A Vida do Livreiro A.J. Fikry da Gabrielle Zevin e Como Eu Era Antes de Você da Jojo Moyes. Essas foram duas leituras muito especiais e emocionantes e eu não podia deixar de menciona-las nesse post.

E por esse ano é só gente, lembrando que até a meia noite ainda dá tempo de participar da Retrospectiva Literária 2015. Muito obrigada a todos que me acompanharam durante esse ano. Vocês não tem noção de como cada um de vocês teve um papel importante na minha vida em 2015. Meu muito obrigada de !

Vejo vocês em 2016 e desejo que esse ano novo que se inicia venha com muita saúde, trabalho e paz para todos nós !

Beijos e até o próximo post;***

17/03/2015

Desabafo, protestos e ainda ter fé...

| Arquivado em: Café Literário.

Talvez eu seja muito idealista uma sonhadora irremediável. Porém desde criança sempre acreditei que só é possível fazer do mundo um lugar melhor, melhorando a nós mesmos. Sabe aquele velho e bom provérbio chinês: “Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa”, é nisso que acredito até hoje. Por isso não fui as ruas para protestar, por que o problema de nosso país somos nós mesmos.

imagem: Tumblr.
Desde o ano passado uma onda de intolerância, incoerência e hipocrisia vêm se espalhando como uma verdadeira praga pelo Brasil. Quando leio comentários incitando o ódio, a violência e alguns termos não muito "nobres" sendo usados para se referir a Presidente nas redes sociais e nas ruas , fico profundamente envergonhada. O fato de não gostarmos de alguém, ou de não concordarmos com algo, ainda não nos deu o direito de sair por ai atacando os outros.

Desde que me conheço por gente, e ouço falar de política nos telejornais ela vem acompanhada pela palavra corrupção. Em 1992 as pessoas saíram às ruas para pedir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Eu tinha sete anos na época, e me lembro da comoção nacional. Mas depois de oito anos, quem o povo elegeu de novo? O mesmo que em 1992 foi “expulso” por ter roubado milhões.

A política no Brasil sempre foi suja. Basta ter um pouco de “curiosidade” e pesquisar a história do país. História essa que tem vinte e um capítulos marcados por uma Ditadura Militar sangrenta. Por isso fico indignada quando vejo pessoas pedindo a intervenção militar. Essas pessoas que estão por ai marchando pedindo esse absurdo não demonstram o mínimo de respeito pelas pessoas que lutaram e perderam suas vidas para hoje termos direito a liberdade. Elas não tem respeito pelos familiares dessas pessoas. E não tem respeito pela democracia.

É lindo ver o povo na rua, mas durante os protestos de domingo, vi pessoas dando entrevista sem ao menos saber dizer o porquê estavam lá. Vi pessoas com cartazes contendo o símbolo da suástica nazista. E nesse momento eu me perguntei se elas sabem o que esse símbolo representa e se algum dia elas leram a respeito de um assassino louco chamado Adolf Hitler. Sim, estou muito p* da vida com isso, ao ponto de chorar de raiva.

De tudo que tenho visto, lido e ouvido desde as eleições passadas até aqui, o sentimento que me resta é o de vergonha e perplexidade. Afinal, não adianta entoar gritos de ordem e sair nas ruas pedindo mudanças quando reelegemos Collors, Calheiros, Cunhas e tantos outros corruptos de carteirinha.  Não adianta sair na rua pedindo por mudanças enquanto não mudarmos a nós mesmos. "A mudança começa de dentro para fora, e não ao contrário".
imagem: Ariane Reis.
Vamos olhar mais a nossa volta e não apenas para os nossos problemas.  Que tal começarmos pelo Oriente Médio e os grupos terroristas que matam inocentes todos os dias por esses terem uma opinião contrária à deles. Podemos também voltar nossos olhos para os milhões que vivem em condições precárias na África. Ou nem precisamos ir tão longe, basta olhar para o nosso próprio país. Que enquanto alguns fazem panelaço em suas varandas gourmets outros não tem o que colocar na panela. Talvez se olharmos um pouquinho mais para o próximo vamos perceber quão pequenos e insignificantes são os “nossos problemas”.

O que está acontecendo hoje no Brasil não é "mérito" de apenas um governo x de um partido y.  Porém enquanto a política for discutida com mais um clássico de futebol vamos continuar do mesmo jeito. Berrando uns com os outros, se agredindo gratuitamente, permitindo que os nossos “queridos” políticos fiquem lá ganhando milhões. A única forma de mudarmos o nosso país é estudando, é protestar nas urnas, votando com consciência e cobrar de quem elegemos as promessas de campanha. É ver o país com uma unidade e não com individualismo.

Podemos e devemos construir um Brasil com menos ódio, intolerância e preconceitos. Um Brasil mais igualitário, justo e com mais respeito e amor pelo próximo. Quem sabe se começarmos pela nossa “casa”, conseguimos fazer o mundo um lugar melhor.

Eu ainda tenho fé!


ps: Me desculpem pelo "textão". Mas, eu realmente precisava colocar isso para fora.

29/01/2015

Nostalgias, listas e metas para 2015

| Arquivado em: Café Literário.

Boa tarde leitores!

Em nosso primeiro Café Literário do ano, vou compartilhar com você as minhas metas para 2015. Na verdade eu tinha “prometido” que em 2015 não criaria nenhuma lista e nem ia ficar fazendo mil planos. O meu lema continua sendo, - “prefiro me surpreender a me decepcionar”. Porém, fiquei pensando, - este ano vou fazer 30 anos. Tipo são três décadas de vida, não tem como ignorar algo tão marcante.

Não que eu esteja passando por uma crise de idade, mas fico recordando de como me imaginava hoje a quinze anos atrás. Acho que é meio automático esse sentimento de nostalgia quando nos aproximamos de “marcos históricos” em nossas vidas.  Você começa a realmente perceber o quanto o tempo passou rápido demais. Se da conta que muitas das pessoas que um dia cruzaram o seu caminho hoje já não estão mais aqui entre nós. Que algumas amizades não resistiram às mudanças enquanto outras ficaram ainda mais fortes com o tempo.
imagem: tumblr
Sempre me imaginei aos trinta anos, casada com filhos tendo minha casa e sendo bióloga. Hoje a minha vida é o completo oposto disso.  E querem saber de uma coisa, de certo modo fico feliz que tudo deu “errado”, por que foram graças a esses enormes erros e tropeços que conquistei o que tenho hoje. Claro que nem tudo é um mar de rosas, afinal problemas todo mundo tem. Mas, é tão gratificante perceber que por mais que algumas coisas tenham sido mais complicadas que outras, você sobreviveu e venceu todos os obstáculos.

Por esse motivo, criei uma pequena lista de coisas que quero fazer esse ano. É como se eu tivesse propondo a mim mesma uma série de desafios pessoais para cumprir até o dia 31 de dezembro.

Estão curiosos para saber o que pretendo aprontar esse ano? Confiram ai ;D

Faz muito tempo estou querendo fazer uma tatuagem. Na verdade já era até para eu ter feito uma (...). Só que justo do dia que estava tudo agendado certinho o tatuador, tive um imprevisto (sai mais tarde do trabalho) e não consegui ir. Mas, agora estou economizando para quando marcar já fazer as três tatuagens que quero de uma vez.

Este ano quero conhecer vários lugares novos. Comecei viajando para Aparecida no Norte onde passei um domingo maravilhoso. Tem várias cidadezinhas simpáticas vizinhas aqui de Sorocaba que tenho vontade de conhecer, então já estou começando a montar um roteiro.

Sim, nunca fiz um piquenique... Vai fazer um ano que minhas amigas e eu estamos planejando um, só que ele ainda não saiu do papel. Porém, combinamos que desse ano não passa =D

Em 2015 vou terminar de ler a série Instrumentos Mortais da Cassandra Clare, a Trilogia da Magia da Nora Roberts, Mago do Raymond E. Feist e Rothwell Brothers da Madeline Hunter. Recuso-me (ao menos vou tentar), começar qualquer outra série sem finalizar essas.

Quando eu morava em Joinville, sempre estava indo em algum show. Às vezes ia até mesmo para Curitiba quando uma banda que eu gostava tocava lá. Mas, desde que mudei para São Paulo não fui mais a nenhum show... Torcendo para que o Angra venha tocar em Sorocaba esse ano *-*

Ai tem tanta coisa que não sei fazer gente. Não sei fazer bolo, andar de bicicleta, de patins, tocar violão, dirigir e sou um verdadeiro desastre em qualquer tipo de trabalho manual. Em fim, existem várias coisas novas que posso aprender esse ano. Admito que de todos esses itens que listei acima estou mais inclinada a aprender a fazer um bolo, já que as minhas habilidades culinárias se resumem a fazer miojo e o ovo frito =D

Bem essa é minha listinha de metas para 2015. Não quis criar uma lista enorme com metas digamos “impossíveis”, para não acabar me frustrando por não ter conseguido alcançar meus objetivos. Então, torçam por mim !

Mas, agora quero saber de vocês? Quais são as suas metas para 2015?

Beijos e até o próximo post ;****

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